Piltover's Finest
21 Capítulo 19 - Temporada de Caça
Notas iniciais
Dias atrás:
O homem bateu com vigor o leque de cartas na mesa.
BAM!
– HAAAAAAAAAAA!!!! E EU GANHEI... BAIS... BAIS UMA, DOCINHO! HA, HA, HA!... EEE CO... COM ESSA JÁ SÃO... SÃO OITO! OOOITOO!!! HAHAHAHAHAHA!!!! — o pobre cão, bêbado, festejava
– Hum... Tenha dó de mim, senhor. Assim você beberá todo o meu dinheiro e não terei como voltar pra casa... — seu oponente já não mais se importava em fingir com tanta verossimilhança para sua presa. Apesar de suas palavras entristecidas, o tom de sua voz era deliciosamente sarcástico e seus lábios, um atraente gume de faca enviesado em seu rosto...
– O BROBLEMA É SEU! A gente aposto... apostou QUE NEM HOMEM! É!... Honrado... E, enquanto perder... 'Cê... 'Cê vai bagar mais conhaque pra mim!...
– Vamos mais uma rodada então; ainda tenho esperança de sair por cima aqui... Huhum.
Mais uma vez as cartas foram distribuídas. Os olhos curiosos e gulosos de todas as outras mesas recaíam sobre aqueles dois valentes apostadores, que inflamavam os ânimos do duvidoso bar com seu ousado duelo de cartas... Tudo ou nada. O placar andava bem desbalanceado — 2 a 8 — e o velho capitão há muito já sentava torto e enrolava a língua de tantas doses de conhaque que já bebera, financiadas por seu infeliz desafiante perdedor... Uma carta fora virada na mesa.
O capitão olhou em suas mãos. Dois, Às e Valete.
Ela olhou as cartas que recebera. Três, dois e um sete de paus. "Ganhei. De novo.", pensou consigo mesma, delineando um sorriso perigoso no rosto, mas então fingindo uma cara de desânimo para o capitão. Eles começaram então a baixar as cartas. Ela poderia tê-lo vencido com facilidade em todas as rodadas com aquele maldito baralho viciado que ganhara do canalha do... ...Pff. Esqueça-o. Mas o objetivo ali não era ganhar no jogo de cartas...
Ela sorrateiramente trocou as cartas que tinha à mão, num movimento trapaceiro au reverse.
– HAAAA! GANHEI!!!
– Ah, não; de novo?!!
– ÔÔOO... GARÇÓN!... DESGRAZADO! TRAZ BAIS UM CONHAQ...
– NÃO! — ela imediatamente se precipitou para cima do capitão, segurando sua mão e baixando-a e o fazendo calar-se; seu corpo estrategicamente próximo do dele... Sussurrou, fingidamente preocupada com a situação. — Não, não, não! Meu dinheiro acabou, senhor; se eu tiver que continuar pagando as garrafas de conhaque assim, ficarei devendo até minhas calças para o bar!
– Huhuhuhu... Até que vozê não figaria tão ruim sem calça... Benzinho... Huhuhu.
Por fora, ela corou com uma expressão indignada e quase inocente. Por dentro, franzia o nariz e mostrava a língua desdenhosamente, com nojo daquele velho porco e fedido. Ainda assim, em seu teatro perfeito, desfez-se da careta inocente e sorriu aquele sorriso indecifrável de mulher, fixando agora seus olhos no capitão com volúpia.
– Sabe que... tem outros meios pelos quais eu poderia acertar as contas entre nós... capitão. — falou lentamente, com o corpo perfeito ainda bastante próximo dele, segurando a mão do homem, trabalhando com as emoções e mexendo com a imaginação dele a cada palavra proferida. Seus olhos eram enfáticos. Os lábios segredavam um convite pretensioso... Fosse ela uma sereia, o velho cão já teria feito sua tumba no fundo do mar.
Ele se aproximou dela e sussurrou discretamente em seu ouvido.
– ...Vamos sair daqui.
Ela sorriu...
"Não há pescaria que não dê certo quando se fisga o coração, Sarah..."
Antes mesmo de conseguirem alcançar o cais onde ancoravam-se os imponentes navios, na noite fantástica de céu aberto, vento brando e generosamente iluminada pela luz estonteante da lua, o capitão já a apalpara, e acariciara, e fizera cócegas, e tentara roubar beijos, mas ela apenas sorria, sincera e lindamente, e se esquivava. A passos das docas, ele então puxou-a pelo braço com força e prendeu-a à parede, sob si. O homem riu um riso rouco... Um sorriso tortuoso e mal intencionado revelava seus dentes desalinhados e apodrecidos... O velho flagelo tenebroso dos mares mais uma vez arrebatara para si o prêmio da noite, quer ela quisesse ou não... Ela arfava, atônita, por algum motivo. Não importava nem um pouco; muitas delas reagiram assim também. Mas os peitos daquela; aquelas duas bolas enormes, fartas e deliciosas; eles se moviam ritmicamente para cima e para baixo na singela blusa branca quando ela fazia aquilo... Deuses!
– ...Hum... — ele fungou no pescoço dela, sentindo seu cheiro delirante de perfume de mulher e brisa do mar... — Hehehe... Você me dá vontade de fazer muita coisa errada, docinho... — ele se aproximava, apertando-a contra a parede cada vez mais, com aquelas mãos nem um pouco bobas e o bafo quase insuportável, buscando a boca, a pele dela, qualquer coisa para abocanhá-la. A astuta caçadora esperava pacientemente o momento certo de agir, mas já começava a ficar farta daquilo, e torcia para que aquele negócio duro que estava sentindo encostar nela fosse o cano de uma garrucha. O capitão percebeu aquela hesitação dela em relação ao seu... "presente". — Hah! Você está assustada com isso, benzinho?! HAHA!! Imagina então como não vai ficar surpresa ao ver o tamanho da minha "arma"!
– Surpresa? Hah! Eu acho que não.
Tão rápida, sem que o homem conseguisse sequer acompanhar sua movimentação, a engenhosa succubus sacou suas pistolas, encostou-as juntas na cabeça daquele cão do mar e puxou o gatilho com um riso alto e deleitado. Ela amava aquilo! Os balaços de chumbo explodiam fazendo um estardalhaço e uma bagunça gigantescos, um sinal claro de que "é, eu estou aqui, estou fazendo isso e sem medo nenhum; alguém vai decidir me enfrentar?". Era a forma como aquelas antigas — e impressionantes — armas funcionavam; o barulho era quase como o de um canhão e o impacto do chumbo quente na carne do homem fez um chafariz de sangue, ossos e restos de cérebro torrado voassem na mesma direção das balas. Ele estava ainda perto dela, atarracado a ela, e os restos do que um dia fora o capitão de um navio pirata banharam-na completamente. O corpo caiu. Ela parou de rir e suspirou, observando-o.
– O que você acha das minhas armas, capitão?
De repente, vindo do nada, um jato enorme de água salgada atingiu-a quase que violentamente, pegando-a incauta e molhando-a de cima a baixo. Sarah fechou os olhos e tossiu um bom tanto de água do mar que havia engolido no processo.
– ...aaAARGH!
Ela olhou para o deque, na direção da água, procurando a fonte já conhecida daquilo, e então viu apenas dois olhos que, rapidamente, esconderam-se atrás da madeira da passarela de embarque que avançava mar a dentro. Os olhos âmbar, inocentes, levemente assustados com a reação da capitã, porém espertos e até mesmo divertidos, lentamente deixaram seu esconderijo, e o rosto daquela jovem ergueu-se do mar.
– ...Desculpe, senhorita Sarah, mas você estava toda suja de sangue. — a mulher, ensopada, limpava os olhos e torcia sua roupa para livrar-se de toda aquela água, com uma cara de poucos amigos... Mas então respirou fundo e agradeceu-a.
– Tudo bem... Afinal, é você, Nami. — a capitã era dura e fria como o metal que fazia suas armas, mas reconhecia aqueles pequenos gestos inocentes de colaboração que sua... "peculiar" subordinava praticava. Humpf... Tinha sua valia. A capitã contornou o corpo cujo rosto fora destroçado, com uma expressão pensativa e preocupada. — ...Droga! Eu acabei com a cabeça desse desgraçado; como vou fazer para coletar a recompensa agora?! — ela observava o corpo, tentando encontrar uma saída para seu dilema. A jovem que lançara o jato d'água apoiou suas mãos na beira do deque e ergueu-se, subindo e prosseguindo na direção da capitã com sua... cauda de peixe?! ...Enfim, queria ver melhor o que Sarah estava fazendo para ver se podia ajudá-la, mas PELOS DEUSES!
– AAAAHHH!!! PELAS MINHAS BARBATANAS, CAPITÃ, O QUE É ISSO?!
– Um pirata morto. — respondeu dando de ombros, com a maior naturalidade do mundo.
– EU SEI O QUE É, MAS... MAS... MARES DE VALORAN, A CABEÇA DELE!!!
– Pff!! Menos, Nami. Até parece que vocês, sereias, nunca mataram alguém...
– O povo do mar é bem diferente das lendas que vocês, humanos, inventaram sobre nós. — ela fechou a cara, desmentindo aquela afirmação da capitã num tom enfático. Céus! Era possível que humanos fossem tão caóticos daquela forma; aqueles bichos com... pés, UGH!
– Está bem, está bem! Fale menos e me ajude a resolver isso aqui, metade de fritada de peixe!
– Humpf... Gentil como uma enguia elétrica... — a sereia resmungou baixo, aproximando-se com certo desgosto do corpo ensanguentado e desfacelado no chão... UUGH! Seu estômago embrulhava quando sua cauda inevitavelmente tocava uma poça daquele sangue viscoso com pedacinhos de cérebro... Hesitou um pouco... Hum... Seu báculo era um tesouro precioso; o símbolo e fonte de poder da Regente das Marés. Com ele, era capaz de invocar todo o potencial dos Oceanos, tanto para ajudar e curar seres em necessidade, quanto para destruir cidades-Estado quase inteiras com o poder de suas ondas. Ela podia controlar os mares à sua vontade... ou então usá-lo para cutucar aquele cadáver de longe, evitando ter que chegar mais perto. — Ei, Sarah! — a garota exclamou, levantando um lado do corpo do cadáver com o báculo. A senhorita Fortune ficara curiosa; largara a cabeça à qual examinava com esperança de encontrar algo, limpou o sangue das mãos na roupa e dirigiu-se para o lado da sereia. — Veja. Ele tem essas tatuagens nas costas. Talvez consigam identificá-lo por elas e então você pode resgatar a reclamar a recompensa...
– Hum... — ela abaixou-se, segurando o corpo do homem onde a menina apontava com o báculo, e virou-o de bruços, rasgando a roupa ensopada de sangue para conseguir enxergar aquelas tais tatuagens melhor. — ...É... Talvez dê certo, camarão. Muito bom! — lançou um olhar para cima, para Nami, sorrindo tanto pela bela descoberta que a "menina-peixe" fizera quanto pela careta brava tão engraçada que ela fazia. Hahaha! Não dizia aquilo abertamente, mas gostava daquela menina; sua inocência era doce e a divertia!
A capitã começou a levantar o enorme corpo e arrastá-lo em direção ao seu navio. Céus, como aquela escória pesava! Nami tentara ajudar; havia conseguido levantar com facilidade o corpo morto do capitão prendendo-o dentro de uma gigantesca bolha... o problema era: em poucos segundos, a bolha explodia e aquilo caía novamente, e ela tinha que repetir indefinidamente o feito. "Do jeito que isso está indo, vai levar uma eternidade até chegarmos ao navio...", a capitã lamentava, impaciente. A sereia, cansando-se daquela repetição pouco útil, desistiu das bolhas, tomou o outro braço do cadáver e começou a ajudar sua capitã a arrastá-lo.
Já próximas ao navio, onde os marujos se amontoavam ao ver sua capitã retornar com o resultado da caça, a mulher observou seus subordinados, fuzilando-os claramente com o olhar.
– Sabem que NÃO IRIA NADA MAL UM POUCO MAIS DE CAVALHEIRISMO?! — o mestre dentre os marujos adiantou-se; um homem já em sua meia-idade, ruivo e enorme, coms os cabelos longos e emaranhados de homem do mar e uma barba ditosa onde depositava todo seu respeito e experiência de navegador.
– Desculpe, capitã, mas é que a senhorita tinha dito que dava conta de fazer isso sozinha...
– Eu disse que não precisava de nenhuma ajuda para CAÇAR o desgraçado, mas carregar esta porcaria mais pesada que uma âncora SÃO OUTROS QUINHENTOS, Geryon... — o rosto da capitã estava vermelho e quente, sua postura torta para um dos lados ao ter que encontrar meios de suportar o peso do homem desde o início do cais até a entrada de seu navio, e o olhar que ela lançara a Geryon quando percebera que ele iria perguntar sobre o motivo dela estar encharcada fez com que o marujo reconsiderasse a ideia e evitasse perguntar. O enorme e gordo homem dos mares apenas tomou o cadáver sobre seu ombro e começou a caminhar para dentro do navio, junto à capitã.
– Uh, este aqui deve ter te irritado um bocado, Sarah... — o marujo comentou ao observar o local explodido onde deveria haver uma cabeça no cadáver.
– Pervertidos: fáceis de caçar, duro de lidar. — ela não precisou olhar para o lado para saber que seu marujo, um velho conhecido, fizera um aceno de cabeça pensativo, porém concordante. Aquela era Sarah Fortune. — Bem, acho que já posso escolher o próximo alvo para caçar então... — ela soltou um longo suspiro com um toque sutil de desânimo. — ...Está se tornando fácil, Geryon... Quer dizer, nunca foi realmente difícil caçar estes piratas; muitas vezes é como se eles simplesmente já se entregassem de bandeja previamente para mim.
– Ué... — o homem ergueu uma sobrancelha, não entendendo por que aquilo poderia ser um problema. — Você é uma caçadora exímia. — Ponto.
– É, Gyreon, eu sou... A caça não é mesmo meu objetivo final...
– Você ainda pensa em Bilgewater, não?
– Exatamente. — ela fez uma breve pausa, pensando em como deveria continuar focada para não perder-se entre seus objetivos... "A caça é um meio, Sarah. Mas não sua finalidade.". — Hah. Chega a ser engraçado de tão estranho o fato de que é mais fácil caçar e matar os criminosos mais temidos de todos os mares do que firmar qualquer aliança para lutar pela ilha... Ainda assim, seria interessante ter um desafio um pouco mais intrigante vez ou outra.
– Pois então eu acho que tenho uma boa sugestão pra te dar, capitã... — o marujo disse com um riso franco, porém com uma pitada de escárnio, que imediatamente chamou a atenção de Sarah.
– O que é isso, Geryon?! O que você está escondendo; que risinho idiota é esse?!
– Haha!! — ele não conseguia conter a risada ao vê-la esbravejar daquela forma. Hoje a mulher estava atacada! — Aiai... É sobre uma dupla criminosa que está atazanando aquela tal cidade-Estado, Piltover... Estão fazendo um estrago e tanto pela região!
– Tá, tá bom, e o que tem de mais nisso? — ela já quase desconsiderava a proposta, nada de novo...
– Bem, você disse que está cansada de caçar porque é muito fácil, os piratas já vêm babando até você, já está começando a se entediar, blablabla... — ele viu a capitã puxar o ar e prender a respiração, pronta para proferir alguns impropérios, mas então ele finalizou. — Pois bem. Em Piltover, é uma mulher que você teria que caçar.
Sarah de repente soltou o ar que prendia em seus pulmões. Um final um tanto inesperado para aquela história parecida de sempre. Adentrando o navio, ainda na companhia de Geryon, o homem largou de qualquer jeito o corpo no chão, enquanto a capitã escorou-se na caprichosa mureta de madeira que circundava o convés de seu navio, uma caravela que rasgava os mares rápida como ela própria sacando suas armas e puxando o gatilho. A capitã escorou-se, apoiando um dos braços e o cotovelo do outro na mureta e curvando-se, a observar o horizonte ao longe e delineando tentadoramente o contorno de seus lábios com os dedos... Hum... Uma mulher... Em Piltover... Huhuhu, interessante, de fato!...
– Hum... — sua boca começava a esboçar um sorriso lascivo e divertido. — E quais são as acusações sobre ela, marujo? Por que eu deveria me dar ao trabalho de entregar a cabeça dela numa bandeja?
– Destruição. Roubo qualificado, e aqui tem destaque a violência da mulher nas suas ações; dizem que, depois que ela passa, não é possível nem distinguir o que é a vítima e o que é molho de tomate. Formação de quadrilha, perturbação da paz, lesões graves, e por aí vai... Uma encrenqueira de carteirinha, de acordo com o anúncio do oficial de Piltover.
– Argh, que coisa desprezível!... Uma brutamontes que...
– Doze mil pilas pela cabeça.
– DOZE...!!! — o valor fez com que os olhos da capitã quase saltassem das órbitas; doze mil moedas de ouro?!! Céus, Piltover devia mesmo estar desesperada com aquilo! — Não, impossível... É um valor alto demais; sei que aquela cidade pode pagar de olhos fechados, mas é alto demais sobre uma só cabeça... Tem algo de errado aí...
– Olhe, capitã... Não sei o que tem de errado, mas por essa grana... Hahahaha! E agora, Sarah Fortune? Estava pedindo por aventura; vai dar pra trás quando ela bate na sua cara?! HAHAHAHA!!!
– Cale a boca, seu rato de convés, antes que eu te mande descascar batata e lavar da popa à proa do navio com um fio de cabelo! — o homem ainda ria, alta e espalhafatosamente, debochado... Ela sabia que ele estava apenas provocando-a frente àquela oportunidade, e até começara a rir com ele pois, de fato, era uma grana muito boa... Mas algo ali a fazia pensar profundamente no caso... — Uma mulher... Antiga encrenqueira em Piltover... E lá eles têm uma polícia e tanto, pelo que se diz... Com toda essa violência...
– Dizem que ela usa luvas gigantes de ferro, com uma tal tecnologia que a própria desenvolveu. O próprio grupo de demolição e mineração da cidade a contrataria se não fosse um vulcão a ponto de explodir.
– Extremamente perigoso lidar com ela, pelo jeito; um "pequeno" monstrinho... Quer dizer então que querem alguém louco o bastante para se arriscar à morte e capturar essa bola de demolição desvairada?
– É o que me parece...
Os lábios de Sarah finalmente se estreitaram num sorriso completamente estonteante e desejável, abrindo-se e revelando os dentes perfeitos enquanto os dedos ainda brincavam deliciosamente com sua boca. Sentiu um certo frio na barriga com a nova e excitante possibilidade, e aquilo mexia com sua mente felina e a divertia muito... Haha!
– ...Vamos zarpar para a costa noxiana de Ionia e reclamar a recompensa sobre este corpo aqui... — disse, cutucando o falecido capitão com a ponta de sua bota. — ...e, então, içar as velas e girar o timão na direção de Piltover... — ela cerrou ligeiramente os olhos, revelando um brilho mortal neles... — Piltover precisava de loucos... Aqui vão mais alguns.

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