Plagued
13 Capitulo XII
Notas iniciais

Quando eu sai da biblioteca já era a noite. Então realmente havia se passados horas estudando com Tomas. Ele não era uma pessoa muito legal para ensinar, muito cheio de si. Mas eu havia aprendido bastante coisas com ele e agora sabia fazer coisas levitares, mas para maioria dos feitiços você precisava conjurar um círculo, que era como eles chamavam, mas era como um ritual. Havia diferente círculos, com diferentes desenhos para cada tipo de feitiço que você conjuraria. Mas eu não sabia muito. Sobre política ele me ensinou as leis de Althea, que era um pais muito pacifico e que abraçava todas as criaturas. Já que antigamente existiam diferente países com cada qual com as suas criaturas, mas todos foram dominados por Althea, exceto os dos strigois. Então boa parte de Althea não era habitada o que dava margem para muitas criaturas viverem clandestinamente. O que podia muito bem em resultar de strigois vivendo por aí e ninguém fica sabendo. Eu havia comentando isso com o Tomas, mas ele disse que era impossível, todos os strigois haviam sido erradicados. Acho que ele não sabia muito bem o que tinha acontecido comigo.
Subi as escadas e fui em direção ao meu quarto. Tirei aquela roupa e tomei um banho. Coloquei uma camiseta velha que encontrei dentro de uma mala que estava ali no canto. Provavelmente minha mãe trouxe. E vesti um short jeans.
Quando desci as escadas percebi que não havia ninguém pelos cômodos, fui atrás da Rainha no escritório, mas não havia nada. Até que comecei a ouvi uma música e comecei a me guiar por ela. Cheguei a parte de trás do castelo e todos estavam reunidos ali em volta de uma fogueira. Cheguei perto dos meus pais que se mantenha calados e de rostos baixos. Assim que eles notaram uma presença perto deles, levantaram os rostos.
— O que está acontecendo? – Perguntei.
— Está na hora de saudar os Deuses. – Minha mãe explicou.
Algumas mulheres começaram a se mover em círculos, como se fosse uma ciranda perto da fogueira.
Me afastei, decidi observa apenas de longe, sem participa da cerimônia. Eu não acreditava muito naqueles Deuses, a verdade era que nem sabia quem eram. Mas devia manter o respeito e por isso apenas observei. A cerimônia foi bonita, após as mulheres dançarem em volta da fogueira todos jogaram alguma coisa na fogueira que aumentava cada vez mais a chama. A música era repleta de batidas altas e as vezes baixa, havia constantemente o uso da flauta e alguma vezes o uso de um instrumento de cordas que eu não sabia o nome. E a voz da mulher que cantava era linda, mas a do homem era mais grosa, porem linda também. A música cessou quando a última coisa foi jogada na fogueira e todos agora estavam em silencio. Era um silencio assustador, até que uma batida forte de tambor foi ouvida, uma pausa e depois uma batida de novo. Senti uma brisa gélida passa por mim e vi a minha frente uma mulher de branco e cabelos loiros e longos apareceu.
— Vocês estão ligados. O espirito de vocês estão juntos desde o nascimento. Mas se algo não for feito uma grande tristeza cairá sobre um de você dois. Morte. Um véu negro cairá... – E antes que ela pudesse termina a frase dela ela se dissipou no ar e uma última batida forte e estrondosa foi ouvida.
Eu olhei a minha volta, nada de estranho parecia ter acontecido. Ninguém olhava para mim ou para o local a minha frente que estava sendo ocupado a poucos instantes por uma mulher que não falava nada com nada. Todos continuavam concentrados na cerimônia.
O que será que aquela mulher quis dizer? Seria ela algum espirito que acabou aparecendo por causa da cerimônia. Ou uma Deusa? Isso era loucura.
A cerimonia se encerrou e todos foram tomando seu rumo. Minha mãe veio em minha direção mais meu pai.
— Sinto muito por nunca a ter introduzido nessa crença. – Ela falou com calma. Parecia estar tão leve.
— Tudo bem. – Eu pensei em fala para ela o que tinha acontecendo, mas preferi ficar quieta. Eu sabia que não podia ser taxada de louca, que aquilo podia ser possível ali, mas preferi ficar quieta.
—Na próxima à chamaremos. Pensávamos que você estava cansada depois de horas de aula com o Tomas. – Falou meu pai.
Ele estava certo. Mas eu não gostava muito de ficar sozinha naquele castelo enorme.
— Eu só não queria fica sozinha. Podíamos jantar em algum lugar, não? – Perguntei. Seria bom ter um momento só com eles.
— Claro. Há restaurante por aqui ótimos. Ire pega minha bolsa. – E minha mãe desapareceu.
— Podíamos chamar a Rainha. – Disse meu pai.
Eu fiz que não com a cabeça e ele assentiu. Talvez ele soubesse como estava me sentido com tudo aquilo.
— Sei que é uma loucura, mas você vai se acostuma. – Ele comentou.
— Estou, aos poucos. – Forcei um sorriso.
Minha mãe apareceu com uma bolsa e um casaco. Ela não gostou muito da roupa que estava vestido para sai, mas deduziu que muitos não me reconheceriam de noite. Fomos andando até a cidade a pé. Entramos dentro um restaurante com uma iluminação branca, com as paredes brancas e detalhes azuis. Era tudo muito claro lá dentro. Era especializado em frutos do mar, mas ainda bem eles tinham opção de carne, já que não gostava muito de coisa do mar. Pedi um prato com carne, batata e salada. Meus pais pediram um prato para dividir de camarão.
— Como foi a aula hoje com o Tomas? – Meu pai perguntou.
— Foi legal. Ele não deixou eu tentar nada em pratica, mas aprendi algumas coisas. – Respondi.
— Aos poucos ele vai deixando. Magia é muito difícil de aprender quando se é criança, mas quando é adulta é pior ainda. – Comentou minha mãe.
— Espero que não seja, quero aprende logo.
— Não precisa ter pressa, minha filha. Você não vai sair em nenhuma batalha. – Riu minha mãe consigo mesma.
Os pratos chegaram e começamos a nos servi.
— É comum que durante a cerimônia algum espirito ou Deus apareça para pessoas? – Perguntei segurando o talher no ar. Temendo a resposta deles.
— Não é comum, mas as vezes acontece. Os Deuses aparecem para nos quando precisam nos avisar sobre algo ou para atender alguma prece nossa. – Minha mãe respondeu com naturalidade levando o garfo a boca. – Mas porque a pergunta? Vocês falaram de religião hoje na aula?
— Não. Só curiosidade, para saber como funciona a crença de vocês. – Menti.
Será que eu falava que tinha visto uma Deusa? E que ela tinha me dado um aviso que não fazia nexo? Se eu não pudesse confiar neles em quem eu confiaria?
— Uma Deusa apareceu para mim. Ela disse que tem alguém ligado a minha alma desde do meu nascimento e que eu preciso encontra essa pessoa, se não algo ruim vai acontecer. Ela também falou sobre morte e um véu preto, mas não terminou a frase e sumiu. Eu estou ficando louca? – Soltei tudo de uma vez sem pausa e fiquei com os olhares arregalados dos meus pais em mim.
— Calma, Luci. – Meu pai pediu. – Você tem certeza que era uma Deusa?
— Como eu vou saber se era uma Deusa? Ela simplesmente apareceu do nada flutuando e me dizendo essas coisas.
— Às vezes espíritos aparecem e nos enganam. Não tem essa de alguém está ligado à sua alma, isso é apenas uma lenda. – Ele explicou.
— Lendas são histórias. Tudo isso aqui que estou vivendo podia ser uma história, mas é verdade. E vocês não querem levar a sério uma lenda? – Questionei ficando irritada.
— Não é isso meu bem, mas é que isso é apenas uma lenda que contam para crianças acreditarem que o amor é belo. Como um conto de fadas. É estranho um espirito ter aparecido para você que estava fora da cerimonia, mas ele deve ter encontrado uma brecha. Nem tudo que ouvimos dos espíritos é verdade. – Minha mãe explicou dessa vez.
— E como eu sei que é mentira? – Questionei.
Eles olharam um para o outro e não me responderam. Me disseram apenas um “deixe para lá” e voltaram a comer. Eu já não consegui mais comer nada e então resolvi ficar quieta com os pensamentos a mil. Como eu podia ter certeza que aquilo estava falando a verdade? E se fosse uma Deusa de verdade e ela estivesse apenas me avisando sobre algo ruim. Mas ninguém me dava resposta por inteiro, apenas pela metade. Bufei.
— Vou embora. – Falei por fim.
— Mas você não pode sair por aí sozinha. – Minha mãe disse com pesar na voz.
— Eu sei o caminho e já andei muito de noite sozinha. Além do mais preciso pensa em tudo que ouvi de um espirito zombeteiro. – Levantei e fui em direção a saída.
Eles não vieram atrás de mim e agradeci alguma força divina que regesse o mundo, mas eu não sabia quem era. Suspirei. Não ter uma fé também, agora estava começando a me incomodar.
Fui andando pela rua. Não havia nenhuma barraca pelas ruas, como tinha de dia. Tudo estava limpo. Havia apenas algumas pessoas andando, algumas crianças correndo pela rua que mal passava carro. Alguns estabelecimentos estavam abertos e outro fechados. Continuei andando em direção ao castelo, torcendo para que não me perdesse, pois a verdade era que não sabia muito bem o caminho de volta.
Enquanto eu andava eu vi alguém andando a minha frente muito familiar, foi quando percebi que era ele. Aleric estava ali e aqui perto de mim. Apressei o passo e o alcancei. Assim que coloquei a mão no ombro dele, ele virou com tudo e olhou espantado para mim.
— Lucille. – Ele sussurrou meu nome.
— Oi. – Mas que coisa mais idiota para se dizer.
Eu ainda não sabia se está ali perto dele era o certo. Ele havia dito para eu não confiar dele, mas lá estava eu atrás dele, querendo ele. Seria ele a alma que estava amarrada a mim? Mas será que eu podia confiar nisso, e se fosse apenas um espirito de mal gosto?
— Você não devia estar aqui. – Ele comentou.
— De alguma forma a gente sempre se esbarra.
— Sim. E isso não devia acontecer. É melhor você ir pelo seu caminho. – Ele falou com pesar na voz.
— Não. Me diz porque quando estou perto de você eu quero continuar perto de você sendo que isso não é certo? Sendo que você me obriga a ir embora, sendo que você disse para não confia em você? Mas cá estou eu e algo em mim diz que isso não é errado, mas devia ser. – Meu Deus! Ou Deuses. O que tinha acabado de fazer? Era quase como uma declaração aquilo. Eu queria morrer.
— Há muita coisa que precisam ser ditas, mas a gente não deve dar corda a loucura dos Deuses. Não devemos continuar com isso. – Ele disse me encarando com aqueles olhos azuis profundos.
Loucura do Deuses? Seria aquilo que a Deusa falou verdade?
— Por que loucura do Deuses? – Perguntei.
— Eu não posso responder suas perguntas. E tenho que ir embora. – Ele começou a andar.
Eu fui atrás.
— Você não vai se livra de mim antes de responder o que eu quero. Você foi quem se aproximou de mim e agora está querendo se ver livre. Não é assim tão fácil não. – Resmunguei.
Ele deu um sorriso de canto e continuou andando. Eu o segui e ele não falou mais nada. Para onde ele estaria indo?
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