Plantão Médico - Swanqueen
23 Capitulo 23
Não percebi que tanto eu quanto Regina havíamos pegado no sono até ser gentilmente cutucada por uma enfermeira para checar Regina, olhei para o lado e encontrei Zelena dormindo desconfortavelmente no sofá do quarto.
Desvencilhei-me de Regina com cuidado para não acorda-la e olhei no celular as horas, já passava de cinco da manhã e mesmo com os meus esforços para Regina não acordar, a enfermeira a acordou para medir a sua pressão e dar o remédio para dor.
—O doutor deve passar antes das sete para assinar o seu papel de alta. _ ela disse antes de se retirar.
—Não é bom ser paciente._ sussurrou.
—Não mesmo, todos os dias sendo acordados antes das seis... Minha sorte é que você passava logo depois na sua ronda.
—Onde você está indo?_ me viu distanciando.
—Banheiro._ apontei para a porta._ você acha que a Zel vai ficar com dores no pescoço?_ ela estava dormindo, meio sentada e meio deitada com a cabeça pendendo para o lado e a boca aberta.
—Não, é porque você nunca a viu dormindo numa viagem._ se endireitou na cama sentando-se.
Não demorei muito tempo, voltei com o rosto lavado e já desperta. A morena olhava pela câmera do meu celular o corte em sua testa.
—Não vai ficar cicatriz, pode ficar tranquila.
—Isso mesmo, não quero minha namorada parecendo o monstro do Frankenstein._ relembrei da piada que ela fez quando tirou os meus pontos.
—Quando vocês acordam são sempre assim?_ Zelena resmungou se levantando para ir ao banheiro._ eu queria poder assinar os seus papeis de alta...
—Não estou sentindo mais nada...
—O Gold falou que não havia aparecido nada nos exames._ Relembrei.
—Eu fui pegar uma roupa para você quando sair._ Zel disse quando saiu do banheiro._ E quando voltei vocês duas estavam dormindo. O papai deve estar voltando para Nova York agora._ Regina suspirou._ Agora vai vir a bronca de irmã mais velha.
—Eu acho melhor eu dar licença.
—Não Emma, você fica aqui._ Zelena disse segurando minha jaqueta.
—Okay...
—Você não tinha necessidade de sair igual a uma louca por causa do que ela disse, Regina. Eu sei que o que ela disse ninguém espera isso de sua própria mãe, se aquilo doeu em mim imagina em você? Mas você não pode se deixar ser atingida porque aí ela só cresce.
—Eu não sei onde estava com a cabeça. Só queria me desligar um pouco.
—Ligasse para sua namorada e assim vocês duas poderiam transar noite adentro como forma de dizer “Foda-se para o que você pensa, Cora Mills”. Se tiver próxima vez, não saia como uma idiota por aí..._ Zelena chegou perto da irmã, ela estava certa. Vi uma lágrima na bochecha de Regina antes dela esconder seu rosto no ombro da irmã enquanto se abraçavam._ Eu te odeio, sis._Apertou ainda mais a irmã.
—Eu também te odeio, Zel. E porque você está com a minha blusa?_ fungou.
— Eu quis vesti-la.
—Essa cor não combina com você, combina comigo.
—Estou de luto por sua inteligência._ Regina deu um tapa no braço da irmã.
—--
Chegamos ao apartamento de Regina e ela já estava mais animada como se já tivesse esquecido do que a mãe disse, mas eu sabia que era apenas uma maquiagem.
—Bem, vocês podem ficar aí, Emma você cuida da Vossa Majestade que eu vou comprar o nosso almoço.
—Zel, a chave._ joguei a chave de meu carro para ela.
—Valeu. _ a ruiva desapareceu pela porta.
—Você pode deixar a bronca para depois? Acho que a Zel já disse tudo o que tinha que ouvir.
—Então só vou falar que a Zel está certa._ ela revirou os olhos._ Não faça isso Regina, é infantil.
—Você não sabe o que senti na hora que ela me disse aquilo tudo, Emma!
—Eu já disse que intendo, Regina._ caminhei até ela e segurei os seus braços._ Mas você não precisava agir daquela maneira.
—Para você é fácil falar, sua família sempre esteve lá para te apoiar._ soltei os seus braços._ Principalmente quando se assumiu, eles não te abandonaram._ ela afastou.
—Você sabe que isso não é verdade, é injusto falar isso. Você não sabe como é crescer imaginando porque os seus pais te abandonaram, crescer em lares adotivos que te devolvem logo quando você comete um deslize. E com os pais da Mary foi diferente, eles me acolheram por causa da Mary e quando descobriram sobre mim ouve um choque sim, atrito com o Leopold, mas depois correu tudo bem.
—Ela disse que eu não sou a mais a filha dela! Eu sempre faço tudo por ela!_ passei a mão no rosto enquanto respirava fundo.
—Regina, meu amor, ela que está perdendo. Intenda! Você tem que seguir em frente, não deve ficar presa ao que sua mãe disse! Mesmo ela sendo a sua mãe._ caminhei lentamente até ela querendo abraça-la com força quando vi dor em seus olhos.
—Eu... eu vou tomar um banho..._ deu as costas e seguiu para o seu quarto.
Suspirei e me sentei no sofá colocando o rosto entre as mãos. Eu sabia que tinha que dar espaço para ela digerir tudo o que a mãe falou, mas estava preocupada com o jeito que ela ia digerir.
Fiquei alguns minutos naquela posição. Tirei a minha jaqueta e a joguei no sofá antes de me direcionar até o banheiro social apenas para lavar o meu rosto quando a ouvi chorando.
Quando abri a porta do banheiro ela estava sentada no chão do banheiro abraçada a si mesma ainda seminua enquanto o registro ainda estava aberto. Tirei as minhas botas rapidamente e peguei uma toalha, foi aí que ela me viu.
—Você quer ajuda?_ estendi minha mão enquanto a água batia e molhava a minha calça.
—Eu vou tentar._ estendeu a mão e pegou a minha._ Agora vou tomar o meu banho._ dei um sorriso fraco.
—Vou estar ali no seu quarto se precisar. _ A ajudei se levantar. Quando sai do banheiro escutei a porta da sala se fechar.
—Como ela esta? _ a ruiva perguntou.
—Arrasada.
—Me ajuda a colocar a mesa? Comprei a comida favorita dela. Lasanha._ encaminhou para a cozinha com as sacolas. _ passei por ela até o armário para pegar os pratos enquanto Zel pegava os talheres.
—Vou voltar para o quarto caso ela precise de algo. _ Quando cheguei ela estava sentada na cama com os cabelos molhados penteados para traz com uma roupa de dormir comprida que escondia os arranhões de seus braços e o corte na testa tampado por um curativo.
—Me desculpa?_ ela levantou aqueles olhos lindo para mim. Sentei-me ao seu lado e peguei sua mão. _Eu sei que fui má com você... Falando sobre...
—Ei, não tem problema, okay? Você estava magoada e eu era a pessoa mais perto para descontar a raiva._ peguei em seu queixo e virei o seu rosto para o meu.
—Eu pensei no que vocês disseram e eu escolho você, Emma._ selei nossos lábios.
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