Planos e Promessas
19 Bianca.

Passaram-se três semanas desde que nos separamos e mais parece uma eternidade.
Os primeiros três dias foram os mais difíceis. Confesso que apesar de ter parecido bem dura e fria diante do Felipe enquanto colocava pra fora tudo que eu sentia, por dentro eu estava desmoronando. E a coisa ficou um pouco pior quando ele começou a chorar e me questionar. Perguntando do porque eu estar fazendo aquilo com ele, com nós.
A verdade é que eu também não fazia ideia. Eu só achava que naquele momento a melhor coisa a se fazer era terminar de uma vez com todo aquele sofrimento.
Em meu interior eu me sentia muito culpada por — apesar de tudo — ter passado uma noite fora com meu ex-namorado. E pior: ter acordado no outro dia na cama dele, sem saber se tínhamos ou não feito alguma coisa.
Antes de qualquer coisa, me deixa explicar melhor essa história...
Estávamos eu e o Danilo jantando numa boa em um restaurante super fino. Conversávamos normalmente e tomávamos vinhos como dois velhos amigos que há muito tempo não se viam. E ele até conseguiu me fazer sentir um pouquinho melhor dando-me sábios conselhos mesmo enquanto eu fazia meu desabafo e chorava sem parar, feito uma garotinha.
Depois ele se ofereceu para me levar até em casa, mas eu não queria ir pra casa e dar de cara com o Felipe e termos que ter aquela conversa. Então, o Danilo sugeriu que fôssemos a um lugar mais animado, onde eu pudesse me divertir pra valer. Sem muitas opções e contagiada pelo entusiasmo dele e pela forma carinhosa que ele estava me tratando, eu acabei aceitando.
Fomos a um barzinho muito movimentado no centro, onde encontramos alguns colegas dele e alguns vários fãs também. Após ter bebido duas garrafas de vinho e algumas cervejas, confesso que comecei a ficar bem animada. Animada até demais. Conheci gente nova e me divertir a beça.
Peguei muito pesado.
Mas pelo menos os problemas tinham desaparecido.
Já pela madrugada, quando eu já não aguentava mais me segurar em pé, o Danilo resolveu me afastar dali. Perguntou onde eu morava. Os problemas voltaram. Eu quis chorar novamente. Ainda não estava pronta para voltar para casa e encarar o Felipe de frente.
Danilo decidiu então me levar para sua casa, onde eu pudesse descansar até me sentir melhor. A aquela altura eu já não ouvia e nem enxergava nada direito. Estava tudo rodando e fazendo um zumbido terrível. O Danilo teve até que me carregar nos braços, porque de fato eu tinha pegado pesado com a bebida.
Ele me colocou em sua cama, o que foi bem gentil da parte dele. Depois me ofereceu água. Passou a mão no meu rosto, depois no meu cabelo. Disse que ficaria tudo bem, que era pra eu descansar. Meus olhos já fechados foram ficando cada vez mais pesados e difíceis de serem abertos. E acabei apagando de repente, de uma hora pra outra e da ultima coisa que me lembro foi da presença do Danilo muito próxima a mim.
No outro dia acordei me sentindo ainda pior. Com dores por toda parte. Olhei em volta e levei um baita susto. Não conheci o lugar onde estava, muito menos aquela cama e não fazia ideia quem era o cara sem camiseta dormindo de costas pra mim, ali ao lado.
Por pouco não gritei, crente de que tinha sido sequestrada.
Tentando manter a calma, sentei-me tentando não fazer muito barulho e coloquei os pés descalços no chão frio. Bom, eu estava sem meus sapatos, mas pelo menos estava de roupa, o que me deixou um pouquinho mais tranquila.
Antes de me levantar, passei a mão pelos cabelos. Fechei os olhos e respirei fundo. Então, levantei-me e vi roupas espalhadas pelo chão, assim como alguns pares de sapatos. Evitei imaginar o que tinha resultado naquilo. Será que eu tinha feito alguma coisa muito grave noite passada? Não conseguia nem pensar. A cabeça doía demais.
E também não me lembrava de nada.
Dei uma volta pelo quarto na ponta dos pés tentando procurar pelas minhas coisas: sapatos e bolsa. Eu queria dar o fora dali. Enquanto fazia esse processo de busca, não consegui parar de tremer, sem coragem de olhar para o cara seminu, ainda dormindo na mesma cama onde eu me encontrava até minutos atrás.
Mas essa duvida nunca sairia da minha cabeça se eu não olhasse e tentasse reconhecê-lo. E quando o fiz foi que veio a surpresa: não era nenhum desconhecido e sim o Danilo.
Não sei se isso me tranquilizava o sei me deixava ainda mais apavorada.
Vai que...
Não. Não vou nem pensar nisso.
— Bianca? Amorzinho? – eu já estava com a mão na maçaneta quando ouvi aquela voz rouca chamar por mim. — Onde você está indo?
Eu me senti muito mal naquele momento, como se eu fosse uma foragida da policia em fuga.
Virei-me de frente para ele, sorrindo torto.
— Eu só estava procurando o banheiro.
Ele riu. Não sei se acreditou em mim ou não.
— O banheiro é por ali, querida. – ele apontou na direção contrária onde eu me encontrava.
Dei meia volta, indo agora para o banheiro. Onde eu me tranquei pelos próximos minutos.
A primeira coisa que eu fiz após colocar minha bolsa sobre a tampa do vaso sanitário, foi me olhar no espelho. Eu estava péssima. O cabelo loiro apontado para todos os lados, a maquiagem borrada, os lábios secos, os olhos fundos e vermelhos, além de um bafo terrível de cachaça.
De dentro da minha bolsa peguei minha escova de dente reserva. Escovei os dentes e lavei o rosto, tentando tirar o resto do que me sobrara da maquiagem de ontem. Depois passei a mão úmida no cabelo, tentando fazê-lo parecer melhor. Depois o penteei. E por fim, tentei me maquiar novamente.
O resultado foi melhor que o esperado.
Quando saí do banheiro ainda estava morta de vergonha por ter que encarar o Danilo, que ainda estava sem camiseta deixando a mostra seu corpo esbelto e vestindo um short velho de dormir. Ele já tinha pedido o café da manhã para nós.
— Sinto muito ter que decepciona-lo. Mas eu dispenso o café da manhã – tento sorrir. — Acontece que tenho que ir, ainda tenho muito trabalho para fazer hoje.
Danilo parece entender, mas não deixo de notar sua chateação.
Me despeço mesmo assim e saio dali o mais rápido possível.
Pego um táxi e antes de qualquer coisa vou pegar o meu carro que deixei no estacionamento do restaurante porque estava sem condições alguma de dirigi-lo e só depois vou para casa.
Fico deitada por algumas horas, sem saber se choro de tristeza ou de raiva de mim mesma. Tento me lembrar de aconteceu algo entre mim e o Danilo ou se mesmo depois de tudo que aconteceu, se a minha relação com o Felipe ainda vale a pena.
À tarde saio para almoçar fora. Aproveito para ligar para o trabalho e dizer a Luiza que não vou. Depois de comer, ando por aí, para tentar espairecer meus pensamentos. O que funcionada bastante, pois com o chegar da noite já tomei a minha decisão.
Foi difícil, mas não tive como fugir.
Volto para casa, o Felipe já está por lá. Porém, está acompanhado. Ele está com a Gabi, uma antiga amiga nossa. Cumprimento-a, feliz por ela ter aparecido. Mas ao mesmo tempo triste, por ela ter aparecido em um péssimo momento. Peço desculpas e digo que estou cansada, que preciso subir e descansar. O que é uma meia verdade.
Passo pelo Felipe, não olho para ele.
Não tenho coragem. Não com tudo que eu tenho a dizer para ele assim que ele estiver disponível.
Já deitada, ouço quando ele sai de casa com a Gabi e o Toddy. Pergunto-me para onde eles vão. Mas provavelmente não parar muito longe, já que levaram o Toddy. Então resolvo esperar. Só que o Felipe demora pra chegar em casa, então eu acabo adormecendo e só acordo mesmo quando ele entra no quarto e vai tomar banho.
— Precisamos conversar. – digo, tentando não parecer tão apreensiva, mas pela expressão tensa dele, vejo que não me saí muito bem.
E o que vem a seguir já é o esperado: poucas palavras e muito choro. Perguntas das quais eu não posso responder e dores que não posso deixar transparecer.
Terminar não foi uma decisão fácil que eu tomei de uma hora pra outra. Eu tive bastante tempo para pensar naquilo. E sabia que por mais que eu o amasse, não adiantava ficar insistindo em uma coisa que não estava dando certo.
Uma hora ou outro algum de nós teria que ceder. O porém é que algumas coisas que eu fiz e ouvi, me fizeram ser corajosa o bastante para dar esse passo primeiro.
Se não fosse eu, iria ser ele. Eu tenho certeza. Estávamos cansados de brigar, de nos desentender, de nada dar certo. Eu sabia que uma hora ou outra ele também iria se dar conta disso. Então porque ficar arrastando isso com a barriga por mais tempo?
Acontece que naquele dia, no dia em que terminei tudo, tudo pareceu fluir mais fácil. Eu estava certa daquilo, convicta da minha decisão. As palavras foram ditas, não todas que eu gostaria, mas foram e já não tinha mais como voltar atrás.
Agora, dias depois, não posso dizer que estou cem por cento bem. Como eu já disse, os primeiros dias foram terrivelmente dolorosos. Eu chorei muito. Senti falta do Felipe todo o tempo. Mas não deixei isso se agravar mais ao ponto de eu ligar desesperadamente para ele e pedir para voltar, para recomeçarmos e tentarmos mais uma vez.
Não, eu não faria isso.
Não iria voltar atrás. Não agora.
No fundo, algo me dizia que mesmo que levasse tempo, as coisas ficariam melhores. Eu iria me recuperar. E voltaria a me sentir bem novamente e seria feliz, mesmo que não fosse do jeito que eu havia imaginado.
— Posso saber o que está acontecendo com você? – Luiza perguntou, após entrar na minha sala com tudo, pegando-me de surpresa.
— Você ainda está aqui? – já eram quase três da manhã e eu ainda estava na empresa. Mas pensei que fosse a única. Trabalhar era a única coisa que conseguia me distrair ultimamente. Evitando-me de pensar em outras coisas.
— Claro que estou! Afinal, eu me preocupo com você. – explicou ela, sentando-se na cadeira de frente para minha mesa. — E então, vai me dizer o que está acontecendo ou eu vou ter que adivinhar? – ela cruzou os braços.
— O que te leva a pensar que está acontencendo alguma coisa comigo? Eu já disse: nada. Não está acontecendo nada. Eu só tenho muito trabalho para fazer.
Voltei-me para meus relatórios.
— Muito trabalho todos os dias? Não, não é verdade. E eu sei muito bem disso, já que eu sou sua melhor amiga e sua assistente. Acontece que, pelo que eu estou observando a dias, você está fugindo de alguma coisa e só não quer me dizer do que.
Claro, ela tem razão. Ela tem sempre razão.
Eu tenho fugido de muitas coisas ultimamente. Fugido de mim mesma, evitando pensar em determinadas coisas. Fugindo de ter que voltar pra casa cedo e dar de cara com a solidão e o vazio, além da ausência do Felipe. E fugindo do Danilo que tem me ligado insistentemente ultimamente.
Tenho tentando focar em outras coisas: no trabalho, em sair para novos lugares, em caminhadas, músicas novas, livros, revistas. Tudo que não me faça pensar no Felipe. Tudo que não me lembre do Felipe.
O problema é que sempre tem alguma coisa que me lembra dele. Uma pessoa passando na rua parecida com ele, uma ilustração em algum livro e revista que estou lendo, alguma frase que escuto em alguma musica, algumas cenas que vejo na televisão. Tudo. Não importa o quanto eu tente fugir.
Até mesmo o Toddy, coitadinho. Tenho o deixado muito de lado. Porque ele é uma das principais coisas que me fazem pensar no Felipe. Coisa que eu não quero, porque só torna tudo tão mais difícil.
Mas o trabalho é a única coisa que realmente me mantém distante, afastada, distraída. A única coisa que eu faço bem, de melhor e que não me faz pensar em nada.
— Não é nada, eu juro. Agora deixa de bobagem, Lu. Eu estou bem. Na verdade, só estou um pouco de fome agora. Será que tem algum lugar aberto? Eu preciso comer algo pra continuar com isso aqui, ou nunca vou terminar...
— Você ficou louca, Bia? – ela praticamente gritou, o que me fez dar um sobressalto. — Você não vai continuar com isso coisa nenhuma. Deixa que eu termino isso pra você amanhã. Agora – ela levantou-se e veio até mim e começou a me puxar. — Você vai para casa descansar e só voltar daqui um mês.
— O quê? – foi a minha vez de elevar o tom de voz. — Você quem ficou louca! Eu não posso deixar isso pra lá. Não posso simplesmente sumir do trabalho por alguns dias só por capricho. Eu tenho que terminar isso. Depois eu vou pra casa...
— Vai, desembucha. – ela me olhou torto, ainda mantendo aquela pose de durona. — O que aconteceu? Você e o Felipe brigaram de novo, é isso? E você não quer ir pra casa e dar de cara com ele lá te esperando pra uma conversa.
Quem dera que ele ainda estivesse lá esperando por mim...
Uma coisa era eu não ligar, não dar notícias, não escrever uma carta ou um e-mail. Outra coisa era ele ter desaparecido completamente. Sim, nós terminamos. Mas isso não significa que eu não me preocupe com ele e queira saber se as coisas vão vem.
No começo eu não queria que ele me procurasse. Até tive medo que isso acontecesse e eu acabasse cedendo. Mas já se passou um mês! E nada dele. Nem mesmo ele me ligando no meio da noite, pedindo pra voltar, implorado pra voltar...
Mas também eu queria o que? Que ele se arrastasse por mim mesmo depois de tudo que eu o fiz passar naquela noite do nosso termino? Claro que isso não aconteceria. O Felipe já tinha deixado de sentir tudo aquilo por mim há muito tempo. Essas horas ele deve está feliz da vida, finalmente livre de mim, para ficar com aquela sua aluninha.
Só de pensar nisso, comecei a sentir as lágrimas virem com tudo.
— Nós terminamos. – confesso. — Quer dizer, eu terminei com ele de vez.
— O quê? E por que você não disse isso antes? Faz quanto tempo já? – Luiza quis saber.
— Quase um mês. – comecei a chorar de verdade, cansada de me segurar. Luiza se ajoelhou perto da minha cadeira e colocou a mão sobre a minha perna.
— Não acredito... Mas porque, Bia? Porque você terminou? Eu pensei que você o amasse e quisesse passar o resto da vida ao lado dele...
— Acontece que nem tudo é como nos contos de fadas, Luiza. Sim, eu o amo muito e nem sei se algum dia vou deixar de ama-lo. Mas eu estava cansada de tudo aquilo, sabe?
Ela assentiu, passando a mão na minha perna.
— Nem tudo era mil maravilhas, assim como é com você e a Nati. Nós estávamos nos destruindo, estávamos muito desgastados, nosso relacionamento se contornou muito frágil, brigávamos por qualquer coisinha... Isso nunca ia dar certo. Não por muito tempo. Nós já fomos mais felizes, melhores. Mas hoje nós não somos mais nada, nem mesmo amigos...
Luiza me puxou para um abraço e foi então que desabei de vez, enterrando meu rosto em seu ombro. Ela passou a mão no meu cabelo, carinhosamente e pediu baixinho que eu ficasse calma, que tudo ficaria bem.
Mas é claro que não ia ficar nada bem.
Não enquanto essa dor não passasse.
— Sabe, você não está totalmente certa. Nem tudo entre em mim e a Nati são flores. Nós somos diferentes. Ela é calma, eu sou explosiva. Ela é corajosa, eu sou medrosa. Ela é confiante, eu sou um poço de insegurança. E sim, nós brigamos também, nos desentendemos, assim como qualquer outra casal, acontece que, o que sentimos uma pela outra vai além de todas essas coisas, de todas as diferenças, as dificuldades.
Eu a ouvia atentamente, porque sabia que a Luiza sempre tinha algo sábio a dizer. Mesmo que do jeito dela.
— E o que eu sentia, era que entre você e o Felipe funcionava do mesmo jeito. Vocês nem sempre foram parecidos, mas quando estavam juntos fazia tudo parecer bonito. Vocês eram conectados, unidos, felizes, apaixonados, carinhosos mesmo quando havia dificuldades, lembra?
Assenti.
Claro que eu lembrava, éramos assim no passado. Quando mais jovens, quando tudo que tínhamos que nos preocupar era com nossas notas no colégio. Naquele tempo, as coisas eram tão mais fáceis. Éramos tão unidos, mesmo quando estávamos rodeados de tarefas e pessoas. Não precisávamos nem dizer em palavras o que pensávamos, era como se tivéssemos a habilidade de ler os pensamentos um do outro. E era assim que nos entendíamos.
Mas tudo mudou quando ele foi viajar para o exterior. As coisas se esfriaram, se perderem, ficaram para trás. Nada foi o mesmo, nem quando ele voltou. No fundo, eu já sabia que seria assim. Mas tinha a esperança que estando juntos novamente faríamos como que as coisas voltassem a serem as mesmas.
E por um tempo foi.
Só que o Felipe já não era mais um adolescente, assim como eu. Ele era um homem. Um homem maduro e responsável. Ele já não era tão mais desocupado. Tinha acabado de se formar, conseguido o primeiro emprego, passou há dedicar seu tempo aquilo. Agora que enfim estava realizado.
E comigo não era diferente. Eu já não era mais aquela garotinha insegura que sofria de problemas com meus pais e com a minha alimentação. Eu viajei mundo a fora, fui estudar, ganhei uma empresa, conheci pessoas novas.
Mesmo sabendo que no fundo meus sentimentos por ele sempre seriam os mesmos, não importava o quanto estivéssemos distantes ou quanto tempo passasse, a nossa realidade já não era mais a mesma e isso, ao invés de nos unir ainda mais... Não, muito pelo contrário, só nos afastou cada vez mais, só esfriou ainda mais nossa relação, só nos deixou ainda mais ocupados com nossos sonhos e todos aqueles planos e promessas do passado foram deixada para mais tarde.
Até que foi tarde demais para voltar atrás.
— Eu não acho que você tenha feito certo em desistir de tudo aquilo. – ela continuou. — Porque todos nós sabemos que nunca é tarde para tentar de novo. Todos nós sabemos que vocês são loucos um pelo outro desde que seus caminhos foram traçados. E essa não é a primeira e nem será a ultima dificuldade pela qual vocês vão passar se realmente quiserem ficar juntos para sempre. E vocês, melhor do que ninguém sabe que esse sentimento não vai mudar, não importa o que aconteça, não importa o que vocês façam. Vocês nasceram para ficar juntos e isso ninguém no mundo vai conseguir tirar de vocês.
É, tudo bem que ela estivesse certa — mais uma vez — mas será mesmo que não era tarde demais depois de tudo que eu fiz e disse a ele?
Será que ele ainda me queria de volta? Seria capaz de me perdoar?
E será que eu estava mesmo disposta a tentar mais uma vez?
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