Pieces of Her

18 Virando amigos.


Notas iniciais
Olá :3 Caramba gente, há quanto tempo, não?! Eu sei, eu sei! Vocês devem estar querendo me matar agora, mas os curtidores da page "Fanfics Krols" sabiam que eu estava doente e por isso não estava podendo escrever! Não sei o que eu tinha e nem o médico direito, mas me pegou de jeito e demorou pra ir embora! Eu estava ficando louca de tanto tempo doente T_T Mas agora eu estou boa! Caminhando aos 100% e vou voltar a postar o/ quando der! É isso ai! Peço desculpas pela demora, mas sem mais delongas, boa leitura minna :3

– Então por que você não me deixa conhecer? – a sinceridade fazia seus olhos brilharem, deixando-a surpresa. Mordeu os lábios, pensando na pergunta do loiro e sentindo seu rosto esquentar. Por que ele iria querer conhecê-la? Respirou fundo, não importava, não é?! Estava presa ao loiro, pelo menos, até o nascimento do pequeno. Levou a mão, automaticamente, até o ventre. Já que estavam presos um ao outro, por que não? Se conhecerem deveria, no mínimo, melhorar a convivência.

Olhou para o frango levando um pedaço até a boca, sentindo o estomago roncar, estava morrendo de fome e sabia que se não comesse acabaria enjoada, mas enquanto mastigava podia sentir os olhos do loiro, queimarem na pele de seu rosto. Olhou para frente, voltando a encará-lo. As sobrancelhas estavam arqueadas, ele esperava uma resposta. Então ela assentiu.

– Eu não me importo que me conheça. – a morena respondeu, comendo mais um pedaço de seu frango, focando sua atenção somente na comida, que acabaria por esfriar.

Naruto assentiu, que bom que ela não se importava, mas será que tinha entendido mesmo sua pergunta?! Olhou para o prato vazio em sua frente e deixou um sorriso tomar seu rosto antes de direcionar o olhar para a morena.

– Mas eu quero conhecer a Hinata de verdade, sabe a menina que fica feliz comprando material escolar, não a rebelde sem causa que chegou nesse apartamento. – Hinata piscou os olhos, perplexa, sentindo as bochechas esquentarem ao mesmo tempo em que ganhava um tom escarlate.

– Não sei do que está falando, Naruto. – disse seria, levantando da mesa, com seu prato já vazio, fazendo-o rir e puxar o prato dela, juntando ao seu.

– Eu lavo. – ele disse, um sorriso um tanto quanto malicioso tomava-lhe o rosto, ela estava vermelha e ela sabia do que ele falava, só nunca admitiria.

– Eu fiz, né?! Tem que lavar mesmo. – disse superior, saindo do cômodo. Seu rosto vermelho a deixava com um tanto de raiva, estava com vergonha do loiro, por quê? Não tinha outra Hinata, só ela e era isso que ele perceberia quando a conhecesse.

Pegou no sofá as roupas que tinham comprado, tanto para o bebê quanto para ela, já que Naruto se lembrou que ela havia levado poucas roupas e precisaria de novas, até porque sua barriga logo estaria mais evidente do que qualquer coisa em seu corpo, para seu desespero, e caminhou para seu quarto, precisava de um banho. Um bem quente de preferência, para desfazer todos os nós em seu corpo, por ter andado o dia todo.

Abriu a porta e colocou ao lado da cama todas as sacolas, bem, pelo menos, teria o que fazer o dia todo amanhã. Não, sem dúvidas, não iria a aula já amanhã, precisava se preparar para encontrar o pai e como as aulas com ele eram na sexta, começaria a ir segunda. Empurrou a porta com o pé e abriu a gaveta grande da cômoda pegando seu pijama, antes de ir ao banho. Abriu o chuveiro deixando a água morna lavar seu rosto, antes de bater no corpo, arrancando todos os nós de seu corpo. Gostava de andar, por isso convencera o loiro a não pegar o taxi, mas não imaginava que andariam por tanto tempo. Esticou as articulações, ouvindo-as estalar antes de relaxarem por completo, permitindo que ela pudesse sair do banho e vestir lentamente seu pijama, descobrindo que estava cedo demais para dormir. Respirou fundo, quem sabe ver TV.

Caminhou lentamente pelo corredor focando o sofá, escolheria qualquer filme que tivesse passando, não importava o gênero, assistira todos mesmo. Mas antes que atingisse seu objetivo, seus olhos desviaram para cozinha, uma pele bronzeada chamara sua atenção e não se arrependera ao olhar. Admirava as costas, tão definidas quanto o peitoral, dele. Seu corpo era lindo! Mordeu os lábios, sem conseguir desviar os olhos.

...

Naruto caminhou para cozinha, tirando a camiseta cinza que usava para dormir. Sempre se molhava todo lavando a louça e não arriscaria molhar seu pijama, como dormiria com a camisa úmida depois? Sua mãe sempre dizia que dava gripe e não queria ficar doente. Apoiou a roupa sobre o balcão, sacudindo os cabelos, antes de virar de costas, apoiando o corpo na pia, começando a separar os pratos das panelas e dos copos para lavar um de cada vez.

Ensaboava rapidamente todas as coisas, estava acostumado a lavar, afinal era a única coisa que fazia na cozinha de sua mãe. E logo não restava nada, exceto a pia molhada, que estava com preguiça de secar, e sua barriga, completamente molhada. Deu de ombros, sorte mesmo que tirara a camisa, sorriu, virando-se para pegar um pano de prato, o usaria para se secar antes de por a camisa, tudo bem, não era higiênico, mas não ligava muito. Porém antes que sua mão tateante encontrasse o pano grosso, seus olhos encontraram os perolados da morena.

Ela o encarava, seus olhos não estavam nos dele, estavam em seu corpo e o fato de isso estar tão descarado enquanto ela mordia os lábios, o estava deixando envergonhado, muito. Pigarreou, tentando chamá-la atenção, ela parecia o devorar com os olhos e ele estava cada minuto mais envergonhado, seu rosto estava quente, de vergonha, e já perdera as contas de quanto às vezes tinha pigarreado, mas ela não parava de encarar.

– Hinata? – chamou envergonhado, com as sobrancelhas arqueadas, em dúvida.

A morena piscou os olhos e sacudiu a cabeça, tirando a força os olhos do corpo bronzeado e sexy do homem em sua frente. Ela ainda mordia os lábios, não conseguia evitar, ele era lindo.

– Oi? – respondeu, sorrindo cínica, como se não tivesse sido pega o olhando daquela forma.

– Não vai dormir? — ele iria perguntar o porquê dela o estar encarando, mas a vergonha não o deixaria tocar no assunto.

– Estou sem sono. – explicou caminhando para o sofá, sentando relaxadamente antes de ligar a TV. Ele assentiu, a entendia se não tivesse trabalho tão cedo no dia anterior, também, não iria dormir. Caminhou até o sofá e beijou a testa da mais nova, deixando-a surpresa.

– Boa noite. – sussurrou antes de deixar a sala, vendo-a apenas assentir em resposta. Ele estava sendo gentil, gostava de poder ser gentil com ela sem receber um olhar feio em resposta, sentia pela primeira vez que poderia se entender mesmo com a Hyuuga, apesar das olhadas, e gostava disso.

...

Domingo (27 de Setembro)

– O que acha de comida mexicana? – perguntou, correndo do quarto com um panfleto de um restaurante a algumas quadras na mão. Já passara da hora de almoço e ele estava com fome, por isso sabia que ela devia estar, também, mas nem ele já agüentava mais comida italiana. Por isso ficou as quase duas horas anteriores rodando seu material de trabalho atrás dos panfletos de restaurante que Ino lhe dera em seus primeiros dias de trabalho.

Hinata que mexia no celular, distraída, enquanto ouvia algum comercial inútil na TV, na verdade se atualizava nas mensagens dos amigos, que a essa hora pareciam já estar muito bêbados já que não digitavam uma palavra corretamente, tomou um susto ao ouvir o grito do loiro aproximando-se de si, ele demorou tanto no quarto que achava que ele estava dormindo.

– Quer me matar do coração? – perguntou, respirando fundo, tentando normalizá-la. Idiota, não podia ter dado um sinal que estava vindo para sala além do grito? Ele riu, sem graça.

– Desculpe. – coçou a nuca, envergonhado, nunca imaginou que fosse assustá-la e sentia-se péssimo por querer rir de sua expressão. – Mas e ai, comida mexicana? – ela retorceu o rosto e tocou a barriga. – Está se sentindo mal? – os olhos azuis estavam arregalados, não podia vê-la tocando a barriga sem se preocupar, era seu filho, afinal. Ela negou, mordendo os lábios. – O que foi então?

– Estava me perguntando se comida apimentada ia fazer bem ao bebê. – lembrava-se vagamente de ter lido em algum lugar que não fazia bem, além de dar gases. Naruto arregalou os olhos, será que fazia mal?! Ai Kami! Como ele fora irresponsável em oferecer.

– Esqueça comida mexicana. – rasgou o panfleto vermelho em suas mãos.

– Você é louco? – perguntou. – Eu nem tenho certeza.

– É melhor não arriscar. – deu de ombros, indo para a cozinha, pegando na geladeira o numero da comida italiana. – Vamos de comida italiana então. – pegou o telefone na geladeira e discava, deveria ter ido até os registros, com certeza, estaria ali, de tanto que pedia as refeições daquele lugar.

– Por que não deixa que eu faço a comida? Agora você já sabe que eu sei cozinhar. – ele sorriu, gostava da idéia da Hyuuga cozinhar, bom, a primeira e única vez que comera sua comida foi na quinta, afinal sexta e sábado eles mal se viram, quando ele chegou do trabalho ela já dormia, edição mensal fazia isso com sua carga horária, a triplicava. Enfim, só aquele dia não foi suficiente para matar sua saudade de comida caseira. Adoraria que ela cozinhasse de novo. – Posso fazer a comida ou vai pedir? – refez a pergunta, ele olhava para a parede e parecia totalmente perdido em pensamentos.

– Claro que pode fazer. – respondeu sorridente. – E o que quer fazer? Porque eu vou ter que ir lá embaixo buscar. – parecia idiotice, mas sim, a dispensa estava totalmente vazia, só tinha os biscoitos, que estavam ali desde que se mudaram e arroz, o que quer que ela fosse fazer, precisaria comprar. A morena mordeu os lábios, estava com vontade de comer sushi e, com certeza, era isso que faria. Deu um pulo do sofá e correu ao seu quarto pegando o primeiro pedaço de papel que pudera achar, anotando todos os ingredientes, até mesmo os temperos necessários. Escreveu tudo e releu cada coisa, garantindo que não esquecera nada. É, não esquecera nada. Naruto a esperava na sala, não fazia idéia do que tinha ido fazer, mas viu assim que voltou com o papel na mão e a pequena lista escrita nele. Ele pegou, lendo atentamente cada ingrediente, confirmando que conhecia todos os ingredientes, sabe, para não correr o risco de comprar nada errado, mas Kami eram tantas coisas. – Acho que esse almoço vai sair pra janta. – brincou.

Ela sorriu, disfarçadamente, mas o encarou seria.

– Quanto mais você demorar pra ir comprar, mais demorará para sair. – ele assentiu, dando-a as costas para ir ao pequeno mercado de peixe que Asuma falara ter ali perto, bom, talvez esse fosse uma coisa boa de morar na cidade grande, nem no domingo as coisas ficavam fechadas.

Saiu do Edifício e olhou nas ruas em volta, bem, a que tivesse mais movimento seria a do mercado de peixe. Virou-se para a direita e tinha pessoas, elas andavam de um lado para o outro, mas não seguiam o fluxo esperado. Fora uma vez com sua mãe, na adolescência em um mercado de peixe e era como uma feira, as pessoas seguiam reto, olhando os diferentes vendedores e o que eles tinham a oferecer. Olhou para o outro lado e também não viu o que esperava. Talvez tivesse que andar um pouquinho a frente para ver.

Respirou fundo, morria de medo de se perder, quem sabe fosse mais fácil passar no restaurante italiano e pedir desculpas a morena. Sacudiu a cabeça, afastando esse pensamento. Iria encontrar, bom, pelo menos, se esforçaria. Olhou para a rua e viu o sinal fechado, permitindo que ele atravessasse. Existia chance de se perder? Sim, com certeza, mas tinha quase certeza que valeria a pena. Uma refeição caseira não pode ser menosprezada, afinal.

Atravessou duas ruas, já que o sinal demorava para abrir e inclinou os passos um pouco para a direita entrando numa rua estreita, mas animada e movimentada, sorriu, ali estava o mercado de peixe que por sorte também vendia especiarias, tais como o vinagre para arroz de sushi, a alga desidratada, o chá de açúcar branco e o wasabi, mas, obviamente, começaria pelo salmão.

Parou em uma loja, belos peixes estavam lá, mas ele não conhecia muito por isso escolheu qualquer um, vendo o homem ágil e habilidoso cortá-lo, tirando as espinhas e entranhas, deixando-o pronto para ser preparado pela morena. Entregou o dinheiro pegando seu peixe e continuou caminhando pelo mercado, em busca do que faltava. Por Kami que fosse tudo perto, precisava que ficassem prontos logo, sentia seu estomago roncar pela fome.

...

Hinata começava a preparação do arroz enquanto seus olhos vagavam pelo relógio pendurado em cima da mesa de jantar. Já passavam das 15h e tinha a impressão de que, realmente, o almoço acabaria ficando pronto só para o jantar. Sorriu, tudo bem, o importante era ficar pronto! Abriu as gavetas, procurando facas afiadas, esperava que o loiro já trouxesse o peixe de modo que fosse cortar e preparar, caso não, demoraria ainda mais.

Com o arroz já no fogo, apoiou-se na bancada, não podia fazer muita coisa além de esperar e esperar em pé faria suas costas doerem demais. Mordeu os lábios, conseguiria fazer o sushi como os do seu pai? Nunca tentou, só o ajudara várias vezes, talvez sentisse saudades dele, suspirou, tinha certeza absoluta que tinha saudades dele. Levantou a cabeça ao ouvir os barulhos da chave do lado de fora da casa e olhou em sua direção, esperando-o entrar.

– Finalmente você chegou. – disse entediada. Tudo bem, tudo bem, ele nem demorara muito considerando onde ele fora comprar e o tamanho da lista que lhe dera, fora só uma implicância.

– Desculpe a demora. – desculpou-se, colocando sobre o balcão as sacolas que comprara. — Eu acho que não esqueci nada.

– Espero que não mesmo. – disse, não teriam tempo para que ele fosse comprar o que esquecera, afinal pelo pouco que sabia do loiro tinha certeza que ele estava morrendo de fome.

– Eu também. – sentou-se no banco, enquanto a morena se levantou, para começar a preparar as coisas, o arroz deveria estar quase pronto. Começou pelo peixe, desenrolando-o e sorrindo ao ver que estava cortado certo, só precisaria fatiar e então preparar as algas, para receber o arroz. Naruto olhava admirado, não entendia como ela conseguia manusear uma faca tão bem, claro não tão bem quanto o homem do mercado de peixes. – Quer ajuda? – perguntou. Não era bom na cozinha, mas podia ser útil para alguma coisa. Ela parou o que fazia para o encarar, as sobrancelhas erguidas, o rosto desacreditado, negando com a cabeça, não queria a ajuda dele. – Por que não?

– Olha... – parou para pensar nas melhores palavras para dizer aquilo, mas elas não existiam, então ele teria que agüentar. – Você é horrível, péssimo, pobre na cozinha! Tipo, eu vi o frango que fez e é melhor não. – ele levou a mão ao peito, abrindo levemente a boca, o rosto falsamente insultado.

– Você é uma pessoa ruim. – disse ultrajado, era tudo mentira, ele sabia que ela só estava falando a verdade.

– Não tinha jeito melhor de falar isso. – desculpou-se dando de ombros.

– Podia ter usado um adjetivo só. – ela riu, realmente, poderia, mas isso na iria descrever o quanto ele era ruim na cozinha.

– Bom, poder poderia, mas isso não ia descrever o quão é ruim. – disse sincera e a boca dele abriu ainda mais.

– Você é mesmo uma pessoa ruim. Muito ruim. – ela não pode controlar, deixando as risadas tomarem conta de si, as expressões, obviamente, falsas que tomavam o rosto do loiro eram hilárias, uma mistura de ofendido com estou me controlando para não rir. E ele não pode impedir acompanhá-la, era engraçado. – Mas você tem razão, é mais seguro que eu fique longe! – ela assentiu, ainda rindo, voltando a corar o peixe, precisava mesmo continuar ou então não ficaria pronto nunca.

Naruto a olhava cozinhar, sem nem se mover, tinha medo de que algo caísse, naquela parte da casa ele era o desastre em pessoa. Mas observou cada coisa que ela fez, cada mínimo detalhe e até fez algumas perguntas, não tinha idéia do porquê colocar tanta coisa no arroz, mas ela apenas o olhou feio e continuou preparando. Para ela, era difícil, não estava acostumada a fazer e enrolar era tão complicado, não ficava bem enrolado, parecia que a qualquer momento podia abrir e ficaria uma grande maçaroca, bufou. Que raiva sentia daquilo era como fazer panquecas pela primeira vez, na hora de girar quebraram e viravam uma grande bagunça.

– O que foi? – perguntou. Ele não sabia nada de cozinhar, mas as expressões raivosas que tomavam a morena não podiam ser normais.

– Eu não consigo enrolar. – esticou a alga pela décima quinta vez, tomando cuidado para que tudo ficasse no lugar. – Não dá! – tinha vontade de gritar, talvez tacar aquilo na parede. Apertou as mãos, com força, praticamente enfiando as unhas nas palmas, de raiva. Naruto sorriu, dando de ombros, bom, ele não sabia o que fazer, mas não ficaria parado vendo ela tacar o almoço/jantar na parede, como sentia que ela faria em breve. Entrou na cozinha, lavando as mãos na pia atrás da morena e se virou para o balcão onde ela tentava enrolar o sushi. – O que foi? O que quer aqui? – ela dizia raivosa, não necessariamente tinha raiva do loiro, mas estava estressada então acabava descontando nele, até porque ele estar tão perto estava a causando arrepios.

– Me deixa ajudar. – pediu.

– Você sabe enrolar? – perguntou, a resposta era obvia, ele não sabia, mas podia aprender, sei lá, ao menos se esforçaria. Negou com a cabeça. – Então sai daqui.

– Podemos tentar juntos! – disse, segurando uma ponta da alga, impedindo-a de empurrá-lo para fora da cozinha. Ajudaria, quer ela ou não. Ela o encarou, parecia querer bater nele, parecia que bateria a qualquer momento. – Por favor, prometo não atrapalhar, só ajudar. – ela assentiu e chegou para o lado dando-o espaço para ajudá-la.

– Segura desse lado e eu do outro, vamos enrolar juntos, bem ao mesmo tempo. – disse, instruindo. – Quem sabe dá certo. – bem, ela não tinha esperanças de que pudesse dar certo, mas então o sushi saiu. Ficou enrolado, perfeitamente, pronto para cortar. Olhou para o loiro, abraçando-o involuntariamente, fora quase automático. Ele não soube o que fazer, as mãos para o alto enquanto ela apertava-se ao seu corpo. – Obrigada!

– De nada! – disse quando ela se afastou, deixando a cozinha, para que ela pudesse terminar. – Com fome a gente aprende fazer qualquer coisa. – ela riu, assentindo.

Pegou a faca mais afiada que encontrou, não podia arriscar que não cortasse a alga direito e acabasse ficando uma coisa muita feia. Partiu, lentamente, os rolinhos e pronto, foram saindo aos poucos, estavam lindos e aparentemente gostosos, bom, mesmo que não tivesse estavam com tanta fome que nem notariam. Acertou num prato quadrado, e separou pequenos potinhos com os molhos.

– Está pronto! – falou, vendo-o sorrir, muito. Não podia estar mais feliz. Ela carregou para mesa e ele buscou um suco que já estava pronto na geladeira, agora comeriam. – Espero que goste!

– Eu tenho certeza que vou amar! É comida! – sussurrou pegando um enfiando no primeiro molho que viu antes de comer. – Está uma delicia. – disse de boa cheia a fazendo rir.

...

Comeram todos os sushis e passaram a conversar, na verdade, ele falava e ela escutava, contava sobre o trabalho, as novidades, as mudanças que pretendiam para a revista e sobre ter funcionários, ele e Gaara podiam contratar quem quisessem e precisassem, isso era muito legal. Ela ouvia e era até interessante ver o quanto ele era entusiasmado com o trabalho, nunca se imaginou assim, muito menos com algum tipo de trabalho, serio.

Olhou para o relógio e já era noite, desde que fora morar ali não se preocupara com a hora de acordar, mas isso mudaria a partir de hoje. Ele falava, mas mesmo assim notava que a Hyuuga desviava o olhar, hora ou outra para o relógio, não estavam tão empolgado a ponto de não perceber isso, mas estava empolgado eram a primeira vez que conversavam de verdade.

– Preocupada com a hora? – perguntou e ela assentiu, se conhecia, se dormisse tarde não levantaria para aula. – Levanta que horas amanhã? Se quiser eu te dou uma carona. – ela sorriu sem graça, não sabia se tinha coragem para ir.

– B-bem, eu tava pensando em deixar pra terça! – deu de ombros.

– Mas por quê? Não compramos tudo? – ela assentiu, tenebrosa. – Por que quer adiar? – ela mordeu os lábios, sem responder. Não queria conversar aquilo com ele, nem com ninguém também. – Vamos conte-me, disse que ia deixar eu te conhecer, lembra? Então por que não começa me contando por que quer adiar ir a aula? – ela respirou fundo e mordeu os lábios, não falara do pai pra ninguém, tudo que dissera a ele foi que ele a colocou pra fora quando descobriu do bebê. – Conta.

– Meu pai é professor! E a escola em que estou matriculada é a mesma que ele trabalha. – ah, então era isso.

– Tem aula com ele amanhã? – perguntou.

– Não, só sexta! – confessou. – Mas posso esbarrar com ele por lá.

– E do que tem medo?

– Não sei o que ele pensa de mim agora. – sentia os olhos arderem, estava de chorar. – Sabe, eu sempre fiz muita besteira, mas ele nunca reagiu, de forma alguma, até o bebê.

– Quando você chegou, eu também teria te expulsado. – ela riu. Loiro estúpido! – Mas agora a gente ta conversando, você mudou, bom, tem mudado! Seu pai vai ver isso! – no fundo, ela não conseguia entender, Naruto via ‘mudanças’ nela, porque ele a via sempre, sabia que ela estava proibida de beber e fumar e sair e tudo que gostava, mas seu pai não iria saber disso.

– E-e-eu não sei...

– Coragem, Hina. – ela o olhou, piscando, era estranho. Primeira vez que ele a chamava de Hina. – Você sente falta dele? – ela assentiu. – Então tem que ir, pense que vai ser um bom jeito de se aproximar dele. – ela respirou fundo e assentiu. Sim, era o único jeito de se aproximar do velho, mesmo que ele não quisesse falar com ela, pelo menos o veria, coisa que já fazia pouco antes mesmo de sair de casa. – E eu vou te dar uma carona amanhã.

– Obrigada, Naruto! – disse sorrindo, bom, ainda tinha medo do que seu pai pensaria, mas iria arriscar.

– De nada! Eu to aqui pra qualquer coisa que precisar, Hina, inclusive pra ser chato e te lembrar que já que tem aula amanhã e já passou da hora de dormir, mocinha! – ela iria discutir, mas quando olhou no relógio viu que ele tinha razão. Levantou-se, caminhando para o quarto. – Eu vou lavar a louça! – ela assentiu, entrando no corredor. – E vamos sair as 7 amanhã! – ela voltou a parede, inclinando-se para onde ele ainda estava sentado, olhando em sua direção.

– Boa noite Naruto. – ele não parava de falar e seria feio se trancar no quarto enquanto ele falava. Com o ‘Boa Noite’ talvez ele percebesse que ela ia mesmo dormir.

– Boa noite pra você, também. – sorriu. Estava feliz, nunca conversara tanto com a Hyuuga e passaram um dia tão pacifico, a ajudaria no que fosse preciso sempre e adoraria ter mais dias como esse. Sentia que podia ser amigo da morena agora, sua vida finalmente estava entrando nos eixos de novo.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Mereço coments? Espero muito muito muito que sim >.< Também agradeço a todos os leitores que deixaram comentários no capitulo anterior, é muito importante pra mim! Agradeço por esperarem, eu sei que realmente demorei! Peço desculpas por qualquer erro no capítulo e prometo que assim que eu puder tem mais, ok?! *_* Kissus pra vocês :3 Uma boa segunda (pq normalmente segundas são uma bosta) e não deixem de dar uma olhadinha na minha nova fic original: https://fanfiction.com.br/historia/650385/LinhaTenue/ E nem de curtir a page: https://www.facebook.com/fanficskrols?ref=hl Até o proximo :3