Plantão Médico - Swanqueen
24 Capitulo 24
—Como foi?_ Perguntei assim que Emma atendeu o celular.
—Não sabia que estava sentindo tanta falta de meus alunos!_ disse animada, ainda podia escutar o barulho das pessoas ao redor dela e dos carros. O dia para mim foi apenas de reunião, papeladas e manter a ordem no pronto socorro, nenhum atendimento ou cirurgia marcada devido o meu estado emocional abalado de acordo com o atestado médico e o de minha irmã. Estava voltando para a minha sala depois de designar as funções de cada um. _ Quando cheguei os meus alunos e os professores estavam me esperando com uma faixa, tudo programado pela Mary.
—Que legal, meu amor._ entrei na minha sala._ A Mary sempre pensa em tudo, não é?
—Claro que penso em tudo! E estamos dentro do carro com o viva voz ligado.
—Claro, deu para perceber, Mary._ Emma disse rindo.
Me espichei em meu sofá e tirei meus saltos.
—Queria ter um horário de aula assim. Só saio daqui três horas. Tem como me lembrar de comprar um sofá?
—Por que você não pede um para o hospital?
—A Zelena está cuidando disso._ disse.
—Um tom maquiavélico em sua voz, Evil Queen?_ Emma perguntou.
—Não gosto desse apelido. _ emburrei._ Por que você não passa lá em casa hoje?
—Eu ia te fazer esse mesmo pedido._Ela disse.
—Tudo bem, saio as seis, passo aí.
—Doutora Mills? _ uma residente entrou na minha sala.
—Emma, te ligo mais tarde tudo bem?
—Tudo certo, te espero lá, beijos.
Me endireitei no sofá e olhei para a residente.
—Precisamos da senhora no pronto socorro._ Calcei os saltos e corri até o pronto socorro.
—Tinker o que está acontecendo?_ assim que fechei minha boca meu nome foi gritado.
—Tem um cara bêbedo gritando o seu nome, está no leito quatro._ ela apontou e me entregou o tablet.
—Hoje eu não deveria estar atendendo, Tinker.
—Tentamos os outros , mas ele só quer falar com você, você atende e passa para um residente, essa aí._ revirei meus olhos e andei até o leito. Olhei o prontuário e respirei fundo quando vi o nome.
—Boa tarde, senhor Jones.
—Regina Mills._ ele estava cheirando a rum._ Até que em fim você apareceu, estavam mandando meros residentes para me atender, mas eu queria a chefe do pronto-socorro.
—O senhor está sentindo alguma coisa?
—Não... Não.
—Então vou aplicar uma glicose na veia, vou pedir para uma enfermeira, tudo bem?_ já estava saindo pela cortina quando ele me chamou novamente.
—Me diga, como é foder a Emma, é bom não? Sinto falta daquela bunda, daqueles peitos...
—Como você sabe que estamos juntas?
—Não interessa, só sei que vocês não vão ficar muito tempo juntas, a Emma é minha, doutora. Minha.
—Pelo que me lembro, você a traiu._ cheguei bem perto dele._ E deixe a Emma em paz, mais um piu e chamo os seguranças. _saí do leito e fui até a Tinker._ Glicose na veia e se ele perturbar, pode chamar os seguranças.
—Regina, o que aconteceu? Essa veia em sua testa parece que vai explodir.
—Aquele idiota é o ex da Emma.
—E... Sei que não foi só isso. Ele nos ameaçou.
—O que você vai fazer?
—Ele estava bêbado, não posso levar isso a serio. Dê o soro, a Doutora Reynolds cuida dele de agora em diante. Vou voltar para a minha sala.
Pendurei o jaleco na poltrona e me sentei em frente ao meu computador e comecei a ler um artigo. Não consegui me concentrar por muito tempo, todas as vezes que fechava os olhos as palavras de Killian ecoavam em minha mente.
Levantei com pressa e fui até a máquina de expresso mais próxima, precisava de cafeína para parar a minha dor de cabeça.
—Sis!_ já estava voltando.
—Zel!_ a encontrei indo para a minha sala.
—Como foi o seu dia?
—Está indo tudo bem._ decidi não falar nada sobre Killian._Hoje vou para a casa da Emma quando sair, tudo bem?
—Quer que te deixo lá? Peguei o meu carro hoje no almoço.
—Não, pego um taxi._entramos em minha sala.
—O plano sofá ainda está de pé, não?
—Sim, por que?_ olhei para Zelena empurrando o sofá em direção da porta.
—Abra a porta sis. O sofá da sala dos internos, não tem ninguém lá esse horário e ele é com certeza mais confortável que esse seu._ Metade do sofá já estava para o lado de fora da sala.
—Você é louca?
—Sou e se você pudesse me dar uma mãozinha?_ passei por cima do sofá com dificuldades já que a saia lápis que eu estava limitava muito os meus movimentos.
—Detesto quando você vem trabalhar toda formal._ comecei a direcionar o sofá. As pessoas nos olhavam enquanto empurrávamos o sofá pelos corredores, quando chegamos perto da sala dos internos Zel parou e entrou para checar a sala que estava vazia._Agora colocamos ele lá dentro e pegamos o outro.
—Você é maluca mesmo, se alguém nos pega..._ ela puxou o sofá para dentro da sala.
—Você é a queridinha do conselho e só estamos mudando os móveis de lugar, é uma vergonha uma chefe de departamento ter um sofá desses na sala._ começou a empurrar o outro._ Além do mais, nenhum residente ou interno vai reclamar da Evil Queen, querendo ou não você é a Evil Queen com a base da pirâmide do pronto socorro.
—Malévola era assim e não tinha um apelido.
—Bem, não a conheci direito. Agora empurra logo esse sofá.
—Estou de salto!
—Se vira!
—O que vocês duas estão fazendo?
—Tinker, vem ajudar! A evil queen hoje está social e não consegue empurrar esse sofá._ bufou de raiva.
—Zelena trocou o meu sofá._ Tinker começou a empurrar e paramos apenas quando chegamos à minha sala.
—Regina, aquele paciente desapareceu.
—Sem problemas._ eu disse.
—Com certeza esse sofá é mil vezes mais confortável que aquele seu e não tem aquela madeira incômoda._ disse depois que se deitou no sofá.
—E o seu carro, amiga?_ Tinker se sentou no braço do sofá.
—Vou ter que troca-lo.
—Eu gostava daquele carro..._ Tinker fez um bico.
—--
Ao sair do táxi passei a mão em minha camisa social alisando os lugares amassados e depois ajeitei os meus cabelos. Caminhei rapidamente até a porta e toquei a campainha.
—Regina!_ me deu um selinho e me puxou para dentro.
—Me desculpe o atraso, o trânsito estava péssimo._ me levou até a sala.
—Vinho?_ me perguntou indo em direção à pequena adega.
—Sim, onde estão...
—Mary? _ confirmei._ Foi experimentar sabores de bolos e docinhos, David e Eva foram com ela dessa vez._ Voltou com as duas taças. _Como foi o seu dia Doutora?
Lembrei de Killian, da ameaça que ele fizera a nossa relação.
—Chato, já que não pude participar de nada, só comandar e assinar papeis.
—Regina Mills sem segurar um bisturi é algo raro._ brincou.
—Vamos deixar o meu dia de lado._ me virei no sofá sentando por cima de uma perna para olha-la._ O seu foi mais importante que o meu._ os olhos dela começaram a brilhar só de lembrar.
—Ah, eu estava com tanta saudade da escola. Joanna, a secretária, me entupiu de biscoitos amanteigados novamente, os alunos mais jovens foram ótimos, mas sei que daqui uma semana vão voltar a ser os mesmos capetinhas de sempre. Os adolescentes foram normais.
—Fico feliz em te ver assim, meu amor..._ ela colocou a taça na mesinha e fez o mesmo com a minha.
—Eu sei que tem algo te incomodando..._ suspirei e ela pegou minhas mãos._ E não é só porque o seu carro está destruído ou que você não cortou ninguém hoje. Você pode me falar.
—É besteira.
—Se fosse besteira, você não estaria preocupada._ apertou minha mão e chegou mais para perto de mim._ Ás vezes sou psicóloga dos meus alunos adolescentes...
Estava dividida entre contar para Emma ou não, não queria acabar com aquele momento de paz entre nós e deixa-la preocupada com uma ameaça que nem sabia se poderia levar a serio.
—Killian apareceu hoje no hospital embriagado e quis apenas que eu o atendesse mesmo estando fora dos atendimentos hoje._ Emma engoliu em seco._ “Vocês não vão ficar muito tempo juntas, a Emma é minha.”_ repeti as palavras do homem._ Não quis te falar devido o estado que ele chegou no pronto socorro, ele estava embriagado, não podia levar a serio.
—Mas eu levo, eu o conheço.
—Emma, por que não esquecemos isso? Nem ele deve lembrar do que ele falou.
—Não entendo o motivo de ele falar isso, ele me traiu...
—E você deu a volta por cima com estilo e bom gosto._ sorri e levantei as sobrancelhas.
—Deve ser porque eu não voltei correndo para ele, aquele idiota. Mas você está certa. Com estilo e bom gosto..._ beijou os meus lábios e senti o gosto do vinho quando invadiu minha boca com a sua língua. Senti o calor do seu corpo se aproximar do meu e me empurrar para o sofá, deitando-me. Continuou a me beijar até parar abruptamente.
—O que foi?
—você não ouviu?_ ela levantou o corpo.
—Não..._ olhei para os cantos da sala.
—Vamos pedir uma pizza? O meu estômago está reclamando, você não ouviu? Pareceu um monstro. _ ela saiu de cima de mim rindo.
—Ah não..._ segurei sua mão._ Volta aqui..._ meu estômago roncou dessa vez._ É... não como algo desde três da tarde...
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