Planos e Promessas
33 Bianca.
Notas iniciais

Acordei às seis da manhã de sábado por causa da Gabriela. Ela tinha me ligado tarde da noite de ontem só para me lembrar que hoje seria a sessão de fotos do seu casamento.
Durante o telefonema ela disse que eu não precisaria me arrumar, pois haveriam profissionais por lá para nos produzir, o que deixou tudo ainda mais empolgante.
Teríamos um dia de princesa, o que me deixou um pouquinho preocupada com o Felipe. Estávamos vivendo nossa melhor fase e eu não queria deixa-lo sozinho em casa sem nada para fazer.
— Não se preocupe comigo, amor
. – ele beijou a minha testa carinhosamente. — Assim como a Gabi terá vocês para ajudá-la com o casamento, eu vou tirar o dia para ajudar o Rafa.
Tomei um banho, vesti uma roupa básica como se fosse ficar em casa mesmo e peguei minha bolsa sem me esquecer do essencial: carteira e celular. Tomei meu duas bolachinhas rapidamente e esperei a Gabi vir me buscar.
Em dez minutos ela estava buzinando em frente de casa, junto com a Luiza e a Natália. A Duda que já estava a caminho, nos encontraria no local combinado, que a Gabi resolveu manter em segredo sabe-se lá porque. Eu estava bastante curiosa.
A viajem demorou cerca de uma hora e meia. Pelo que eu podia ver pela janela do carro, estávamos no interior, onde havia muito verde, montanhas e um céu bastante iluminado pelo sol.
Assim que chegamos a portaria do que parecia ser um casa de campo especialmente preparada a realização de eventos, nós quatro fomos direcionadas para quatro caminhos diferentes.
No início eu fiquei muito apreensiva, não estava entendendo absolutamente nada, mas não adiantava perguntar nada para a Gabi, pois ela estava decidida em manter segredo.
Um rapaz muito simpático e com seu uniforme me levou até uma sala especial que me lembrava muito um salão de beleza.
— Será que você poderia me explicar o que está acontecendo aqui? – perguntei ao mesmo, enquanto ele me entregava um lindo roupão de algodão.
— Sinto muito, mas não posso te dizer muito. – ele sorriu amigavelmente. —Mas posso garantir que você será muito bem tratada aqui pela nossa equipe que estará o tempo todo a sua disposição. Agora eu peço que a senhorita relaxe e aproveite o dia.
O rapaz me deixou sozinha por alguns segundos para eu me despedir, colocar uma roupa de banho e me cobrir com um roupão, não demorou muito para aparecer uma mocinha também muito sorridente que se apresentou como Fabiola.
A Fabiola me levou até os fundos da sala, onde havia uma banheira com água morna e cheia de pétalas de rosas. Fabiola me disse que aquilo foi especialmente preparado para mim. Eu que já não estava entendendo nada, continuei sem entender mesmo sendo praticamente forçada a entrar na banheira.
Não conseguia entender o que eu, como madrinha do casamento da Gabriela, que foi convidada para uma sessão de fotos estava fazendo relaxando dentro de uma banheira.
Fabiola me garantiu que aquilo fazia parte do processo. Pediu para que eu relaxasse e ficasse à vontade. E se precisasse de alguma coisa era só pedir a ela ou a qualquer outro funcionário.
Ela me deixou sozinha novamente, enquanto eu ainda tentava entender tudo aquilo.
Será que as outras garotas também estavam recebendo o mesmo tratamento ou eu era a única privilegiada?
Certamente estavam todas recebendo bons tratamentos, pois fora o que Gabi nos prometeu por nos tirar da cama tão cedo.
Mas porque eu tinha a estranha sensação que tinha alguma coisa errada por aqui?
Bom, não importa. Pois até agora estava tudo muito ótimo. A água na temperatura certa e as velas em volta deixava o ambiente com um cheirinho muito bom. As coisas ficaram ainda melhores quando outra moça apareceu, essa era mais velha e também me disse seu nome. Ela era a massagista.
Tentei esvaziar a mente, relaxar e a aproveitar as mordomias. Eu me sentia como se tivesse tirado um dia para ir ao SPA.
Joana me massageou por alguns minutos. A essa altura eu me sentia verdadeiramente no céu e minha mente já estava bem distante de toda essa confusão. Só abri meus olhos quando Joana me chamou para ir a outra área da sala onde eu poderia me deitar e ela me massagearia melhor com diversos métodos.
Eu não tinha muita noção do tempo, pois em momento algum tive a oportunidade de verificar as horas no celular que estava dentro da bolsa, mas tenho certeza que se passou uma hora. Então a Fabiola voltou, me entregou o roupão e me levou para fora, a uma área externa coberta, onde eu tinha uma vista privilegiada da natureza.
Ela e o rapaz, o Anderson, me serviram com sucos, frutas, pãezinhos e bolachas. Era demais para mim. Mas estava tudo muito gostoso, por um momento eu desejei que o Felipe estivesse ali comigo, aproveitando essa mordomia.
Depois de satisfeita, fui levada de volta a salinha, onde lavaram meu cabelo e começam a fazer a minha unha enquanto ele secava.
Alguns minutos depois as garotas entraram na sala, também usando roupões e de unhas feitas, cada uma pintada de uma cor diferente. Elas sentaram-se próxima a mim, enquanto ainda estavam finalizando a minha.
— Gabi, você pode me dizer agora o que é isso tudo?
— Você não está vendo? Um dia de garotas! Só isso.
Mas eu não conseguia de jeito nenhum acreditar totalmente nela, talvez fosse algo em seu sorriso que a denunciasse.
Luiza, Natália e Duda, com seu incrível barrigão prestes a explodir, também estavam muito estranhas.
Havia algo que elas não estavam me contanto.
Mas não me chateei, apenas ficamos conversando. Até um fotográfico, um senhor barbudo, entrou na sala após algumas batidinhas na porta e começou a fotografar aquele momento em vários clicks.
As garotas saíram para irem preparar seus cabelos, minhas unhas já estavam prontas, pintadas de um dourado cintilante. Tiraram a toalha da minha cabeça e começaram a secar meu cabelo com o secador. Pedi que contassem um pouco, já estava bem grande. Fazia um bom tempo que não cortava. O resultado final foi bastante satisfatório: meus fios estavam na altura dos ombros.
Me fizeram um babyliss, deixando meu cabelo claro cheios de ondas, depois começaram a me fazer um penteado. E colocaram até uma tiara prateada cheia de brilhantes.
Enquanto algumas meninas cuidavam do meu cabelo, outras começaram a me maquiar. Tudo muito delicado, suave e profissional.
Eu estava sendo muito bem cuidada por ali.
Quando por fim deixaram eu me olhar no espelho, eu não acreditei no que via. Eu estava ainda mais bonita. Meus traços delicados valorizados com tons muito bem escolhidos e meu rosto parecia mais jovem e alegre por causa do penteado.
Eu me parecia uma princesa de verdade.
E para completar me ajudaram a colocar o vestido de madrinha escolhido pela Gabi. Era um vestido tomara que caia que realçava meus pequenos seios e tinha uma calda pequena que arrastava no chão e até a altura dos joelhos era mais soltinho, depois ele afinava e ficava mais apertadinho da altura dos joelhos para cima. Um vestido estilo sereia.
E a cor era única: de uma rosa tão clarinho que até parecia branco, mas não era branco, era rosa.
Para os pés me deram um saltinho prata, não muito alto, para eu não cair caso enroscasse no vestido durante meus movimentos.
As meninas foram muito cuidadosas ao passarem um óleo hidrante em meus braços. E para finalizar me deram um perfume maravilhoso que se parecia muito com o meu: tinha cheiro de flores do campo. Era o cheirinho preferido do Felipe.
Eu estava pronta.
E até um pouco emocionada.
Até parecia que eu quem iria casar.
Mas era só uma sessão de fotos.
Quando eu pude finalmente sair lá para fora, não encontrei as garotas e não fazia ideia de onde elas estavam. Não puderam me dar nenhuma informação. Mas o Anderson, um dos poucos rapazes que trabalhava ali, apareceu para me guiar.
— Agora eu vou te levar até o local das fotos.
O céu estava incrível. Azul e com muitas nuvens. O sol estava forte, mas não de um jeito incomodo. O ar ali era puro e tinha um cheirinho agradável de flores. O lugar era muito bonito. Com um extenso gramado, várias arvores, caminhos de pedra, um chafariz, um lago imenso cheio de peixes, uma ponte pequena de madeira, banquinhos espalhados entre as arvores e muitas flores.
Anderson e eu seguimos por um caminho de pedras.
— Você pode, por favor, me informar que horas são?
— São cinco e dez da tarde, senhorita.
Ele era muito educado.
Caminhamos por uns cinco minutos.
Eu estava muito tensa e curiosa.
Afinal, onde estavam as outras?
Mas foi quando eu me deparei com toda aquela gente esperando por mim que a ficha caiu.
Eu fui enganada todo esse tempo.
Meu Deus!
Não era o casamento da Gabi.
Não era só uma sessão de fotos.
Era o meu casamento que estava acontecendo agora.
Bem eu deveria ter desconfiado antes: tantos segredos, tantos mistérios, a Gabi cochichando com o Felipe sempre que se encontravam, as longas saídas do Felipe, a Gabi no meu pé contando uma mentira atrás da outra, a Luiza evitando tocar no assunto, os preparativos com urgência, meus pais ainda estarem aqui no Brasil há semanas.... Estavam todos sabendo de alguma coisa e eu era a única que estava por fora.
De repente o papai apareceu do meu lado esquerdo, usando um terno bastante elegante, ele sorria muito e tinha os olhos cheios de lágrimas enquanto olhava para mim quase se piscar.
Ele me deu o braço.
— Preparada?
— Nenhum pouco. — confessei, com um sorriso nervoso.
Minha mãe apareceu do outro lado direito. Ela me entregou um buquê de flores cor-de-rosa e brancas, assim como toda a decoração e o arco de flores que se encontrava acima de nossas cabeças agora. Ela me ajudou também a colocar um véu, que se encaixou perfeitamente na parte de trás da minha tiara brilhante.
A mamãe também estava muito emocionada e parecia radiante, mais feliz do que nunca. Eu não resisti ao impulso de abraçar os dois, agradecida por eles estarem fazendo parte disso.
Olhei em volta, estava tudo tão bonito, tão bem organizado e decorado. Todos os colegas, amigos, familiares em pé, em frente as suas cadeiras e olhando para mim, com sorrisos agradáveis.
Eram duas filheiras, uma de um lado e outra de outro, como numa igreja.
Aos meus pés havia um caminho de pétalas de flores.
Lá frente estavam todos os meus amigos mais próximos.
Luiza usando um longo vestido verde escuro com os cabelos castanho-escuros lisinhos em contraste com os lindos olhos castanhos-esverdeados. Ao lado estava a Natália com um vestido curto dourado todo brilhoso e saltos altos de cor preta. Os cabelos medianos vermelhos presos em uma trança lateral.
As duas eram as minhas madrinhas.
Do outro lado estava a Gabriela, usando aquele longo vestido violeta que a ajudamos escolher na loja. Seus cabelos castanhos estavam selvagens como sempre e os olhos azuis-esverdeados bem contornados pela maquiagem escura. Ao seu lado estava o Rafael, usando um terno azul-marinho. Eu nunca o vi tão elegante. Seus cabelos ondulados estavam bem arrumado.
Eles eram os padrinhos do Felipe.
Mas onde estava a Maria Eduarda e o Pedro?
— A Duda foi às pressas para o hospital com o Pedro. – cochichou a minha mãe como lesse meus pensamentos. — O bebê resolveu nasceu hoje. Isso não é maravilhoso?
Os gêmeos apareceram na minha frente como em um passe de mágica. A Laura usava um vestidinho branco com uma faixa cor-de-rosa e uma tiara de flores. O Tiago usava uma calça preta, uma camiseta branca e uma gravata-borboleta.
Eles seriam os daminhos de honra.
E quando enfim meus olhos se encontraram com os do Felipe foi que meu coração disparou de vez. Ele estava emocionado, me olhando com admiração, apenas esperando por mim.
Eu ainda não podia acreditar que isso tudo era real.
A mamãe se afastou e fez um sinal para a banda começar a tocar a música de entrada. Peguei o braço do papai e começamos a andar, vagarosamente, em direção ao pequeno altar.
Então, o mundo inteiro se selecionou. Eu só conseguia ouvir violino tocar Thinking Out Loud do Ed Sheeran. Eu só consegui olhar para o Felipe e ver as lágrimas dele escorrem de seus olhos.
Minhas pernas só ficaram bambas assim em todas as nossas primeiras vezes: o primeiro toque, o primeiro beijo, a primeira troca de olhar e sorrisos. E todas elas são como se fossem hoje: nunca sairão da minha memória.
Quando cheguei ao altar, o sol estava se ponto. Meu pai beijou a minha testa e me entregou ao amor da minha vida. Felipe pegou a minha mão e inclinou-se para beijar a ponta do meu nariz.
Eu fechei os olhos e sorri.
— Bianca – Felipe se ajoelhou, pegando-me totalmente desprevenida. Ele segurava a minha mão com delicadeza. — você aceita ser minha esposa pelo resto de nossas vidas?
Todos em volta riram. Afinal, tinha como dizer “não” depois de tudo que ele planejou mesmo que secretamente com tanta dedicação? Tinha como dizer “não” depois de tudo que passamos juntos? Tinha como olhar para esse homem maravilhoso e dizer “não” sabendo quem ele era e tudo que ele fez por mim e por nós?
— Sim, eu aceito. – digo, me segurando ao máximo para segurar as lágrimas e não borrar a maquiagem. — Com toda certeza.
Quando nos viramos para o cerimonialista, ele começou com os dizeres que estamos habituados a ouvir nos casamentos. Confesso que eu não prestei atenção em uma só quer palavra. Eu só conseguia olhar para o Felipe, sem acreditar que ele tinha tramado tudo aquilo. E olhava também para a Gabi, um pouco mais atrás, e trocávamos sorrimos cúmplices que não precisavam de nenhuma palavra.
Fui desperta apenas quando o Felipe se virou de frente para mim e eu para ele. Enquanto colocava a aliança em meu dedo ele dizia as coisas que qualquer mulher gostaria de ouvir em um dia como este. Palavras que vinham do fundo do seu coração:
— Lembra-se de como tudo começou? No início não era um sentimento correspondido. Eu era muito bobo naquela época. Achava que sabia, mas eu não sabia o que era amor. Não sabia como era amar alguém. Mas você sabia e você me mostrou. Por mais que você diga que eu sou o único capaz de lutar de todas as formas possíveis por esse amor, lembre-se que você foi a primeira a não desistir. Mesmo quando eu não te enxergava, mesmo quando eu te ignorava, mesmo quando eu era um estupido. Você não desistiu. E foi por causa dessa insistência, dessa luta, dessa dedicação que eu passei a te ver com outros olhos. Foi quando eu comecei a sentir coisas por você que não cabiam em palavras. Coisas que eu não conseguia interpretar, definir, ignorar ou fingir. Coisas que eu nunca senti por ninguém.
Ele precisou dar uma pausa para controlar as lágrimas, o que fez todos rirem. Eu só conseguia sorrir e olhar para ele.
— Eu era tão jovem naquela época. Tão imaturo e inconsequente. Não sabia quase nada sobre a vida. Até hoje acho que sei muito pouco. Mas eu sempre soube de uma coisa: eu amava você e sempre amaria. Não importava o que acontecesse. Ou quantas vezes brigássemos, nos separássemos, nos desentendêssemos, ou nos afastássemos. Eu sempre amaria você. Eu sempre amarei você. Sim, eu acredito em destino e acredito também que ele tenha te colocado na minha vida para que eu pudesse descobrir que era capaz de muitas coisas. Inclusive de amar uma pessoa e ser amado também. Hoje, é com imenso prazer, que digo isso diante de todo mundo, que você é sim a mulher da minha vida e é com quem eu quero envelhecer e morrer. Nunca houveram dúvidas. E por mais clichê que a nossa história possa parecer. Ela é a nossa história. E eu sou o cara mais feliz do mundo por poder compartilha-la todos, porque eu tenho certeza que foi por sua capaz que ela se tornou tão especial.
Então, ele me beijou apaixonadamente.
E na minha vez de colocar a aliança em seu dedo eu não fui capaz de dizer nenhuma palavra. Pois nenhuma delas eram capazes de expressar o que eu estava sentindo nesse momento. Nenhuma delas seria o suficiente ou o bastante. O que eu estava sentindo parecia grande demais para caber em miseras palavras. O que eu estava sentindo agora quase nem cabia dentro do peito.
Além do mais, eu estava tremendo muito.
A única coisa que eu fui capaz de dizer, repetidas vezes, por mais que ele já soubesse, por mais que o mundo inteiro já soubesse era que eu o amava demais e qualquer problema e obstáculo em nossas vidas seria mínimo para o tamanho desse amor.
Ao fim da cerimônia todos bateram palmas e muitas fotos foram tiradas durante todo o tempo. Ao passarmos pelo caminho de pétalas, jogaram ainda mais flores em nós.
Logo em seguida, descobri que a festa aconteceria ali mesmo. Bem pertinho da cerimônia. Onde havia milhares de mesas, cadeiras, mesa com bolo, doces, lembrancinhas e mais flores. Havia também um DJ, garçons e um telão que passava fotos nossa, desde o começo do nosso namoro, até os dias atuais, com a minha gravidez.
Vieram todos nos abraçar e nos parabenizar. Tiramos milhares de fotos com todo mundo e mais milhares de fotos diante da decoração. Tivemos muito pouco tempo para aproveitar a festa. Afinal, era o nosso dia. Nós éramos o centro das atenções. E estávamos muito realizados e agradecidos.
A festa durou até a meia-noite. O pessoal foi embora e como sempre restaram apenas nossos amigos e a família.
Nossas mães só sabiam chorar.
— Vocês precisam ir agora. – a Gabi nos puxou de lado e me entregou uma bolsa grande. — O carro já está lá fora esperando por vocês. Vão! Ah, o resto das coisas de vocês já está no carro.
— Gabi! – eu precisava muito dizer algumas coisas que eu não pude dizer durante a festa. — Mas e o seu casamento?
— Não se preocupe. Ele vai acontecer. Só será um pouquinho diferente. – ela riu. — Tudo isso – ela olhou em volta. — Toda essa preparação, a decoração, as flores, os mil convidados, o vestido branco, o buquê.... É demais para mim! Fala sério, isso não tem nada a ver comigo e com o Rafa, admita. – Felipe e eu rimos.
Ela tinha toda razão.
Eu não duvidava nada que ela e o Rafael viajassem as escondidas para se casarem em Las Vegas e ninguém ficaria sabendo. Realmente, eles foram feitos para ficar juntos. São dois maluquinhos desajuizados.
— Obrigada por tudo. – eu a abracei com força. — Você me enganou direitinho, sua danadinha. Você é uma boa amiga.
— Ah, para com isso, vai. – ela se afastou. E pela primeira vez eu vi uma Gabriela desconcertada. — Desse jeito vocês vão se atrasar para o voo. – então ela olhou bem para mim. — Pra mim você continua sendo uma patricinha insuportável que eu aprendi a amar.
Nos despedimos do pessoal de uma vez por todas.
— Pronta para nossa viagem de lua-de-mel? – perguntou o Felipe. Enfim, estávamos sozinhos. Fora o motorista, claro.
— Para onde vamos? – perguntei, curiosa e ainda sem conseguir tirar o sorriso do rosto.
— É surpresa. Você só saberá quando chegar. – ele passou o braço por meus ombros. — Serão dias incríveis! Você vai gostar.
— Disso eu não tenho dúvidas! – sorrio e aproximo meu rosto do dele, deixando nossas bocas a poucos milímetros uma da outra. — Eu já disse que você é o melhor de todos?
— Já disse sim. Tipo, um milhão de vezes. – ele riu e me roubou um rápido beijo. — Mas eu não me importo se você repetir isso mais um milhão de vezes. Eu amo tudo que vem de você.
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