Plagued

12 Capitulo XI


Notas iniciais
Olá, como vocês tão? Esse capitulo é mais parado mesmo, mas logo terá mais ação. Não se esqueça de ler as notas finais, terá uma surpresa para vocês.

Se eu dissesse que a bronca que eu recebi do meu pai fosse pouca coisa, estaria mentindo. Ele deu a maior lição de moral da minha vida, dizendo que eu tinha de cuida de mim agora, pois eu tinha um reino para cuidar no futuro. Não havia herdeiros para o trono e tão pouco podíamos deixar qualquer um com os cuidados de Althea. Sem conta, que ele era o General dos guardas do castelo, então o pobre Fred ouviu e muito. Só não saiu do seu posto, porque pedi para meu pai deixar ele. Tudo já estava sendo muito difícil, ter alguém que eu pudesse confiar e ter uma amizade seria legal. Sem bem que não sabia como o Fred se comportaria depois daquela bronca.

Levantei da grande cama. O quarto era tão enorme e tão realeza que nem sabia como me comporta ali dentro ou como me senti ali dentro. Levantei ainda de pijama e me dirigi para porta de vidro, abri ela com cuidado e deu para uma enorme varanda que tinha duas cadeiras de metal e uma mesa pequena com um vaso de cactos em cima. Era bonito. A varanda dava vista para o grande jardim do castelo e principalmente para parte onde existia um campo sem muita coisa. Onde, ontem eu havia encontrado o Aleric. Ainda não sabia dizer se ele era uma pessoa do bem ou não, mas ele ter saído daquele jeito era muito suspeito.

Algumas pessoas que passavam lá embaixo olharam para cima e começaram a dar risadas. Não entendi muito bem, mas devia ser por eu esta vestida de pijama. Não era nada demais, apenas uma calça de borboletas e uma regata branca. Minha mãe havia trazido uma mala com algumas roupas minhas.

A porta do quarto foi aberta com tudo e alguém começou a me puxar para fora da varanda.

— Princesa. – Disse Emilie assim que terminou de me puxar. Ela fez uma reverencia. – A senhorita não pode ficar nesses trajes na varanda, onde qualquer um possa vê-la. Já imaginou o que iram dizer. Pelo amor de Inid.

Quem era Inid?

— Quem é Inid? – Perguntei depois do mini ataque dela.

— Nossa Deusa, Deusa da fertilidade, do amor e do lar. – Ela explicou.

Então eles tinham vários deuses? Meus pais nunca haviam me doutrinado uma religião, a verdade era que ninguém lá em casa ia a uma igreja ou coisa do tipo. Mas lembrava da minha mãe rezando algumas vezes, agora não sabia para quem. Então cresci sem nenhum tipo de fé, apenas desejando que o universo conspirasse ao meu favor.

— Vá se troca, rápido. Temos vistas para o café da manhã. E são pessoas que lhe adorariam ver. Por favor, se vista adequadamente. – Ela disse.

Eu fui em direção ao banheiro, tomei um banho rápido, escovei os dentes e arrumei o cabelo. Eu precisava fazer algo com eles. A raiz castanha já estava aparecendo demais e o ruivo desbotado. Aquilo estava me dando raiva. Onde será que tinha tinta de cabelo aqui? Arrumei o cabelo em uma trança. Sai. Ao sair do banheiro vi Emilie colocando uma muda de roupa em cima da cama. Era uma saia vermelha midi e uma blusa branca ombro a ombro com um babado na frente dos seios. Vesti tudo e ficou bonito. Coloquei um salto alto.

— Está linda, vossa alteza. Só precisa arruma esse cabelo. Por Inid, a senhorita precisa pinta isso. – Ela comentou enquanto desfazia minha trança.

Ela começou a enrola algumas mechas do meu cabelo e depois trançar elas. No final ficou uma traça mais arrumada e elaborada, com duas mechas soltas na frente do rosto. Ela foi no armário atrás de alguma coisa e voltou com uma tiara de pedrarias e colocou na minha cabeça. Ao ver aquilo eu me senti como uma princesa, apesar de acha que no meu intimo eu não era.

— Esta magnifica. – Ela deu um sorriso. – Agora vamos, estamos atrasados para o café com os governantes de Untaria.

Ela deu passagem para eu passa e saímos do quarto. Eu ainda não conhecia tão bem os corredores, então mesmo atrás de mim Emilie me conduziu pelo castelo até uma grande sala de jantar. Era uma sala enorme, com vários quadros na parede de pessoas que eu nunca havia visto na minha vida. E no meio da sala havia uma enorme, e muito enorme, mesa de jantar. Na qual sentava na ponta a Rainha, meus pais, meu irmão, minha avó, Alice e um outro casal que não reconheci.

Assim que entrei na sala todos se levantaram. Alice veio correndo em minha direção. Antes que ela me desse um abraço, que parecia ser o que ela ia fazer, alguém da mesa de um pigarro e ela fez uma reverencia. Meu estomago embrulhou de ver minha melhor amiga fazendo aquilo para mim. Queria vomitar.

Logo depois disso ela veio me abraça com força. Abracei. Senti o cheiro doce dela entra no meu nariz, me trouxe uma sensação de casa. Abracei com força também.

— Você está linda. – Ela sussurrou no meu ouvido.

— Obrigado. – Disse nos afastando.

— Princesa. – Meu irmão se aproximou e fez uma reverencia com um sorriso debochado.

— Oi. – O abracei rapidamente.

—Minha querida. – Minha avó também fez uma reverencia e depois veio me abraçar.

— Princesa. – O casal que estava na mesa se aproximaram de mim e apenas mexeram a cabeça ao falar meu título.

Seria eles os governantes de Untaria?

— Se junte a nós, Luci. – Disse a Rainha.

Havia uma cadeira vazia. A primeira do lado esquerdo, ao lado de Alice. Sentei-me. A mesa estava farta de comida, pães, bolos, biscoitos, tortas, torradas, sucos, leite, chás e café. As pessoas começaram a se servi, todos pegaram muita coisa para comer, apenas a Rainha e eu pegamos um café preto e torradas com geleia para comer. O fato de eu ela comermos a mesma coisa me incomodou um pouco, peguei um pedaço de bolo, percebei ela me encara com o olhar enquanto pegava o pedaço de bolo. Ignorei e comecei a comer.

— E como Alice se comportou lá na Terra? – Perguntou o homem que eu não sabia o nome.

Ele tinha os ombros largos, uma cara de infelicidade e as sobrancelhas grossas de mais o que o tornava infeliz e bravo. Tinha a pele oliva, os olhos de jabuticaba e os cabelos escuros ondulado cortado no corte reto. Já a mulher dele tinha os cabelos lisos castanho claro, os olhos cor de mel e a pele clara. Tinha um semblante alegre e um sorriso afetuoso nos lábios. Ela me lembrava a Alice. Seria alguma coisa dela? Principalmente porque perguntavam dela.

— Luci, esse são Jacquelin e Carac, governantes de Untaria e pais de Alice. – Disse a Rainha.

Isso explicava as várias vezes que Alice sumiu quando eu era mais nova. Ela tinha que ficar com os pais dela. Mas porque abdicar da criação da sua filha em tempo integral para que ela fosse amiga da princesa? Seria apenas o bem-estar da princesa ou tinha um interesse mais mórbido no meio disso tudo? E como a Alice se sentia com tudo isso? Eu precisava pergunta a ela. Sentia que não conhecia mais nada dela, logo eu que pensei que a amava.

— Ela foi uma ótima pessoa e uma melhor amiga incrível. – Eles me olharam com ar de interrogação. – Respondendo à pergunta do senhor.

— Eu sabia, minha filha sempre foi uma boa pessoa. – Disse Jacquelin.

Eu apenas dei um sorriso.

— Você precisar conhecer a feira de Althea. Cheia de coisas lindas. – Sussurrou Alice no meu ouvido.

Eu apenas concordei com a cabeça. Não sabia dizer se estava afim de sair para fazer compras. Quando será que ia aprender a governa um reino? Ou magia?

Um guarda chegou perto da Rainha e falou alguma coisa perto do ouvido dela. Ela fez uma cara feia e pediu que ele se retirasse.

— Bem, Luci, seu professor se atrasou um pouco. – Ela disse me encarando.

Meu professor? Queria dizer que aprenderia logo sobre as coisas dali.

— Podemos sair até ele volta. – Alice falou.

— Sim, claro. – Disse a Rainha.

A fuzilei com os olhos. Não estava afim de sair e conhecer qualquer coisa que fosse.

— Vai ser melhor para você conhecer Althea e ter contato com seu povo. – Disse minha mãe com um sorriso afetuoso.

— Sim. – Murmurei a contragosto.

— Vamos. – Alice falou se levantando da cadeira.

O pai dela soltou um pigarro e um olhar tão feio para ela que até eu tremi. Alice voltou a se sentar.

— Não seja tão severo, Carac. Meninas podem sair antes de mim. – Disse a Rainha.

Alice não se atreveu a levantar. E eu para quebra o clima estranho que tinha se instalado, me levantei e a puxei junto comigo. Demos as costas para mesa de jantar e saímos.

— Tinha esquecido dessas formalidades todas. Muito tempo na Terra. – Ela comentou.

— Você não se sentia sozinha longe dos seus pais lá na Terra? – Perguntei. – Tipo, você não tem ódio de mim não?

— Claro que não, você é minha amiga. Meus pais sempre me explicaram o que eu estava fazendo. – Ela deu um sorriso. – Além do mais eu tinha você, sua família e minha tia que cuidava de mim lá.

Andávamos em direção a porta quando Fred se apresentou a nos.

— Senhoritas. – Ele fez uma reverencia. — Irei escolta-la até a cidade, alteza.

Eu apenas concordei com a cabeça. Ele saiu na frente e outros guardas saíram atrás.

— E seu namorado? – Perguntei.

— Terminamos. Ele não poderia saber disso. Os humanos em geral não sabem como lidar com isso tudo, além do que são tudo um bando de ignorantes que iriam começar a nos caçar.

— Ah ta.

A grande questão era que eu queria está no meu quarto, na minha casa em São Paulo desejando que nada disso tivesse acontecendo. Mas não era bem assim.

Fomos andando pelas ruas de paralelepípedo até que chegamos em frente a um grande centro comercial. Uma feira, para ser mais precisa. Havia barracas de diferentes tamanhos e bastante coloridas. As pessoas gritavam o que ofereciam e o preço. Não vendia frutas, como estava acostumada a ver feiras no Brasil, mas sim objetos de decoração, roupas, joias, tecidos, livros e etc. Alice me puxou para uma barraca de roupas, que vendia mais vestidos.

— Alteza. – A senhora do outro lado falou. – Gostaria de um vestido azul feito pelas mãos das fadas?

Ela mostrou um vestido azul de seda. Era bonito, mas disse que não. A mulher insistiu para que vesse outro vestido, mas disse que não. Alice me tirou dali de perto e fomos para uma outra barraca de joias. Não sabia dizer se era de verdade ou não, mas eram muito lindas.

— Essa ficaria linda em você. – Alice pegou um colar com uma pedra azul e colocou no meu pescoço.

Ao senti o toque dela na minha pele senti um formigamento, ela também e tratou de se afastar. O que diabos era aquilo? Eu não podia senti mais nada pela Alice, a não ser amor de irmã.

— Essa aqui ficara linda em você. – Disse me afastando do olhar dela e pegando uma pulseira prata entrelaçada e com uma pedra verde no centro. – Quanto custa?

Coloquei no pulso dela e se encaixou perfeitamente.

— Uma moeda de ouro, alteza. – Todos pareciam saber quem eu era.

— Não tenho ouro. – Falei para mim mesma.

— Aqui. – Alice tirou uma moeda do bolso e deu ao moço.

— Sua louca, era um presente. – Resmunguei.

— Da próxima vez saia com dinheiro. – Ela riu e me puxou para outro lugar.

Paramos em frente a uma barraca que vendia joias ou bijuterias, pois eram feitas de tiras de couros. Tudo muito lindo. Alice estava entretida com a senhora que falava para ela como aquilo era feito. Eu apenas ouvi superficialmente o que ela dizia. Fred chegou perto de mim.

— Está na hora de voltarmos – Ele disse.

Eu assenti com a cabeça. Chamei Alice que acabou comprando alguma coisa que a mulher colocou numa sacolinha de couro. Alice não deixou eu ver o que era. Voltamos para o castelo.

Do lado de fora no jardim estava minha mãe, a Rainha e Sra. Jacquelin sentadas a uma mesa de ferro tomando alguma coisa, talvez suco ou chá. Em pé estavam os homens, e um homem novo que não reconhecia, conversando.

— Lucille. – A Rainha se levantou e veio em minha direção.

Ela apenas me cumprimentou com um beijo no rosto. Quando Alice fez uma reverencia a ela, me perguntei se devia fazer o mesmo. Mas ela não disse nada. Ela pediu para segui-la e fomos. Interrompemos a conversa dos homens e a Rainha começou a me apresentar ao homem que eu não conhecia.

— Esse é o Tomas Cabrera . Será seu professor. – Ela o apresentou.

— Meu professor de que? – Perguntei para ela.

— De magia e política. Vou te ensinar o básico de magia que todos aprendem na escola desde novos e política que é a minha área. – Ele respondeu com um sorriso confiante.

Era um cara bonito. Alto, de ombros largos e feições serias. Tinha os cabelos loiros escuros caindo até os ombros, olhos cinzas e a pele branca. Parecia o Hercules de uma serie que via quando mais nova.

— Prazer. – Falei forçando um sorriso.

Ele nada fez. Talvez eu estivesse esperando que ele fizesse uma reverencia. Porque eu estava esperando isso? Talvez a realeza já estivesse subindo a cabeça.

— Bem, precisamos tirar o atraso. Então vamos começa agora? – Ele perguntou confiante.

— Vamos. – Murmurei sem muita reação.

Eu queria sim aprender magia e tudo mais. Mas aprender aquilo, saber que aquilo fazia parte de mim significava que não teria mais volta. Eu seria dali e faria parte dali. Mas eu já era dali...

Ele se despediu das pessoas que estavam ali e foi andando em direção ao castelo. Parecia que ele já sabia de tudo e onde tudo ficava, ao contrário de mim. Me despedi de Alice e da Rainha e o segui. Ele entrou no castelo e foi em direção a uma biblioteca que estava repleta de livros que não reconhecia.

— Aqui será um ótimo lugar- Disse para si mesmo.

Eu me sentei numa cadeira e comecei ouvir ele a falar sobre magia e como era fácil fazer, ele não deixou eu tenta na prática e passou logo para política. Eu não sabia qual era mais chata, mas sentia que estava ali já fazia horas.

Notas finais
Para essa fic eu criei uma seleção de quatro Deuses baseado nas quatro estações. E nos capitulo a seguir eu vou deixar uma aesthetic deles. Nesse vou deixa da Inid, que foi citada no capitulo. https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/1b/a6/83/1ba68381bb2fc1ff34916a4b89cc949e.jpg Espero que gostem, e não se esqueça de comentar, isso incentiva muito o autor.