Pieces of Her
13 Otou-san e eu estaremos esperando vocês.
Notas iniciais
– Nós vamos ser avós. – falou, em meio a um suspiro. Kushina sentiu os olhos abrirem, arregalados e o queixo cair, aquilo era alguma brincadeira? Só podia, e uma brincadeira de muito mal gosto. Olhou para Minato debochada, sua expressão deixava claro que ela desejava que ele falasse serio e não fizesse brincadeiras idiotas como aquelas, mas ele assentiu. – É verdade! – o olhou incrédula.
– NANI? Como assim? EU VOU MATAR O NARUTO! – se levantou, estava atordoada, seus olhos queimavam, talvez, raiva, mas também podia ser pelas lágrimas que queriam sair dele. Bateu com as mãos em punhos na porta do próprio quarto, abrindo-a, e saiu batendo os pés no chão, com firmeza. Seu filho ficara maluco? Perdera a noção? Como assim, ele teria um filho? E pior, como ele mesmo não a contara? Pegou o telefone preto, apoiado sobre a mesinha marrom que ficava no centro da sala, e saiu apertando os botões aleatoriamente, pois as mãos tremiam tanto que não conseguia acertar os números certos.
– Kushina! – Minato correu atrás de sua ruiva. É, sua reação fora a fúria, pensando bem, até melhor do que passar mau, não é? Observou ela sair do quarto, mas correu em sua direção. Podia ouvir seus sapatos socarem o chão enquanto caminhava e tinha medo de como ela trataria o filho se falasse com ele agora. Chegou a sala e viu a mulher batendo o telefone na pequena mesinha de centro enquanto tentava apertar os botões. Droga! Com três passos atravessou o caminho entre eles, abraçando o corpo feminino, por trás. – O que está tentando fazer?
– Eu quero ligar para o imbecil do Naruto! Me ajude, eu esqueci o número! – bateu mais uma vez o telefone na mesa. Droga! Por que justo agora esquecera o odioso número? Como iria xingá-lo, por Kami, ele tinha sorte de estar longe ou então morria de verdade.
– Se acalme, Kushi. – segurou suas mãos, fazendo-a soltar o telefone e girou o corpo feminino na direção do seu, apertando o abraço. A ruiva relutou, puxou o corpo para se afastar dele, precisava ligar pro filho, gritar com ele, mas os braços quentes e confortáveis de seu marido acalmaram o corpo rígido e irritadiço. Ela acomodou-se em seu peito e o abraçou de volta, sentindo os olhos tomados pelas irritantes lágrimas que não conseguiu impedir. Minato acariciou os cabelos longos, assustado ao sentir as lagrimas molharem sua blusa.
– Por que ele não me contou isso? – a voz chorosa doía no coração do marido e ela sabia disso, mas não podia evitar, não conseguia conter o choro. – Ele vai comigo no telefone e mesmo assim não me contou. Por quê? – insistiu na pergunta agarrando-se mais ao corpo masculino. Estava tão triste, seu Naruto-kun, seu bebê, confiou ao pai aquela noticia tão grande, mas não a ela. Tudo bem, ele tinha que confiar no pai, mas, caramba, ela nunca lhe dera motivos para achar que não podia a contar tudo. E logo isso ele a escondeu.
– Me deixa explicar que você vai entendê-lo, amor. – Minato sussurrou beijando a testa da mulher, que respirou fundo em sua frente e deixou o corpo escorregar para o sofá, sentando-se. Encarava o marido, chorosa, esperando que ele explicasse. Lágrimas ainda saiam de seus olhos e a vontade de ligar para o filho e gritar com ele, ainda tomavam seu interior, mas por Minato tentava se controlar. Ele mordeu os lábios, estava nervoso, agora vinha a pior parte da história. – Bem, pra começar a mãe é uma menina chamada Hinata... – Kushina arregalou os olhos, lembrava-se bem daquele nome.
– Não é a nova namorada dele? – perguntou confusa e ainda mais irritada. Ela até já sabia que eles namoravam então porque não falar que teriam um bebê e ele merecia umas tapas, no mínimo, sentiu os olhos faiscando de raiva. Como estavam juntos a tão pouco tempo e ele já tinha engravidado? Esse não fora o homem que ela criou.
– Calma, não tire conclusões... – ele percebeu que ela estava alienada, não prestava atenção no que ele falava. Suas caretas mudavam enquanto discutia internamente, ele a conhecia muito bem. – Não é tão simples. – ela semicerrou os olhos, o loiro sorriu, conseguira a atenção dela novamente e agora ela estava confusa, o que tinha além dele ter engravidado a namorada nova? Kami! – Assim que chegou na cidade, Naruto saiu com um grupo de colegas para comemorar sua promoção... – começou contando da mesma forma e com as mesmas palavras que o filho lhe disse. Esperava que ela conseguisse o entender e, principalmente, ajudar o mais novo com a morena, afinal só as mulheres entendem outras mulheres.
...
– E ai, quem vai querer lamen? – perguntou Kiba, animado, levantando os braços e os sacudindo para ver se conseguia a atenção de algum atendente, ele estava morrendo de fome. Os amigos riram, parecia um retardado balançando de um lado para o outro daquele jeito, mas Naruto, no fundo, estava tão desesperado para pedir a comida quanto ele. Sentia seu estomago roncar, ainda mais agora com aquele cheiro de lamen de porco que estava tomando todo o restaurante. Respirou fundo e virou-se para trás, tentando ver se alguém se aproximava da mesa de madeira lotada pelos amigos, seus olhos conseguiam reconhecer Ayame, a garçonete que sempre o atendia no almoço, mas ela olhava para baixo e carregava no colo pilhas de tigelas. – Ei, você! Atende a gente, por favor! – a voz alta parecia um grito e chamava atenção.
– Pare de gritar, Kiba! – reclamou Sakura se pronunciando, pela primeira vez, desde que chegaram ao restaurante.
– Eu estou com fome! – a voz alta veio acompanhada dos braços que foram soltos sobre a mesa causando um barulho alto. Os olhos na morena, que tentava equilibrar o peso dos pratos, alcançou a mesa e seu rosto corou ao ver o tão interessante loiro a encarando, sorrindo e esperançoso. Sim, esperançoso! Ele tinha esperança de que os pudesse atender, estava com tanta fome que sentia que passaria mal a qualquer momento. Ela apressou o passo até o balcão, largando o que segurava e voltou a direção do olhar azul. Com os dedos rápidos prendeu um mecha atrás da orelha e sorriu tímida olhando para o chão antes de caminhar até o loiro e seus amigos.
Kiba já tinha percebido que ela chegaria logo ali e sorria malicioso ao analisar o clima, na verdade, não só Kiba, todos. A intenção estava clara nos gestos dela quando avistou o loiro. Sasuke bufou, todo mundo percebera, menos o loiro o burro. Sacudiu a cabeça, bufando, quando Naruto iria perceber? Ela era linda, seria uma boa chance para ele. Sakura olhou para o moreno que viajava em pensamentos e inclinou a cabeça para a lateral, o que será que ele pensava?
– Boa noite, posso anotar os pedidos? – perguntou, sorridente, apesar de seu corpo e os olhos fixados em Naruto ela tentava parecer falar com todos.
– Eu quero um lamen de porco. – Naruto falou primeiro, seus amigos, especialmente Kiba, queriam pedir também, mas os olhos com que Ayame olhava para o loiro, sei lá, sentiam-se como velas, naquele momento. Ela sorriu assentindo, delicadamente e anotou o pedido no bloquinho amarelo que retirara do bolso do avental.
– Eu quero o mesmo. – disse Kiba, ele ficava calado, esperava do loiro uma atitude, uma frase, qualquer coisa que devolvesse o interesse que a moça tinha nele, por isso não quis atrapalhar, mas agora eles só se encaravam, Naruto sorrindo como um tapado e ela com as bochechas cada vez mais coradas. Queria comer, droga! A morena suspirou antes de olhar para o moreno, sorrir gentil e forçadamente, e anotar seu pedido. Por que o loiro nunca ia até lá sozinho? Seria mais fácil de falar com ele, afinal.
– Eu quero um de vegetal. – Ino pediu, não comeria porco aquela hora da noite, acabaria ficando muito pesada. Mais uma vez a garçonete sorriu e anotou, mas o pouco tempo entre um pedido e outro repousava seus olhos no loiro, ele era tão lindo e o sorriso tão brilhante. — E um chá. – completou Ino, não beberia hoje, queria ficar sóbria, bem sóbria, para a conversa com o ruivo ao seu lado, senão acabaria por lhe falar que era sexy ou algo do tipo.
– Eu quero sakê. – Sasuke anunciou e Gaara sorriu estendendo o dedo para mostrar que também queria um. Sai não disse nada, sequer olhava frente, seu rosto focava-se, totalmente, no bloco que tinha no colo e o lápis sequer um momento ficava no mesmo lugar, qualquer um que olhasse veria que ele estava fazendo um retrato perfeito daquele lugar e dos conhecidos a mesa, numa velocidade surpreendente. – Quer o que Sakura? – ela deu de ombros, não estava com fome, então não queria nada, queria poder aceitar o pedido do moreno para ir a seu apartamento, se fazer de difícil estava ficando, literalmente, difícil. Ayame assentiu e guardou o bloco no avental azul, lançando mais um sorriso para o Uzumaki saiu dali, por mais que quisesse ficar ao menos o admirando, não podia né?! Atrapalharia a privacidade dos clientes.
– É só minha imaginação ou tem alguém aqui gamadinha no Naruto? – Ino não pode controlar comentar sobre aquilo, estava na cara o interesse da garçonete e ela era bem bonita e pelo que Sasuke contara ele não tinha nada com a tal Hinata, mãe do bebê, então por que não a menina dali?! – O que você acha dela Naruto? – Naruto apertou os olhos. O que achava dela? Como assim? Nas poucas palavras que trocaram sabia que ela era filha do dono e que parecia ser uma boa pessoa, mas acha as informações tão pequenas que não podia dizer mais. Deu de ombros. – Serio isso? – Ino perguntou, a coitada se derretia para ele em frente a todos sem nem disfarçar, e ele dava de ombros? Jura?
– Ele ainda não percebeu que ela gosta dele. – disse Sasuke vendo o loiro bufar, Naruto não entendia de onde o amigo tirou aquilo. Devia ser um problema da cidade grande, ninguém pode ser gentil com o próximo que eles já acham que é interesse físico, que coisa irritante! Os amigos na mesa riram, só podia ser brincadeira, não é?! Todos ali haviam percebido estava na cara, como ele ainda tinha duvidas? Naruto era mais lerdo e inocente do que eles imaginam.
– Porra, Naruto, ta tão na car...
– Você é bem fofoqueira, hein? – sussurrou Gaara próximo ao ouvido dela para que só ela ouvisse, interrompendo-a. Ele percebia que qualquer assunto que puxavam ela sabia e/ou se intrometia, a loira era daquele tipo de mulher que sabia um pouco de tudo da vida do outro. Ino o encarou e sorriu debochada, ele não tinha nada a ver com aquilo, ela ser fofoqueira ou não, não interferiria em nada no que ela queria fazer com ele. Sim, podia soar apressado, mas ela queria ir pra cama com ruivo! Era uma mulher sozinha, que não tinha ninguém já há algum tempo e como aquele homem era sexy. Mordeu os lábios e ele enrubesceu, tudo bem que ela não iria para a cama com ele hoje, mas um dia, sem duvidas. Ele sorriu, não gostava de mulheres fofoqueiras, como estava vendo que Ino era, afinal ele achava que cada um tinha que cuidar de sua própria vida, mas aquela leve mordida nos lábios o excitou, levemente, mas excitou. Seu corpo era lindo, seu rosto sensual e há anos não tinha uma mulher em sua cama, afinal cuidara do irmão por tanto tempo. Quem sabe não seria com ela, né?! Quem sabe.
Naruto sorriu ao ver chegar Ayame e seu pai com os pedidos deles, sorriu. Finalmente, estava cheio de fome e querendo ou não sabia que precisava voltar para casa, logo. Nunca se lembrava até que horas Asuma trabalha e temia que ficasse sem seu motorista. Pegou junto aos amigos o que pedira para comer servindo-se. Kami, como aquilo era bom! Esvaziou a boca e pediu mais um antes mesmo de acabar o que comia, arrancando boas risadas dos amigos.
...
Soltou as pernas, deixando-as tocar o chão, sentia a coluna doer por ficar tão tempo em posição fetal e seus olhos ardiam de tanto que havia chorado! Que coisa mais ridícula era chorar dessa forma, passava em sua mente, ela parecia um bebe chorão assim e não podia. Aquilo só mostrava fraqueza e era o que menos queria. Limpou o rosto com as costas das mãos, mas falhou em tentar tirar as marcas de lagrimas secas que estavam ali. Respirou fundo, tudo bem, um banho faria aquilo sair, sem duvidas.
Olhou para o apartamento, virado de cabeça para baixo, e sentiu repulsa. Que coisa nojenta era aquela no chão? Talvez um pedaço da pizza que pediram, eca. Deu de ombros, que ficasse um nojo, não era seu mesmo, Naruto que se virasse para limpar. Ta, tudo bem, ela que sujara, bem, seus amigos, mas o loiro não batera no peito falando que a casa era sua, então ele que arrumasse a porra do apartamento, não levantaria um dedo! E aí dele se reclamasse, porque deixou claro que o único trabalho dela era cuidar do filho dele e blábláblá. Levantou a mochila, outrora jogada no chão, e caminhou lentamente ao quarto olhando para o relógio em sua parede. Semicerrou os olhos, que estranho o loiro ainda ter chego, estava tão tarde, mas era bom, pelo menos, assim ele não a vira em seu momento de fraqueza, não é?
Largou as roupas no chão, aonde passava caminhando ao banheiro, precisava de um banho de gelada, talvez colocasse sua mente no lugar e amenizasse a dor de cabeça que sentia, afinal ainda não sabia se tomara mesmo a decisão certa. Nunca se sentira tão confusa, não desde que percebera que por culpa do pai crescera largada e sem mãe, sacudiu a cabeça, droga! Entrou no boxer e ligou a água sobre a cabeça, deixando-se molhar completamente. Olhou para baixo admirando o próprio corpo enquanto receosamente e com as pontas dos dedos tocou a barriga que logo estaria tão esticada que se sentiria prestes a explodir, como a mulher da clinica. Suspirou frustrada! Não queria ficar daquele jeito, não mesmo! Nunca se viu com um corpo que não fosse o seu, atualmente, mas sabia que ficaria, pois só de pensar e se questionar mais uma vez sobre o aborto sentia o estomago embrulhar e o enjôo tomar conta de si.
E não aquele enjôo por culpa da gravidez, não! Aquele que mostra que você sente nojo de si mesmo! É, era isso que sentia! E sabia que não ia conseguir, independente de quanto tentasse, merda, merda! Se fosse esperta o bastante, como mostrava aos amigos ser já teria resolvido esse problema na vida dela. Olhou para a cima e reclamou sentindo a água cair dentro de seus olhos. Burra, Burra! Esqueceu que estava embaixo do chuveiro, fechou os olhos apertados e quando os abriu voltou ao ventre, não sabia ao certo o que sentia em relação ao bebê agora. Talvez fosse algo bom, apertou os dedos contra a pele macia da barriga, perguntando-se se conseguiria sentir alguma coisa, e talvez, fosse algo ruim, não sabia mesmo! Só sabia que tinha vontade de chorar ao lembrar do lugar de onde estava voltando.
Fechou o chuveiro e enrolou-se na toalha, podia comer alguma coisa antes de deitar, mas, sinceramente, não queria e, mesmo sem motivo aparente, talvez pelo choro excessivo sentia-se cansada, muito. Tocou a cama macia com a mão esquerda e sorriu. Deitaria, sem duvidas, jogou o corpo sobre a mesma e deixou-se relaxar dormindo, correndo o risco de pegar uma gripe pela toalha molhada em volta do corpo, no ar condicionado ligado.
...
Saiu do carro, sorrindo, a noite fora tão divertida com os amigos que nem acreditava que era mesmo o final do mesmo dia em que se estressara tanto, suspirou, agradecia a Kami todos os dias por trabalhar onde e com quem trabalhava. Hoje, se não fosse eles, estaria perdido e, com certeza, teria brigado com a morena de novo. Acenou para Asuma, despedindo-se sorridente e entrou no hall, agora, completamente vazio, mas, pelo menos, as luzes permaneciam acessas.
Chegou ao seu andar e apertou a bolsa contra o corpo, parecia sentir algo vibrar em seu corpo e só podia ser o celular, não é mesmo? Apertou mais a bolsa preta contra a perna direita para confirmar se vinha dali a vibração ou o sono o estava começando a deixar, completamente, louco, o que não era muito difícil, estava a tanto tempo sem ter uma boa noite de sono. Sorriu, não! Não estava mesmo louco o celular vibrava loucamente e o a hora que marcava em seu pulso podia explicar, era tarde e a única pessoa que teria motivos para lhe ligar era a Hyuuga, por ele não ter chego ainda. Respirou fundo e girou a chave na porta, não atenderia, já que quando abrisse iriam encontrar-se visualmente.
Abriu a porta e não viu a morena, respirou fundo e fechou os olhos com força, aquele apartamento estava um nojo. Sacudiu a cabeça e largou a bolsa no sofá passando a procurar a Hyuuga em algum lugar da casa, mas não parecia que ela estava na varando, onde costumava ficar para fumar. Ahhh, se a pegasse fumando, com toda certeza, se revoltaria e tomaria o cigarro de sua mão, estava completamente decidido a não deixá-la fazer mais aquilo. Olhou bem para o vidro do lado de fora e mordeu os lábios, confuso, realmente, não tinha ninguém ali.
– Hinata? – chamou, a voz alta para que ela pudesse ouvir de outro cômodo. – Eu já cheguei! – se tivesse em Konoha poderia ouvir os sons dos grilos naquela casa. Onde ela estava? No quarto? É provavelmente. Pegou a bolsa e seu celular já não tocava mais, teria ela ouvido seu aviso? Ou desistido de saber quando chegaria? Deu de ombros, passaria no quarto dela de todo modo. Prendeu a bolsa no ombro, sem atravessá-la no corpo, dava mais trabalho e seria rápido mesmo, parou em frente a porta e sentiu o ar saindo e tocando seus pés cobertos pelo sapato, estava gelado. Girou a maçaneta e sorriu, levemente, corado a visão que teve. Ela dormia, enrolada na toalha que secara do banho, estava encolhida e o pequeno corpo tremia. Aproximou-se lentamente da cama, puxando a coberta presa aos pés da cama, para cobrir-lhe o corpo, depois de ajeitar perfeitamente não pode evitar sorrir encarando seu rosto, um sorriso tristonho, mas ainda assim um sorriso. – Dormindo você parece um anjo. – sussurrou, tocando a pele branca da bochecha levemente. – Pena que quando está acordada não é assim, também. – respirou fundo aumentando um pouco a temperatura para não deixar que ela congelasse e saiu.
Bom, sabia que não fora Hinata quem lhe ligara, ela parecia estar no quinto sono, senão acordaria com sua presença. Quem seria? Entrou em seu quarto e jogando os sapatos longes, suspirando de alivio, sentou-se a ponta da cama e caçou dentro da bolsa aberta o celular. Quando o achou engoliu a seco, era sua mãe! Teria seu pai contado?
...
Kushina estava um tanto agitada, Kami, não conseguira acreditar na história que o marido lhe contara, serio! Como seu filho se metera naquela confusão? Sempre fora tão quietinho! Respirou fundo, mas fazer o que, todos cometem erro, não é?! Tudo bem que ainda acertaria sua maior frigideira na cabeça loiro por não ter ele mesmo a contado, mas faria o possível para ajudar o filho, na verdade, se necessário, faria o impossível, também. Ficara orgulhosa quando o marido a contou sobre a reação do loiro, sabe, como ele assumira suas responsabilidades, mas estava a ponto de arrancar os próprios cabelos para poder entender o que aquela menina tinha na cabeça! Tudo bem, ela não queria o filho, estava numa situação ruim, mas isso não lhe dava o direito de machucar seu neto. Queria falar com ela, pessoalmente, mas que para isso fosse possível seu filho precisava atender a porcaria do celular, coisa que ele não fazia!
Olhou para o celular, bufando frustrada, e depois voltou os olhos para o corredor, prometera a Minato que só ligaria para Naruto de manhã, mas depois que ele dormiu não conseguiu resistir, precisava falar com o filho, sobre a morena e o que ele iria fazer. Imediatamente, mas ele não atendia, que droga! Pra que um celular se não atendera? Bateu na testa, tudo bem, talvez ele tivesse dormindo! Não, tinha que atender! Acendeu a tela do celular, preparando-se para ligar, de novo, mas o celular em sua mão começou a vibrar e o rosto do filho aparecer no identificador. Sorriu.
– Oi okaa-san. – a voz tenebrosa, ele tinha medo de qual seria sua reação, mordeu os lábios. – O que quer falar comigo? – Kushina respirou fundo tinha vontade de gritar com ele por não ter a contado, sentia-se realmente magoada com isso, mas agora tinha que ser rápida, tomaria uma bronca se o mais velho a pegasse no telefone.
– Eu quero te ajudar, filho. – Naruto arregalou os olhos. Serio? Assim tão fácil? Sem grito? Parada cardíaca? Parecia até mentira. – Mas eu preciso que você traga Hinata para cá, quero poder conversar com ela, pessoalmente.
– Esse sábado é minha folga Okaa-san. – respondeu, ele não discutiria, sua mãe saberia colocar um pouco de juízo naquela mente desmiolada.
– Então venham este final de semana, ok? Otou-san e eu estaremos esperando vocês. – disse rápido e despediu-se desligando, ouvira um barulho no quarto e podia ser pega. Naruto sequer despediu-se da mãe, só assentia, esquecendo-se que ela não podia ver, e engolia a seco. Concordava em levar a morena, o problema seria convencer a morena a ir. Droga!
Continua...
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