Notas iniciais
Eita que esse capítulo está bom demais ❤

Mesmo dezesseis anos depois que ele morreu, eu ainda posso sentir aquela dor intensa que perfura meu coração. Todos os anos, quando vou ao cemitério visitar seu tumulo e dedico um tempo do meu dia só pra ele, ainda sinto aquela tristeza imensa, aquele saudade interminável, aquela dor incurável.

Tudo parece tão recente. Nem parece que se passaram anos desde que ele se foi. Parece que foi ontem, um dia quente de verão que ele estava ali comigo, jogando bola na rua. Os dois felizes da vida, ele com aproveitando ao máximo nossos últimos dias de férias. Eu com onze anos e ele prestes a completar dezesseis.

Depois de tantos anos aprendendo a conviver com essa dor posso dizer que o tempo realmente ajuda. Mas não cura tudo. Não cura todas as feriadas. Apenas as ameniza.

Claro, existem os dias que são mais difíceis que os outros. Quando as lembranças voltam com tudo e me fazem chorar feito um garotinho cheio de saudades. Mas há dias em que eu até me esqueço de tudo e consigo ser feliz, grato por minha vida e poder ter conseguindo chegar aonde eu sempre quis. Não só por mim. Mas por ele. O meu irmão.

Faz alguns anos que eu venho aqui no cemitério, mas não porque sinto que é minha obrigação. E sim porque quero passar um tempo com ele. Sinto que necessito disso nem que seja uma vez no ano. Como se de alguma forma pudéssemos estar mais próximos. E no final no dia, sinto que nada disso é bobagem da minha cabeça. Porque quando volto pra casa realmente sinto que passei um tempo de verdade com ele.

E essa sensação magnífica me abastece por mais um ano, até eu ter que voltar no ano que vem.

Mas eu nunca venho sozinho. Tirei o dia todo para estar aqui. Não fui ao trabalho e deixei todas minhas obrigações para trás. Queria um tempo a mais com o meu irmão. Queria que ele pudesse me animar um pouquinho nesses dias terrivelmente dolorosos, longe de casa, longe da Bianca, longe do Toddy.

Mamãe e o papai vieram comigo, quando o céu ainda estava claro e o sol estava forte. Eles ficaram um tempo, calados, ao meu lado. Assim como eu, conversavam mentalmente com o meu irmão, coisas que só eles poderiam compartilhar em segredo. Até que a mamãe começou a chorar descontroladamente e o papai a levou em seus braços.

Sempre era mais difícil pra ela do que pra mim.

Afinal, ela era a mãe. Sempre seria mais doloroso para ela do que para qualquer outro que não fazia a mínima noção do que era colocar um alguém no mundo e perde-lo para sempre.

Eu não fui embora. Permaneci ali, conversando com o meu irmão, como se ele estivesse dentro da minha cabeça e pudesse saber coisas ao meu respeito sem que eu nem precisasse dizer.

Contei a ele como estava sendo difícil manter a minha relação com a garota da minha vida. Contei a ele como eu acreditei que de verdade, com a chegada do Toddy, as coisas melhorassem entre nós. Relevei a ele meu ódio mortal pelo tal Danilo e pela Valéria, que estava cada vez mais insistente naquela historinha de que algum dia ficaríamos juntos e seriamos felizes para sempre.

Por um segundo eu tive total certeza de que ele, o meu irmão, estava rindo de mim após as minhas revelações. Ele sempre foi muito bom em dar conselhos, mas não antes de debochar e dizer o quanto eu era ridículo.

Isso costumava me deixar muito furioso por um momento que durava muito pouco, até ele me puxar e bagunçar todo meu cabelo, dizendo que estava brincando, que na verdade, ele adorava esse meu jeito de me preocupar com as coisas e parecer perdido e confuso diante de qualquer situação.

E eu ao amava ainda mais por isso.

Eu tinha tanta coisa para dizer a ele, que acabei ficando ali por um bom tempo. Até o céu escurecer. Mas no fundo, só eu sabia a falta que sentia de uma pessoa que costumava vir sempre comigo aqui, me dar apoio e estar ao meu lado.

Bianca.

Abri meus olhos quando senti a fragrância daquele perfume suave de flores. Olhei para o lado e lá estava ela, sorrindo pra mim de maneira angelical e amiga. Por um momento tive medo de que aquilo fosse apenas uma miragem. Então, eu a abraço com força para ter certeza de que não estou delirando.

E ela é sim real, ainda capaz de mexer com todos os meus sentidos através de um simples abraço.

Sorrimos juntos um para o outro.

Meus olhos estão cheios de lágrimas. E a aquela altura, esquece-me de todos nossos problemas. O que importa é que ela está ali. Ela veio. Agora ela está comigo e não há nada no mundo que eu aprecie mais do que sua companhia.

Minutos depois ela diz que sente muito. Eu digo que sinto também e ainda faço uma piadinha, mesmo em meio a tanta tristeza. Ela não parecer ter ficado magoada. Peço desculpas também pelas flores e o cartão. Ela dá de ombros e dizer que é o de menos. Ela diz que precisamos conversar, e eu concordo. Mas não quero que isso aconteça agora, até porque eu também nem conseguiria. As lágrimas em meus olhos parecem cada vez mais perto de transbordarem.

Por fim ela diz que sentiu a minha falta. Ela e o Toddy. Mas duvido que tenham sentido mais saudade do que eu senti deles. E quando acabo de dizer isso, as lágrimas vencem. Escorre a primeira, ela me abraça. Depois escorre as demais, e aí não param mais.

Não conversamos muito quando já estou melhor, apenas caminhamos até a saída do cemitério. Eu não vim de carro, porque vim com meus pais, que por acaso, foram embora e eu fiquei sem carona. Mas Bianca veio de carro, ela me oferece uma carona.

Não conversamos durante todo o caminho. E também não digo para onde quero ir: se para casa ou de volta para a casa dos meus pais. Porque eu não sei mais. Mas a Bianca resolve se decidir por nós dois. E começo a reconhecer o caminho de casa conforme avançamos.

Ao entrar em casa, o Toddy, nosso cãozinho, faz a festa. Ele pula, late, balança o rabinho. Ele está muito feliz. E isso me anima. Então, antes que tenha um piripaque, eu o pego no colo e dou-lhe beijinhos. Ele lambe a minha bochecha.

Agora que ele está mais calmo, volto a coloca-lo no chão.

Olho em volta, tudo está como antes: em ordem e limpo.

— Está com fome? – pergunta Bianca, me puxando de volta para a realidade. — Porque não preparamos algo para comer?

Vamos até a cozinha e juntos pegamos alguns ingredientes. Eu já estou bem mais feliz agora, sem lágrimas e sem ressentimentos. Mas sei que ainda temos que conversar. Por agora, vamos apenas nos concentrar no jantar.

Tiro meu paletó e coloco-o pendurado em uma das cadeiras, na sala de jantar, e quando volto para perto de Bianca ela me pede para que corte algumas batatas.

Ela vai cuidar do molho.

Na geladeira ela pega algumas ervas e começa a corta-las ao meu lado.

Trocamos alguns sorrisos durante o processo. Poucas vezes em muito tempo preparamos o jantar juntos. Nós sempre nos revezávamos. E naquela noite eu percebi que era muito mais interessante se fizéssemos isso juntos.

— Terminei. – digo. — Posso ajudar mais em alguma coisa?

Lavo minhas mãos.

— Pode, por favor, pega o requeijão pra mim na geladeira? – ela pede, já terminando de cortar as ervas.

Ela mistura um pouco de requeijão, leite e manteiga em uma panela pequena e começa a mexer o caldo que aquilo se forma, conforme vai sendo esquentado.

Bianca pede para que eu jogue as ervas dentro da panela minutos depois, e é exatamente o que eu faço.

Ela volta a misturar os ingredientes em fogo baixo, sem deixar queimar. Observando-a, notando como ela é graciosa até menos exercendo tarefas simples, como mexer uma panela.

Pego uma tigela de vidro na parte alta do armário, onde colocamos as batatas enfileiradas e jogamos o molho por cima. Depois é só colocar tudo dentro do forno e esperar de meia hora a quarenta minutos.

Enquanto isso, Bianca prepara o arroz, corta a salada para o acompanhamento, e eu cuida da carne: decido grelhar duas peças pequenas de filé de frango.

As coisas vão sendo concluídas com o tempo, mas as batatas ao molho ficam por ultimo. Precisamos esperar mais um tempinho. Aproveitamos esse tempo para sair lá fora para o quintal, onde nos sentamos e bebericamos o vinho tinto que eu acabei de abrir.

O Toddy fica na sala, dormindo no sofá.

— Acho que eu devo começar pedindo desculpas e explicando o que aquele telefonema significou. – disse ela, colocando sua taça de vinho em cima da mesinha.

Dou um gole no meu vinho e me preparo para o que vem a seguir.

— Desde aquela nossa ultima briga no almoço de domingo, quando você me pegou trocando mensagens de texto com o Danilo, eu pensei melhor a respeito e concluí que você tem total razão. Não tem porque eu ficar de conversinha com outro homem, ainda mais um antigo amor. Não se isso for prejudicar o nosso relacionamento...

— Olha, Bianca – resolvo me intrometer, também deixando minha taça de lado. — não é que você não possa ter amigos homens, conversar com eles, conhecer pessoas novas e ficar de papo furado por aí. Não é nada disso, não entenda errado.

Ela olhava para mim, atenta.

— É só que... Com o Danilo não. Eu não gosto dele e isso já faz um tempo. E você sabe disso. Sempre deixei muito claro desde o principio. Sinto como se ele fosse uma ameaça para nós dois. E que apesar de ele ser mostrar todo amiguinho, tenho a sensação que ele sempre ficará rodando entre nós, prestes a dar o bote na primeira oportunidade...

— Não. Sim, eu entendo perfeitamente. – ela voltou a dizer, ainda muito calma. Assim como eu. — Só me deixa terminar de falar.

Assenti.

— Então, ele ligou, mas antes de atender eu pensei muito se deveria ou não. Já tinha concluído que não valia a pena arriscar o nosso namoro, ainda mais quando estávamos tentando melhorar as coisas entre nós. Mas aí eu atendi, porque queria dizer isso a ele. Pedir para ele parar, explicar que eu estava com feliz com você, bem e apaixonada...

Ela pausou, como se preparando para dizer o que tinha esperado para dizer todo esse tempo em que eu ignorei, porque não me sentia pronto para essa conversa. Precisava de tempo, esperanço para pensar, para reavaliar tudo.

Mas agora eu estava pronto.

— Ele começou a tocar em uns assuntos antigos, puxar conversa e a minha ideia inicial ficou de canto, apenas aguardando o momento certo. Eu não sei como aconteceu, mas você deve ter chegado a tempo de ouvir uma parte dessa nossa conversa, relembrando os velhos tempos e não deve ter entendido muito bem...

Ela tinha razão. Eu não tinha não só não entendido, como também não gostado nadinha.

— Sabe, eu não queria brigar de novo, eu não queria estragar tudo, não queria ficar longe de você, não queria que você se afastasse e ficasse ainda mais bravo e decepcionada comigo. Mas eu só quero que você entenda que eu... Não tive intenção nenhuma de causar mais transtornos ao nosso relacionamento...

Sua voz estava falha, como se ela estivesse prestes a...

Chorar.

Bianca estava chorando e eu senti meu coração se apertar, mas quando eu me aproximei para abraça-la, ela me afastou, pediu um tempo e continuou tudo o que estava dizendo.

— Mas principalmente, não queria que você fosse embora assim, sem me dizer por quê. Eu fiquei confusa e sozinha, e demorei um tempo para entender o porque de você ter partido. E eu me senti tão mal. Tão pior do que já estava, que tudo que eu fiz foi chorar por dias, sem conseguir pensar em mais nada... E tentar te ligar em busca de respostas...

Tudo bem que ela tivesse uma parcela de culpa em tudo aquilo, mas após ouvir aquela confissão eu percebi que ela não era a única. Eu também tive culpa e admitia isso. Não deveria ter ido embora sem dizer o porquê e te a ignorando por quase duas semanas.

— Me desculpe, eu fui um babaca com você. – disse, indo a sua direção novamente para abraça-la.

Dessa vez ela permitiu a minha aproximação.

E eu a puxei para mais perto, envolvendo-a com meus braços enquanto ela soluçava.

— Não, você não foi. – disse ela, entre soluços e lágrimas. — Eu é que tenho errado muito com você ultimamente.

— Não, não é verdade. Você estava lá. Você foi ao cemitério hoje. – eu me afastei, segurando seu rosto e limpando suas lágrimas enquanto olhava-a nos olhos. — Você se lembrou e não deixou que nada, nem mesmo os desentendimentos entre nós, te impedisse de ir até mim...

Mesmo com o rosto todo coberto de lágrimas, ela levantou o rosto na direção do meu. Entreolhamos-nos por um momento, enquanto eu ainda tentava secar suas lágrimas com os dedos. Ela se inclinou na minha direção, muito mais perto agora do que antes, e me beijou delicadamente.

— Não importa o que aconteça, eu sempre estarei com você. – ela sussurrou, ainda com a boca perto da minha.

Senti um tremor.

Peguei-a pelas mãos, conduzindo-a de volta para dentro da casa. Passamos pela cozinha, as batatas certamente já estavam prontas, mas isso não importava mais. Ficaria para mais tarde.

Apenas desliguei o forno e puxei Bianca comigo escada a cima.

Entramos em nosso quarto. Acendi um dos abajur.

Eu já estava fervendo. Queimando.

Joguei-a em nossa cama. Ela me olhava com um misto de surpresa e ansiedade enquanto tirava os sapatos de salto.

Nada de lágrimas. Apenas desejo.

Subi em cima dela, sério e de maneira urgente. Comecei a beijar seus lábios, depois o rosto e desci, beijando seu pescoço. Voltei para seus lábios, mordiscando-o.

— Eu quero você. – sussurrei em seu ouvido, sentindo-a estremecer em baixo de mim.

Com um movimento rápido ela se sentou, puxando-me com força. E foi a sua vez de beijar-me por inteiro. Mas ainda estávamos ambos com roupa. E devemos ter nos dado conta disso ao mesmo tempo, já que ela fez questão de começar de tirar a minha gravata.

— Vai com calma. – pedi, sorrindo para ela. Bianca parecia com tanta urgência, tanta pressa quanto eu em seus movimentos.

Afinal, ia fazer tanto tempo em que não...

— Eu quero aproveitar ao máximo cada movimento nosso essa noite.

Ela me deitou, sentando por cima de mim. Abriu os botões da minha camisa tão devagar, do jeito que eu pedi, mas ao mesmo tempo de forma tão torturante. Eu já não sabia mais se queria ir devagar ou depressa.

Quando enfim se livrou da minha camisa e da minha gravada, Bianca se inclinou para frente, beijando-me meu peito, minha barriga e um pouco acima de onde começava a minha calça.

Suspirei de olhos fechados.

Quando ela voltou a beijar a minha boca, agora de maneira mais intensa, eu voltei a abrir os olhos, enterrando meus dedos no cabelo de sua nuca e desfazendo o coque de seus cabelos.

Seu beijo tinha um gosto adocicado de vinho.

E era tão provocante.

Bianca voltou a se sentar em cima de mim, com um sorrisinho safado. Ela deslizou a ponta da unha por meu peito nu, ma não demorou muito tempo para ela começar a me atiçar de novo com mordidas e arranhões mais fortes.

Deixando marcas em mim.

Inclinei-me para cima o máximo que eu conseguia e abri rapidamente o zíper que ficava na parte de trás de seu vestido preto. Mas não o tirei, não ainda. Apenas levei as mãos até suas pernas mesmo cobertas pela meia, abrindo-a e apertando-as fortes com meus dedos.

Isso fez com que ela soltasse um risinho.

Ainda com as mãos em suas pernas, dei beijinhos em seus ombros, seu colo e perto dos seios, fazendo-a gemer baixinho.

E nem tínhamos começado ainda.

Olhei para ela, louco para ver cada uma das suas expressões, enquanto eu a provocava.

Bianca deitou-se sobre mim, mexendo um pouquinho para encontrar uma posição confortável, enquanto eu a puxava para mais perto, pronto para fundir nossos corpos.

Passei as mãos por suas costas, afastando um pouco do vestido já aberto e desci devagar até a metade do seu bumbum.

Ela não sabia se me beijava com as mãos no meu cabelo ou se gemia no meu ouvido passando a mão na minha barriga lisa.

Ela estava mole, entregue, excitada e a vontade.

Eu sentia cada pedacinho do seu corpo junto ao meu.

Ajude-a se livrar das meias, passando as duas mãos por suas pernas, uma mão em cada perna, descendo até o tornozelo e subindo até o meio de suas coxas.

Ela sorriu para mim.

Só pra mim.

Com os cabelos bagunçados de maneira sensual.

Livro-me de seu vestido, cansado de esperar. Ela estaria completamente nua, se não fosse pela lingerie preta de renda.

Olho para ela por um momento, analisando cada pedacinho do seu corpo. Ela abaixa o olhar timidamente. Mas volto a erguê-lo com a mão em seu queixo e faço-a olhar nos meus olhos.

— Você é perfeita pra mim. – sussurro antes de puxa-la para mais um beijo.

Ela me enlaçada com suas pernas.

Depois disso, não no resta muitas opções, a não ser se livrar da minha calça jeans. Bianca faz isso de forma graciosa e joga de brincadeira no chão no quarto, o que me faz rir.

Ela volta a se deitar sobre mim, agora com o corpo mais exposto e nossas peles quentes em contato.

Sem tirar meus lábios dos seus, tiro primeiro seu sutiã, depois sua calcinha e por fim minha cueca.

Não demora muito para ela começar a se mover vagarosamente sobre mim, com nossos corpos finalmente encaixados e consumidos um pelo outro.

Rapidamente encontramos um ritmo juntos e nos movemos assim, ora devagar ora com mais intensidade, até estarmos completamente exaustos e saciados.

Vejo no relógio ao lado sobre o criado mudo que são quase onze horas da noite.

Bianca está enroscada em mim, com a respiração ofegante e o peito subindo e descendo depressa. Seus cabelos estão espalhados tanto sobre o colchão, como também sobre o meu peito. Eu os acaricio, sentindo a maciez dos fios claros.

— Não vamos descer para jantar? – ela pergunta, erguendo os olhos para mim.

— Você está com fome? – sorrio, olhando para ela de volta. — Porque eu não estou mais. Mas se você quiser...

— Não, não. Nada disso. – ela sorri de volta, desviando o olhar do meu. — Tudo que eu quero agora é ficar aqui com você.

Beijo o alto de sua cabeça.

— E sabe o que eu quero agora? – mudo de posição, colocando-me sobre ela. — Eu quero você.

Ela abre as pernas colocando-me entre ela com um sorrisinho provocante.

— Engraçado, porque isso é a segunda coisa que eu mais quero agora. – ela rebate, enlaçando meu pescoço com os braços.

Beijamos-nos apaixonadamente antes de começarmos tudo de novo.

Notas finais
As coisas esquentaram um pouquinho. Gostaram?