Photograph ❥
1 Friends
Notas iniciais
Apressada, estava tentando parecer apresentável — meus cabelos rebeldes e minha franja reta estavam de mal comigo. Além disso, eu havia engordado uns quilinhos nos últimos meses e estava tão nervosa que mal conseguia fazer um delineado.
De repente, escuto uma buzinada e recebo um sms.
Estamos aqui em baixo, eu trouxe a Thayla.
Feliz aniversário, Path!
Ass: Connan
Nesse momento, percebi que poderia ser um encontro duplo. AI. MEU. DEUS. UM ENCONTRO DUPLO?
Se assim fosse, eu estaria usando o vestido errado — era preto, coladinho no corpo, curto e com um decote "V" nas costas. Além disso, estava de batom vermelho e salto alto.
Me toquei que parecia uma prostituta se arrumando para mais um programa noturno.
A buzina tocou mais uma vez. Não tinha tempo de me arrumar novamente.
Quase que correndo, desci as escadas e fechei a porta.
Quando me virei, lá estava ele, apoiado no carro, sorrindo, vestindo uma camiseta xadrez, uma camisa preta, um jeans desbotado e all star.
Tentei não deixar transparecer o choque, mas foi impossível.
— Muito prazer, Ed Sheeran — sorriu.
— Muito... muito prazer, Path — eu fiz algo como sorrir, mas creio que soou meio psicopata.
Ele abriu a porta do carro, como um perfeito cavalheiro.
Dentro do carro dei um olá para Connan e Thayla, sua namorada.
Thayla não conseguia esconder os sorrisos e risadinhas, demonstrando estar feliz por mim.
Eu estava feliz por finalmente conhece-lo, mas sabia que nada aconteceria. Ele era toda a areia do mar para o meu fusquinha velho.
Tentei puxar assunto, mas as palavras não saiam. E então, Ed quebrou o gelo.
— Feliz aniversário, Path — sorriu.
— O... obrigado, Ed — gaguejei.
Ele riu, como quem achava graça no fato de que eu estava nervosa.
Connan sintonizou uma rádio e comicamente, estava tocando Photograph.
— Path, o que você quer ouvir? — perguntou Connan, rindo. Ria por já saber da resposta.
Hesitei. Não queria passar vergonha.
— Eu... eu... Normalmente eu escolheria Ed Sheeran, mas devido às circunstancias, coloca John Mayer.
Ed riu. Começou a me fitar e eu enrubesci.
— Você fica uma graça tímida — disse ele, sorrindo.
Abaixei a cabeça e não consegui dizer nada. Connan soltou gargalhadas.
— Edinho, Path é muito sua fã. Tem todos os CD'S, DVD'S e todas as suas músicas no iTunes — disse Connan, tentando ajudar.
— Verdade, Path? — Ed me fitou, mais e mais.
— Sim... eu... eu gosto das suas músicas.
Tentei parecer o mais normal possível, mas a minha vontade era de surtar como uma fanática.
De repente, Connan para o carro. Era o estacionamento de um restaurante japonês.
— Connan, porque parou aqui? Você odeia sushi! — disse, zangada.
— Pequena, é seu aniversário. Além disso, você e seu acompanhante amam sushi. Eu e Thayla podemos comer algo do cardápio que não seja cru.
— Obrigado — sussurrei.
— De nada — ele disse, sorridente.
Saímos do carro. Fazia frio e eu não havia trazido casaco. E então, vejo Ed tirando sua blusa xadrez e a colocando em cima dos meus ombros.
— Ed, obrigada, mas não precisa. Não quero que passe frio.
— Quem não pode passar frio são os aniversariantes — sorriu.
— Obrigada.
Connan e Thayla andavam à frente — me atrevo à dizer que tenha sido até que propositalmente.
De repente, sinto um braço me puxando para trás — Ed havia me puxado e usado seu corpo para pressionar o meu contra o carro de Connan.
Me arrepiei.
E então, ele encostou sua testa na minha. Ficamos nos encarando, não faço ideia de quanto tempo.
— Connan fala de você para mim desde que nos conhecemos. Eu estava ciente da sua beleza, pois ele havia me mostrado fotos. Mas não imaginei que era tão meiga, graciosa e sexy.
Enrubesci.
— Ed... eu não sei se isso é certo.
— Tem certas coisas, Path, que não precisam de certeza. Apenas precisam ser.
Fiquei em silêncio, fitando-o.
E então, ele começou a cantar.
— Friends just sleep in another bed
And friends don't treat me like you do
Well I know that there's a limit to everything
But my friends won't love me like you — sorriu, ciente de que havia me ganhado.
AI. MEU. DEUS.
Naquele momento, me senti em um conto-de-fadas. E aí, ele aproximou seus lábios nos meus. Ficamos ali, imóveis, com os lábios encostados. E então, ele me deu um beijo de leve — quase que um selinho.
Esses selinhos foram se transformando em mordidas nos lábios, línguas se encontraram e ali nós nos perdemos.
Os gemidos pareciam melodias e nossos corpos estavam grudados.
Ele passou a mão pela minha nuca, agarrou meu cabelo puxando-o para trás, assim deixando meu pescoço exposto e enchendo-o de beijos e mordidas.
E, do nada, alguém puxa Ed para longe. Era Connan.
— Crianças, a reserva já está feita e vocês terão muito tempo para isso! — gargalhou.
Enrubesci. Depois disso, fiquei tão tímida e envergonhada que andei olhando para o chão.
Ed segurou minha mão, nossos dedos se entrelaçaram.
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