Plagued
8 Capitulo VII

Levantei da cama com a cabeça doendo muito forte, levei as mãos as têmporas e comecei a massagear, mas não adiantou de nada, parecia que a dor aumentava cada vez mais. Procurei um remédio no criado mundo do lado, achei uma cartela de comprimidos vencidos. Droga! Minha cama estava impecavelmente arrumada e não parecia que eu tinha dormido ali. A verdade era que não lembrava de como havia parado ali e tão pouco o que tinha feito na noite passada. Caminhei pelo quarto até a porta e comecei a descer as escadas me segurando na parede para não cai. Cada passo parecia uma facada no meu próprio cérebro.
— Mãe. – Chamei antes de termina de desce as escadas.
— Aí está você. – Ela apareceu nas escadas. – Não vi você chegando ontem à noite. Como que foi?
Como que foi o que? Perguntei para mim mesma. Não conseguia lembra de nada. Eu havia saído com alguém? Sozinha? Minha cabeça doía muito, me permiti não pensa em mais nada.
— Não lembro de nada. A senhora tem um remédio para dor de cabeça? – Perguntei me sentando nos degraus da escada.
— Meu Deus! Você bebeu tanto assim, Luci? Está de ressaca? – Ela chegou perto de mim e começou a me analisa com aqueles olhos negros dela.
— Mãe, eu só quero o remédio. – Resmunguei.
— Sim. – Ela saiu da minha frente e desapareceu do meu campo de visão.
Ela voltou dois minutos depois com um copo de água e uma pílula branca na outra mão. Peguei o copo e bebi a água todinha sem nem coloca o comprimido na boca. Olhei para minha mãe e suspirei já me levantando para pega outro copo de água.
— Eu pego. Fique aí. – Ela falou me olhando firme.
Eu fiquei onde estava e esperei. Logo ela apareceu com outro copo de água. Dessa vez peguei o comprimido coloquei na boca e depois o engoli com a água. Minha cabeça ainda doía muito forte e eu só queria morre para aquela dor para.
— Obrigado. – Sussurrei.
Levantei da escada e fui para o meu quarto. O resto do dia eu passei ali na cama mesmo, dormi algumas horas e depois minha mãe voltou com um prato de comida e me obrigou a comer, depois disso voltei a dormi de novo e acordei apenas de tarde. Quase umas sete horas da noite.
Chovia lá fora e a janela estava aberta. Minha cabeça já não doía mais tanto, mas eu tinha que me levanta para fecha a janela. Mesmo assim meu corpo estava mole de passa o dia na cama dormindo. Me esforcei ao máximo e consegui sair da cama. Fui até a janela. Senti uma brisa gelada passa e um trovão ecoou pelo céu me fazendo dá um pulo para trás. Droga! Fechei uma parte da janela e a outra enquanto ia fechando olhei lá embaixo. As pessoas corriam pela rua antes que a chuva pudesse encharca-los. Uma pessoa em especial passou e olhou para cima. Apesar da distância eu me senti como se tivesse sendo encarada. Ignorei e fechei a janela logo.
Decidi tomar um banho e o fiz. Foi um banho rápido apenas para tirar a moleza do corpo. Coloquei um vestido rosa claro velhinho e desci as escadas. Antes de chega a porta olhei para os quadros no chão e decidi pega todos eles e levar lá para baixo. Minha mãe decidiria se levaria ele para guarda nos armários do estacionamento ou se daria para alguém. Desci as escadas e deixei os quadros no último degrau.
— Resolveu acorda, dorminhoca? – Perguntou meu irmão que estava na sala com a namorada dele.
Eu apenas olhei para ele e o ignorei.
Apesar de esta a noite eu queria sai para pode comprar os quadros novos. Talvez achasse alguma loja no shopping aberta. Subi para meu quarto peguei uma bolsa com minha carteira e sai de casa.
— A onde vai? – Minha mãe perguntou enquanto estava na porta.
— Vou no shopping. Volto logo. – Falei dando um beijo no rosto dela.
Sai.
Enquanto esperava o elevador a porta do meu apartamento abriu novamente e o meu irmão mais a namorada saíram. Ela tinha um sorriso bobo no rosto enquanto ele se mantinha sério. Apenas olhei a cena sem interesse.
— Como foi o encontro ontem, Luci? – Perguntou meu irmão.
Encontro? Que encontro? Eu não lembrava de nada que havia acontecido na noite passada e isso estava começando a me assusta. Pelos vistos todos da minha casa sabiam que eu tinha saído com alguém. Mas eu não lembrava quem era. Será que ele colocou algum tipo de droga em mim? Será que ele fez algo comigo? Mas eu não sentia meu corpo estranho ou algo do tipo, a não ser minha cabeça que doía muito pela manhã, mas a dor já havia parado.
O elevador chegou e eu entrei. Apertei botão para fechar a porta loucamente para que meu irmão não entrasse. Ele não se importou pois deixou a porta fecha.
Será que eu devia ir ao médico? Talvez fosse uma boa, vai que algo de ruim tivesse acontecido comigo. Suspirei pesado e o elevador chegou. Sai e fui direito para saída.
— Boa noite Luci. – Disse o porteiro.
Disse um boa noite e sai. O shopping era ali perto e então fui andando mesmo. Quando cheguei em frente ao shopping percebi que esqueci meu celular em casa. Procurei ele incansavelmente pela minha bolsa mais nada. Olhei para um homem que estava parado ao meu lado olhando a fachada do shopping. Ele usava um sobretudo preto apesar do calor que estava fazendo. Ignorei, cutuquei ele.
Assim que ele se virou para mim eu me perguntei se o conhecia de algum lugar.
— Droga! – Ele resmungou. Será que era assim tão ruim ser incomodado? Ignorei.
— O senhor poderia me dizer que horas são? – Perguntei ignorando o droga dele.
Achei estranho. Ele era novo para ser chamado de senhor, mas não iria incomoda-lo mais ainda sendo mal-educada. Fiquei o encarando enquanto esperava a resposta. Era um cara negro de pele cor de café com leite. Cabelos encaracolados e intensos olhos azuis. Olhos azuis que eu poderia jurar que já havia visto em algum lugar.
— Sinto muito senhorita. – Ele resmungou e começou a andar em direção contraria a do shopping.
Por algum motivo que eu não conheço e não sei explicar minhas pernas começaram a andar em direção a ele, me fazendo esquecer tortamente o que me trouxera até aquele shopping. Eu o conhecia e precisava saber da onde. Não era apenas um rosto que uma vez vi na rua, eu o conhecia de outro lugar.
— Pare. – Gritei e alguns rosto olharam para mim. Corri e consegui puxar o braço dele o fazendo parar.
Ele se virou com o rosto entediado para mim.
— O que você quer? – Ele perguntou grosso.
— Saber quem é você. Eu te conheço de algum lugar. – Forcei um sorriso.
Coitado deveria estar me achando louca.
— Você não me conhece de lugar nenhum, senhorita. Se puder me deixa em paz, eu agradeço. Você está me atrapalhando. – Ele puxou o braço dele com tudo me fazendo solta.
— Não! Eu lhe conheço. – Resmunguei. Mas o que eu estava fazendo? Por que não podia deixar aquele homem simplesmente ir? Mas algo em mim, que era forte, precisava saber da onde eu o conhecia.
— Droga! Sair da minha vida, Lucille! – Ele gritou o que atraiu alguns olhares.
Como ele sabia meu nome? Ele começou a andar e eu fui atrás dele. Agora mais do que nunca eu queria saber quem ele era e porque sabia meu nome. Significava que eu o conhecia. Minha cabeça começou a doer um pouco, ignorei. Continuei indo atrás dele, até o momento que ele atravessou a rua com tudo e eu fiz o mesmo. Só que não tive a mesma sorte que ele de sair ileso. Enquanto corri atrás de um cara que eu nem sabia quem era um carro veio, o farol alto no meu rosto me cegou e só fez com que eu levasse a mão ao rosto antes de receber o baque.
Ficou tudo em câmera lenta. Eu vi o carro vindo, o farol e o baque no meu corpo. Tudo doeu durante um segundo e me vi sendo arremessada não sei para onde e depois a queda em algo quente e duro. A dor cessou e tudo ficou preto. Não sabia dizer se era a morte, mas sentia meu corpo indo embora aos poucos. Aquilo me assustou até que tudo se apagou.
— Ela não pode mais ficar aqui. – Falou uma voz masculina.
— Como vamos conta isso para ela? – Uma voz feminina falou agora.
— Eu não sei, mas chegou a hora, Rose.
— Minha menina. Nunca estive pronta para essa hora. – Alguém tocou o meu rosto delicadamente.
— E aquele garoto que trouxe ela para cá. Ele me parece estranho, Rose. Você viu os olhos dele. Você sabe de quem são aqueles olhos. – A voz masculina falou cautelosa.
— Não me importa, foi ele que trouxe ela aqui. O que é tudo muito estranho. Mas eu só quero minha filha de volta. – A voz feminina falou choramingando.
— Ela não é sua filha, Rose. – A voz masculina falou com receio.
— Nunca repita isso.
Eu abri os olhos aos poucos. Estava em um ambiente muito claro e a luz branca me incomodava. Quando me acostumei com isso vi minha mãe e meu pai ao meu lado se abraçando. Era eles que conversavam? Não tinha muita certeza disso. Mas porque alguém diria que não sou filha da minha mãe? Ignorei, não queria pensa nisso agora.
— Luci. – Minha mãe saiu dos braços do meu pai. – Você está bem?
— Estou. – Resmunguei com uma certa dificuldade. – O que aconteceu comigo?
Eu lembrava mais ou menos do acidente, do carro. Será que havia fraturado algo?
— Você sofreu um acidente de carro. Mas está tudo bem. O médico disse que por um milagre você saiu ilesa, apenas alguns arranhões, que serão tratados. – Ela deu um sorriso confiante.
— Rose vamos deixa-la sozinha. Precisamos conversa e talvez tenha alguém que queira vê-la. – Falou meu pai pegando a mão da minha mãe.
— Mas Henri... – Protestou minha mãe que foi logo cortada.
— Vamos, amor.
Ela foi.
— Você disse que não gostava dele, não... – Ela resmungou antes de sair do quarto, mas não consegui ouvir tudo pois ela fechou a porta do quarto atrás de si.
Quem iria querer me ver? Será que todos já sabiam do meu acidente? Droga! Queria que ninguém soubesse e que eu pudesse fica aqui sozinha por um bom tempo, até os arranhões se cicatrizarem talvez.
A porta se abriu de novo, mas eu não consegui ver quem era. Não podia me mexer e então apenas esperei a pessoa chegar perto. Não reconhecia o cheiro também, pois sentia um cheiro forte de perfume masculino. Seria meu irmão? Talvez ele trocou de perfume.
— Chegue mais perto. – Resmunguei seja para quem for.
Ouvi os passos andando pelo quarto. O rosto se aproximou. Era ele, o cara do shopping, o estranho que eu conhecia. Ele me olhou com pesar nos olhos.
— Eu não queria que isso tivesse acontecido. – Ele falou com uma voz grossa porem melódica.
— A culpa não é sua. Mas para um cara que não queria saber de mim, você me trouxe ao hospital. – Falei me lembrando aos poucos do que tinha acontecido antes do acidente.
— Alguém precisava vim com você na ambulância. E outra eu precisava saber como você ficaria.
Por que ele estava se importando comigo? E principalmente porque se importa com o meu bem-estar?
— Sinto muito por tudo. – Ele sussurrou.
— Por tudo o que? – Perguntei.
— Pelo acidente e pelas outras coisas que você se lembrara em breve. – Ele disse e começou a ir embora.
— Como assim? – Gritei para ele ouvi. – Volta aqui.
Comecei a me senta na cama, porem meu corpo todo doía e me amaldiçoei por isso.
— Até mais Lucille. – Ele falou e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.
Droga! Por que isso estava acontecendo?
Meus pais voltaram para o quarto e minha mãe me olhou assustada quando me viu sentada.
— Meu Deus, Lucille! Você não pode ficar desse jeito. – Ela veio correndo até a minha cama.
Ela me ajudou a volta a fica deitada, porem meu corpo ainda doía todo. Respirei fundo umas dez vezes para controla a dor e não grita pelo fato de esta sentido dor e por aquele cara sair sem nem dar satisfação. Eu nem sabia o nome dele enquanto ele sabia o meu.
— Meu anjo, precisamos lhe conta uma coisa. – Meu pai disse ignorando os protestos da minha mãe sobre eu está sentada.
— Aqui não, Henri. – Minha mãe o reprendeu.
— Chegou a hora Rose, um strigoi esteve perto da nossa filha. – Ele falou.
Eu não estava entendo nada, mas senti minha cabeça começa a doer. Eu não precisava de mais dor para o pacote.
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