Plantão Médico - Swanqueen
16 Capítulo 16
Notas iniciais
—Bem... bem vinda._ jogou as suas chaves e a bolsa numa mesinha que tinha ao lado da porta depois de tranca-la e olhou para mim, não diretamente em meus olhos e aquilo me incomodou e eu sabia que era culpa minha.
—Emma eu..._ me interrompeu.
—você aceita algo? Água, café, vinho? _ começou a andar pela casa e eu apenas a acompanhei.
—Obrigada, mas não. _ parei em frente a um balcão que divida a cozinha da sala.
—Você se importa em me esperar trocar de roupa?_ dessa vez ela olhou em meus olhos.
—Claro que não. _ subiu rapidamente e voltou vestida uma calça de moletom e uma camiseta branca. Eu ainda estava em pé feito uma idiota no meio da sala apenas observando as mobílias quando ela chegou.
—Sim... o que você queria conversar comigo, Regina?_ se sentou no sofá com o peso sobre uma perna e a outra pendurada. Colocou uma almofada no colo e me sentei não tão perto, mas não tão longe dela.
—Primeiro quero dizer que você é uma artista maravilhosa, amei o seu trabalho, você estava deslumbrante essa noite._ ela olhou para o colo e eu percebi que era para eu ser mais direta respirei fundo e continuei._ Eu vim pedir desculpas Emma, eu não devia ter desistido assim. Eu fui uma cabeça dura orgulhosa, tentei te ligar, mas não consegui porque sou covarde demais. Tive medo de me machucar, mas foi isso que acabou acontecendo.
—Eu sei que parte disso foi culpa minha, Regina.
—Eu só quero que você me dê uma chance. Caramba, fui apelidada de Evil Queen naquele hospital, as pessoas me odeiam agora só porque virei uma pessoa horrível de coração partido, partido por minha culpa._ busquei sua mão no sofá._ Me desculpa Emma?
Ela jogou a almofada no chão e se levantou ficando de costas para mim. Eu me levantei devagar temendo uma resposta negativa até ela se virar e me beijar. Foi apenas um simples, apenas um contato longo, nada aprofundado. Passei os meus braços por seu corpo tentado matar a saudade daquele mulher.
—Vem eu tenho que te mostrar uma coisa._ ela pegou a minha mão e me puxou escada acima._ Esse é o meu ateliê. _ ela abriu a porta e eu senti o cheiro forte de óleo._ É aqui que eu passo boa parte do meu tempo livre._ tinha algumas prateleiras com tintas em spray, latas, caixas com tubos de tinta a óleo, pinceis e espátulas de vários tamanhos, sacos de gesso, massas-corrida, telas, panos, carvões, cavaletes, papeis e uma mesa com lápis e canetas espalhadas. Ela pegou um banquinho e bateu nele indicando que eu me sentasse._ Isso daqui nunca andou muito arrumado, eu sempre começo um projeto novo e Mary sempre tenta arrumar isso quando ela endoida com a bagunça, vive me mandando abrir a janela, mas está sempre muito frio então por isso que tem esse cheiro de óleo._ ela dizia animada, tinha aquele mesmo brilho nos olhos de quando me falou de como a arte é importante para a vida dela.
—Eu tenho que te perguntar uma coisa._ a interrompi.
—Espere, tenho que te mostrar uma coisa primeiro._ foi até a janela e mexeu em algumas telas ainda brancas encostadas ali e pegou uma já emoldurada e trouxe até mim sem que eu pudesse ver o desenho._ Eu comecei a desenhar esse aqui quando eu estava no hospital e vi algo que me chamou atenção, não sabia que ia ser algo tão... Algo que ira mexer tanto na minha vida. Foi ideia da Mary de te presentear com isso._ ela virou o quadro.
Era um desenho de meu rosto seguindo o estilo artístico dela, preto e branco com apenas alguns pontos coloridos e ela escolhera colorir os meus lábios e íris castanhas, me fez com um ar sério e enigmático, talvez. Peguei o quadro de suas mãos sem palavras. Estava lindo.
—Emma...
—Você gostou?_ perguntou insegura colocando as mãos nos bolsos da calça.
—Se eu gostei? Está lindo!_ olhei para ela que sorria. Eu poderia elogiar qualquer coisa ou fazer qualquer coisa só para poder ver aquele sorriso._ Você é maravilhosa Emma. Se eu soubesse que ira ganhar um obra assinada por Emma Swan eu não teria comprado uma._ disse brincando ainda maravilhada pelo presente.
—Você o que? _ perguntou assustada
—É... Eu comprei uma, uma de uma árvore..._ disse ainda olhando para o desenho com um sorriso bobo.
—Era uma das obras mais caras Regina!_ sim o preço era um pouco salgado, mas era uma das telas mais bonitas e maiores e que mais me chamou atenção. Eu olhei para ela como se eu tivesse feito algo errado.
—Fiz algo de errado? Não se preocupe, ganho bem, meus pais tem dinheiro de sobra e eu queria enfeitar a parede do meu quarto que estava um pouco vazia, achei perfeita._ Emma se aproximou de mim e pegou o desenho e colocou-o na mesa._ Só queria ter algo seu._ mexi meus ombros.
—Não tem nada de errado, você é apenas maravilhosa Regina._ me deu um beijo leve._ E eu senti a sua falta._ disse com a voz embargada. A puxei contra mim e a abracei forte.
—Emma tenho que te perguntar uma coisa. Uma coisa que nunca perguntei a ninguém.
—Diga._ se afastou de mim e olhou nos meus olhos me incentivando demonstrando curiosidade.
—Você aceita namorar com essa idiota aqui?_ abri os braços e levantei uma sobrancelha.
—É claro que aceito, Regina._ ela me puxou pela cintura e me prendeu num beijo envolvente de reconciliação. Quando nossas línguas se tocaram eu senti a necessidade de aproximar ainda mais o meu corpo no dela. Suas mãos estavam na minha cintura, as minhas rodeavam o seu pescoço e bagunçava os seus cachos loiros e sedosos.
—Então... estamos resolvidas e namorando?_ perguntei colando minha testa na dela e retomando o meu fôlego.
—Sim._ me puxou para outro beijo agora mais feroz que o outro, por causa do meu salto eu estava uns dez centímetros mais alta que Emma. Ela foi me empurrando lentamente até eu sentir a madeira da mesa contra o meu corpo. Estiquei a mão para trás sem quebrar o beijo e empurrei as coisas que estavam ali para o canto, sem me importar se iriam cair ou sei lá o que. Me sentei na mesa agora ficando da mesma altura que Emma.
—Eu senti sua falta, Regina.
— Eu também senti a sua._ segurei o seu rosto e passei o meu polegar pela sua bochecha enquanto me perdia no verde de seus olhos.
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