Notas iniciais
Música do capítulo de hoje: I'm A Mess

O jantar foi ótimo. Conversamos sobre Damien Rice, John Mayer e Taylor Swift — além de descobrir que ele era tão fã de Damien Rice quanto eu, ele me contou como era ser o melhor amigo da Taylor Swift.

Confesso ter sido uma das noites mais maravilhosas que já tive.

Dirigindo até o hotel que Ed estava hospedado, Connan acabou se perdendo — Nova York é um lugar muito confuso.

Quando conseguimos chegar até o hotel, ele e Thayla se despediram de Ed. Quando foi a minha vez, Ed me puxou para fora do carro e Connan e Thayla também se despediram de mim.

Deus... eu e ele vamos... transar?!

Me vieram à mente mil pensamentos — eu não fazia ideia de como agir.

Voltei a ficar em silêncio.

Ao entrarmos no quarto do hotel, Ed pegou seu violão e sentou na cama. Sentei ao seu lado, tímida.

— Qual música você quer que eu comece a cantar? — perguntou ele, sorridente.

Parei um momento para refletir.

— And I'll fight my corner
Maybe tonight I'll call ya
After my blood turns into alcohol
No I just wanna hold ya...

Ele começou a tocar Give Me Love em seu violão.

— Give a little time to me, we'll burn this out
We'll play hide and seek, to turn this around
All I want is the taste that your lips allow

E então, começamos a cantar juntos, quase que em uníssono.

— My my, my my oh give me love
My my, my my oh give me love
My my, my my give me love...

Ele largou o violão e me fitou.

Naquele momento, não sei exatamente o que me deu, mas precisei perguntar algo à ele.

— O que realmente houve com você e a Ellie Goulding?

Puta que pariu, o que diabos eu estou fazendo?!

Pensei que ele ficaria nervoso ou chateado. Sua expressão continuou amistosa.

— Bom, você é minha fã. Deve saber que a música Don't é sobre ela.

— Sim, eu sei...

— Ok. Ela realmente me traiu com o Niall Horan.

— Entendi. Sinto muito. Mas se quer saber, também já fui traída.

— O que aconteceu, Path?

— Bom, não fui traída por apenas um cara. Na verdade, fui traída pela maioria dos meus ex-namorados. É por essas e outras que não consigo mais ter um relacionamento sério ou duradouro.

O silêncio se fez. Ed se aproximou de mim e me abraçou. Depois disso, olhou profundamente em meus olhos, encostou a testa na minha e me beijou. De alguma forma, aquele era o beijo mais reconfortante do mundo.

— Você é linda, descontraída, gosta de literatura, Damien Rice, John Mayer, gosta de jogar casualmente e gosta de Ed Sheeran. Ouvi falar que esse cara arrasa. Você não deveria ter sido traída. Não merecia sentir isso. — disse ele, rindo sarcasticamente.

— Sim, amo Ed Sheeran. Aquele cara além de ser bonito, ter estilo e escrever lindas músicas, tem uma voz magnífica. E sabe tocar vários instrumentos — sorri.

— Quando você começou a gostar das músicas dele? Quero dizer... das minhas músicas?

Seu sorriso foi gigantesco, mostrando seus lindos dentes brancos.

— Desde os seus primeiros EP's. Mas não se ache tanto. Se não fosse Damien Rice, você não seria tão bom quanto é hoje! — falei de bate-pronto.

— Realmente, Damien Rice me inspirou muito — disse ele, sorridente — Gosta de banheiras, senhorita?

Ele vai querer entrar em uma banheira comigo?!

— Adoro.

— Então é interessante que eu te informe de que tem uma hidromassagem nesse banheiro — sorriu maliciosamente.

— Então, o que estamos esperando?

Ele, quieto, levantou e seguiu em direção ao banheiro. Alguns minutos depois, ouvi sua voz chamando meu nome.

Bati na porta, mas não houve resposta. Resolvi entrar.

Ao entrar, me deparei com aquele lindo corpo de pele branca e brilhante, molhado, dentro da hidromassagem. Ele sorriu.

Eu não acreditei no que estava vendo — Ed Sheeran nu, na minha frente.

— Você não quer entrar? — perguntou ele, intrigado.

Eu queria, mas tinha vergonha do meu corpo — sempre tive a autoestima muito baixa.

— Eu quero... mas é que sou gorda.

Ele riu — não soube ao certo se era de mim que estava rindo.

— Você é linda. Deixe disso. Entre comigo.

Mesmo vermelha de vergonha, resolvi fazer o que ele disse. Tirei cada peça de roupa, na calmaria. Quando estava tirando a calcinha, notei ele me fitando, paralisado.

Devagarinho, fui entrando na banheira. E então, ele me puxou. Caí em cima dele.

Ainda me fitando, ele apertou seu corpo contra o meu. Seus olhos azuis brilhavam mais do que nunca.

Eu o sentia pulsando abaixo de mim.

Ed me segurou para cima, e então, o encaixou.

Senti Ed dentro de mim. Me enlouquecia de prazer e não consegui conter os gemidos.

Enquanto me beijava, ele também gemia. E quando parava de me beijar, me fitava com cara de prazer, enquanto os seus olhos azuis iam me hipnotizando cada vez mais.

Depois de vinte minutos fazendo amor enlouquecidamente, chegamos ao climax — estávamos na mesma sintonia. Era inevitável.

O corpo de Ed amoleceu, seus músculos relaxaram. Cai por cima dele.

— Por favor, não suma — ele me disse em tom de seriedade.

— Prometo que jamais sumirei.

A noite foi indo embora e a madrugada foi chegando. Não transamos mais — ficamos conversando sobre música, literatura e nossos segredos e sentimentos mais profundos.

Antigamente, I'm A Mess era a maior ligação que existia entre mim e Ed. Mas depois disso, eu o conhecia — pelo menos, conhecia o máximo que se dá para conhecer alguém em apenas uma noite.

Eu não queria que aquilo acabasse — eu estava vivendo uma história de um livro romancista perfeito.

O sono atacou. O peitoral de Ed se tornou o meu travesseiro — dormimos nus, com o calor do cobertor e do nosso próprio corpo.

E então, a manhã seguinte chegou...

Notas finais
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