Notas iniciais
Gente, me desculpas eu não sei escrever hot muito bem, mas prometo que terá em algum pedaço da trama.

Acordei assustada durante a noite com um soco no peito, olhei para Emma que estava encolhida bem perto de mim até levar outro soco, foi quando percebi que ela estava tendo um pesadelo.

—Não!_ Ela gritou e levantou o troco assustada.

—Emma..._ ela se virou, começando a chorar. A abracei deitando o seu corpo nu conta o meu sentindo os tremores._ Shiu... Estou aqui, nada vai te acontecer de mal._ a apertei como se quisesse dar ênfase as minhas palavras.

—Eu..._ ela escondeu o seu rosto em meu pescoço.

—Você não precisa conversar agora se não quiser.

—Eu... Você tinha me deixado..._ ouvir aquelas palavras de uma Emma totalmente abalada tinha sido como levar uma facada. Beijei o topo de sua cabeça._ Eu estava sangrando no chão e você me deixava.

—Eu não vou mais fazer isso Emma._ acariciava o seu braço e a apertei ainda mais contra mim.

—Promete?_ sua mão buscou a minha e entrelaçou os nossos dedos.

—Prometo._ beijei sua mão. Me ajeitei mais na cama e ela se aninhou ao meu corpo se encolhendo ao meu lado e passando um braço por cima da minha barriga._ Por que você não volta a dormir? Eu vou estar aqui, não se preocupe._ completei quando percebi sua hesitação.

Fiquei observando a mulher encolhida ao meu lado, parecia tão indefesa diferente do que passava quando encarava as pessoas com os olhos esmeralda penetrantes que mostravam certeza e força. Meus dedos desenhavam formas abstratas em sua pele clara, macia e cheirosa.

Respirei fundo quando dei por mim que eu poderia ter evitado aquilo tudo, poderia ter evitado o meu sofrimento e o de Emma. E deitada ali com Emma ao meu lado percebi também o quanto eu havia tido sorte em ela ter aceitado me escutar e me perdoar.

A fiquei observando ate a sua respiração se tornar profunda e ritmada, até ter certeza que Emma já adormecera. Me permiti pegar no sono novamente.

POV EMMA

Acordei sentindo o calor de Regina, o seu braço ainda me apertava contra ela. Ela dormia serenamente, ainda bem que era domingo e ela não havia me falado nada em ter que ir trabalhar hoje. Olhei para o relógio no criado mudo já passava das oito horas e Mary chegaria depois das dez com David e seus pais para comemorar o sucesso da exposição.

Levantei um pouco o corpo e comecei a beijar a sua barriga e acaricia-la. Senti sua mão passear pelas minhas costas e olhei para o seu rosto que sorria.

—Pode me acordar assim quantas vezes quiser._ abriu os olhos._ Bom dia._ disse com a voz rouca.

—Bom dia._ dei um selinho demorado.

—Que horas são?

—Oito e vinte e sete. Não tem que trabalhar hoje, não é?_ apoiei o meu peso nos meus cotovelos enquanto ela se deitava de lado.

—Não. Só estava perguntando para saber quanto tempo vai demorar para o meu telefone tocar e Zelena me perguntar o que se sucedeu. _ seu olhos brilhavam enquanto olhava para mim.

—E o que você vai dizer para ela?

—Que ela estava certa._ começou a passar as pontas dos dedos pelas minhas costas desprotegidas. O lençol só cobria das nossas cinturas para baixo. Seus cabelos estavam embaraçados e os meus caiam como cascatas e descansavam no lençol do colchão. _Que deu tudo bem e que agora eu estou namorando uma mulher linda e incrível.

—Tenho que agradecê-la então._ Regina deu uma risada.

—Oh não. Isso vai enaltecer o ego dela, não faça isso, por favor.

—Você mereceu._ eu rebati rindo.

—Eu sei, mas a Zelena não.

—Tudo bem, só se você..._ encaixei a minha perna entre as dela e fiquei por cima.

—Ah... _ levantou as sobrancelhas e segurou minha cintura._ Entendi aonde quer chegar.

—Ainda bem._ deitei mais o meu corpo e senti os nossos seios se tocarem.

—Round 3, hã? _ perguntou gargalhando_ Uma ótima troca para não falar nada para a Zel...

—Shiu..._ tomei os seus lábios antes de descer os beijos pelo seu maxilar._ Me deixa te sentir._ sussurrei em seu ouvido antes de morder a sua orelha._ Me deixa te amar, doutora Mills._ sussurrei novamente sentindo o corpo de Regina tremer embaixo do meu._ Mas isso será mais tarde porque agora temos que levantar._ mudei o tom de voz o que a fez bufar de decepção em baixo de mim.

—Você não presta, Emma._ disse gargalhando.

—Presto sim._ sai de cima dela e logo depois da cama.

—Você vai me deixar frustrada aqui? Depois de tudo isso?_ levantou o troco mostrando a sua nudez.

—Eu sei que se eu voltar para essa cama com você não sairei mais dela hoje._ um sorriso safado atravessou o seu rosto.

—Então vem.

—Não. Mary virá almoçar aqui hoje com David e seus pais e nos temos que preparar as coisas._ seu rosto virou uma carranca. _Eu vou tomar um banho, depois você toma o seu._ completei quando vi seu rosto iluminar. Regina bufou novamente e deixou o corpo cair na cama.

Tomei banho lentamente deixando a água quente correr pela minha pele até ficar avermelhada. Tinha deixado a porta entreaberta no intuito de testar Regina, entretanto ela nem aparecera enquanto estive debaixo da água, aquilo me deixou um pouco frustrada, admito, mas quando saí do banheiro me deparei com uma cena fofa: Regina estava dormindo novamente abraçada ao meu travesseiro e com a boca aberta.

Atravessei o quarto e escolhi uma roupa confortável, um suéter e uma calça jeans. Prendi o meu cabelo num rabo de cavalo e separei uma roupa para Regina e uma toalha.

—Regina?_ acariciei o seu rosto. Como alguém poderia pegar no sono tão fácil assim?_ Evil Queen do pronto socorro?_ disse rindo ao lembrar-me do apelido.

—Não gosto desse apelido._ resmungou antes de abrir os olhos novamente.

—Separei uma roupa para você, vou fazer algo para comer.

—Tudo bem._ se levantou e andou até o banheiro com a roupa nas mãos.

Arrumei a cama e juntei as peças de roupa que estavam espalhadas do ateliê até o quarto. O vestido tubinho que ela estava ontem foi dobrado junto com o blazer preto. Depois de deixar o meu quarto em ordem desci para preparar algo para o café.

Não demorou muito para a médica me fazer companhia. A roupa que geralmente ficava muito folgada em mim nas pernas caiu como uma luva em seu corpo.

—Que cheiro gostoso...

—Ah, uma coisa que não vai poder faltar na sua casa já que estamos namorando: ingredientes para fazer chocolate quente com canela. Apoiei os meus braços no balcão depois de colocar o prato e a caneca em frente à morena.

—Eu pensei que tinha comprado isso na feira passada..._ disse antes de colocar um pedaço de panqueca na boca._ Estão ótimas.

—É porque você nunca experimentou as que o David faz._ servi algumas para mim e outra caneca antes de me sentar ao seu lado.

—Então vou começar namorar o David.

—Ele vai casar com a Mary, então ande logo._ respondi rindo._ Como você consegue pegar no sono tão facilmente?

—Quando se é uma médica você deve aproveitar todos os minutos que tem para tirar um cochilo, você nunca sabe quanto tempo terá que ficar acordado antes de ter outra chance de tirar uma soneca. Por que?_ olhou para mim curiosa.

—Você pegou no sono enquanto eu estava no banho! E um sono pesado por sinal.

—Você tinha me abandonado na cama! Nua e frustrada! O que queria que eu fizesse?

—Eu deixei a porta do banheiro entreaberta._ eu disse como se não fosse nada antes de esconder a minha cara na caneca. Ela semicerrou os olhos e me encarou com um sorriso cafajeste.

—Ah... Agora eu entendi._ balançou o garfo na minha direção e eu apenas dei de ombros. Ela voltou a sua atenção para o café da manhã antes de voltar para mim séria. _ Mary e os pais não vão se importar se chegarem e eu estiver aqui, não?

—Por que diz isso?

—Depois de tudo o que aconteceu entre nós...

—Regina,_ alcancei a sua mão._ Eles não ficaram com raiva de você e não ficarão... Só se você partir o meu coração.

—Novamente._ disse com a voz pesada.

—Não, aquilo também foi minha culpa e você veio atrás de mim no fim das contas._ apertei a sua mão e beijei sua bochecha.

Depois de tomar café começamos arrumar a cozinha para depois preparar o almoço com Mary e Eva. Não demorou muito tempo até Mary chegar conversando sem avistar Regina que analisava a nossa coleção literária.

—Emma, quero que me conte o que aconteceu..._ viu Regina parada segurando um exemplar de ‘O Sol é Para Todos’ e sorrir para a imagem de minha amiga._ Ah, já entendi o que aconteceu. Só de ver a sua médica bonitona parada no meio da sala com uma roupa sua._ Foi até o balcão da cozinha e deixou umas sacolas. _Olá Regina.

—Olá Mary.

—Ah, então essa é a famosa Regina!_ Eva disse andando em direção à médica._ Prazer em te conhecer_ abraçou a minha namorada._ E obrigada por toda a atenção que deu a Emma durante a estadia no hospital. Ah, meu nome é Eva._ disse se lembrando de se apresentar._ Mãe da Mary e Emma.

—Eu sou Leopold, marido da Eva._ cumprimentou Regina com um aperto de mão.

—Bem..._ aproximei de Regina e entrelacei meus dedos nos seus._ Vou lhes apresentar a minha namorada Regina Mills médica do hospital regional._ o queixo de Mary caiu.

—Namoradas?_ o noivo perguntou já que a futura esposa ainda tentava descobrir como fazer a mandíbula voltar para o lugar.

—Eu a pedi ontem depois que fizemos as pazes._ eu olhei para Regina que parecia brilhar e segurei a vontade de beija-la ali. Ela me deu um selinho rápido depois de pronunciar.

—Estou tão feliz por vocês duas!_ Eva nos abraçou.

Notas finais
Vocês preferem cap curtos ou longos?