Pieces of Her
6 Consequências.
Notas iniciais
– Só falar quando... – respondeu engolindo a seco, sabia que seria importante e sabia que o lema: “O que acontece na boate, fica na boate” era fácil demais. Tão fácil, que não poderia ser verdade. Oh Kami, que não fosse nada grave! – E onde.
– Em qualquer lugar, só precisa ser hoje. – sairia da casa de seu pai para ir encontrá-lo e depois para casa de Konan, ligaria para ela e pediria para passar uns dias, até resolver o lance do bebê, ela morava sozinha, era a mais velha das amigas que tinha, e não seria um problema pra dividir por um tempo, pelo menos, era isso que a Hyuuga esperava. Senão, não teria mesmo pra onde ir, não iria para seu primo e ouvir o mesmo de sempre.
– Lembra onde é meu trabalho? – com um som ela afirmou, lembrava-se que ele trabalhava na revista Senju, ela lia antigamente. – Tem uma lanchonete aqui em frente, pode ser nela? – a careta voltou ao rosto do loiro, era aquela lanchonete horrível onde Sasuke o levara, mas era o único lugar perto o bastante para poder falar com a morena e não sofrer uma bronca por sair antes da hora no trabalho.
– Tudo bem. – confirmou, não deveria ser difícil achar uma lanchonete em frente ao prédio da revista, afinal, só torcia para que não cheirasse a óleo. Só de pensar seu estomago embrulhava e lhe dava vontade de vomitar. – Chegarei às 15h. – desligou o telefone correndo ao banheiro, parece que só de pensar naquele cheiro de gordura e óleo ele se impregnara em suas narinas, deixando-a enjoada. Levantou-se do vaso e lavou a boca, como aquilo era nojento e esses enjôos irritantes.
...
Naruto ouviu a chamada se encerrar e olhou para o relógio 1h30m, era o que demoraria para ela chegar, então compensaria o tempo que passaria fora adiantando todo o trabalho que tinha pra fazer e sabia muito bem onde tinha que ir: Sétimo andar, designer da revista, tinha que ver a capa da revista, o prazo para a entrega estava próximo. E deveria lembrar-se da reunião com a diretoria, a primeira desde que fora contratado. Respirou fundo, ele pensava em muitas coisas, mas sua mente sempre parava na Hyuuga, o que ela teria para falar com ele tão urgente? Bateu na mesa com os dedos, tentando se acalmar, mas o barulho só o deixou ainda mais agitado. Levantou de uma vez e tirou o blazer, jogando sobre a cadeira, estava calor.
– Ino? – chamou quando passou pela mesa da loira. Ela levantou os olhos dos papeis que fingia ler e sorriu envergonhada, torcendo para que ele não tivesse percebido que ela ouvia seu telefonema, não tinha como não, ela estava curiosa, queria saber quem era a tal Hinata.
– Sim? – respondeu, tentava sorrir da melhor maneira que podia, mas não tinha como negar que estava nervosa, se ele tivesse visto levaria uma bronca e com razão, não devia espionar a vida do chefe.
– Anota pra mim, e não me deixe esquecer, que terá reunião com a diretoria da revista quinta? – controlou-se para não suspirar aliviada, ele não vira, sorte. Assentiu e arrancou uma das folhinhas colantes de seu bloquinho rosa anotando sobre a reunião. Naruto já seguia seu caminho para o elevador, mas parou, lembrando-se que não dera a informação completa. – Começa às 13h. – falou um pouco mais alto para que ela ouvisse sem ter que voltar. Ino, era eficiente e trabalhava ali há muitos anos e sabia que normalmente as reuniões começavam esse horário, então até já anotara antes de colar no painel que tinha em sua frente. A cor forte da folha não deixaria que ela esquecesse e assim não esqueceria de avisar ao chefe. Sorriu e suspirou, deveria aprender controlar sua curiosidade, porque não conseguiria parar de se perguntar: Quem era Hinata? Naruto entrou no elevador e bateu na própria testa, ele tinha esse vicio, e precisava se concentrar no trabalho. Apertou o botão do sétimo andar e respirou fundo friccionando as sobrancelhas, não conhecia o pessoal daquela parte da revista ainda. Ouvira certa vez Sakura falar de um designer chamado Sai, mas nunca o vira, nem mesmo no almoço.
As portas do elevador se abriram ele saiu caminhando pelo andar. Falação, telefones e pessoas trabalhando, bom, pareciam estar, pelo menos, como qualquer outro andar. Caminhou olhando para os lados e sorriu quando achou a porta com a palavra que ele procurava, entrou.
– Oi? – perguntou o moreno branco e magricela sentado a mesa, tentava terminar uma capa, mas seu companheiro de trabalho roncava sobre o teclado, o que dificultava seu trabalho. – Está perdido aqui? – nunca tinha visto aquele loiro por ali, mas, também, da forma como a empresa estava contratando gente nova, era pedir demais que ele lembrasse de todos, ultimamente mal lembrava os desenhos que tinha que fazer para as capas originais enquanto via Shikamaru editar e selecionar as fotos. Bufou, tinham que ter salas separadas.
– Eu sou o novo Editor chefe e chegou até mim o prazo da capa, mas ela não... – explicou, vendo o homem a sua frente arregalar os olhos e engolir a seco. Putz! Aquele era seu novo chefe e ele nem fazia idéia. – Esqueceram o prazo? Estão atrasados? – com o cotovelo ele tentava acordar Shikamaru, não ficaria bem ser visto dormindo.
– Esse desenho está ótimo. – disse o moreno quando se sentiu ser cutucado. Falara sonolento e no automático, Sai sempre o acordava pra perguntar dos desenhos. O moreno bufou, bem que suspeitava que Shikamaru respondia no automático, dizia a mesma coisa em todos os desenhos. Naruto pigarreou, chamando atenção deles e Shikamaru levantou a cabeça surpreso ao ver o chefe em sua frente. Ele já o conhecia, bom, de boatos, mas conhecia.
– Prazo? Capa? Tem algo a dizer? Algum dos dois? – insistiu Naruto, ele sentia vontade de rir dos dois, mas precisava mesmo saber sobre o prazo.
– Estamos atrasados, mas no prazo. – disse Sai. – Te enviaremos por e-mail até amanhã. E eu sou Sai, cuido dos desenhos e dos designers originais pra revista e esse Shikamaru, faz edições e as coisas mais inúteis. – Shikamaru só o encarou, não ligava para seu comentário. – Senta ai... – empurrou com o pé a cadeira, anteriormente embaixo da mesa, para o loiro. — Que eu te mostro o que temos até agora! – Naruto pensou e olhou para o relógio do pai em seu pulso, ainda tinha tempo e, apesar de, não saber nada sobre o trabalho que faziam, adoraria ver como estava ficando.
...
– Então, posso ficar uns dias ai na sua casa? – ela acabara de explicar para Konan o que acontecera com o pai, também, sobre o exame e esperava a resposta.
– Pode, Hina. – respondeu. – Não vai me atrapalhar se ficar, só que se pretender morar aqui vai ter me ajudar nas contas. – mau podia pagar suas próprias contas, sem falar que bancava tudo para o namorado que ainda estava no colegial, então mais uma pessoa, mais prejuízo, a amiga teria que pagar.
– Tudo bem. – Hinata estava aliviada, se ouvisse qualquer resposta negativa estava ferrada. – Eu vou me encontrar com alguém agora e depois me ‘mudo’. – as amigas não sabiam de Naruto, sabiam que ela passara a noite com alguém, um mês antes, mas não com quem. Nunca perguntavam isso, não era relevante. A mais velha respondeu com um som afirmativo e desligou o telefone, estava no trabalho. Trabalhava como garçonete até as 20h e costumava fazer faculdade de administração, mas depois que conhecera Yahiko, eles saiam todas as noites e ela nem lembrava quando fora a ultima vez que assistira a aula.
A morena levantou-se e olhou na mochila para ver se estava o que precisava por um tempo e viu que sim, não levaria quase nada porque não queria ter coisas de seu pai com ela. Ele que ficasse com tudo, agora teria a vida que sempre quis ter, seria livre para ir e vir e duvidava que voltasse aparecer naquela escola ridícula. Tirou os shorts que usava e os trocou por uma calça jeans e sapatilhas bege, ficou com a mesma blusa clara que usava, a revista era um pouco longe, não era legal ir de short. Pegou a mochila e enfiou o celular no bolso, estava pronta para ir embora.
Passou pela cozinha e bebeu um pouco de água olhando no relógio, ainda tinha mais de 40 minutos para chegar. Guardou as coisas na geladeira branca e foi até o quarto do pai, que para sua sorte estava destrancado, abriu a gaveta do criado mudo e dentro do livro pegou o dinheiro que precisava para a passagem. Nunca mais pegaria dinheiro com ele, então não faria mal. Saiu da casa, traçando-a e jogou a chave por de baixo da porta. Assim como Hiashi mandara, ela estava indo embora. E, sem olhar para trás, ajeitou a mochila nas costas e respirou fundo, era mesmo melhor assim.
Caminhou até o ponto de ônibus próximo a casa do pai, procurava pelas placas uma rua próxima ao trabalho do loiro, nunca fora para aquele lado da cidade sozinha antes e Yahiko sabia todos os ônibus, então não se preocupava em aprender, iria mudar isso, tinha que aprender a andar sozinha se quisesse arrumar um emprego em breve. E iria, seria como Konan, sairia quando desejasse sem ter que dar explicações a ninguém.
...
Naruto gostava das opções de capa que lhe era mostrada e não entendia o porquê deles ainda não terem mandado ao seu e-mail, não pareciam incompletas, mas não iria discutir com o moreno, era o trabalho dele afinal e não gostaria nada que lhe dissessem como fazer seu trabalho. Olhava as imagens atentamente, mas não estava focado nas coisas que ambos falavam, bom, mais Sai, Shikamaru só sussurrava alguma coisa vez ou outra, pensava em Hinata, no que ela queria lhe falar e olhava para o relógio, no pulso, de 5 em 5 minutos. Suspirou, olhando-o mais uma vez, estava na hora, Hinata já estava chegando.
– Bom, tenho que ir trabalhar! Não esqueçam de me enviar essas capas logo. – Se levantou e cumprimentou os colegas de trabalho, despedindo-se antes de sair.
– Até mais, Naruto. – Sai acenou, sorrindo. Sem dúvidas, Naruto era um bom chefe e parecia ser bem tranqüilo também, isso tornava o trabalho mais fácil, sabe, sem pressão.
Naruto estava mais tranqüilo com o trabalho, tinha resolvido algo importante e sabia que a edição semanal estaria pronta, como sempre, e assim evitaria problemas na reunião de quarta, mas agora tinha que resolver outra coisa, que sequer sabia o que era e que não saia de sua cabeça. O que ela tinha a lhe falar? Respirou fundo saindo do prédio e atravessou a rua, apressadamente, sem esperar o sinal fechar. Sorriu, estava começando a se acostumar com o ritmo da cidade grande. Em Konoha, os pedestres só atravessam quando o sinal fechado, mas ali era diferente e agora sabia disso.
Abriu a porta ouvindo o sininho, que ficava pendurado a ela, tocar. Olhou para o salão e identificou os cabelos azulados na ultima mesa. Não hesitou em caminhar até ela, enquanto coçava a nuca, envergonhado, ainda não sabia como olhá-la, sei lá, era estranho para ele saber que já tinham feito tudo aquilo e mau se conheciam.
– Oi. – disse para chamá-la a atenção antes de se sentar. Hinata olhou para o loiro e tentou sorrir, apoiava uma mão sobre a outra na mesa e tentava controlar-se, mesmo que não quisesse assumir, estava nervosa, não acreditava ainda no que tinha para contá-lo e se seu pai soubesse qual destino queria para aquela gravidez a expulsaria de casa outra vez. Mordeu os lábios, tentava pensar nas melhores palavras, tinha que ser delicada, podia achar o loiro diferente de muitos homens, mas não podia ter certeza e ninguém gosta quando o assunto envolve filhos e dinheiro. – O que tem para me falar? – perguntou gentil, conseguia ver que ela estava nervosa e isso fazia seu coração bater rápido, oh Kami, o que podia ser?
– B-Bem... – começou, mas parou para respirar fundo deixando o loiro ainda mais nervoso. Ele não podia sequer imaginar o que seria. Caramba, todo aquele suspense estava acabando com ele. – Eu to grávida! – disse rápido de uma vez só e de olhos fechados não viu quando os de Naruto se arregalaram, ele podia jurar que estavam maiores que seu próprio rosto.
– N-N-Nani? – a voz não saia completa, falhava, seu coração falhava, suas mãos suavam e não conhecia sequer piscar os olhos. Ela estaria o pregando uma peça?
– É o que eu falei. – abriu os olhos e o encarou, firme. Era agora que esperava os gritos e ele dizendo que o filho não era dele, mas ele só parecia mais nervoso e assustado do que ela quando descobriu, respirou fundo, não falava nada e nem parecia que iria. – E o filho é seu. – Naruto respirou fundo. Uma, duas, três vezes, tentava controlar seu coração, acalmar seus pensamentos. Fechou os olhos e abaixou a cabeça, respirando fundo mais uma vez. Acalme-se, acalme-se, era o que repetia para si mesmo, não podia surtar, seu pai o criara para ser um homem de verdade e nessa situação devia dar apoio e cuidar da morena, não desmaiar por não conseguir respirar. – Não vai gritar que o filho não é seu? Falar que só quero o seu dinheiro? E ir embora? – ela estava confusa. Via o loiro respirar fundo e suas expressões mudarem a cada segundo, não era a reação que esperava, não mesmo. Naruto negou.
– Sei que tran... – não, não gostava daquela palavra, não acreditava nem que a falaria. Sacudiu a cabeça organizando os pensamentos. – Que passamos a noite juntos e não lembro se nos protegemos, não vou fugir das minhas responsabilidades. – suas palavras foram firmes, fora criado para ser um homem de verdade, e homem de verdade honra com suas responsabilidades, não foge. Hinata riu, realmente aquele homem não existia. Ele parecia calmo, olhou para as mãos quando as quentes e masculinas embalaram as suas. – Eu vou estar junto com você, vou me responsabilizar por tudo. – dizia tranqüilo ou, pelo menos, era isso que tentava parecer. Respirou fundo mais uma vez, e agiria como um bom homem, mas ele engravidara uma adolescente, com quem nem deveria ter se deitado, não era um bom homem! Ele era um lixo!
– Eu só preciso de dinheiro. – respondeu a morena, ela não queria que ele responsabilizasse por nada, porque não queria ter o bebê. Naruto a encarou, as sobrancelhas friccionadas, não entendeu o que ela disse. Como assim? Ela queria que ele não assumisse o filho e ficasse longe? – Eu preciso de dinheiro pro aborto! – explicou.
– N-NA-NANI? – gritou. Espera, do que ela estava falando? Não, não mesmo! Ela só podia ter enlouquecido. – Está ficando louca?
– Eu não quero ser mãe, não agora! – falou, não sabia o que era ser mãe, não queria ser mãe, não queria ter que cuidar de outra via, sequer queria cuidar da dela.
– V-v-você não pode abortar! – engoliu a seco, tentava controlar o tom da voz, podia notar olhares na direção deles e não queria que todos se focassem no assunto pessoal que falavam. – É errado!
– Eu não tenho casa, não tenho emprego, dinheiro e nem idade. – falou. — Como vou criar uma criança? – ele só podia estar louco, ela não podia ter aquele bebê, já estava decidido.
– Como assim? – sim, ele sabia que ela não tinha idade para ter um emprego e nem para ser mãe, e que aquilo era culpa dele, mas como assim ela não tinha casa?
– Meu pai. Ele me botou pra fora. – ela falou, estava começando a se irritar, por que ele não lhe dava o dinheiro logo? Para que pudesse ir embora? Que enrolação! – Vai me dar o dinheiro ou não? – Naruto a encarou. Ela não podia estar falando serio, só de pensar na hipótese sentia seus olhos arderem, enchendo-se de lagrimas, era seu filho, filho deles, ela não podia querer matá-lo, mesmo sendo um ‘acidente’, era filho deles.
– Não, não, não, não. – ele repetia piscando os olhos, tentando mantê-los livres, mas, era tarde, já estavam, completamente, tomados pelas lagrimas. – Você não pode fazer isso. – dizia, ela não podia pensar nisso, sequer deveria existir essa opção. Ela bufou e o encarou. Ele estava falando sério? Nem precisava perguntar, via os olhos azuis encherem de lagrimas. Aff! Por que não podia ter engravidado de um homem que faria de tudo para ela escolher esse caminho?
– Se você não vai me ajudar, então eu dou meu jeito. – não ficaria ali vendo-o chorar com uma menininha, já que ele se negava a dar o dinheiro acharia um jeito de arrumar.
– Você não vai fazer isso! – o loiro estava desacredito, como ela podia pensar nessa saída? Não! Ele não dexaria!
– Você não manda em mim! – a morena disse autoritária, estava decidida. – EU NÃO VOU TER ESSE FILHO! — levantou raivosa e seguiu para a saída da lanchonete, tudo ficaria mais difícil sem o dinheiro para aborto, mas arrumaria de algum jeito, mas mesmo que aquilo doesse no pouco de consciência que tinha, era o melhor, até que sentiu seu braço ser seguro, o que a fez olhar para trás.
– Não vou deixar você matar meu filho! – ele falou firme. – Sente-se, a gente vai achar uma solução! Uma bem melhor!
– Não existe outra solução, vou viver de favor, não tenho nada! Não vou criar uma criança! – Hinata se controlava para não gritar, de novo, mas não entendia em qual mundo o loiro vivia, só podia não ser na Terra, aonde ela tinha condições, financeiras e psicológicas, para ter um filho? Ela não teria, de jeito nenhum!
. — Então venha morar comigo! – propôs, ele não pensou direito antes de falar, só falou, qualquer coisa para que ela desistisse do aborto. Não ia permitir isso, a culpa era dele, ele a engravidara, por isso ela ficara sem casa e com esse problemão, mas ele queria resolver, da melhor maneira, não assim. – Eu banco tudo! Exames, médicos, comida, casa, tudo! – ela piscou os olhos, confusa e o encarou. Estava ele falando serio? – Você não vai ter gasto nenhum! Só da uma chance pra essa criança! – o loiro a encarava, ela precisava aceitar! Hinata mordeu os lábios e mexeu a cabeça, pensativa, realmente, ela não queria ter filho agora, mas não tinha mais a desculpa de não poder se cuidar e cuidar de uma criança, o loiro estava se propondo a isso e, também, não sabia se conseguiria viver com sua consciência depois de fazer um aborto não era assim tão forte e fria quanto gostava de aparentar. Então respirou fundo, não acreditava que estava fazendo aquilo, e assentiu. – Eu prometo que vou cuidar de vocês! – ele se levantou e abraçou o corpo feminino, respirando fundo, aliviado, agora ele seria o responsável por ela e, também, pelo filho que teriam. Essa era a conseqüência dos seus atos!
...
Passou no escritório e avisou Ino que teria que ir para casa, algo sobre ter algo sério a resolver, coisa que aguçou a curiosidade da loira, teria aquilo a ver com a tal Hinata? Pegou o blazer e sua bolsa antes de ligar para Asuma ir buscá-los. Sentia a cabeça doer, estava com um dilema em sua mente. Por um lado, estava sendo homem e se responsabilizando pelos erros, por outro tinha quase certeza de que não estava pronto para aquilo. Era responsabilidade demais, teria que cuidar de Hinata, que ainda era uma criança, e, também, do filho que nasceria. Respirou fundo.
Oh Kami, por que ele não ouvira tudo em ser que dizia para não ir aquela comemoração? Sua vida estava só começando e já começaria com tanto peso em seus ombros. Tocou a testa e suspirou.
Mas reclamar e se lamentar não mudaria nada, o que estava feito, estava feito e ele não fugiria daquilo. Olhou para Hinata que tinha os olhos na janela do taxi e seu rosto parecia pensativo, tanto quanto o dele, e ele se perguntava o que passava na cabeça da morena, deveria ser difícil, sabe, ele acabara com sua vida. Nunca antes sentira-se tão culpado! Respirou fundo, virando-se para a janela do seu lado.
Hinata sentiu os olhos azuis saírem de cima de si e olhou rapidamente para o loiro, ele mal a conhecia e a colocaria dentro de sua casa? Por um filho que ele sequer planejava? Como ele era estranho! Mas aproveitaria, sabia que o loiro tinha uma condição boa e prometera bancá-la, sorriu. Teria tudo o que quisesse e então quando o bebê nascesse o deixaria com o loiro e poderia ter uma vida livre outra vez, mordeu os lábios, é! Com certeza, era isso que faria!
O táxi parou em frente ao Edifício do loiro, que pagou a corrida despedindo-se educadamente de Asuma, que acabou se tornando um bom amigo já que o levava para o trabalho todos os dias, e entrou junto com a Hyuuga no hall de entrada do prédio. Olhava o tempo todo para a Hyuuga e tentava decifrar suas expressões, mas ela não tinha nada para se preocupar, não mais, ele a daria uma boa vida e faria seu melhor para cuidar bem dos dois. Entraram juntos no elevador, em silêncio, e quando saíram abriu a porta deixando a passagem livre para que ela entrasse primeiro. A morena o encarou antes de entrar, parecia pedir permissão, e Naruto sorriu, concedendo.
– Seja bem-vinda a sua, a nossa casa. – disse.
É, respirou fundo coçando a cabeça, nervoso. Por fora ele sorria, mas por dentro não fazia idéia de como seria sua vida daquele momento em diante.
Continua...
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