Plagued

4 Capitulo III


Notas iniciais
Esse capitulo é mais curto mesmo, pois é apenas uma lembrança. E para não colocar flashbak ou algo do gênero, resolvi fazer um capitulo separado. Haverá outros capítulos de lembranças do passado

13 de janeiro de 2015

Não havia ninguém na rua e praticamente tudo estava fechado, exceto uma farmácia que ficava aberta 24hrs. Fui andando em direção a casa naquelas ruas mal iluminada, me amaldiçoando por ter bebido e agora está tendo que ir embora a pé sozinha tarde da noite. Fui andando tentando não tropeçar nos meus próprios pés e não fica com nenhum roxo que eu não me lembrasse no dia seguinte como adquirir.

Ouvi uma mulher solta um grito fino. O grito via do beco a frente, que eu seria obrigada a passar para seguir caminho. Paralisei com medo. Seu andasse, seja lá o que estivesse acontecendo com aquela mulher iria acontecer comigo, mas eu sentia que também não podia deixa-la sofrer ali. Talvez ela fosse mãe ou filha, ela tinha família.

Fui andando devagar e fiquei atrás da parede, antes de vira. Assim podia ver tudo no beco. Havia apenas uma lâmpada funcionando ali e o homem insistiu ficar bem embaixo dela segurando a mulher a força. Ela parecia grita, sei lá, abria boca como se fosse um grito, mas não saia som algum. O homem, um cara ruivo de porte grande, empurrou o pescoço da mulher para o lado, tirou os cabelos que cobriam o pescoço e baixou a cabeça abrindo a boca. Nessa hora puder ver a fileira de dentes pontiagudos que surgiu da boca do homem e encostaram no pescoço da mulher. Ela parou de grita ou abri a boca e parecia estar no estado de êxtase.

Eu dei um passo para trás, queria fugir dali. Pisei em uma lata de refrigerante, que fez barulho e foi para do outro lado. Com isso em um pisca de olhos o homem que antes estava mordendo a mulher, agora estava a minha frente, a centímetros. Com os olhos vermelhos como sangue, a boca suja de sangue e todas as veias do rosto saltando para fora em tons verdes e pretos.

Com adrenalina a mil pelo meu corpo eu sair correndo, sem olhar para trás. Cheguei em casa rapidamente e corri para o elevador. Dentro do mesmo fiquei olhando para cada canto para ver se não havia nada ali, e eu estava sozinha. Ninguém havia me seguido e insistir que tudo aquilo foi só uma alucinação, alguém devia ter colocado algo na minha bebida e só.

Eu acordei na minha cama com dor de cabeça, resolvi descer para comer alguma coisa e assim que desci vi minha avó com um jornal na mão. A notícia de capa era de uma mulher que havia sido morta brutalmente. Alguém parecia ter querido imitar um vampiro e tirou todo o sangue da mulher, porem havia uma mordida feia feita no pescoço, o que podia ter sido causado por uma faca. A polícia acha que o assassino não conseguiu fazer dois furos perfeito que é o que caracteriza uma mordida de vampiro, por isso a polícia também acha que seja obra humana e não de algum animal. O que também seria impossível, já que na cidade grande não existia animais daquele jeito.

Meu sangue gelou com aquilo. Na notícia não mostrava a foto da mulher, mas mostrava o local sendo averiguado pela polícia. Então tudo tinha sido verdade, meu Deus. Minha cabeça começou a girar e de repente eu cair desmaiando no chão da sala.