Pietro E O Pingente Das Trevas

2 Capítulo 2: Um castelo, onde passarei a estudar!


Depois de conversar com minha mãe, passei a entender o que aquele estranho homem queria me dizer. Minha família era toda de magos. Meus tios-avôs já tinham salvado o mundo e eram famosos entre todos os magos. Outra coisa que descobri, foi que meu pai, foi supostamente morto, em uma guerra entre os magos e seu pior inimigo, a “Sombra” como era chamado pelos magos. Mas o corpo de meu pai, nunca foi encontrado e até hoje não soubemos de nenhuma noticia sobre ele.

Agora eu estava parado ao lado da minha mãe, em frente a uma grande muralha. Não se via nada pelos portões de puro ferro. Mas ao passar pelos portões vi um grande campo que devia ser verde durante o dia, mas agora era de noite e estava sombrio. No centro desde campo tinha uma pequena colina e no topo dela tinha um... Castelo? Era realmente um castelo. Tinha um foco de crocodilos albinos. Ponte levadiça e torres de guarda. Tinha um toque medieval no local e um ar meio sombrio.

Era noite e não tinha tanta iluminação no local. Só tinha um caminho de tochas, ou parecia isso. Ao chegar à grande construção de pedra, ela parecia 10 vezes maior. Aos poucos a ponte foi descendo e por fim entramos no local. Era mesmo bem medieval. Escadas longas, tochas ou bolas de fogo nas paredes, ainda não entendo isso até hoje. Mas as tochas não eram a grande “atração” do local. O que chamava mesmo a atenção eram as estátuas, não estátuas normais e sim vivas. Feitas de mármore, pedra, calcário ou outro material, mas todas andavam, falavam e respiravam.

Depois de conhecer a parte de baixo do castelo, minha mãe e eu, subimos a escadaria principal. Chegando ao topo dos degraus, encontramos o mesmo homem de mais cedo. Ainda com um sorriso no rosto. Ele logo foi cumprimentando minha mãe e falou para mim:

– Pietro, bem vindo à escola de magos Pegus. Meu nome é Martin, diretor geral e mago da Luz – Disse se orgulhando de falar “Luz”.

Eu já sabia dos magos “raros”, os que só surgiam entre Mil anos, eram o da “luz” e o das “trevas”. Sempre como grandes inimigos. Por fim apertei sua mão e lhe falei:

– Obrigado pela recepção. Estou ansioso para o inicio das aulas. Vamos ver se conseguirei ser um grande mago como o meu... – Parei antes de completar a frase com “Pai” e corrigi falando – ...Como meus tios-avôs – Assim me calando em seguida.

– Bem filho – Disse minha mãe chamando minha atenção – Agora tenho que ir para casa. Quando der te mando uma carta e você faça o favor de fazer o mesmo viu mocinho. Agora tchau, se cuida e boa sorte nos estudos – Terminando de falar, ela me deu um beijo na testa e se foi.

– Uhum bem – Pigarreou senhor Martin – Deixe-me levá-lo aos dormitórios primários, onde você e todos os outros passaram essa primeira noite, antes de dividirmos vocês entre casas e irem para seus dormitórios fixos – Ao terminar de falar, ele me acompanhou em direção dos quartos que falou, onde pude conhecer algumas pessoas e passar a minha primeira noite ali.