Plagued
6 Capitulo V
Notas iniciais

20 de maio de 2014
O dia estava lindo, céu azul claro com nuvens brancas. Um lindo dia de verão, quente, mas agradável hoje. Os pássaros voavam no céu e eu ia andando pela rua sem prestar muita atenção a onde ia. Atravessei a rua correndo, carros buzinavam atrás de mim, rir.
— Calma. – Alguém me pegou do outro lado da rua antes que eu caísse.
Eu rir de novo.
A pessoa era um cara bonito, de pele café com leite, e cabelos negros encaracolados. Tinha os olhos azuis, hipnotizantes, pensei.
— Você esta bem? Está sozinha? – Ele perguntou me soltando e me analisando para ver se não ia cair.
Eu sabia que devia ir embora, mas algo em mim não deixava. Algo falava que estava tudo bem.
— Você é bonitinho. – Soltei e rir.
Ele soltou um sorriso de canto.
Eu sentei na calçada e ele veio atrás.
— Acho melhor eu chamar um taxi para você. – Ele falou.
— Eu posso dirigir. Eu tenho um carro.
— Melhor não.
Ele puxou o celular do bolso da calça e abriu o aplicativo de taxi. Digitou algumas coisas, mas não prestei atenção. Logo depois guardou o celular no bolso.
— Cadê seus amigos? – Ele perguntou.
— Não sei, acho que perdi eles de vista. Não importa. – Rir de novo.
— Você é bem risonha. – Ele soltou.
— Todo bêbado é.
— Por que esta bêbada e sozinha? Você não tem medo? – Ele me olhou sério.
— Não, devia. Mas a sensação de liberdade é tão boa, porque se reprimir com medo. – Rir.
— Liberdade, gostaria de ter isso.
— Beba um pouco e você terá.
— Deve ser.
O taxi branco parou na nossa frente. Ele se levantou e abriu a porta do taxi. Eu entrei logo em seguida.
— Obrigado. – Disse antes de entra e dei um beijo na bochecha dele.
Ele fechou a porta.
Disse meu endereço para o motorista e ele partiu. Deixando para trás o cara legal que havia me ajudado. Sorri.
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