Pieces of Her
7 Telefonema!
Notas iniciais
Hinata olhou o apartamento, já o conhecia, tinha estado ali na noite em que transaram, mas fora a cozinha não reparara em muita coisa, diferente de agora, que olhava tudo, atentamente. O lugar era enorme, a sala tão grande que podia jurar que era maior que a casa toda de seu pai, piscou os olhos surpresa, o loiro devia ser melhor de vida do que imaginava. Tocou o sofá macio com as pontas dos dedos e admirou a enorme TV, mas a decoração era muito impessoal, não via a cara do loiro em nada que tinha ali, ou talvez sim né?! Não conhecia muito dele para dizer qual era sua cara, talvez seus gostos fossem completamente diferente do que parecia.
Naruto a via admirar o apartamento e sorria, bom, ele mesmo agira da mesma forma quando se mudou, nunca tinha morado em um lugar tão grande e sequer imaginava que um apartamento podia ter aquele tamanho, não sabia explicar porque, mas antes tinha a sensação que apartamentos deveriam ser pequenos, o suficiente para uma pessoa só, mas aquele ali era completamente diferente disso. Olhou a morena sorrir olhando a TV, ela deveria sorrir ainda mais ao saber que em seu quarto tinha uma tão grande quanto.
– Quer que eu te leve pro seu quarto? – não imaginava que ela tivesse tido um bom inicio de dia, já que a mesma contara que seu pai a colocara para fora e estava grávida, precisa descansar, pelo menos, era isso o que ele achava, pois ouvira certa vez que repouso faz bem durante a gravidez. Hinata piscou os olhos, sendo arrancada de seus pensamentos, imaginava que o loiro ganhasse bem e tudo mais, mas não lembrava mesmo como era grande o lugar, agora se perguntava como ele conseguia pagar aquele luxo, assentiu ao loiro. Estava morrendo de sono, nunca acordara tão cedo, por conta própria, como hoje e, também, precisava ligar para sua amiga e dizer que não iria. Naruto sorriu e largou sobre o sofá a bolsa tira-colo que levava para pegar a da morena, não a deixaria carregar peso com ele presente, caminhando para o corredor que levava aos quartos. Passou pela porta do banheiro e já podia avistar seu quarto, logo depois as duas portas a mais, quartos vazios que ele só abrira no primeiro dia ali, quando queria descobrir como era o apartamento completo. Olhou para a porta do final do corredor e para a mais próxima das outras, é, a deixaria mais perto de seu quarto, vai que ela precisasse de alguma coisa. Abriu a porta e, assim como fez ao chegarem em casa, deixou-a entrar sua frente. – Espero que fique bem instalada. – os olhos da morena estavam arregalados, o quarto era enorme, tão grande quanto o do loiro. – Ali é seu banheiro. – ele apontou para a porta do outro lado da parede do armário. – E se precisar de algo é só me gritar. – ela assentiu e ele saiu do quarto deixando-a em sua privacidade, imaginava o que tinha que fazer agora e não seria fácil ligar para sua Okaa-san, não mesmo.
Caramba! Caramba! Caramba! Tinha seu próprio banheiro! Que coisa incrível, sorriu. Tocou as portas marfins com as mãos, empurrando-as. O guarda-roupa era enorme, muito maior do que precisaria, se levara meia dúzia de roupas era muito, mordeu os lábios, não o usaria, quem sabe um dia, mas hoje não. Fechou as portas e com a mochila nas mãos se encaminhou a cômoda, também marfim, abaixo da TV que ficava pendurada na mesma parede da porta, virando-a numa gaveta aberta. É, só uma gaveta dera tudo. Fechou, aguardando a mochila na gaveta abaixo, e correu para a cama jogando-se nela. Como era macia! Tateou os bolsos para pegar o celular e jurava que ia ligar para amiga, mas não pode resistir se acomodar aquela cama e aqueles enormes travesseiros e se deixar levar pelo enorme sono que sentia.
...
Naruto voltou a sala e sentou no sofá, pela primeira vez, deixou a expressão confusa tomar seu rosto, era mesmo verdade, nunca havia sentado em seu próprio sofá! Riu, passava tanto tempo no sofá da casa de seus pais, que era irônico perceber isso, bem, mas tinha motivos. Talvez fosse porque passava muito pouco tempo em casa, já que quando voltava do trabalho já era noite, ou talvez fosse porque, em seus únicos dias em casa: Domingos, ele dormisse o dia todo e pedia a comida italiana do restaurante cujo telefone estava pendurado em sua geladeira. É, agora teria que fazer mais coisas e, também, passar mais tempo ali, mesmo que tivesse que trazer trabalho para casa, não poderia deixar Hinata sozinha o tempo todo, não é mesmo? Não seria certo.
Encostou a cabeça no sofá, não era tão macia quanto o de sua Okaa-san, mas precisava pensar, respirar fundo e criar coragem para fazer o que tinha que fazer, ligar para sua mãe! Isso era o certo a fazer! Contar a ruiva o que se passava, mas, nem mesmo sabendo que era o certo, conseguia. Se via imaginando que pegara o celular na bolsa e ligava, mas sequer se mexia, até porque as reações que via de sua mãe, o deixava ainda mais desesperado. Em uma hipótese ela gritava coisas incoerentes, até dizer que iria queimá-lo vivo, na outra, ela o deixava de responder e seu pai assumia o telefone contando-lhe que a loira sofrera uma parada cardíaca. Sacudiu a cabeça, pensaria em outra coisa, sem dúvidas, pensaria em outra coisa. Médico? Grávidas tinham que ir ao médico, o pré-natal começava no inicio da gestação e, por suas rápidas contas mentais, Hinata já estaria com mais de 4 semanas e, com certeza, não tinha ido ao médico até agora! Sim, se concentraria no médico para Hyuuga e não em contar a sua, estressada, mãe.
Mas onde poderia achar um médico para ela? Mesmo depois desse tempo não conhecia muita coisa na cidade, exceto restaurantes, e muito menos médicos com especialidades femininas. Quem o poderia ajudar? Mordeu os lábios por alguns segundos, pensando, e sorriu. Sabia quem o ajudaria: Ino. Era sua secretária, não é mesmo? Podia lhe arrumar números de obstetras. Pegou o celular e discou o número do escritório, ela ainda estava lá.
– Yamanaka Ino falando, quem deseja? – atendeu profissionalmente, não olhara para o visor e sequer checara o número, tentava organizar os e-mails do chefe, ficaria tanto trabalho acumulado para o dia seguinte que tinha pena dele.
– Naruto. – respondeu, não entendia como ela não tinha seu número lá, mas tudo bem, talvez ela tivesse esquecido.
– Oi Naruto, algo importante? Pode falar! – parou o que fazia para dar atenção a conversa, bem, talvez fosse algo de trabalho, mas podia ser alguma pista de quem era Hinata e qual o assunto urgente que eles falaram, que até fez o loiro ir embora. Precisava mesmo controlar sua curiosidade e sua língua, também, acabara contando a Sakura sobre que agora a olhava de longe, curiosa, ao ouvir o nome dele na conversa.
– Eu preciso de uma coisa um tanto pessoal... – deixou a frase morrer. Ela arqueou as sobrancelhas, pessoal é? Sorriu, isso era bom, talvez fosse sobre a Hinata. Ficou em silencio esperando que ele lhe falasse do que precisava. – Tem como marcar um bom obstetra pra mim? Com boas recomendações? – os olhos da loira se arregalaram. Oh Kami, por que ele precisaria de uma obstetra? Não! Será?
– Claro, Naruto. – respondeu. – Eu marco agorinha e te mando o endereço o dia e a hora por mensagem, mas em nome de quem a consulta? – aquilo não era necessário, podia até mesmo colocar no nome do loiro, mas tinha que saber se tinha a ver com a mulher do telefone.
– Em nome de Hinata. – disse, estava aliviado de ter a ajuda da loira, demoraria um século para achar um bom médico ali e se perguntasse a sua mãe, quando contasse, teria que ir até Konoha para as consultas.
– Tudo bem. – respondeu calma, controlando-se, sua vontade era gritar para Sakura sobre aquilo. Então era mesmo aquilo que ela lhe falara? Naruto ia ser pai? E essa garota, será que era de Konoha? Ou nesse pouco tempo na cidade ele já? Ai Ai, eram tantas perguntas. Naruto desligou o telefone, agora era só esperar a mensagem de Ino. E agora tinha que avisar a sua mãe. Olhou no relógio, já eram quase 19h, hora da janta! Iria fazer o jantar, sim, faria o jantar, depois ligava para sua mãe! O jantar não podia esperar, logo estaria morrendo de fome! Pensava caminhando para a cozinha, qualquer desculpa era válida para adiar a ligação para sua mãe. Gostava de viver e não sabia se era uma coisa que continuaria fazendo depois que sua mãe soubesse. Engoliu a seco, com certeza, ela o mataria.
Abriu a geladeira e viu o frango que colocara para descongelar a uma semana, em um domingo, cismara que cozinharia, mas acabou esquecendo. Sorriu, tentaria fazê-lo hoje, para ele e para a Hyuuga, só torcia para que desse certo. Tirou os cortes de frango da embalagem, jogando-os dentro da pia. E então? O que tinha que fazer agora? Os cutucou com as mãos e fez cara de nojo, eram tão molengos. O que sua mãe costumava fazer? Assá-los! Mas como faria isso? Tocou a testa, não sabia bem o porquê, mas aquilo o ajudava a pensar, ahh sim, claro, os colocaria no forno! Virou-se para o lado onde ficava o fogão, que usara pela primeira e ultima vez quando preparou ovos mexidos para ele e a morena, e abriu o grande armário onde encontrara a frigideira, deveria ter um tabuleiro em algum lug... Bingo! Achou! Olhou, era grande! Faria todos os pedaços do frango.
Colocou sobre o tabuleiro um pouco, muito, óleo e jogou os pedaços de frango em cima. Ahh, tempero! Sua mãe colocava coisa para temperar! O que usaria de tempero? Olhou para o sal sobre o balcão e sorriu. Sim, sal, era perfeito. Jogou sal sobre todos os pedaços que boiavam em óleo e colocou no forno, ligando com um pouco de dificuldade do forno com trava de segurança. Sorriu, ficaria gostoso! Tinha certeza que sim! Virou novamente para o outro lado e reconheceu a panela de arroz. Abriu o armário de cima a procura do bendito e o achou, jogou um pouco de arroz dentro e um tanto de água, não era só isso que precisava fazer? Então pronto, tudo certo! Podia ir ao banho e quando voltasse a janta já estaria no ponto.
...
– Quem é? – perguntou sonolenta, não sabia quem era, mais alguém ou algo a chamava, o barulho estava tão insuportável que estragara seu sono. Virou-se na cama macia e agarrou o travesseiro, ainda mais forte, na esperança, de poder ignorar o barulho e voltar a dormir. Com os olhos fechados caia em sono profundo, quando o toque recomeçou. Que raios era aquilo? Espere, aquela música. Arregalou os olhos, seu celular! Virou apressada e passava a mão pela cama, tentando encontrá-lo, mas só o avistou quando passou os olhos pelo chão. Pegou o celular e o aproximou de seu rosto, era Konan. – Oi amiga! – atendeu, sua voz era arrastada, ainda sentia seu corpo dormindo.
– Onde você está? – a outra azulada estava preocupada, a amiga dissera que encontraria alguém e depois iria para sua casa, mas isso fora há horas e já era noite, só podia esperar o pior.
– É uma longa história. – sorriu, as amigas não acreditariam se ela dissesse, mas um dia mostraria a elas o lugar onde estava ficando. – Mas em resumo, eu não vou mais precisar ficar na sua casa, achei um lugar e estou legal aqui.
– Tem certeza? — queria confirmar, vai que Hyuuga estivesse metida em problemas? Não duvidava, sabia que a amiga era capaz de loucuras.
– Sim, sim. – respondeu. – Qualquer dia, eu trarei vocês aqui, é incrível. – Konan assentiu, se ela tinha tanto certeza de que estava tudo bem, então confiaria. – Depois eu ligo, ta bem? Vou comer alguma coisa.
– Tudo bem, Hina. – respirou fundo, tomara que ela soubesse onde estava se metendo e não tivesse mesmo em roubada. – Dê notícias.
– Pode deixar! – claro que daria notícias, pois já imaginava muitas festas que poderia dar ali, ainda mais se Naruto a desse um pouco, nem que fosse só um pouquinho, de dinheiro. Levantou da cama e arrancou a calça jeans de seu corpo, já sentia um incomodo nas pernas de passar tanto tempo com ela, não estava acostumada. Deixando a calça no chão do quarto e puxou um short de pijama da gaveta mais a frente. Por que pijama? Bom, ela não tinha lá muitas opções de roupa agora, então um pijama estava ótimo. Abriu a porta do quarto, veria se tinha algo para comer, mas quando o fez se arrependeu amargamente.
Foi tomada pela fumaça que parecia cobrir a casa e seu estomago embrulhou-se imediatamente, levou a mão em frente a boca, não sabia o que tinha acontecido e nem o que pegava fogo, mas aquele cheiro! Sem dúvidas, precisava vomitar. Voltou para seu quarto e entrou, pela primeira vez, no banheiro procurando, com urgência, o vaso, sabia que não seguraria o vomito por muito tempo.
Para sua sorte os, longos, cabelos azulados estavam presos senão estariam sujos agora, deu descarga e foi a pia lavar a boca, precisava escovar os dentes. Abriu o pequeno armário e tinha muito coisa ali, mas uma escova, droga! Esquecera de pegar a escova de dentes. Tentou engolir a saliva nas aquele azedo em sua boca acabaria a fazendo vomitar outra vez, que horrível! Vasculhou com os olhos pelo armário e achou a pasta, bom, serviria para alguma coisa.
Colocou a pasta sobre o dedo e o esfregou sobre os dentes, iria livrar-la daquele gosto horrível. Cuspiu na pia e lavou o dedo antes de encher a boca de água, gargarejando antes de cuspir. Abriu e fechou a boca algumas vezes e sim, funcionara, graças a Kami. Respirou fundo e saiu do banheiro. Com pesar percebeu que seu quarto, também, havia sido tomado pela fumaça, droga! Abriu a janela e respirou um pouco de ar fresco fora dela antes de ter coragem de sair do quarto.
...
Naruto saíra do banho enrolado numa toalha e com o celular, que deixara sobre a pia enquanto se banhava, em mãos. Ino tinha mandando a mensagem, estava marcado para o dia seguinte, no horário de seu almoço, para que pudesse levar a morena e o endereço mostraria a Asuma, ele haveria de saber chegar. Espera ai, que cheiro estranho era aquele? Respirou fundo, era cheiro de queimado. Oh Kami, seu frango no forno. Largou o celular sobre a cama e correu para a cozinha.
Desligou o forno e a panela elétrica de arroz, ao mesmo tempo, abriu as gavetas, todas de uma vez, sabia que vira luvas em alguma delas. Na terceira, abriu, isso esta ali! Colocou as luvas e abriu o forno, tirando lá de dentro o tabuleiro, com o frango negro ao meio. O que ele fizera de errado?
Hinata chegou a ponta do corredor e olhou para cozinha, Naruto estava lá, reparou em seu corpo, em como estava levemente molhado, ele era mesmo sexy, conseguia a acender, chacoalhou a cabeça, afastando qualquer pensamento erótico antes que eles a tomassem, e notou o que Naruto fazia. O que era aquilo que ele cortava com uma faca? Era algo de comer? Com certeza, não parecia comestível.
Naruto pegou uma faca e olharia como o frango estava por dentro, quem sabe desse pra salvar alguma coisa, partiu um pedaço no meio e hã? Como assim estava rosa por dentro? Hinata se aproximava, sabia que ele ainda não a tinha visto, mas ela olhava atentamente para o pedaço, que achava ser de frango, que ele abria. Estava preto, completamente, queimado por fora e por dentro ainda estava rosa.
– Definitivamente, isso não está comestível. – Naruto levantou o rosto surpreso e assustado, os olhos arregalados só relaxaram depois de deparar-se com a morena, não sabia que ela estava ali. Que susto havia tomado! – Como conseguiu deixar cru por dentro e por fora queimado? – ele deu de ombros, parecia ter feito tudo certo, mas o resultado não concordava.
– Pelo menos eu acho que dá pra aproveitar o arroz. – os olhos perolados e os azuis seguiram na mesma direção, a panela de arroz que soltava o favor, mesmo depois de desligada.
– Deixa eu conferir. – andou para a lateral do balcão, iria contorná-lo para entrar na cozinha.
– Não! – o loiro a fez para, sequer tinha dado dois passos, o encarou, a expressão confusa. Estava ele ficando louco? – É que eu estou só de toalha...
– Por favor, né?! – ela desdenhou. Jura que ele a dera um susto só por causa disso? Que palhaçada! – Como se eu já não o tivesse visto! – apontou em direção a própria barriga, completamente, lisa. – Vamos ter um bebê, lembra? – de olhos arregalados o loiro sentiu o rosto corar enquanto assentia, a morena era direta demais, podia até ter razão, mas não precisava falar assim. Ela bufou! Loiro idiota, eles já tinham de visto nu e feito muito mais coisas, não precisava agir como uma garotinha virgem! Sequer estava sem nada e ela não tinha interesse nele, só iria conferir o arroz. Olhou onde era o forno e inclinou-se levemente para ver como ele o havia ligado. Estava explicado a proeza que ele conseguira fazer, havia ligado o forno no máximo e no exterior. – Por isso a parte de dentro tava crua!
– Falou alguma coi... – Naruto se virou na direção que veio a voz, mas calou-se e corou mortalmente a cena que viu. Hinata estava abaixada, seu rosto na direção de seu quadril somente protegido por uma toalha molhada, tudo bem, ela olhava para o forno, mas mesmo assim, não conseguia afastar pensamentos indevidos de sua mente. Virou-se rapidamente para o outro lado, antes que não conseguisse conter uma hemorragia nasal, e pegou o tabuleiro com os frangos nas mãos. – Vou jogar fora! – falou apressado, correndo para a porta de saída, em direção a grande lixeira que ficava em uma porta no corredor, para coletar o lixo dos moradores. Oh droga! Esquecera que estava de toalha, merda, merda, tinha que ser rápido! Olhou para o loiro levando o tabuleiro em direção a porta, inclinou a cabeça tentando entendê-lo, ela não podia entrar na cozinha com ele de toalha, mas sair do apartamento, estava ok. Esse cara era mais louco do que ela imaginava! Levantou o corpo e abriu a panela de arroz em seguida, o cheiro estava normal, bem, pelo menos isso, só assim não acabaria vomitando outra vez. Virou-se ao outro lado da cozinha e em uma das gavetas que Naruto deixara aberta pegou uma colher, enfiando-a no arroz e voltando com um pouco colocando na boca. Tentou mastigar, mas uma careta tomou seu rosto quando o barulho de algo quebrando foi sentido. O arroz se quebrara, estalava, ainda estava cru. – E ai? O arroz pelo menos está bom? – ele voltou a cozinha, colocando-o a louça suja na pia ao lado da morena, quem sabe se o arroz tivesse bom, poderiam comer com ovos.
– Está cru! – ela respondeu. Olhou para o loiro e viu o rosto pensativo. Por Kami que ele não tentasse cozinhar mais nada!
– Bem... – Naruto estava frustrado, sim, muito frustrado! Fizera tudo tão certinho e nada dava certo, o que a cozinha tina contra ele? – Que tal comida italiana? – sorriu, sem graça, havia desistido, não nascera para cozinhar mesmo. A morena sorriu concordando, morreria de fome se fosse depender da comida do loiro. Naruto pegou o telefone no quarto e ligou ao restaurante de sempre, pedindo sua comida de todo domingo e voltou a cozinha. Sorte que pegara o celular, tinha esquecido completamente de avisar a morena da consulta. – Hinata? – chamou, ela estava distraída no balcão, virou-se para trás esperando o que ele queria falar. – Marquei uma consulta pra você amanhã, ok? 13h. – ela assentiu, teria mesmo que fazer aquilo alguma hora, parte das chatices da gravidez. – Vou pedir Asuma pra vir te buscar aqui amanhã e vou com você, se você não se importar! – ela negou com a cabeça. Estava tudo bem, não se importava mesmo, afinal o filho era dele também.
– Tudo bem, eu só vou me importar com uma coisa. – o loiro a olhou confuso. – Que essa comida demore a chegar. – ele riu, mas ela falava sério, sentia seu estomago roncar, não comera nada o dia todo e ainda vomitara, sentia-se fraca.
...
Terça-feira (01 de Setembro)
Olhava para o relógio de pulso a todo tempo, estava quase na hora de sair para o almoço e há essa altura Asuma já teria pego Hinata em seu apartamento. Por que estava tão nervoso pro exame? Talvez, porque fosse saber sobre como estava a vida de seu filho. Sorriu. Sim, era por isso! Não se imaginara sendo pai tão cedo, mas já que acontecera, Hinata nem barriga tinha ainda e ele já se sentia um pai coruja!
Pai, essa palavra o deixava com frio na barriga, não por ele, era serio sobre já sentir um pai coruja e gostava da sensação, mas porque lembrava-se que enrolara tanto ontem e que o jantar demorou tanto a chegar, que foi dormir logo depois e não ligou para seus pais, sabe, pra contar sobre a, bombástica, novidade! Eles seriam avós! Covarde, covarde! Tinha que contar aos pais, pegou o celular e encheu os pulmões de ar, ligaria agora. Seus olhos arregalaram quando a tela se acendeu. Droga! Hinata já deveria o estar esperando lá embaixo!
Levantou apressado e puxou consigo sua bolsa, saindo da sala como um vulcão, somente acenando para as amigas, Sakura e Ino, que passaram por ele voltando do almoço.
...
– O que deu nele? – perguntou a rosada, estava ainda mais curiosa que Ino para saber sobre o babado de Naruto, precisava saber mais e desde que falara sobre a mulher Ino fizera o favor de não contá-la mais nada.
– Não te contei? – Ino não acreditara que esquecera de contar sobre aquilo. Ah sim, quando encerrou a chamada com o loiro no dia anterior Sakura tinha sumido, provavelmente, enfiada em algum armário com Sasuke. A rosada negou e os olhos verdes brilharam, como adorava uma fofoca. – Ele pediu pra marcar um obstetra pra tal Hinata e era agora 13h, pelo jeito, ele vai junto! – a boca de Sakura caiu! O Naruto? Sério? Ele parecia tão quietinho e bom moço!
– Será que ele vai ser pai? – Ino deu de ombros, não sabia, mas iria descobrir.
...
Entrou apressado no elevador, temia que caso atrasasse perdessem a consulta. Não poderia ir lá amanhã, tinha reunião no horário de seu almoço. Droga! Por que estava tão nervoso, também? Era só a primeira consulta!
– Acalme-se. – disse a si mesmo, apertando o botão do térreo. Isso ai! Ficaria calmo, estava agindo como se a morena fosse descobrir que está esperando um alien, bufou. Sentiu o celular vibrar em suas mãos, com certeza, era ela! Devia querer avisar que já o estava esperando! – Já estou descendo, Hinata. – disse ao atender, tinha certeza que era ela.
– Descendo pra onde, meu filho? Não está em horário de serviço? – perguntou Kushina ao telefone, estranhando o que o filho dissera. – E quem é Hinata? – os olhos azuis se arregalaram e sua respiração parou enquanto ele engolia a seco. – Vamos! Me conte! – Droga! Como explicaria para sua Okaa-san? Como falaria o que tinha a contar? Ainda não estava preparado. – Estou esperando, Naruto!
Continua...
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