Phrenesis
3 Here We Go Again
Notas iniciais
Eu ia postar amanhã, mas uma linda veio no meu Twitter pedindo por mais, então... postei hoje ^-^
E ah, gente. Agora que eu percebi que acho que meu word tá loco, sério ._. ele fica juntando as palavras (?), aí eu tenho que separar tudo, e às vezes me escapa algumas. peço perdão, se alguém ver um erro me avisa D:
Os colegas estavam no quarto, conversando. Bert e Syn estavam deitados atravessando a cama. Já Gerard e Ronnie estavam sentados na outra cama. O novato com as mãos apoiadas para trás, e Ronnie gesticulando com as suas.
– Me desculpe por te chamar de viadinho, cara. – Ronnie disse com a voz embargada de culpa. Ele poderia ser encrenqueiro, mas não era um garoto mal. Às vezes falava as coisas sem pensar, o que lhe resultava em sérios hematomas. – Até porque você não é o único gay, tem o McCracken... – Bert o olhou zangado, entretanto Ronnie não deu a mínima para o amigo.
– Tudo bem, Ronnie. Não sei o que deu em mim, mas eu não queria te bater. – Declarou, enfiando as mãos no bolso da calça surrada. – E eu não sou gay... – Mentiu.
Claro que ele não era gay. Nunca ficou com uma menina, mas não era gay. Absolutamente heterossexual, da cabeça aos pés. Aliás, quem eu estou querendo enganar?
O quarto ficou em silêncio, com cada um preso em seus próprios pensamentos. Gerard ficou envergonhado, pensando na possibilidade de contar a verdade. Mas não deu nem tempo de pronunciar nem um ‘a’, visto que o cômodo fora invadido por risadas de escárnio.
– Tá brincando? –Ronnie colocou a mão no peito, pasmo – A quem você está querendo enganar? – As risadas continuaram. Gerard levou uma almofadada na cabeça, fazendo-o franzir o nariz de leve.
– Está estampado na sua testa, Drama Queen. Só espero que não caia nas armadilhas do Iero. – Disse com descaso. – Ele é maquiavélico. Muito. – Acrescentou.
Ron e Syn se olharam de relance, não entendendo nada do que Bert disse; mas sabia que era bem mais viável ficarem calados.
– Iero, o que tem ele? – Perguntou Gerard, com interesse. Quando vira Frank, não viu nada de maldoso nele. Ele parecia ser um anjo; passava-lhe tranquilidade.
Será que tudo aquilo era uma máscara para me prejudicar? Afinal, deve ser muito divertido tirar sarro do novato perdido.
Bert sentou-se na cama e colocou o travesseiro no colo, afofando-o com lentidão. Passou a língua no lábio inferior e voltou a pronunciar.
– Nah, Gerard, você não precisa saber. – Meneou com a cabeça. – É só um conselho. Fique longe dele, se não quiser perder a cabeça de vez.
Gerard concordou, ainda achando Frankie uma incógnita. O que ele faria, afinal? Não conseguia acreditar muito em Bert. Não conseguia mais acreditar que Frank seria tão sincero como imaginava. E agora?
– Hoje é domingo, temos o dia livre, – Começou Brian, sentando-se na cama. – Poderíamos mostrar a casa para ele – Apontou para Gerard, entusiasmado.
Todos concordaram. Saíram correndo, conversando sobre futilidades, o novato meio distante dos garotos. Gerard não conseguia tirar Frankie da cabeça.
E esta aqui, é a famosa sala de televisão! — Bert disse, contornando um dos sofás em meio aos pulos. A sala era ampla, e ao contrário dos corredores, era bastante clara devido a luz solar que emanava das janelas acima da televisão. Esta não era mediana, cheia de pó em sua superfície bege e vermelha, onde transmitia uma música alegre de algum programa qualquer. Haviam dois sofás vermelho escuro, um encostado na parede, e outro a frente da televisão. No meio permanecia a mesinha de centro clássica; com um vaso de flores – e estas estavam quase morrendo.
– Sai da frente, vadia. – Disse um garoto deitado no sofá, parecia muito compenetrado no programa que passava. Bert fechou a cara.
– Ah, Ville. Eu nunca fui uma vadia, — Falou, fingindo estar ultrajado. –entretanto, agora você terá uma ótima razão para me chamar assim. – Se posicionou a frente do garoto e começou a dançar de um jeito estranho, sacudindo o corpo e jogando os braços para cima.
– When I was younger, so much younger than today, — cantou roucamente, rebolando e estalando o dedo conforme a música – I never needed anybody's help in anyway! – Continuou, com a testa franzida – Droga, esqueci a letra. – Resmungou, derrotado, todavia ainda dançava.
Na ponta da sala, Brian e Ronnie o aplaudiam, rindo. O novato o observava recostado na batente da porta, relutando-se. Por mais que a cena fosse engraçada, não conseguia rir plenamente.
Ville todo carrancudo, sentou no sofá e contou até três, tentando se acalmar. Não conseguiu. Pegou uma das almofadas vinho e começou a socar Bert, irritado, quase saindo fogo de suas narinas. Bert riu, tentando desviar (falho, pois todas às vezes que pulava de um lado, Ville o pegava facilmente), até que uma enfermeira de cara fechada chegou no cômodo, repelindo Bert para longe de Valo.
Este virou a cara e cruzou os braços, caminhando para o grupinho que o aplaudia. Suspirou, e chutou uma pedrinha imaginária.
– Aquela enfermeira é tão mal comida. – Disse, suspirando fundo novamente. – Ok, — Descruzou os braços – vamos para o jardim.
***
Ao chegarem aos fundos do hospital, os garotos espremeram os olhos para evitar as nuvens brilhantes que invadiam seus olhos à tona.
– Agacha aí, Syn – Bert disse risonho esperando o amigo se abaixar. Mesmo se perguntando porque diabos Bert pedira isso, ele não recusou o pedido. Agachou-se devagarinho, apreensivo, e então sentiu um peso por sob suas costas: Bert sentou-se nela e envolveu seus braços no pescoço de Syn, fazendo-o automaticamente passar suas mãos pelas coxas do amigo para que esse não caísse.
Ao ficarem confortáveis em suas posições, Syn partiu para o longe de Ronnie e Gerard que andavam na trilha de pedra tranquilamente. Gerard achara o lugar meio poético. Assim como a frente da mansão, o local era preenchido por centenas de rosas vermelhas mal cuidadas, e às vezes era possível encontrar alguma outra flor intrusa. Além de flores o lugar também possuía árvores gigantes que de altura talvez alcançasse o segundo andar da mansão. Gerard pode identificar alguns pinheiros, e mais ao fundo era possível se perder na vasta floresta que se estendia a longos quilômetros, se não fosse uma grade contornando a área da mansão. No fundo tinha uma casinha pequena, talvez uma edícula, porém parecia estar abandonada. Tudo isso fazia com que a paisagem se tornasse um tanto apetitosa para se tornar mais uma das centenas de obscuras pinturas de Gerard.
Ronnie despertou o novato de seu devaneio preenchendo o ar puro com sua voz grossa:
– Ville é estranho – Começou, enquanto andavam seguindo os outros garotos na trilha – Ele veio da Finlândia. – Gerard meneou a cabeça, esperando que o outro continuasse – Não fala muita coisa e às vezes pronuncia palavrão em finlandês... Vai entender, até hoje eu não sei o que ele tem. – Ronnie declarou com as mãos soltas, olhando para os lados.
– Mas então, Gerar... Oh, merda, era o que faltava.– Ronnie murmurou dando um tapinha nos ombros de Gerard, mas mantendo os olhos fixos rodinha que certamente Bert provocara. Ronnie se aproximou correndo para o grupinho e Gerard, sem muito o que fazer, o acompanhou.
– Está com raiva do que, Jimmy? Aposto que adora fazer isso – Bert sussurrou perigosamente nos ouvidos de Jimmy, enfurecido. O tom escarlate subia por sua pele enquanto expelia com agressividade todo seu ar por entre os dentes cerrados. Quando Bert sentiu Jimmy empurrá-lo, ele se afastou ainda risonho, ciente do que ele poderia fazer. Bert lhe mostrou o dedo e depois o lambeu obscenamente, dando um sorriso legítimo.
– Bert, por favor, para com isso... – Frank pediu, quase manhoso. Gerard olhou em seus olhos e percebeu que eles brilhavam entristecidos e cansados; bem diferente da última vez em que ele o vira. Bert não atendeu o pedido, e debochado continuou a provocar Jimmy até que este agarrasse violentamente seu pescoço, enfurecido.
– Ahn, Jeph! – Chamou Frank puxando Jimmy pelos braços. –Jimmy, não vale a pena, por favor... – Jimmy não ouvira nada. A fúria que Bert fez crescer dentro de si e o dominou, pouco ligando para futuros estragos. Porém não foi possível qualquer agressão, porque Jeph e Ronnie partiram para afastá-lo.
Assim que Jimmy se acalmou um pouquinho, Frank o enlaçou por trás, puxando-o para se sentar em um dos bancos de madeira perto dali. Jeph o ajudou, apoiando uma mão –repleta de tatuagens – nos ombros do garoto maior. Olhou para trás acenando rapidamente para Ronnie, que meneou de volta.
– Bert, você parece uma criancinha de cinco anos. Será que eu vou ter que por uma coleira em você? Que droga. – Resmungou Ronnie, revirando os olhos ao ouvir Bert soltar um muxoxo. Sempre era ele que começava com as brincadeirinhas idiotas, que na maioria os faziam limpar o banheiro depois, como castigo.
– Desse jeito o novato acha que a culpa de tudo isso é minha. Todo mundo sabe que o culpado de tudo é o Iero, hunf. – Falou Bert ultrajado, com o nariz arrebitado. Frank apenas o encarou, quase com um ponto de interrogação plantando de sua cabeça: Não fazia a menor ideia a que Bert estava-se referindo. Mas antes que Frank o perguntasse, Bert saiu saltitando jardim adentro.
Após os garotos conseguirem alcançar – todos correndo, com falta de ar – Bert, eles se aproximaram de um portão com grades que estava ao fundo da mansão. Então entre as árvores majestosas, Gerard percebeu que a alguns metros de distância jazia outra clínica igual àquela.
– Conhece Campbell? – Ronnie perguntou, enquanto todos seguravam as grades, tentanto visualizar melhor a mansão à frente. Gerard deu um sorriso sarcástico ao ouvir o nome do dono daquele lugar.
– Infelizmente. Ontem aquele filho da puta me deu as boas vindas me algemando. – Ouviu risadinhas esganiçadas.
– E você fez o que? – Bert perguntou, desencostando o rosto da grade enferrujada para olhá-lo.
– Eu xinguei ele... – Gerard declarou, baixinho. Então sem perceber, Bert se aproximou dele – como se não quisesse nada – e disfarçadamente apertou sua bunda. Bert deu um risinho mordendo os lábios e se colocou a andar para dentro. Gerard corou, mas não disse nada.
Notas finais
Espero que gostem :3 Acho que esse é o cap. mais pequeno :c
adjalskfdjsfd o título é por causa de paramore e etc.
bjks :3
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