Pietro E O Pingente Das Trevas

17 Capítulo 17: O fogo gélido


O que estava do lado de fora, era algo bem grande, de cor negra. Mesmo sendo 5:30 da manhã, o sol já nascia lentamente e dava para observar perfeitamente o ser ali.

Aparentava ter uns 8 metros de altura. Com chifres negros na cabeça, enquanto o corpo era repleto de escamas, com espinhos pontiagudos. Sua cauda balançava de um lado para o outro, com a ponta em forma de maça, uma bola repleta de espinhos de metal. Montado sobre as quatro patas grossas e grandes. Parecia causar um grande estrago. Mas o que dava medo eram seus olhos, pois o direito era azulado, enquanto o esquerdo era avermelhado.

Reconhecia aquele monstros das aulas que passaram em Pegus, meus amigos também reconheceram, pois a cara de espanto que faziam demonstrava tudo. Pois só tinhamos visto um daquele através de pinturas, estátuas ou hologramas mágicos. E nenhum que víamos era igual aquele, o mais raro de todos.

Era um Dragão FireIce. Seu poder de destruição era enorme, dava para ver o rastro de destruição que ele deixava pelo caminho. Grandes crateras feitas pela bola da cauda, e pelas patas. Suas asas estavam recolhidas, mas ele sempre as esticavam, se exibindo. Podemos ver o porque de seu nome, quando ele atacou um Cilo de grãos que ali tinha. Suas chamas alcançaram o metal do pequeno armazem, onde ele queimou e congelou ao mesmo tempo. Sem contar que seu fogo era azulado e avermelhado ao mesmo tempo.

Sim, aquele era o maldito poder dele. Tanto congelava, quanto queimava e isso não era bom, principalmente quando ele acaba de lançar uma bola de fogo gélido em direção da casa onde você está.
Todos pularam no chão, saindo de frente da janela, que agora era uma cratera esfumaçada, onde metade dela estava em chamas, enquanto a outra estava congelada. Todos tinham a cara de medo no rosto.

Teriamos que sair daquela casa, mas a única saida era a porta da frente.

– Vamos morrer! Eu não quero morrer – Laís quase chorava falando aquelas palavras. Mesmo sendo a mais mesquinha, era a mais frágil deles.

– Ei, ninguém vai morrer, pois não vou deixar – Falei mantendo a calma, mesmo sendo complicado – Viemos aqui para recuperar aquele pingente, salvar nossos amigos e a Gisele. Ninguém vai morrer além daquele Dragão!

Minhas palavras soaram forte para todos. O que fez todos se acalmarem e decidirem sair e enfrentar o monstro ou fugir.

[...]

Do lado de fora o cenário era pior. Pois o Dragão já tinha destruido quase tudo, menos a casa onde estávamos. Parecia querer brincar conosco, mas nós que iriamos brincar com ele.

– Ei senhor Dragão – Falei me afastando de meus amigos, dando uma chance para eles – Você está aqui por mim não é? Então aqui estou eu. Venha me pegar se for capaz.

Nem esperei terminar de falar, já tinha invocado minha águia e estava montado nela, já fugindo do Dragão no ar. Enquanto meus amigos lá em baixo, se aprontavam para a batalha.

Fugir de um dragão que cospe fogo, onde pode te queimar ou te congelar, pode parecer fácil. Mas não, não é mesmo. Pois ele sempre conseguia se aproximar de mim, mas eu tinha a vantagem de está próximo das nuvens e sempre mandava um raio em direção de sua boca sempre que ele a abria.

– Pietro... – Ouvi gritarem o meu nome – AGORA! – Quando gritaram aquilo, fiz Pidrow dar a volta, encarando o dragão, passando por ele por pouco indo em direção do chão, sendo seguido por ele claro.
Próximo do solo, eu dava rasantes, enquanto Luk e Augusti controlavam o ar para me deixar rápido, enquanto deixavam o dragão lento. Camilla também ajudava controlando a terra e criando tuneis, onde apenas eu e Pidrow passavamos fácil, já o dragão se atrasava um pouco.

Era a hora da Isa entrar em combate, pois como na cauda do dragão existiam metais, ela poderia controlá-lo e foi o que fez. Cravando sua cauda mais fundo na terra, com a ajuda de Camilla que envolvia o monstro com pedras. Laís e Louise usavam seus poderes, enquanto uma queimava, a outra usava as ondas sonoras para deixá-lo zonzo.

A batalha foi rápida, mas conseguimos prender aquele dragão na terra, com apenas a cabeça de fora. Mas não conseguiamos matar e aquilo me irritava cada vez mais, pois não queria que ele ferisse ninguém, principalmente a Isa.

Foi então que o céu se fechou, onde pesadas nuvens começaram a nos circular. Eu ainda estava no ar com Pidrow e aquilo assustou nós dois bastante. Onde antes não existia som além do dragão rugindo, agora se ouviam raios e trovões fortes acima da gente.

Quando eu menos esperava um raio atinge a mim e a Pidrow, deixando-nos cegos por uns instantes, pensavamos ter morrido, mas não, pois ainda sentia o vento, ouvia os sons e sentia o sangue pulsar em minhas veias.

Uma pequena arma surgiu nas minhas mãos, uma espada dourada, feita totalmente de eletricidade, passando poder para mim, onde em também estava dourado, junto com Pidrow. Agora sabia o que fazer e como matar o dragão e foi isso que fiz.

Ao jogar a espada na direção da cabeça do monstro, o mesmo lançou suas chamas em minha direção, mas a espada cortava-as, cravando-se em sua garganta. Fazendo-o rachar, assim morrendo por fim.

– Pietro! – Ouvi as exclamações lá em baixo. Todos estavam espantados quanto eu estava, o que me fez ir até o solo com Pidrow.

– O que eu fiz... – Comecei a falar, mas fui cortado por Isa que agora me abraçava

– Foi incrível – Queria beijá-la ali e agora e nem me importei com os outros vendo. Peguei-a em meus braços e selei meus lábios aos dela.
Acho que ficamos por uns Vinte segundos nos beijando, até que nos separamos já sem ar e vermelhos de vergonha. Mas nada importava agora, sim que tinhamos matado o dragão e que iriamos assumir nosso namoro.

– Pietro... Como você fez aquilo? – Perguntou Luk sobre a espada de raios. Nem mesmo eu sabia, o que iria falar para eles?

– Não sei, só fiquei com raiva... – Parei de falar, será que completava a minha frase? Ah eu não tinha nada a perder mesmo – E pensei na Isa... Não queria ela ferida.

Pronto aquele foi a fagulha para todos rirem com aquilo. Principalmente Camilla que sabia de tudo.

– Pietro, desta vez você vai assumir o namoro né? – Luk fez aquela pergunta com tranquilidade e percebi o sorrisinho que Camilla dava. Ela tinha contado para ele, ou melhor para todos.

– Ta bom, não tem mais porque esconder que estou com a Isa e nem pense em me zuar por isso, ou arrumou outra espada elétrica só para te cortar – Disse encarando Luk e os outros, mas logo ri com aquilo.

[...]

Já tinha se passado duas horas da nossa batalha, tínhamos nos arrumado e tomado café. Prontos para partir, agora rumo ao nosso ultimo desafio.

Então todos embarcaram na van, com sorrisos nos rostos. Brincando e rindo, Kalil deu a partida no carro e seguimos pela mesma estrada, em direção da cidade, logo surgindo no centro de Las Vegas... Foi ai então que eu senti. Pude ver o local com a aurea negra em sua volta. O maior hotel cassino de Las Vegas. Com seu formato de Castelo medieval, apontei para ele e gritei.

– É ali! – Fiz com que Kalil parasse a van – É ali onde Gisele está, eu vejo a aurea do pingente.

Quando Kalil olhou para onde eu apontava se espantou. Não acreditava que seria ali, logo ali.

– Mas aquele ali é o... – Ele parou de falar, como se estivesse preso em sua garganta – É o Hotel e Cassino Excalibur...