Notas iniciais
Olá :3 Tudo bem com vocês? Espero que sim! Eu estou bem! Tive a cirurgia adiada para final de Janeiro, estou torcendo fortemente para que não caia no dia do meu aniversário >_<, e minha semana de provas finalmente chegou ao fim! Por isso aqui estou eu com capítulo fresquinho, que acabou de sair do forno, pra vocês :3 Bom, a fic está chegando em uma parte que eu, particularmente, desejo muito HAHA *_* E por isso espero que gostem do capitulo! Já me desculpando antecipadamente por qualquer erro ocasional, estou com as vistas cansadas e com sono, então é provavel que algo tenha me passado! Desculpem! É isso! Espero que gostem do capítulo! Boa Leitura :3

– Sério? – ele não podia acreditar que essa vontade vinha mesmo dela ou essa não era a mesma Hyuuga de uma semana atrás. Gostava muito da idéia, sempre se perguntou o que seria da vida da morena sem estudos, mas não esperava essa mudança. A morena assentiu, não queria voltar a ir pra escola, assistir aula era chato, mas era o necessário no momento e ouvira bem cada palavra de Kushina, sentia que não podia decepcionar a ruiva. – E o que precisa pra voltar a ir pras aulas? – a morena mordeu os lábios, pensativa, fazia mentalmente uma lista do que iria precisar. Naruto a encarava, nunca iria negar que ela fosse a aula, pelo contrário, se Hinata fosse do tipo que permitia conselhos, já a teria aconselhado a isso.

– Bem, primeiramente, eu preciso de um uniforme. – deixara o uniforme na casa do seu pai, não tinha intenção nenhuma de voltar a estudar quando saiu de casa. O loiro assentiu, imediatamente, compraria agora mesmo um uniforme pra ela.

– Sabe onde vende seu uniforme? – ela assentiu, pelo que conhecia dali, não era longe a loja que vendia uniformes. – Tudo bem, vou ligar pra Asuma vir nos buscar. – pegou o celular do bolso, o taxista não demoraria muito para chegar e poderiam ir para qualquer lugar. Acendeu a luz do aparelho e foi até os registros encontrando o numero do mais velho, mas antes que pudesse discar a morena segurou sua mão, deixando-o confuso.

– É aqui perto, não precisamos ir de carro. – disse, definitivamente, não conseguia entender a mania que o loiro tinha de só andar de taxi para todo lugar. Ele mordia os lábios, concordaria com a morena, mas temia, não sabia andar pela cidade, trabalhara o tempo todo desde que chegou ali e só saia de taxi, apesar de querer conhecer a cidade grande, tinha medo.

– Tem certeza? – a voz receosa mostrava seu medo. – Eu prefiro chamar o Asum...

– Você já conheceu algo na cidade? Mesmo que minimamente? — perguntou, revirando os olhos, ele estava com medo, muito e isso só podia ser por não conhecer, mas se a resposta fosse não ai mesmo que insistiria em irem andando, era um pecado morar em Tókio e não ver a cidade. Naruto negou com a cabeça, na verdade, só conhecia a boate que fora na noite que conheceu a morena, mas que não sabia voltar sozinho, o Ichiraku e o restaurante italiano ao lado de seu edifício, mesmo que nunca tivesse jantado lá. – Hoje vai conhecer alguns lugares. – o desafiou com os olhos e pela a mão dele, presa ao celular, que ela ainda segurava o puxou pelas ruas, caminhando em direção ao centro comercial da cidade, tinha loja de todas as coisas a poucos metros e ele querendo pegar um carro.

– Nós vamos acabar nos perdendo. – mesmo falando de forma suplicante e do medo ainda estar visível em seus olhos, deixava o corpo ser puxado pela morena e a seguia.

– Não vamos! – ainda o puxava pela mão, andando em sua frente. – Confia em mim. – ele riu, não era uma boa idéia confiar nela, até agora o pouco que sabia da menina não a tornavam muito confiável, mas olhou para trás e respirou fundo, mau conhecia ver a clinica, já estavam longe e podia avistar o grande centro comercial que ele sempre tivera vontade de conhecer, por que não, não é?!

– Tudo bem. – ela sorriu. Ele a fez andar por sua cidade minúscula, que sequer tinha algo para se conhecer, tinha que ir com ela pela sua, com tantas coisas divertidas a oferecer. Tudo bem que ela sabia que seu sinônimo de diversão não era o mesmo do loiro.

Naruto olhava atentamente para as ruas, prestava bastante atenção em cada curva e prédios que passavam, qualquer ponto de referencia que pudesse gravar para o caso de se perderem, mas então as primeiras lojas começaram a surgir e seu desespero, também, apesar de cada uma vender algo diferente seus formatos e aparência eram exatamente iguais. Segurou com força a mão da Hyuuga, se a largasse e se perdessem sequer saberia dizer a Asuma como ir buscá-lo. A morena olhou para trás, sentira o aperto do loiro em sua mão e não entendera, até encontrar seus olhos, ele tinha medo.

– Eu moro aqui a vida toda, não vou me perder. – disse tentando o tranqüilizar. Não sabia se podia afirmar que tinha sinceridade nos olhos da morena, mas iria arriscar, mais uma vez, mordeu os lábios e assentiu, voltando a caminhar pelas calçadas entupidas de pessoas, em direção as lojas. Hinata olhava para os lados, tentava achar algum lugar que vendesse jaleco e uniformes, bom, lá estava. – Ali. – apontou com a mão livre e Naruto seguiu com o olhar, sorriu vendo a loja de colegial, não conseguia definir se sentia ou não falta daquela fase de sua vida. – Vamos. – ela o puxou, tinha pressa, mas esquecera completamente de olhar para o semáforo que indicava para que esperassem.

O loiro arregalou os olhos e travou o corpo no lugar, não iria atravessar antes de fechar o sinal, poderiam morrer atropelados. Segurou a mão com força e a puxou para trás, batendo-a contra seu próprio corpo.

– Está louca? – a olhava assustado. Com as mãos apoiadas sobre o peitoral másculo e largo, ela respirava forte, surpresa com a brusquidão que ele a puxara, sacudiu a cabeça.

– Gomen, Naruto, eu não vi. – assumiu a culpa, estava tão apressada que não reparou nos carros, droga! Fora imprudente, mas agora o que passava em sua mente, era como não lembrava que seu corpo era tão trabalhado daquele jeito. Desenhou os quadrados de seu corpo com as pontas do dedo, refrescando sua memória de como era aquele homem nu, mordeu os lábios e pensou no que mais dele era daquele jeito e ela esquecera, desceu uma das mãos, com a intenção de tocá-lo, mas antes que pudesse foi afastada.

– Agora já podemos atravessar. – o rosto estava quente, ele sabia que estava corado, por que ela o tocara daquele jeito?! Afastou os corpos e mais uma vez ficou só com as mãos nas dela, puxando-a para atravessar junto com o grupo de pessoas que, também, esperavam. – É ali, não é? – apontou com o queixo para a pequena loja e ela assentiu, sentia-se um tanto frustrada por ter sido afastada daquela forma, queria tocá-lo mais, lembrar-se de como era seu corpo, bom, tinha uma vaga lembrança do dia do frango cru, seu corpo era tão bonito quanto sentira, mas e a outra coisa?! Mordeu os lábios, sacudindo a cabeça afastando os pensamentos, aquele homem era louco, surtado e só estava com ele pelo bebê, não tinha interesses. – Qual seu uniforme? – o loiro estava ameno aos pensamentos impuros da menina, sentira-se envergonhado com os toques que ela começara, mas não pensaria naquilo, até porque ela era só uma menina e ele já a havia feito mal de mais.

– Aquele. – ela apontou para o uniforme do manequim pendurado no alto, aquela saia de machos cintura alta era igual as meninas usavam na escola em que ele se formou. Sorriu, saudades daquela época, saudades de Shion, aquele uniforme o lembrava ela.

– O que desejam? – perguntou o vendedor, o homem de meia idade, os vira entrar, mas também pudera ouvir a voz masculina, por isso esperou que ficassem em silêncio. Tinha sim que atendê-los, mas seria falta de educação os interromper.

– Um uniforme. – disse Naruto. – Daquele ali. – apontou para o mesmo que ela o apontara antes. O homem sorriu e assentiu, virando-se para a grande prateleira de madeira atrás de si, onde estavam as peças dobradas e embaladas, mas mordeu os lábios, droga, sempre esquecia de perguntar o tamanho.

– Qual tamanho? – perguntou ao loiro, que estava mais perto do balcão. Naruto olhou para trás, olhando a morena de cima a baixo.

– P? – a insegurança tornou sua afirmação uma pergunta, uma, que graças a risada dela, ele soube ser idiota.

– Nunca fecharia nos seios. – explicou, girando os olhos. – M, por favor. – disse insegura ao senhor que sorridente voltou-se, de novo, para as prateleiras.

– Também não parece muito segura disso. – brincou, quando queria era um excelente observador, por isso era tão bom em seu trabalho, e pode notar a insegurança clara em sua voz quando falou. – Por quê?

– B-Bom... – mordeu os lábios, seria a primeira vez que ia falar daquilo. – Eu não sei o que vou estar usando daqui a algumas semanas, sabe, se M ainda vai fechar em mim. – sabia que daqui a pouquíssimo tempo sua barriga começaria a aparecer e não gostava de se imaginar ‘gorda’, sacudiu a cabeça afastando o pensamento. Naruto riu.

– Então a gente volta e compra um número maior. – falou tentando motivá-la. Ela sorriu, mas não funcionou muito, se imaginar comprando um número maior não era bom, no mínimo, frustrante. Ficaria feia?

– Aqui está. – o homem esticou o uniforme sobre o balcão, mostrando o tamanho para eles. – Vai experimentar? – Hinata olhou para a roupa que usava e era fácil de tirar e colocar de novo, mas não queria, seria trabalhoso, negou com a cabeça, iria servir caso não teria que fazer como o loiro disse, voltar e pegar um número maior. Embalou a blusa e a saia, calculando o preço na calculadora ao lado do caixa. – Mais alguma coisa? – perguntou.

– Meias e uma sapatilha, também. – disse, pegando a embalagem já com tudo dentro nas mãos enquanto o loiro pagava. Estava ai uma coisa nova e boa, sequer soube quando deu a conta, pra ele não importava.

– Obrigado! – agradeceu abrindo a porta, dando-a passagem para sair, quando pegou seu troco. – E então, o que precisa agora? – sabia que ela precisaria de mais coisas, ela mordeu os lábios mais uma vez deixando-se levar pelos pensamentos, o que mais precisaria? Ficara tanto tempo sem ir a aula que não lembrava nem mais o que usava lá. – Caderno? Mochila? – respirou fundo, sentindo-se estúpida por não ter pensado nisso e assentiu. – Conhece algum lugar? – o olhou desafiadora. Quando ele ia entender que ela conhecia tudo por ali? Puxou-o pela mão, guiando-o a papelaria um pouco a frente de onde estavam.

– Serve aqui? – ele assentiu, para ela era como se fosse vitoriosa, para ele era um alivio, começava a perceber que ela realmente sabia pra onde estava indo. Entrou na papelaria, ouvindo aquele sininho que pensou ter só em restaurantes. – Posso pegar o que eu quiser? – olhava o fichário preto na prateleira próxima, sempre quis usar um fichário, mas seu pai dizia que seria gastar dinheiro a toa já que, também, precisaria de uma mochila. Ele a encarou, os olhos brilhavam olhando para algumas coisas, sorriu, nesse momento parecia mesmo uma criança.

– Fica a vontade. – disse. – Vou te esperar no caixa. – ela assentiu caminhando rápido entre as pessoas para onde estavam as coisas de seu interesse. Naruto caminhou ao caixa, sorridente, ela parecia uma criança ali, seu sorriso bobo, sentia-se vendo um lado da morena que não conhecia, como voltar a estudar e se animar com algo tão pequeno, bom, quem sabe, ela não fosse assim tão terrível. Encostou no balcão do caixa, vendo a pequena fila que se formava, bom, poderia esperar já na fila, mas sentia que a morena fosse demorar a acabar as compras, então ficaria só encostado mesmo.

Hinata sentia-se feliz, aquele momento compradora compulsiva que toda mulher gostava de ter, tudo bem que podia ser bem mais empolgante, se tivesse numa loja de roupas ou sapatos, mas seu pai sempre escolhera seu material, bem, ele não escolhia, mas definia os valores, não podia gastar muito, já agora ela podia comprar o que quisesse, do valor que quisesse, isso era legal.

Pegou uma cestinha vermelha na entrada da loja e começou a pegar tudo que queria, jogando dentro, mordeu os lábios quando passou pelos materiais de desenhos, bom, devia comprar coisas pra escola, será que ele se importaria se levasse de desenho também? Há uns 2 anos não desejava, também, quase nunca ficava em casa, sempre saia com as amigas, agora ficava 90% de seu tempo, sozinha e em casa, sacudiu a cabeça em negação, não, ele não se importaria.

Tateou os materiais, um sorriso tomando conta de seu rosto, no momento que os empurrou, delicadamente, para dentro da cesta. Está ai algo que não tinha pensado, voltar a desenhar, seria gratificante. Terminou de pegar tudo que desejava e virou o corpo, procurando o loiro, como se fosse difícil encontrá-lo, um loiro, forte e alto. Caminhou até ele que a esperava, calmo. Quando viu a cesta no braço da morena, sorriu, sabia que ela deveria estar fazendo a festa. Entrou na fila, tirando o peso de suas mãos, não deixaria a mãe de seu filho, ainda grávida, carregar peso com ele ali. Sorria para morena enquanto caminhavam em direção a plaquinha brilhante informando o numero do caixa livre.

– O que mais vai precisar? – perguntou, vendo-a dar de ombros. – Mas nada mesmo? – ela negou com a cabeça, mordendo os lábios em seguida, bem, pra escola não precisava de mais nada mesmo, até já comprara demais, porém precisava de outra coisa. – Pode falar. – incentivou.

– Eu preciso de comida. – sentia o estomago roncar, só comera ao acordar! Era como se seu estomago tivesse colado nas costas, seu barulho era audível e estava com desejo por yakisoba, de preferência, com muito camarão. O que era estranho, normalmente, não gostava de camarão.

– Vamos comer, então. – ela assentiu. Ele também estava com fome, tudo bem que comera 3 tigelas de lamen no almoço com os amigos, mas se dependesse dele comeria o tempo todo. Tinha algo melhor que comer? Mordeu os lábios, bom, talvez sexo. Mas como nunca o fazia mesmo, ficava com comer. Entraram juntos no caixa e ele pagou, desta vez com o cartão, o dinheiro que levava no bolso para o carro, estava chegando ao fim e nem toda barraquinha de comida aceitava cartão. Enfiou a sacola do uniforme dentro da que carregava agora e saíram juntos da loja.

As ruas estavam cada vez mais cheias, enquanto a tarde caia, pessoas que saiam cedo de seus trabalhos, andavam apressadas para suas casas. Esticou a ponta dos pés, olhando sobre a maioria das pessoas, procurava alguma insígnia que mostrasse que servia comida. De preferência Lamen.

– Ali. – Hinata apontou para o lado oposto de onde ele procurava, abaixou o corpo relaxando e olhou na direção que ela falara, bufou. Já vira aquilo ali, era uma barraca de yakisoba, bem, nada contra yakisoba, mas preferia lamen. – Vamos comer ali.

– Eu tava procurando algum lugar com lamen. – ela fechou o rosto, enjoada só de lembrar-se do cheiro e sacudiu a cabeça. – Você está bem? – assentiu, estava bem, era só sua repulsa momentânea pelo prato favorito desde o inicio da gravidez. – Pensei que gostasse de lamen.

– Eu amo, mas parece que seu filho não. – respondeu irônica, vendo-o arregalar os olhos surpreso com o uso de ‘seu filho’, seu coração aquecia-se diante daquilo. – E eu to com desejo de yakisoba de camarão. – respirou fundo, como discutir com ela e seus desejos de grávida? Não faria isso, comeria o que ela escolhesse, exceto o lanche que tinha em frente a revista, aquilo era horrível. Caminhou com ela, segurando em sua mão, para passar entre as pessoas. Com certeza, eles deviam estar parecendo um casal e ele sentia-se estranho com isso, ela era nova demais para ele, mas não soltaria sua mão, tinha muita gente ali, não gostava de multidões. Chegaram a barraca lotada de pessoas famintas, parando em frente ao homem de chapéu e com uma espátula na mão. – Um de camarão, por favor. – Naruto a olhou com cara de nojo. Camarão?! Jura?! Aquilo era nojento!

– Um de carne. – disse, puxando dois bancos, para si e para a morena. – Gosta de camarão? – ela deu de ombros.

– Não muito, mas estou com vontade hoje. – ele a encarava, tentando entender sua lógica, se não gostava de algo como poderia querer? Ela se sentia incomodada com os olhos azuis sobre si, olhou para o Uzumaki, os olhos queimando em fúria. – Não me olhe assim, ta bem?! Você não sabe, nem eu. É vontade do bebê, não minha! – explodiu, voltando-se para o balcão.

Ele não entendeu metade do que ela falou, mesmo falando alto o lugar estava cheio e todo mundo conversava, mas mesmo assim, a expressão furiosa e o rosto vermelho de raiva, com certeza, era engraçado. Ele se controlava para não rir, sentia que se isso acontecesse poderia apanhar. Mordeu os lábios, controlando-se e olhando fixamente para frente, esperando sua refeição, que chegou rapidamente.

– Itadakimasu. – disse a morena antes de se servir.

Hinata respirou fundo inalando o cheiro da refeição que pedira e era exatamente aquilo que desejava, aquele cheiro e tinha certeza que aquele sabor. Levou o macarrão grelhado até os lábios, mastigando lentamente, sentindo os pedaços de camarão se desfazer em sua boca. Que delicia! Olhou para o prato, sorrindo e comeu animada até o fim, era bom saciar uma vontade tão intensa quanto a que sentia.

Terminaram de comer e Naruto sentiu-se aliviado por ter pago a loja no cartão, eles não aceitavam ali, só dinheiro. Pagaram e caminharam juntos para fora do centro comercial, não tinham mais nada pra fazer ali, as coisas da escola estavam comprados, eles estavam alimentados, agora era só ir para casa. Mas antes que deixassem as lojas e os vendedores para trás os olhares de ambos, prenderam-se em um pequeno macacão, exposto fora de uma loja, como demonstração.

A peça amarela era tão delicada e minúscula, a pequena raposa laranja no meio, tornava-a tão infantil, como deveria ser, no geral, era lindo. A Hyuuga esticou a mão, tocando com cuidado a pequena peça que sentia como se pudesse rasgar.

– É tão... p-pe-pequeno! – disse, a voz falhando, sendo embargada por uma emoção que ela desconhecia até agora.

– É lindo! – estava ainda mais emocionado que ela, imaginava seu filho ou filha ali dentro, tão pequeno que caberia dentro da roupa, tão frágil quanto o tecido que a peça era feita, oh Kami, poderia ele adiantar o tempo para poder segurar seu bebê nos braços logo?! Seus olhos estavam úmidos e ele sabia que mais alguns segundos estaria chorando. Piscou, acertando sua testa com uma tapa fraca e olhou para a morena. – Vamos levar? – Hinata fechou os olhos, acariciava o pezinho da roupa como se já fosse o de um bebê, sorriu, não tinha como impedir aquela emoção, tinha?! Assentiu para o loiro, queria levar, aquele e quantos mais encontrasse. Entraram na loja, juntos e passaram a admirar cada pequena peça que cortava seus caminhos, rosa, azul, amarelo, roxo, laranja, calça, blusa, macacão, luvas, meias, tudo e de todas as cores, pegaram ao menos um de cada, tão empolgados que sequer viram a noite tomar a cidade.

Quando saíram da loja, era noite e as bolsas eram tantas que o loiro já não conhecia segurar sozinho. Ele não gostava de fazer compras, mas aquela ele havia amado! E, por incrível que pareça, ela também havia gostado. Sempre achara tão fofo, sabe, roupas para crianças, tão pequenas e graciosas, sorriu. Entregou as bolsas para Naruto, assim entraria no taxi mais facilmente, sentou-se e puxou as bolsas para seu colo, antes do loiro sentar-se ao seu lado.

Enquanto ainda pagavam ele ligou para o motorista, desta vez ela concordara com isso, estava tarde e eles cheios de bolsas, poderia ser perigoso. Naruto estava feliz, comprar coisas para o bebê o fizera se sentir pai e ele gostava dessa sensação, não via a hora de ser mesmo pai, de segurar seu bebê nos braços e não deixar que nada de ruim acontecesse a ele. A morena olhava pela janela, estava confusa. Sua mão repousava sobre o ventre, onde o filho crescia agora, protegido e se perguntava por que de ter gostado tanto de fazer coisas para o pequeno que ela nem queria. Respirou fundo, a cada dia ficava mais confusa, que droga! Por que as coisas não poderiam ser mais simples pra ela?

Acenou para o mais velho sorridente quando desceu do carro e com sua pequena parte de bolsas entrou no hall de entrada, vendo o loiro correr em sua direção antes de pegar o elevador, que por mais incrível que pareça, estava vazio. Entraram no apartamento em silencio, e deixaram as sacolas sobre o sofá.

– Vamos guardar no meu quarto ou no seu? – Naruto perguntou, mas não obteve resposta, ela apenas deu de ombros, pouco importava, apesar de, achar que no seu armário tinha mais espaço, até porque estava vazio. Ele devolveu o dar de ombros caminhando para a cozinha, depois pensariam nisso agora ele queria comer. Abriu a geladeira, procurando algo comestível que não precisasse cozinhar e nada, talvez fosse a hora de comprar alguns biscoitos ou alguma coisa. – Que tal comida italiana? – perguntou, encarando a morena, que sentou na mesa suspendendo na cadeira ao lado os pés, que por algum motivo estavam doendo.

– Eu faço alguma coisa pra janta. – disse. Não tinha problema em cozinhar, até gostava, mas precisava deitar as pernas desincharem um pouco. O loiro riu, pensou em perguntar se ela sabia mesmo cozinhar, mas falara tão serio que achou melhor não discutir.

– Vou jogar uma água no corpo, então. – ela assentiu, vendo-o correr para o quarto. Ela levantou, largou a bolsa sobre a mesa, prendeu os cabelos num coque bem feito, para não correr o risco dos longos cabelos tocarem a comida e tirou da geladeira o frango que colocara para baixo, já temperado. Tirou-os da vasilha em que guardara e colocou sobre um pirex antiaderente, levando ao forno médio no interno, antes de tirar colocaria alguns minutos no externo pra dourar. Ligou a panela de arroz, colocando para fazer junto com cenouras picadas.

...

Naruto saiu do banho, enrolado na cintura e respirou fundo inalando o cheiro de comida caseira que entrava pela brecha de sua porta aberta. Caramba! Que cheiro maravilhoso! Abriu a gaveta da cômoda, rapidamente, e puxou um short de pano molhe, confortável o suficiente para ficar em casa e decente o suficiente para ficar em frente a morena, combinou com uma camisa de pano fino, sem se incomodar se as cores combinavam e saiu do quarto, apressado, batendo a porta em seguida.

O arroz já estava num pirex pronto para ser servido e ela tirava o frango no qual acrescentara batatas do forno. Tudo estava dourado e devidamente cozido, apoiou sobre o mármore do balcão, com um pano embaixo por estar muito quente e sorriu orgulhosa do que preparara.

– O cheiro está uma delicia. – seu corpo se sobressaltou, um pequeno susto pela voz do loiro tão próxima, não o tinha ouvido chegar. Ele olhava para o frango, diferente do que o que ele tentara fazer um tempo atrás, estava bonito e cheiroso. – Está bonito, também.

– E gostoso! – disse confiante, entregando-o um prato vazio para se servir. Respirou fundo uma ultima vez saboreando e se serviu, um prato maior do que sua vontade, só por olho grande e se sentou para comer enquanto ela se servia.

– ESTÁ MUITO BOM! – gritou animado. Cacetada! Aquilo estava melhor do que a de qualquer restaurante que já conhecera ali. Existia algo melhor do que comida caseira?! Bom, duvidada muito. Ela sorriu, sabia que ele iria gostar, modestamente, cozinhava muito bem, eram só ela e seu pai em casa e por voltar tarde para casa ele a ensinou tudo que sabia.

– Obrigada! – sentou em frente ao loiro para comer, também.

– Eu não fazia idéia que sabia cozinhar. – disse, fazendo-a rir.

– Você não sabe nada sobre mim. – ele a encarou, assentindo, era verdade, não sabia mesmo nada sobre ela, não dava pra discordar.

– Então por que você não me deixa conhecer? – a sinceridade fazia seus olhos brilharem, deixando-a surpresa.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Gostaram? Mereço coments? Espero de coração que sim! Aceito qualquer coisa, criticas, opinioes, elogios, ideias, o que quiserem, ok?! Lembrem-se que comentários sempre motivam o autor a postar mais rapido e eu vou adorar responder cada uma de vocês :3 Bom, agradeço pelos coments do capítulo anterior, apesar de poucos, principalmente aos de apoio para a cirurgia, que foi adiada, muito obrigada pessoal! s2 É isso, por enquanto! Logo tem mais! E espero que tenham gostado! Até o proximo :3 Kissus