Pietro E O Pingente Das Trevas
1 Capítulo 1: Uma estranha aparição
Antes de qualquer coisa. Você que está lendo isso e se sentindo animado. Pare de ler de imediato e finja que nunca leu isso, pois sua vida pode correr riscos. Mas se for corajoso, vá em frente e sofra com as conseqüências, mas depois não diga que não avise. Bem, deixa eu me apresentar.
Meu nome é Pietro Alexander, diz minha mão que meu nome é em homenagem a dois tios-avôs que não cheguei a conhecer. Acabo de fazer treze anos e neste dia descobri coisas que me deixaram perdido. Bem tenho altura mediana para a minha idade. Cabelos castanhos escuros, olhos castanhos claros, quase para um verde. Pele clara naturalmente, mas sempre estou bronzeado, pois moro, ou melhor, morava em uma praia com minha mãe. Mas deixa-me iniciar a minha história, antes que me matem.
Era uma manhã calma, ainda era véspera do meu décimo terceiro aniversário. Tinha acabado de acordar e como minha mãe ainda dormia, decidi andar pela praia. A sim, lembrando que moro em uma praia deserta ao sul do Havaí. Bem, essa praia tinha alguns coqueiros e umas palmeiras que formavam uma trilha belíssima.
Andava descalço por entre as palmeiras, as ondas quebrando na areia a minha direita e uma pequena mata a minha esquerda. Enquanto andava a areia branca abafava pouco meus passos, pois o silencio ali reinava. Mas com o tempo, percebi que não era o único ali no local. Mas como aquilo podia ser possível, se minha mãe dormia e a praia não era conhecida e nem no mapa tinha? Parei então de andar, mas quando fiz isso, os outros passos também pararam. Então achei que era só impressão minha e continuei a caminhar.
Foi quando os passos atrás de mim reiniciaram e eu tinha certeza que não tinha ninguém ai, pois tinha acabado de olhar. Então apressei meu passo e quem ou o que, que estava me seguindo, fez o mesmo. Quando dei por mim, já estava correndo, mas por pouco tempo. Pois agora estava de frente ao grande paredão como eu o chamava. Agora era parar e esperar aquilo aparecer. Mas ainda não tinha ninguém atrás de mim, só algumas palmeiras, mas sentia que era observado.
– Quem está ai? – gritei aguardando alguma resposta – Quem é você e o que quer comigo? – ainda esperava resposta, mas nada aconteceu.
Foi quando vi algo que nunca tinha visto por ali. Era uma coruja totalmente branca, inclusive seus olhos. Quando a ave iria transpassar por uma palmeira, ela simplesmente desapareceu e em seu lugar surgiu um homem, bem estranho e se dirigiu em minha direção.
– Olá Pietro, como você anda garoto? E sua mãe? – perguntou-me com um sorriso no rosto.
– Quem é você e como sabe o meu nome? – perguntei com um pouco de medo.
– A não se preocupe, sou um velho amigo da sua família – ele respondeu ainda com um sorriso na fase e logo me disse – Mas eu vim aqui para de avisar que sua hora chegou e deve partir agora – Ele logo parecia se preparar para... Voar?
– Minha família? Se for amigo de alguém da minha família, como nunca ouvi falar de você? E como assim minha hora chegou? Explique-me – Agora já não tinha medo, pois fui criado por minha mãe a não ter medo.
– Vejo que sua mão não te contou nada sobre o passado de sua família. Bem, se quer mesmo saber, pergunte a ela, pois parece mais sensato você saber algo sobre sua família e seu pai por ela. Ao chegar em casa, pergunte a ela sobre seu caminho e sobre seu pai – quando terminou de falar, ele não me deu mais chance de nada. Pois um raio de sol bateu em meus olhos, mas pareceu que aquele homem que o direcionou para mim, me fazendo ficar cego por alguns segundos.
Quando minha visão voltou ao normal, não via mais o homem ali, mas via de longe uma coruja branca se distanciando. Depois disso, corri em direção da minha casa para falar com minha mãe. Mas ao chegar lá, parecia que ela sabia do homem que apareceu para mim. Então com um sorriso fraco no rosto ela só disse – Precisamos conversar – e me levou para dentro de casa, para ouvi-la.
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