Planos Para Vida...
28 Second Day Of Class
Notas iniciais
Acordei ao som do meu celular berrando Maroon 5 — Misery, esse toque era justamente a pessoa quem eu queria deixar as marcas dos meus cincos lindos dedinhos no seu rosto branquelo. Ou seja, Jason.
– Olá, amor da minha vida! — ele falou feliz.
– Oi, aonde você está? Você voltou para casa? — respondi, me levantando da cama e correndo até seu quarto, sua cama estava vazia.
– Claro que não, você acha que eu iria te dar a chance de você me matar? — ele riu — Não, obrigado.
– Então, onde você está?
– Na casa dos meus pais! E aí? Como foi sua noite com o Matt?
– Seu filho da mãe, eu quero te...
– Bater?
– Não!
– SÉRIO?
– É, além de todo meu ser mau estar querendo te matar, meu ser do bem quer te agradecer, e bem ele é o que fala mais alto. Então, obrigado — disse acompanhando de suspiro.
– Aanw, não se precisa agradecer, babe. Mas você já se arrumou para ir pra facul...?
– O que? — eu o cortei e finalmente despertei — Meu Deus, verdade, tenho que ir me arrumar. Você vai vir me buscar né?
– Vou, agora, vá logo!
Desligamos e eu corri até um banheiro. Sabe, a rotina, banho rápido e etc... Ou seja, 15 minutos depois eu já estava pronta e super cheirosa, tá, nem tanto. Mas meu perfume é um cheiro muito bom.
Desci e fiquei falando com o porteiro enquanto o Jason chegava, ele é bem simpático, o nome dele é Jhon e ele aparenta ter uns 53 anos.
– Eu tenho que ir, Jhon, até mais tarde! — falei assim que vi o carro do Jason se aproximar, entrei e o cumprimentei com um soco no braço.
– Você disse que não queria me bater!
– Foi mal, mas assim que eu te vi, seu braço meio que me falou "me bate, sou macio" aí atendi seu pedido! — eu ri e ele bufou.
– Então, como foi a noite?
– Bem-mal.
– Como assim?
– Vocês me irritaram e eu briguei com o Matt então foi mal, mas então fizemos as pazes e nos beijamos e isso é muito bom! — disse sorrindo de lado e o Jason riu.
– Então vocês voltaram? Namorando de novo?
– O que? Não, de jeito nenhum! — ele me encarou confuso, pedindo uma explicação — Ele vai ter que me conquistar.
– Não vais ser tão difícil assim, ele já fez isso uma vez! — ele falou e eu dei de ombros.
– Só que eu mudei, e ele também! Talvez nós nem namoraremos de novo, não sei — cruzei os braços e fechei os olhos, fiquei ouvindo a música que estava tocando na rádio e dei um leve apagão.
Fui acordada com o dedo do Jason cutucando minha bochecha, abri os olhos e seu dedo ainda estava no movimento de vai e vem em cima da minha bochecha.
– Dá pra parar com isso? — ele continuou.
– Acho que não, é muito viciante! — ele cutucou de novo e eu dei um tapa na salsichinha que ele chama de dedo — Tá, parei!
– Acho bom!
– Já chegamos, sai logo! — ele me empurrou para fora e eu me equilibrei para não cair.
– Seu grosso! — ele apareceu ao meu lado e me ajudou, entrelaçou nossa mãos e entramos.
– Foi mal, a eu gostei da sua roupa, é diferente! — ele falou sorrindo — muito — estranhamente.
– Obrigado, eu acho.
– E aí? Vamos para aula de história, aí eu vou poder dormir um pouco.
– Você é maluco, sabe, o jeito que o professor explica até que é legal!
– Sério? Vou tentar ficar acordado! — ele sorriu e eu ri pelo nariz.
Sabe, quando chegamos, ele realmente tentou ficar acordado mas 20 minutos depois, ele dormiu. Era alguma coisa sobre a Revolução Francesa, até que eu prestei bastante atenção para uma matéria muito entediante.
– Acorda! — cutuquei a bochecha do Jason assim que o sinal para o intervalo bateu.
– Para com isso! — ele tentou tirar o meu dedo da bochecha e eu cutuquei bem mais forte — Cara, isso dói!
– Apenas uma pequena vingança! — sorri e ele se levantou, logo depois de mim.
– Vai comer o que?
– Um belo e gorduroso de um hambúrguer! — disse e ele riu.
– Amém, você precisa comer mais coisas assim!
– Por que?
– Pra você dá um engordadinha — ele disse rindo e eu o acompanhei.
– Pra que? Pra ao invés de descer uma escada eu sair rolando? Não, obrigado! — ele gargalhou tão alto e quase o refeitório inteiro olhou pra gente, eu usei meu garfo pra cutucar sua bochecha.
– Para com isso!
– Não dá, é muito viciante! — disse imitando o que ele me falou dentro do carro.
– Que saco! Você pode, por favor, com todo o amor que existe no meu coração para você, parar com essa babaquice de cutucação! — ele disse com uma voz carinhosa.
– Isso é chantagem emocional — dei uma última cutucada — Satisfeito?
– Muito, obrigado — ele pegou uma batata frita do meu prato, folgado! — Ah, hoje eu vou sair mais cedo, então eu vou ver se alguém pode vir te buscar!
– Ah, não precisa, eu chamo um táxi!
– Certeza? — ele me olhou preocupado.
– Sério, eu chamo um táxi, é melhor, aí eu passo na concessionária!
– Pra que?
– Eu quero trocar de carro, eu quero um Range Rover! — ele me olhou do tipo "faz sentido" e recomeçou a devorar a sua comida.
– Ok, eu já vou! — ele levantou e colocou a mochila sobre o ombro.
– Você vai embora agora?
– É, eu tenho que resolver umas coisas! — ele disse misterioso e eu levantei uma sobrancelha, ele suspirou e me deu um super beijo na bochecha com sua boca geladíssima de refrigerante
– Tchau, bebê!
– Tchau, mô!
Ele saiu atraindo olhares das vadias, ops, quis dizer garotas, e logo desapareceu da minha vista. Terminei de comer e fui até minha próxima aula, que se eu não me engano, era química de alguma coisa. Me sentei e como o Jason tinha ido embora, fiquei sem parceiro.
– Aonde está seu parceiro, senhorita Fontes? — o professor falou, sua voz era meio afeminada.
– Ele precisou ir embora — falei calmamente.
– Então, você precisa de outro parceiro?
– Precisar, não. Mas o senhor é quem manda! — disse sorrindo e ele riu.
– Tudo bem, alguém se habilita a ser o parceiro da senhorita Fontes por hoje? — ele perguntou e dois garotos e uma garota levantaram a mão.
– A garota! — sorri para ela, ela parecia ser tímida, mas simpática.
– Oi! — ela era alta, mas não tanto quanto eu, tinha cabelos loiros e olhos verdes azulados, usava uma roupa básica: calça jeans e um moletom super fofo do Momo!
– Oi! — disse sorrindo mais abertamente — Adorei seu moletom!
– Obrigado — ele me olhou — Adorei toda a sua roupa!
Eu ri e a cumprimentei com um beijo na bochecha, ela se assustou mas depois retribuiu, ela era tão fofa, parecia uma bonequinha de anime.
– Qual é o seu nome? — perguntei copiando a fórmula que o professor escreveu no quadro.
– Caroline e o seu é Natalie, não é?
– Sim, pode me chamar de Nat, posso te chamar de Carol? — ela me olhou animada.
– Claro — ela sorriu — Eu queria ter te conhecido antes do intervalo!
– Por que?
– Eu teria alguém com quem me sentar, sabe, eu sou nova aqui — eu também, só que como eu não sou britânica eu sou simpática!
– Então, amanhã você se senta comigo no intervalo, ok? -ela sorriu e eu também.
– Ok!
[...]
As aulas até que não foram tão chatas, a Carol tinha alguns horários juntos comigo, e depois que você vira amiga dela, você percebe que ela é bem legal! Quando o sinal de saída terminou, eu dei um Glória a Deus e a Carol riu.
Andei até o portão de fora, e peguei meu celular para chamar um táxi. Senti meu celular sendo puxado da minha mão e olhei, uma das líderes de torcidas tinha feito isso.
– O que você quer? — perguntei cruzando os braços.
– Falar com você — ela falou com sua voz nojenta — Meu nome é Britney — eu juro que eu ouvi BITCHney.
– E daí?
– Calma, eu só quero saber mais do seu amiguinho!
– O Jason?
– É! Ele é seu namorado? — ela me perguntou com um olhar malicioso.
– Não, agora devolve meu celular — eu estendi a mão e ela deu sinal que ia entregar, mas depois puxou.
– Então, será que você pode falar de mim para ele — antes que ela pudesse terminar eu a cortei.
– Não! — torci o braço dela e puxei meu telefone.
– Vadia!
– Não sou eu que estou usando um mini short e uma mini blusa em pleno frio de Londres! — ela levantou a mão pra me dar um tapa e eu desviei — Deixa de ser criança, não vamos resolver isso na base do tapa, né?
– Mas é claro que você não é namorada do Jason, nem deve ter namorado. Você é uma solitária, ninguém deve te suportar! — ela riu irônica e eu a acompanhei, meu Deus, os ingleses não sabem brigar, estou impressionada! — Tá rindo por que?
– Porque você é ridícula! — Senti uma presença atrás de mim e pensei que fosse uma das amiguinhas da Bitchney, me virei já com o punho fechado.
– Algum problema aqui? — me surpreendi ao ver que a pessoa era Matt.
– Não, nenhum, mas eu posso te causar muitos problemas, gato! — ela falou e eu revirei os olhos.
– Idiota!
– O que você disse, queridinha? — ela perguntou.
– Ela disse que você é uma idiota, e bem, acho que eu concordo! — Matt disse, eu ri, e a Bitchney ficou com raivinha.
– Quem é você em garoto?
– Ah, eu ouvi a "briga" de vocês, e sim, ela tem namorado, e ele sou eu! — ele me seu braço sobre meu pescoço, num meio abraço. Ele me mandou um olhar significativo "eu estou te ajudando, não briga comigo", eu sorri e lhe dei um selinho.
– Mau gosto o sei, ein, gato!
– Prefiro um milhão de vezes ela, do que uma vez você! — e falando isso ele me puxou para fora, eu ri enquanto ele me levava até seu carro.
– Eu falei pro Jason que eu ia chamar um táxi!
– E perder uma briga sua com uma líder de torcida? Não, obrigado! — ele riu e eu acompanhei.
– Valeu por me tirar de lá, se não fosse você, aquela discussão duraria muito mais!
– Por que vocês estavam discutindo?
– Jason — suspirei — Ele só me arranja confusão!
– Por quê?
– Um monte de vadias fica dando em ciam dele, e eu que do o fora nelas, porque ele é educado demais pra dizer que elas não são o tipo dele!
– Como você sabe que elas não são?
– Porque o tipo dele, é mais...Hum, tímida, fofa, carinhosa, brincalhona, extrovertida, ciumenta um pouco, mas principalmente sincera e divertida! — eu falei e ele ficou me encarando.
– Você acabou de se descrever! — ele disse com ciúmes.
– Não, eu descrevi o tipo do Jason, eu não sou fofa, nem tímida! — mas o restante eu sou e sou um pouco convencida também, principalmente depois na minha convivência com o Jason.
– Você é, só que fala que não! — ele disse e eu revirei os olhos.
– Matt?
– Que foi? — ele disse irritado.
– Que foi nada! Por que você tá com ciúmes?
– Eu não estou com ciúmes! — ele disse sarcástico.
– Então por que tá bravo? — perguntei.
– Ciúmes! — ele disse e fez um biquinho irritado. Primeiro eu bufei, depois ri pelo nariz, e depois sorri. Ele é tão bobo, idiota, mas é fofo!
– Por que você está sorrindo? — ele perguntou ainda fazendo o biquinho.
– Você fica uma fofura com ciúmes! — ri e ele sorriu, acho que foi por causa da minha risada esquisita.
Ele me levou para meu apartamento e ficou lá até o Jason chegou, e depois que ele chegou, ele continuou lá porque o Jason convidou. Ele ficou aqui até umas 21hrs, depois eu meio que o expulsei daqui, Hehe.
Também tive uma pequena discussão com Jason, ele disse que assim que saiu ligou para o Matt ir me buscar e eu fiquei reclamando, mesmo tendo gostado, só para dar uma bronca nele. Como ficou muito tarde, eu deitei sem tomar banho, não me julguem, estou com preguiça! Deitei e dormi como uma pedra, uma pedra fofinha.
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