Notas iniciais
Nesse capítulo vocês terão algumas respostas.

Faz um mês que estou aqui na França, em Paris, passando um tempo na casa dos meus pais.

Eles moram numa casinha pequena comparada a minha. É uma casinha simples, mas com uma arquitetura muito bonita, parecida com as dos filmes, com um lindo jardim na frente.

Os vizinhos por aqui são sempre muito simpáticos e vivem andando de bicicleta com seus filhos. O clima aqui é adorável, nunca faz muito frio, nem muito calor. A rua onde meus pais moram não há muita movimentação, aqui é tudo tão calmo e tranquilo. E as casinhas em volta são todas bem parecidas. A única coisa que as diferenciam são as cores e o jardim.

Com meus pais resolveram se aposentar de vez do trabalho com a moda ao passar a empresa para minhas mãos, e apesar de serem muito novos ainda, hoje eles vivem um para o outro, viajando, cultivando flores, vivendo uma vida saudável, com a prática de exercícios e uma alimentação saudável.

Eu tenho muito orgulho desses dois.

E é impressionante como mesmo depois de tanto tempo juntos, hoje eles parecem mais apaixonados do que costumavam ser. Antes, no passado, apesar de trabalharem juntos, eles viviam agitados, ocupados, mal tinham tempo para eles mesmo ou para a família. Hoje em dia isso é completamente diferente.

Eles não se desgrudam nunca.

É quarta-feira de manhã. Eu levantei cedo para aproveitar melhor dia. No dia anterior nós tínhamos saído para conhecer lugares novos, dos quais eu tirei muitas fotos para mostrar aos meus amigos, quando voltassem para casa.

Tomei meu café da manhã lá fora, no jardim, com meus pais e ficamos conversando por um tempinho. Depois eu fiquei de bobeira, lá em cima, no meu quarto, lendo um livro de moda que minha me dera no domingo.

— Filha, querida – mamãe gritou lá de baixo. — Acabou de chegar uma coisinha para você junto com o carteiro.

Mesmo descalça desci correndo para ver o que era.

Meu pai, que estava no sofá, assistindo a um programa qualquer na televisão enquanto a mamãe preparava o almoço – seu mais novo hábito – me entregou um envelope pequeno.

Com o envelope em mãos subi de volta para o quarto. Meu novo quarto, o quarto de hóspede, é tão aconchegante. Tem uma cama grande de casal no centro do cômodo, um guarda-roupa pequeno de madeira, uma cômoda com uma televisão pequena em cima junto a um jarro de flores, uma penteadeira, além de uma janela grande com vista para o jardim.

As paredes são todas cobertas com um papel de parede floral de um verde bem clarinho com o desenho de umas rosas grandes e vermelhas. Tão delicado. É apaixonante!

Sento de volta na cama e começo a rasgar o envelope.

Me surpreendo com o que tem dentro.

Felipe e eu conversamos praticamente todos os dias por telefone ou pelo Skype. São sempre conversar muito agradáveis e que fazem toda diferença no meu dia. Mas nunca antes ele me enviara uma carta.

Até agora.

Além de uma carta escrita por ele mesmo, havia quatro fotos. Ele em um churrasco com todos nossos amigos no quintal da nossa casa. Outra foto do Toddy fazendo charme, esparramado no sofá, com a barriguinha para cima. Uma foto da minha prima com o barrigão de fora e todas as meninas em volta dela com sorriso largos: Gabi, Luiza e a Nati. E a última foto dele próprio, com o Toddy tirando um cochilo em cima dele.

Fiquei analisando as fotos por um tempo, para todos os detalhes, principalmente para a última, a do Felipe e do Toddy, que com certeza era a minha preferida agora. Tanto, que eu darei um jeito de emoldura-la e coloca-la ao lado da cama, em cima do criado-mudo, para poder olhar para eles sempre antes de dormir.

Deixei as fotos de lado e abri a carta que estava muito bem dobrada.

E nela dizia o seguinte:

Querida Bianca,

Não sei nem por onde começar a escrever essa carta. Faz tanto tempo que eu não escrevo uma carta a mão. Não sei se sou muito bom com as palavras. Você costuma dizer que sim, já eu duvido muito. Mas por você vale a pena qualquer sacrifício.

Eu te disse que te reconquistaria de qualquer jeito, não disse? Pois aqui estou eu, escrevendo uma carta para você.

Existem tantas coisas que eu gostaria de te dizer agora, o problema é que eu não sei nem por onde começar. De qualquer forma, vou tentar ser breve.

Primeiro gostaria de começar dizendo o que já está cansada de saber, porque eu não me canso de repetir: estou morrendo de saudade de você. Não há um dia em que eu não acorde e não olhe para o lado e lamente a sua ausência.

Sei que já passamos isso algumas vezes. Mas os sentimentos nunca mudam. Sem você as coisas em volta não são as mesmas. Tudo é tão estranho, sem razão, sem cor, sem forma. Sem você as coisas são muito mais difíceis.

E por último gostaria de te dizer que não vejo a hora em que você volte para mim. E que finalmente possamos recomeçar. Não vejo a hora de te abraçar, ver o seu sorriso, olhar no fundo dos seus olhos, ouvir a sua risada e a sua respiração. Não vejo a hora de poder segurar a sua mão e poder sussurrar no seu ouvido o quanto eu te quero, o quanto eu te preciso, no quanto eu te amo e no quanto você significa para mim.

Obs.: Gostou das fotos? Mesmo que sem você aqui nada seja igual, eu tenho tentando prosseguir com a minha vida. Tenho passado mais tempo com a minha família, com nossos amigos e focado no trabalho. Tudo isso só para tentar de tirar um pouquinho da cabeça. Bom, espero que tenha gostado das fotos. Eu tirei muito mais delas, mas você só poderá vê-las quando voltar para mim.

Um grande beijo,

Felipe.

Antes mesmo de terminar de ler, eu já estava chorando muito. Depois que terminei de ler, pressionei a carta de encontro ao meu peito e deixei as lágrimas escorrem livremente.

Deitei-me em posição fetal, ainda abraçada a carta e as fotos, sentindo uma mistura de sentimentos: saudades, frustração, tristeza e alegria. Por um momento eu só quis voltar no tempo e consertar todas as cagadas que eu fiz.

Mas agora era tarde demais para lamentar.

— Filha, o que aconteceu? – como a porta estava aberta, a mamãe entrou que eu nem percebi.

Ela sentou-se comigo e enquanto eu chorava ela passava a mão nos meus cabelos.

— Olha, querida, eu entendo que você tenha vindo aqui para tirar umas férias de tudo, mas algo me diz que isso não é tudo. E que você tem me escondido algo. Então porque não aproveita agora para me dizer o que é? Eu prometo tentar te ajudar no que for preciso, prometo não te julgar, promete tentar de entender. Você sabe, sempre soube, que eu estou aqui por você, para tudo que precisar. Apenas converse comigo.

Demorei um tempinho para me recompor. Quando as lágrimas já estavam mais controladas eu respirei fundo e me sentei. A mamãe me deu um abraço e depois um sorriso, enquanto segurava a minha mão.

— Mãe, eu estou grávida.

Sou direta, sem rodeios.

Desde que cheguei aqui não tive coragem de contar a verdade. E tenho tentando disfarças as evidencias de todas as formas. Com medo do que eles vão pensar de mim quando souberem a verdade. E pior: quando souberem que eu nem se quer sei quem é o pai do bebê.

De acordo com meus cálculos, eu já estou com um pouco mais de dois meses. Como eu sempre fui muito magra, minha barriga já está um pouco crescidinha. Mas nada que uma blusinha folgada e calças com números maiores não escondam.

Os enjoos deram uma diminuída. O cansaço aumentou, mas quem não se cansa não é mesmo? Então sempre que meus pais perguntavam, eu só dizia que era só o esgotamento do dia-a-dia, das nossas longas caminhas e pequenas viagens.

E algumas vezes eu me via com desejos estranhos e absurdos. Então eu me distraia com alguma outra coisa e logo eu esquecia. E outras vezes, quando eu estava deitada ou sentada, eu me via passando o dedo na barriga, só para sentir o volume. E quando meus pais me olhavam com curiosidade, eu só dizia que estava inchada de tanto comer.

— Eu sei.

Meus olhos se arregalam.

— Sabe?

— Toda mãe sabe.

Então ela solta uma risadinha.

— Mas como?

— Fácil.... Você tem agido de forma muito estranha ultimamente. No começo eu fiquei com receio que você estivesse doente ou coisa assim. Mas depois de refletir e analisar os fatos, eu cheguei a uma conclusão. Só estava esperando você dizer com suas próprias palavras.

— Mãe! Porque você não me perguntou nada? Porque não disse nada? Teria sido mais fácil me abrir se você tivesse me confrontado. Mas espera aí.... O papai também já sabe?

— Não, seu pai não. Ele não é tão inteligente quanto eu.

Foi a minha vez de rir.

— Mas então, já está de quantos meses? – perguntou ela com a mão na minha barriga e com um olhar animador.

— Não sei exatamente...

— Como não? – ela me olhou com espanto. — Você não tem feito os exames de pré-natal?

— Na verdade...

— Bianca! Mas isso é um absurdo! – ela me repreendeu, olhando-me com bravura. — Pegue sua bolsa agora. Nós vamos ao meu médico. Vamos dar um jeito nisso.

Pela forma como ela me olhava e estava falando comigo, não tinha nem como eu protestar. Então me levantei, calcei minhas sapatilhas, prendi o cabelo e peguei minha bolsa.

— Ei, para onde vocês estão indo? – perguntou meu pai, curioso, ao passarmos por ele a caminho da porta.

— Nós já voltamos. – garantiu a minha mãe. — E não se preocupe, vamos trazer o jantar.

Fomos de carro e em pouco tempo chegamos ao consultório do Doutor Renato, que é o novo ginecologista e obstetra da mamãe, e que por sinal também é brasileiro e havia se mudado para a França em buscar de novas oportunidades.

Depois de sermos devidamente apresentados, ele me fez uma série de perguntas, me avaliou e pediu vários exames.

Depois de uma hora e meia nós voltamos para casa e o céu já estava escurecendo. Na esquina de casa compramos uns pãezinhos doces e salgados para o jantar.

— Pai, preciso te contar uma coisa. – digo, quando já estávamos terminando de comer.

— Não é uma coisa ruim, não é? – pergunta ele, parecendo preocupado. — Por favor, não me diga que você está doente ou...

— Não, pai. – eu ri. A mamãe também. — Não é nada disso. É só que eu vou ter um.... Bebê.

Ele ficou paralisando por um instante, absorvendo a novidade. Depois ele simplesmente surtou. Levantou-se, me puxou pelo braço e me deu um abraço apertado.

— Oh, me desculpe, me desculpe. – agora ele estava falando com a minha barriga. — Eu não queria te machucar.

Eu fiquei espantada com o gesto dele, mas a minha mãe se matava de tanto rir.

Enquanto lavámos e guardávamos a louça, meus pais só falavam sobre o futuro do bebê. Como ainda não sabíamos o nome e nem o sexo, eram só suposições. Mas que me divertiram muito. Eu estava satisfeita por ter contado a verdade a eles. Eles estavam tão contentes por mim.

E para minha sorte nem por um momento perguntaram sobre o pai, sobre o Felipe, sobre a reação dele, o que ele pensava sobre aquilo, se ainda estávamos juntos ou coisas do tipo. Eu ficaria muito envergonhada por tocar no assunto. Não queria que eles ficassem chocados com a minha dúvida e passassem a me olhar com outros olhos.

Depois de limparmos tudo ali em baixo, eu subi para me preparar para dormir. Meus pais ficaram lá em baixo, assistindo televisão. Mas eu estava cansada e só queria me deitar.

Tomei um banho quentinho e vesti meu pijama, pensei em ligar para o Felipe. Mas eu não podia compartilhar tudo que estava sentindo com ele nesse momento.

E quando levei a mão até o celular, ele começou a tocar.

Danilo.

Fazia um bom tempo que eu ignorava as suas chamadas. Eu só queria distancia dele, ainda mais agora, que recentemente descobri que ele é só mais um cafajeste. Mas também o suposto pai do meu filho devido a uma fatalidade, de uma noite que eu pouco me recordo, mas que me arrependo amargamente.

Uma parte de mim estava satisfeita por ter percebido, mesmo que um pouco tarde demais, que ele é um galinha. Um homem muito bonito, com uma carreira alavancada, mas que só quer aproveitar e curtir a vida.

Mas outra parte de mim não aguentava mais essa dúvida cruel. O pai era ele ou o Felipe? Bom, eu não sabia. Mas o Danilo tinha a resposta. Só me faltava coragem de perguntar a ele. Seria o fim se a resposta fosse positiva. Coisa que eu não queria ouvir nem agora nem nunca.

O que seria do meu filho com um pai como o Danilo? Sim, ele tinha muitas qualidades também. Só que eu duvidava muito que ele deixaria tudo de lado para dedicar a vida a isso. Eu não saberia dizer se ele seria um bom pai. Também não saberia dizer se realmente queria que ele soubesse que eu estava esperando um filho dele.

Mesmo com todas essas dúvidas, eu resolvi encarar a realidade.

— Alô? Danilo?

— Oi, eu sou a Tamires. A noiva do Danilo. Não sei se você me conhece ou se algum dia ele falou de mim para você, mas eu não te conheço e gostaria de saber o motivo do Danilo ter te ligado tantas vezes nos últimos dias.

Eu estava pasma demais para dizer alguma coisa.

Será que essa tal Tamires era a ruiva que ele estava agarrando no restaurante naquele dia? Ou seria uma outra mulher? E quando foi que o Danilo ficou noivo?

— Bianca? Bianca, me desculpe por isso. – agora era a voz dele no telefone. — Não queria te envolver nisso.

— Oh, não. Tudo bem. – fico um pouco sem palavras. Não sei se dou risada ou se desligo agora mesmo. — Então, você está... Noivo agora? Ou será que eu entendi errado?

Dei uma risadinha.

— Ah, você ouviu isso? Pois é..... As coisas um dia têm que mudar, não é mesmo? – foi a vez dele soltar uma risinho de constrangimento. — Mas então.... Aproveitando que você finalmente me atendeu.... Será que podemos conversar? Eu queria tanto te ver. Você está livre agora?

— Ah, não. Eu estou em Paris nesse momento. Passando as férias na casa dos meus pais. Mas na verdade sim, eu adoraria poder conversar com você agora.... Porque eu queria muito de fazer uma pergunta.

— Bom, se não podemos nos ver agora, acho que você pode perguntar por aqui mesmo. Ou você prefere que...?

— Não, não. Tudo bem. Eu posso perguntar por aqui mesmo. — respiro fundo. — Na verdade, é só uma curiosidade boba.

— Então pergunte. Estou ao seu dispor.

Solto um risinho fraco, sem conseguir esconder o meu constrangimento.

Essa é uma situação muito embaraçosa.

— Danilo... Por acaso aconteceu alguma coisa entre nós naquela noite? Você se lembra? – nesse momento eu estou suando frio e minhas mãos tremem de pavor. — Quero dizer... Por acaso nós fizemos algo? Nós ficamos juntos?

— Então você não se lembra de nada? – ele riu, o que fez meu coração gelar. — Olha, Bianca, você não tem porque se preocupar. Eu tentei, sabe? Eu tentei mesmo. Você estava frágil, bêbada, um pouco confusa.... Mas de fato nada aconteceu. Não por falta de tentar, mas sim porque você simplesmente apagou.

Então quer dizer que ele tentou? Tentou abusar de mim mesmo eu estando em um péssimo estado. Que tipo de homem ele é? Eu queria dar um soco no nariz dele agora.

Nossa, de repente, eu fiquei tão nervosa, mas tão brava e decepcionada com ele, que tudo que eu mais queria era desligar na cara dele o mais rápido possível e nunca mais falar com ele, nunca mais olhar para ele.

Cretino.

— Hmm... Então tá bom. Era só essa dúvida mesmo. – dou uma pausa em busca de ar. Não quero que ele perceba que estou morrendo de raiva. Ou que eu poderia mata-lo agora mesmo. — Não quero te ocupar mais. Aproveite o seu tempo com a sua noiva. Tchau! Um grande beijo e boa sorte.

Não dei nem tempo de ele dizer alguma coisa e desliguei, deixando o celular de lado.

Apesar de toda a raiva, de certa forma, eu estava aliviada por finalmente tirar aquele peso das minhas costas.

Eu poderia sair correndo agora mesmo e ir direto para o aeroporto. Voltaria para o Brasil. Para os braços do Felipe e lhe diria que eu tinha tomada a minha decisão: eu o queria. Eu queria a gente. E queria agora.

Mas uma parte de mim insistia em me lembrar que eu ainda tinha muita culpa nisso. Que eu me deixei levar por um ex-namorado, caí na sua ladainha, saí para comer e beber com ele e depois fui parar em seu loft, onde apesar de não termos feito nada, foi onde eu dormi com ele.

O que o Felipe diria quando soubesse disso?

O que ele pensaria de mim?

Será que acreditaria em mim mesmo eu sendo sincera?

Será que seria capaz de me perdoar e entender?

Aposto que não. Ele ficaria chateado comigo e muito decepcionado. Diria que sempre fez tudo por mim e eu muito pouco por ele. Ele pensaria que eu sou igual a muitas outras por aí. Ele não acreditaria nas minhas palavras e jamais seria capaz de me perdoar e por fim, ele se daria conta de que eu não sou o melhor para ele e então ele terminaria tudo de uma vez por todas, por estar cansado das minhas mentiras e da minha confusão.

Quando me deitei naquela noite já pronta para dormir, lágrimas silenciosas escorreram por meu rosto.

As coisas nunca eram fáceis para mim e tudo isso por minha culpa. Porque eu sempre fazia questão de dificultar tudo.

Eu sou uma péssima pessoa, uma pessoa companheira, uma péssima namorada, seria uma péssima esposa e com certeza serei uma péssima mãe também.

Eu não mereço o Felipe.

Não mereço esse bebê.

O que eu realmente mereço é ficar sozinha para sempre e pagar por todos os erros que cometi ao longo da minha vida. Porque eu sou muito estúpida. Eu faço mal as pessoas e a mim mesma sem nem me dar conta disso.

Não importa quanto tempo eu peça ou o quando me afaste, eu sempre serei essa garotinha frágil, insegura e paranoica. Eu nunca vou mudar.

Nem mesmo o amor é capaz de me transformar.

O Felipe merece ser feliz com outra pessoa. Ele merece uma família. Merece filhos e um ótimo trabalho. Ele, mais do que qualquer um, merece uma boa vida. Coisa que eu nunca seria capaz de proporcionar a ele. Nem mesmo se eu quisesse e nem por mais que ele insista em me dar outras chances, outras oportunidades. Nem mesmo se ele me amar mais do que qualquer outra coisa no mundo.

Eu sou o tipo de pessoa que sempre vai fugir dos problemas, porque eu sou fraca demais para enfrenta-los e eu não suportaria envolver o Felipe nessa bagunça. Eu não suportaria não poder fazê-lo feliz.

Notas finais
Só mais um pouquinho de drama, pra variar hahaha Comentem! Beijão!