Pietro E O Pingente Das Trevas
18 Capítulo 18: O Castelo maldito
É foi um choque para todos quando descobrimos onde Gisele estava. Tudo bem que era meio obvio, mas não acreditavamos que seria tão na cara assim. Porém, todos resmungaram, quando Kalil falou que aquele maldito Hotel Cassino, era o maior de toda Las Vegas. Por fora ele era grande e por dentro era pior ainda.
Como sempre, ninguém nos impediu de entrar no local, eramos invisíveis e isso era bom, mas irritava as vezes. Mas com isso conseguimos passar pela segurança em paz, o problema foi dentro do cassino, pois para todos os lados tinham rastros negros do pingente. Sem contar que a personalidade de cada um mudou.
– O que faremos agora? – Perguntou-me Lucas, olhando para mim, com a maior cara de preguiça de todas.
– Sinceramente não sei caramba, sempre sou eu que tenho que saber das coisas – Falei com um pouco de ira na voz, isso realmente estava me irritando.
– Bem, acho melhor começar procurando né, pois parados não acharemos nada – Falou Camilla, com um tom invejoso na voz, mas a ignorei.
Começamos a andar, Louise sempre parava para pegar algo para comer ou beber, enquanto Kalil sempre parava para se arrumar na frente de qualquer espelho; Laís sempre queria jogar, mas não deixavamos e Isa ficava dando em cima dos homens que passavam por ali, mas todos a ignoravam e eu me irritava mais.
Já estavamos no centro do cassino, todos estavam mudados. Eu me irritava a cada vez mais, até que uma voz em meu ouvido sussurra.
– Não se engane, você e seus amigos estão sendo controlados. Lutem contra seus problemas e fiquem livres do Castelo... – Era uma voz de homem, uma voz que nunca ouvi.
Aquilo despertou algo dentro de mim, era como se meu corpo estivesse sendo controlado por duas pessoas, uma era eu e a outra...
Dentro de meu corpo, estava sendo travada uma batalha, entre eu e quem tentava me controlar, o que incrivel que era eu mesmo também. Era complicado aquilo, minha cabeça doia cada vez mais, e isso me deixava fraco.
O "eu" de verdade, já estava fraco, prestes a sucumbir a batalha, até que uma pequena luz brilhou em suas mãos e a mesma espada usada para matar o dragão foi utilizada, assim conseguindo derrotar o Eu falso.
– Ira! – Gritei assim que estava livre do que me controlava e percebi o que acontecia.
Todos os meus amigos estavam sendo controlados pelos Pecados. Os sete pecados capitais. Eu era controlado pela Ira; Isa pela Luxúria; Laís pela Avareza; Louise pela Gula; Camilla pela Inveja; Luk pela Preguiça e Kalil pelo Orgulho mais conhecido como Vaidade.
– Gente, acordem... – Eu sacudia os ombros dos meus amigos, tentando fazê-los dispertar – Vocês estão sendo controlados, vocês foram dominados pelos Pecados Capitais.
Seria complicado de despertar meus amigos, mas eu sabia como fazer com a Isa. Em um ato sem pensar em quem estaria olhando a agarrei e lasquei o beijo, o mais profundo que pude dar com ela se debatendo em meus braços.
– Pietro! – Finalmente ela acordou e parecia um pouco com raiva, pois a deixei um pouco descabelada.
– Vamos Isa, me ajude com os outros – Nem esperei ela falar, comecei a dar tapa na cara de todos, até que finalmente eles acordaram.
Explicar a situação para eles foi complicado, mas um a um foi entendendo e por sorte mais nenhum foi controlado pelos pecados, o que foi muito bom para todos.
– O que vamos fazer agora? – Me perguntou Camilla, me fazendo olhar para os lados.
– Sinceramente não sei... Vamos procurar algo que seja diferente para este lugar – Ao falar, nem esperei eles falarem nada e comecei a procurar por todos os lados.
Cada um foi para um canto, sempre perguntando alguém algo do tipo: Viram uma garota mais ou menos da minha idade, com um colar igual a este por aqui?
Infelizmente nada o que falavamos adiantava, ninguém tinha visto Gisele por ali e aquilo não era bom, não era bom mesmo. Eu já estava começando a ficar com tédio de tanto procurar, até que esbarrei em um dos seguranças do cassino e cai no chão.
– Me desculpe garoto... – Falou ele enquanto me ajudava a me levantar – Não tinha te visto por ai.
– Tudo bem... – Falei, teria continuado se não tivesse visto uma pequena porta atrás de um dos vasos grandes de planta na minha frente – Não tem problema.
Quando terminei de falar, sai correndo a procura de meus amigos, achando a Isa na mesa de Black Jack. Luk na Roleta da Fortuna. Camilla e Laís na mesa do Poker e Louise e Kalil no bar. Claro que arrastei todos pelos braços, levando-os até o vaso e mostrando para eles.
– Olhem... – Eu apontava para a porta, mas ninguém dava atenção.
– Isso é só uma porta de manutenção, deixa isso para lá Pietro – Falou Lucas, tentando me puxar para o outro lado, até que me lembrei que eles não viam os rastros do pingente.
– Prestem atenção no que eu digo, vocês não podem ver, mas eu vejo que o pingente está nesta direção e além do mais olha os simbolos na porta. É a junção dos dois simbolos que vimos antes – Quando falei aquilo, foi ai que todos perceberam a marca na porta e começaram a arrastar o vaso.
Por fim passamos pela pequena porta, e entramos em um local um pouco escuro, mas graças ao pai de Louise, ela controlava o fogo e iluminou a sala, revelando algo que ninguém gostou... Estávamos em uma sala circular, com sete portas cada uma, significando que teriamos que nos separar a partir dali...
Fale com o autor