Pieces of Her

19 Genética.


Notas iniciais
Oláááá Gente, eu serei breve porque tenho que postar antes que meu notebook quebrado desliguei e só volte a ligar mês que vem --' Tudo bom com vocês?! Bom, eu espero que sim! Eu ando sumida, eu sei! Mas estou bem, apenas trabalhando muito e sem muito tempo para me dedicar as minhas queridas e amadas fanfics, mas uma coisa boa é que agora tenho um trabalho o/ haha Então, peço desculpas pela demora e peço também que me entendam, please! Sei que demorei, mas eu sempre vou atualizar quando puder! Nenhuma de minhas fics serão ou estão abandonadas! É isso! Esse capítulo não estava em meus planos originais, mas eu adicionei ele e o próximo, pois achei que ficaria legal XD até porque se encaixam nos planos originais sem precisar mudar nada após eles. Espero que gostem e prometo que nos proximos focarei mais nos outros personagens, mas nesse eu precisava mostrar e falar sobre nossa querida Hinata ♥ Boa Leitura!

28 de Setembro (Segunda-feira)

Naruto mordeu os lábios atravessando o corredor pela décima quinta vez, talvez. Já estava nervoso por não saber o que fazer, falara com a Hyuuga na noite anterior que sairiam as 7hrs e já eram 7hrs. Asuma já esperava no taxi em frente ao edifício e ele não sabia se batia na porta de seu quarto para chamá-la ou ia embora e a deixava em casa. Oh Kami, que dilema!

Encostou-se na parede em frente ao quarto da morena e mordeu os lábios, não se sentiria confortável em bater no quarto e chamá-la, não era seu pai nem algo parecido e tinha acabado de começar a falar e conviver normalmente com a Hyuuga, não arriscaria a forçando ir para um lugar que ainda não se sentisse pronta. Respirou fundo e olhou no relógio de pulso, seu fiel companheiro, esperaria mais 5 minutos e se ela não aparecesse iria embora deixando um bilhete.

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Hinata acordou com o barulho do despertador e sentiu o enjôo matinal tomar conta de si. Droga, droga! Ela estava odiando aquela parte da gravidez, bom, ainda não se sentia a vontade com nenhuma parte daquilo, mas esses enjôos, por Kami, eram a pior, sem duvidas. Levantou, cuidadosamente, sacudindo a cabeça e esfregando os olhos tentando afastar as tonturas que, por sinal, só aumentava o enjôo.

Engoliu a seco a bile de sua garganta e levantou caminhando para o banheiro o mais rápido que podia se agachando para arrancar de seu estomago o que quer que estivesse a deixando enjoada.

Levantou e em frente ao espelho e fechou os olhos, massageando as têmporas. Pensava se um remédio a ajudaria, mas temia que acabasse piorando tudo como das outras vezes que tentou. Abriu a torneira e lavou o rosto, despertando um pouco mais, acordar cedo era um inferno pessoal para a morena. E naquela situação tudo estava pior, mas o loiro tinha razão, não podia fugir pra sempre de seu pai.

Após um banho gelado, os dentes escovados e os cabelos perfeitamente amarrados para trás saiu do banheiro sentando-se à cama para pegar o uniforme, que largou sobre a mesma depois de sacudi-los retirando os amassados. Tocou a barriga focando, principalmente, na minúscula protuberância ao pé do ventre, imperceptível para qualquer outra pessoa, mas não para si que conhecia seu corpo melhor do que ninguém. Sorriu, sacudindo a cabeça, sentindo-se boba. Esses hormônios estavam a deixando sentimental demais.

Os números vermelhos e brilhantes no relógio mostravam que ela acabaria se atrasando, já que marcara com o loiro as 7hrs, por isso começou a vestir-se com o odioso uniforme de colegial o mais rápido que podia. Pegou a mochila no armário, já com o material arrumado e abriu a porta, aguçando os olhos para procurar o loiro, mas assustou-se ao vê-lo parado no corredor.

— O que faz ai? – perguntou surpresa.

— Estava te esperando, não sabia se ia ou não e tava com medo de chamar. – explicou Naruto, sorrindo envergonhado timidamente. – Que bom que vai!

— Recebi um bom conselho ontem e me senti preparada pra ir. – disse vendo o sorriso do loiro aumentar, orgulhoso. Bom, não sabia bem explicar o porquê, mas gostava do sorriso dele, era como o de uma criança, puro e inocente, imaginava esse mesmo sorriso no rosto do filho que teria em breve.

— Então vamos? – ele perguntou. Percebeu em seu rosto que ela viajava em pensamentos enquanto mordia a lateral dos lábios carnudos e chamativos, mas já estavam atrasados. Hinata retorceu os lábios, transformando o rosto em uma careta, deixando o loiro confuso. – O que foi?

— Eu preciso comer alguma coisa antes. – confessou.

— Estamos atrasados! – a frase do loiro saíra como uma suplica, ele não podia esperar. A edição mensal sairia dali dois dias e tinha tantos textos pra revisar que perdera as contas. – ela formou uma careta, não queria atrasar o loiro, de forma alguma, mas não dava pra impedir. Seus dias eram marcados por enjôo e fome, quando não estava enjoada estava com fome e vice-versa. Naruto mordeu os lábios e pensou numa solução. – Que tal comprarmos um lanche no caminho? – ela sorriu e assentiu, seguindo o loiro até a porta, esperando-o trancar antes de entrar no elevador, onde ele cumprimentou a mesma mulher loira de todas as manhãs, a única educada.

Hinata suspirava, sentia o estomago roncar e aquele elevador parecia não chegar nunca no primeiro andar. Naruto a observava, com aquele uniforme um ar infantil tomava a morena e a deixava ainda mais linda. Bem, ele não podia, nem conseguiria negar que ela tinha uma beleza única.

Chegaram a saída e o loiro a puxou pela mão em direção ao carro do impaciente Asuma, que já acendera seu terceiro cigarro enquanto esperava. Ouviu a porta do quarto e o jogou pela janela, levara o loiro ao médico da morena, vezes o suficiente para saber que ela estava grávida e o cheiro do cigarro não faria bem.

— Bom dia Asuma. – disse Naruto, sorridente como sempre. Hinata apenas acenou e encostou-se a porta. O cheiro do cigarro ainda estava no carro e isso tornava a tentação grande pra ela. – Pode nos deixar na escola dela antes de ir pro escritório?

— Qual escola? – ele conhecia todas da região, mas não seria sã rodar por cada uma delas ao invés de simplesmente perguntar qual. Naruto olhou pra morena esperando uma resposta que veio imediatamente. – Ok. – Asuma assentiu, conhecia aquela escola.

Hinata estava deitada sobre a janela distraída e sentindo seu estomago roncar, esperava que o loiro se lembrasse do lanche que prometera. E ele se lembrava. Olhava pela janela e torcia para que passassem por qualquer lanchonete para comprar o café da morena e quando avistou uma pediu para que Asuma parasse.

— Vamos lá comer? — ela o encarou, estava enjoada de novo de tanta fome que sentia.

— Compre algo pra mim. — pediu, vendo-o assentir e sair do carro rapidamente.
O loiro comprou um copo de café para si, teria um dia corrido hoje e, por isso, precisaria de muito café. Comprou um salgado de carne para a morena, sabia que queijo e presunto a deixavam enjoada, junto com um suco e voltou para o carro carregando o pacote da comida. Sentou-se ao seu lado, novamente, e a entregou. — Obrigada. — disse sentindo o cheiro da comida e bebericando o suco de laranja, contente. Nunca imaginou que pudesse sentir tanta fome quanto estava agora.

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Chegaram a escola e a Hyuuga sentia seu humor um tanto melhor pelo lanche que fizera. Ouviu as portas sendo destrancadas e empurrou uma delas para sair do carro, mas parou quando o loiro pegou sua mão. Ele a estendeu uma quantia em dinheiro e Hinata o encarou confusa.

— Pro almoço da escola. – esclareceu. A morena deu de ombros e aceitou o dinheiro desejando um bom dia aos dois homens no carro.

Olhou atenta os portões da escola e respirou fundo, agora que estava ali sentia-se insegura, sabia que não teria aula com o pai hoje, mas esbarraria com ele pelos corredores, certamente, e só de imaginar a decepção em seus olhos perolados sentia vontade de chorar. Sacudiu a cabeça, tentando afastar as lagrimas de seus olhos. Definitivamente os hormônios da gravidez não a estavam fazendo bem. Estava uma frouxa.

Respirou fundo mais uma vez e colocou a mão sobre o portão, empurrando-o, agora que estava ali iria até o fim e assistiria um dia completo de aula. Olhou para todos os lados e estava tudo igual, revirou os olhos, também o que esperava que de repente resolvessem reformar toda a escola?! Apertou a mochila nos ombros e entregou no prédio caminhando para sua sala, vendo os olhos de velhos conhecidos a encararem surpresos.

— Hinata? – chamou Chouji, ele a reconhecera assim que chegou ao corredor. – Pensei que não viria mais esse ano! – a morena deu de ombros.

— Mudei de idéia. – respondeu simplesmente, adentrando a sala junto com o companheiro de turma de tantos anos.

— Ainda tá no apê daquele pé no saco? – perguntou. Nenhum dos amigos da morena se esqueceria daquele dia.

— Ele não é assim tão ruim. – sorriu após responder, surpreendendo-se com o que dissera, mas era verdade, o loiro tinha seus momentos.

Chouji a encarou desacreditado e deu de ombros.

— Bem vinda de volta, Hinata. – disse por fim, sorridente. Ter a amiga de farra de volta era bom, afinal. Ela sorriu em agradecimento e caminhou para o meio da sala, o lugar

Separou o caderno e o estojo sobre a mesa guardando a mochila embaixo da carteira, como sempre fazia. Se perguntava por que sentia um frio na barriga e talvez fosse ansiedade, temia ver o pai antes, mas agora queria mesmo era vê-lo. Mesmo que não confessasse, ou percebesse, sentia falta dele.

— Bom dia alunos! — piscou os olhos, sendo arrancada de seus pensamentos e sorriu ao professor Yamato que acabara de os comprimentar. — Hinata? Que surpresa te ver. — quando Hiashi contou por alto aos colegas de trabalho que Hinata não vivia mais com ele também comentou que ela não deveria de ir mais as aulas.

— Resolvi voltar. — ela sorria sem graça ao responder.

— Seja bem vinda novamente. — Yamato estava feliz com a presença da menina, pois imaginava qual seria a reação de Hiashi ao vê-la ali bem e saudável. O mais velho não fora o mesmo desde que ela partira. Na verdade, como amigo pessoal de Hiashi, podia dizer que além de dar aulas o moreno não tinha mais uma vida, estava destruído por ver a filha partir como a esposa fizera anos antes. — Hoje vamos aprender mais sobre genética.

Hinata, por mais incrível que pareça, prestara atenção na aula. Algumas coisas faziam-na pensar no bebê, afinal falavam de genética e ela pensava nos traços dela e do Uzumaki, como seria um filho deles? Mordeu os lábios em duvida e pôde ouvir o sinal que mostrava que estava na hora do almoço. Pegou o dinheiro dado pelo loiro e o enfiou no pequeno bolso lateral da blusa social.

Saiu da sala junto com os outros alunos, acenando para o professor que só veria semana que vem. Caminhava para o refeitório, pensava o que compraria, não sentia fome, mas não ficaria sem comer ou o bebê reclamaria de fome. Sorriu ao pensamento e, automaticamente, levou a mão ao ventre o acariciando, com os dedos podia sentir a diferença que antes do que esperava se tornaria evidente. Porém abaixou a mão e piscou os olhos surpresa ao ver que seu pai caminhava em sua direção.

Os olhos perolados de Hiashi arregalaram-se. Só podia estar tendo alucinações, Hinata não estava mesmo ali. Viu o sorriso amarelo que se formou no rosto da filha e sentiu os olhos encherem de lagrimas enquanto reprimia a vontade de tomá-la em seus braços num abraço saudoso. Como sentia falta da filha, como queria lhe dizer para ficar em casa no momento seguinte ao tê-la mandado partir, mas fora o único jeito que encontrou para consertar seu erro. Sim, seu erro. Ele errara na criação de Hinata e ela precisava criar responsabilidades, mas não ter noticia da filha o estava matando.

Hinata sorriu envergonhada ante o pai e continuou seu caminho. Temia ouvir o que quer que ele tivesse a dizer. Soltou a respiração quando já não estava mais a vista do moreno e não conseguiu impedir algumas lagrimas que escorreram por seu rosto.

— Por Kami, Hinata. – sacudiu a cabeça. – Não seja tão chorona e idiota. – secou as lagrimas e continuou o caminho até o refeitório, tentando voltar seus pensamentos de volta ao que escolheria para comer, sobrepujando a pergunta que tomava sua mente: O que pensara seu pai ao vê-la?!

Hiashi sacudiu a cabeça sabendo que a mais nova continuara o caminho que fazia. Não podia ter tido uma miragem, não é mesmo? Só se ele estivesse ficando louco. Fechou os olhos concentrando os pensamentos. Se ela veio mesmo a escola, numa segunda de manhã, teve aula com quem? Yamato. Caminhou até a sala que sabia ser do amigo e sorriu quando o encontrou ainda apagando a lousa.

— Hinata... – disse chamando a atenção do amigo anteriormente distraído. – Ela veio aula hoje? –Yamato assentiu, iria contar-lhe isso assim que chegasse até a sala dos professores. – Serio?

— Sim. – respondeu. – Eu ia te falar que ela estava aqui e que parece muito bem. – Hiashi assentiu, concordando.

— Eu a vi no corredor. – explicou. – Ela parece mesmo bem. – disse aliviado. Ver a menina tão bem o aliviara tanto.

— Falou com ela? – negou com a cabeça, mas falaria. Se ela estivesse em sua aula na sexta, certamente, falaria. – Então fale. – assentiu sorrindo ao amigo antes de deixar a sala. Sua filha voltara a ir as aulas, sem sua imposição, por vontade própria, nada poderia tê-lo deixado mais feliz.

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Naruto sentara em sua cadeira pela primeira vez depois de um dia agitado. Edições mensais, estava começando a odiá-las. Levou a mão até a testa e massageou as têmporas, aliviando sua dor latente. Agora que repousara pensava na morena, como estaria sendo seu primeiro dia de voltas as aulas? Esperava que estivesse ótimo, sorriu.

— Que sorrisinho besta é esse ai? – o loiro olhou para frente, surpreendido pela voz que parecia estar tão próxima, deparando-se com Sasuke. – Vamos, me conte, está saindo com alguém? É aquela menina do restaurante? Ela está na sua.

— Não estou saindo com ninguém. – disse, pela décima quinta vez, Naruto. Ele não pensara nisso desde Shion, não se imaginava gostando de ninguém como gostara da loira. Sorriu tristonho.

— Tem que esquecer aquela sua ex lá. – disse o moreno, sentando-se na cadeira vazia em frente a mesa. – Nada melhor do que sair com alguém. Deixa eu te arrumar umas gatinhas, eu conheço um monte disponível. – sorriu cafajeste lembrando-se das meninas que largara por Sakura.

— Minha vida já está complicada demais pra pensar em namoro, mas se perguntar do almoço eu topo ir com você, to morrendo de fome. – ele queria trocar de assunto, também queria almoçar, podia sentir seu estomago roncar.

— Eu ia com o Gaara, mas acho que ele arrumou outra companhia. – apontou para a mesa de Ino, onde o ruivo estava.

— Já te disseram que você é muito fofoqueiro, Sasuke? – pegava o casaco sobre a cadeira, colocando-o antes de sair. Sasuke deu de ombros, descobrir coisas para Sakura o deixara assim, mas levando em conta que foi assim que se aproximaram, valera a pena.

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Hinata chegara em casa e após um longo banho deitou-se em sua cama, com a TV ligada, para compensar o silencio do enorme apartamento vazio. Sentia sono e poderia facilmente dormir, mas uma vontade tomava conta de si. Mordeu os lábios, seria feio entrar no quarto de Naruto sem ele estar em casa? Sorriu, e se fosse ela se importaria? Não, não mesmo.

Levantou-se e caminhou até a porta do loiro, abrindo-a lentamente, temendo estar trancada. Sorriu ao ouvir o estalo que o trinco fez ao se abrir, sorte. Entrou e levou a mão ao queixo, perguntando-se onde ele poderia guardar uma foto. Guarda roupa? Talvez. Abriu as enormes portas brancas e pretas e procurou atentamente, inclusive nas gavetas pequenas, mas nenhum sinal. Droga! Analisou o quarto mais uma vez. Cômoda? Era provável. Rodou todas as gavetas, tirando tudo do lugar, obviamente, colocando de volta como estava para que o loiro não percebesse.

Quando abriu a primeira gaveta encontrou alguns documentos e embaixo deles estava uma foto de Naruto com os pais, tão felizes na foto quanto ela vira ser na vida real, e sorriu. Certamente, serviria para seu propósito. Arrumou as coisas, deixando tudo como estava e saiu do quarto fechando a porta.

Entrou em seu quarto separando do armário as coisas que tinha comprado para desenhar, colocando sobre a cama, e pegou uma foto sua com o pai que levava na carteira antes de se sentar, confortavelmente, sobre a cama. Analisou bem as duas fotos, os dois rostos, e passou a desenhar rapidamente sobre a folha em branco.

Mordia os lábios, concentrada, apagando hora ou outra, retocando os traços que julgava errado. Não via a hora de terminar de unir as características dela com as do loiro e começar a acrescentar os detalhes que viriam de sua imaginação, como a cor dos olhos e dos cabelos. Quando terminou, afastou-se da folha observando atentamente os dois desenhos que havia feito e sorriu satisfeito, matara sua curiosidade e estavam particularmente lindos.

Olhou para o relógio e arregalou os olhos. O dia passara e ela sequer sentira, de tão distraída que estava. Largou as coisas sobre a cama e levantou-se para preparar algo para ela e o loiro jantarem. Sabia que se não fizesse ele compraria algo, até porque se comesse massa mais uma vez voaria no pescoço do Uzumaki. Não agüentava mais comida italiana.

Abriu os armários e por sorte tinha feito Naruto comprar algumas coisas. Prepararia um ensopado de frango com repolho, estava com vontade de comer e era bem simples e rápido. Separou os ingredientes, colocando-os sobre o balcão, a comida logo estaria pronta e seria bem a tempo já que começava a sentir fome.

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A morena deixava a panela da a ultima fervida quando Naruto chegou. Ele atravessou a porta, curioso pelo cheiro gostoso que chegava ao corredor. A primeira coisa que fez ao entrar foi encaminhar os olhos para a cozinha, sorrindo ao ver que a morena terminava o jantar. Amava comida caseira.

— Fez comida? – perguntou animado. Ela deu de ombros.

— Por sorte eu fiz pra você também. – respondeu brincalhona, o fazendo rir sem graça. – Vai jantar agora? – ele assentiu, não tivera tempo pra respirar no trabalho depois que voltou do almoço. – Então faça a mesa!

Naruto largou a mochila lateral sobre o sofá e apressou-se até a cozinha pegando dois dos poucos pratos para arrumar a mesa. Sorria, pois lembrava-se que fazia o mesmo para a mãe quando chegava da faculdade. Ele ajeitou tudo e se sentou, para esperar a morena, que chegou a mesa com a panela do que preparara.

— Como foi seu dia? – ele perguntou enquanto se serviam.

— Foi bom e o seu? – ela retribuiu a pergunta, não que tivesse interesse no dia do loiro, mas procurava o que falar já que não havia decidido se o contava ou não sobre o que fizera.

— Agitado, mas pra essa época do mês é normal. – ela assentiu, dando as primeiras garfadas na refeição quente.

— Hina, está uma delicia. – ele comentou, não gostava do silencio e era verdade. — Desde que sai da casa dos meus pais que não comia uma comida tão boa. — Naruto saboreava o jantar. Cada prato que a morena preparava era uma surpresa pra si, pois um sempre superava o outro e ele não tinha palavras para descrever o quanto estava enjoado de comida italiana.

— Obrigada. – respondeu simplesmente. A voz soara indiferente, os pensamentos da Hyuuga estavam distantes, ela ainda perguntava-se se devia ou não mostrar-lhe o desenho, tinha receio de que ele se chateasse por ter entrado em seu quarto para pegar a foto, mas queria tanto saber o que ele acharia.

— Aconteceu alguma coisa? — o loiro não a conhecia muito, mas sabia o suficiente dela para saber que algo a incomodava. Ela estava calada demais, por mais que não falasse como ele, a morena, ao menos, o respondia sempre e entrava nos assuntos que criava. Hinata o encarou, mordendo os lábios, pensativa. — O que houve? – ele insistiu, temia que houvesse acontecido algo na aula.

— Tenho algo pra lhe mostrar. – confessou, deixando a curiosidade vencer seu receio. Ele arqueou as sobrancelhas em duvida. – Já volto. – caminhou até o quarto, rapidamente, pegando o caderno especial que comprara para desenhar e voltou a mesa onde Naruto esperava com o mesmo rosto curioso e confuso de quando ela saíra. – Eu fiz um desenho, quero que me diga o que acha. – esticou o caderno para o loiro, o entregando.

A boca de Naruto abrira instintivamente pela surpresa. Ele não podia acreditar no que via, o rosto de criança lembrava o seu, mas com os traços marcantes da morena, as listras nas bochechas o deixando bem parecido consigo, os olhos azuis, puxados para o lilás tão expressivos que pareciam ser reais. Ele estava vendo seu filho, que ainda sequer nascera. Olhou para a morena, os olhos brilhando pelas lagrimas acumuladas neles.

— Você...? – deixou a pergunta morrer, ela sabia que ele perguntaria se ela havia desenhado o filho deles. Ela assentiu.

— Eu usei nossos traços como base pro rosto, mas os detalhes como os olhos e os cabelos é como eu imagino que vá ser. – respondeu. Ele olhou mais uma vez, sorrindo ao ver os cabelos azulados como os dela.

— Por que desenhou menino? – perguntou, ele acreditava ser um menino, bom, algo em si dizia que seria menino. Será que ela tinha a mesma sensação?

— Também desenhei menina. – levantou o papel lhe permitindo ver a menina loirinha, tornando impossível que Naruto controlasse as lagrimas. – Gostou?

— Estão incríveis. – respondeu emocionado, limpando as lagrimas do rosto, torcendo para que ela não tivesse visto. – Você desenha incrivelmente bem.

— Obrigada. – ela sorriu, orgulhosa do trabalho que fizera e sentou-se em seu lugar para terminar a refeição, agora acompanhado de um Naruto que não conseguia tirar os olhos do papel, pois seus pensamentos vagava para o momento em que ele poderia ver seu filho ou filha de verdade.

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2 de Outubro (Sexta-feira)

A semana passara tranqüila, Hinata passava as tardes desenhando e finalmente o trabalho do loiro estava mais tranquilo, tinha mais tempo para se distrair com os amigos que fizera e já gostava tanto.

A morena se acostumara novamente com a rotina da escola, apesar de que se encontrava bem nervosa enquanto atravessa a porta da sala de aula. Mais uma vez seu coração estava acelerado, suas mãos suavam e sabia que era porque seu pai era o professor que recepcionava os alunos ao entrar.

Caminhou até seu lugar de olhos fechados e prendendo a respiração, como se por um momento aquilo a tirasse da Terra, levando-a para um lugar seguro do olhar de Hiashi, que jurava ser desapontado.

Mas Hiashi, estava feliz em vê-la. Saber que ela fora durante toda a semana para a aula, o deixava ainda mais esperançoso de que a filha estava mudando, melhor, estava mudada. Sorriu ao levantar-se para começar a aula, como queria que passasse rápido, queria poder conversar com Hinata, iria conversar com ela.

Hinata também desejava que a aula passasse rápido, talvez fosse melhor ter ficado em casa hoje. Sacudiu a cabeça, não, ultimamente, andava com mais vontade de fumar que nunca e ficar em casa seria uma tentação desnecessária, até porque na segunda refaria os exames da obstetra. Respirou fundo e fechou a mão, com força. Tinha certeza que passaria rápido, e logo poderia ir para o almoço.

O Hyuuga mais velho explicara tudo sobre a matéria, fazendo pequenas anotações no quadro, para que os alunos anotassem e não esquecessem e quando menos esperava a aula chegava ao fim com o toque do sinal do almoço.

O que para Hiashi fora um piscar de olhos para Hinata fora uma eternidade. Mas finalmente a aula chegara ao fim. Suas mãos suavam, nunca pensou que ficaria mais nervosa do que quando descobrira estar grávida, mas estava nesse momento. Seu nervosismo era tão grande que jurava que poderia vomitar a qualquer momento.

Fechou os olhos e torceu secretamente para que estivesse no apartamento do loiro e tudo isso não passasse de um sonho, não aguentava mais o peso daquele olhar perolado sobre si. Kami, realmente passaria mau.

Respirou fundo vendo os alunos apressados levantarem das carteiras saindo rapidamente para o almoço. Droga! Ela esquecera de pegar o dinheiro da comida. Abriu a mochila e procurava com a mão por todos os cantos o dinheiro que Naruto lhe dera para comer, onde raios havia colocado?! Precisava sair daquela sala.

Enfiou a mão no bolso menor, ultimo lugar em que procurara e suspirou aliviada ao encontrar. Levantou-se com velocidade e caminhou para a porta, sem olhar para trás.

— Espere, Hinata. — o Hyuuga mais velho se pronunciou ao vê-la sair. Queria falar com ela, conversar sobre como estava sua vida, perguntar onde ela vivia e se estava precisando de algo esperara toda a aula por isso. — Eu gostaria de falar com você.

Continua...

Notas finais
E ai? O que acharam? Bom, deixa eu explicar uma coisa a Hina desenhou nossos anjinhos como eles são, só que com os cabelos trocados, Bolt azulado e Hima loirinha, ok?! KKKK Então, por enquanto, é isso! Espero que tenham gostado! Como eu disse, nos proximos voltarei a focar um pouco mais nos outros personagens, mas nesse precisava falar dela kk Espero que tenham gostado, também espero coments :3 Não se esqueçam que eles me mantem motivada a continuar hehe Kissus e até o proximo a todos o/