Phantomhive

5 Tortura, Turismo e Beatles


Notas iniciais
Olá! Sei que havia prometido esse capitulo pra ontem, ainda tentei postar tres vezes, não deu certo, me estressei e deixei pra hoje mesmo...me perdoem, só atrasei um dia T.T Quero agradescer a Yuka Harumi e a NyahNyah por favoritarem a fic e todos que deixaram a review, a opinião de vcs é importantíssima n.n Não sei se esse capítulo ficou muito bom...tive pouco tempo pra escrever...e escrevi ouvindo musicas dos Beatles ( embora não seja fã deles) ...achei que ficou um pouco estranho...mas v6 é quem sabem, onegai...comentem dizendo o que acharam.desculpem qualquer erro... desde já agradeço, boa leitura *-*/



Capítulo 5: Tortura, Turismo e Beatles



“Na última quinta-feira, uma moça foi encontrada esfaqueada num beco sem saída, próximo a Avenida Montagne com a Druitt. Embora testemunhas afirmem que a vítima fora encontrada ainda com vida, a polícia concluiu que o crime é de autoria do mesmo assassino. Pois os legistas encontraram mais de cem agulhas introduzias nas costas da jovem. A moça foi identificada como sendo Sara Ann Baxter de 20 anos, trabalhava como garçonete em uma lanchonete ao norte de Devonshire , Baxter recentemente havia ganhado uma bolsa de estudos para uma escola de moda ao vencer um concurso de A mais Bela Garçonete realizado no mês passado com várias moças de todo condado de Merseyside. A família ainda está inconformada e aguarda por justiça. Outro caso preocupante, é o desaparecimento de Mary Margareth Carson, professora de artes na Academia Nottingham. Ela está desaparecida desde sexta-feira passada. Em sua sala, no colégio, foram encontrados sinais de luta, a policia cancelou as aulas de hoje para melhor investigação do local. Pedimos para quem tiver alguma informação sobre o paradeiro de Mary Carson, por favor informar a polícia. Torcemos para que esta não seja a quinta vítima desse misterioso assassino.

Aqui é Shelly Sandoval falando da Academia Nottingham, para o Liverpool Daily News.”

“Obrigado Shelly. Agora apresentaremos uma entrevista com o chefe de policia, o senhor V...”

PLIM! Angie desligou a televisão.

– Quando me formar, vou tentar entrar pra Polícia Forense, assim ajudarei a resolver esses crimes. Resolveria esses crimes fácil, fácil.

– Mas primeiro a senhorita tem que se formar em medicina, o que não vai acontecer se faltar às aulas – dizia a senhora Valentine balançando uma colher de pau no ar.

– Tá. Já entendi o recado. Tô saindo – dizia a jovem dando um beijo no rosto da mãe. – E tchau pra você também futura coisinha – fazia uma voz fina de bebê, massageando a barriga de 8 meses da mãe.

– Não chame o bebê de coisinha, Angélica!

– E como eu chamo? Não sei se é menino ou menina. A senhora podia muito bem fazer uma ultrassom – falava com as mãos na cintura.

– E estragar a surpresa?! Quero descobrir na hora, do mesmo jeito que fiz com você e seu irmão. Só assim eu saberei exatamente que nome dar.

– Do quê estão falando? – Ciel entrava na cozinha.

– Do novo bebê. Vai ficar com ciúmes Ciel? Se for outro menino, não vai mais ser meu irmão caçula.

–Não se preocupe, tenho certeza que você tem maluquice suficiente para quatro irmãos.

– Aaahhh...seu chato! Ei, porque levantou cedo? Sua escola não tem aula hoje.

– Eu sei, vou sair – Ciel sentava-se a mesa e pegava uma torrada.

– Vai ver o Sebastian?

– Vou devolver os livros – quis deixar bem claro a razão pela qual procuraria o rapaz.

– Quem é Sebastian? – a mãe quis saber.

– Um amigo super gato do Ciel. Ele trouxe a gente pra casa no sábado – explicava enquanto dava uma mordida na torrada do Ciel, o garoto odiava quando ela fazia isso.

– Faz uma pra você, por que fica mordendo a minha?

– Porque a sua é mais gostosa.

– São todas IGUAIS!

– Angélica, não tinha que ir a lugar nenhum? – disse a senhora Valentine.

– Ai! É mesmo! Tchau, tchau, tchau! – pegou a bolsa e saiu derrubando livros pela sala.

– JUÍZO MENINA! – gritou a mãe.

– Tá!

– Me dá uma aflição essa menina andando sozinha por aí.

Ciel terminou o café e após ouvir da mãe as recomendações de sempre, subiu para o quarto, vestiu uma jaqueta azul escuro, colocou os dois livros de Sebastian na mochila, desceu as escadas e saiu de casa.



A segunda-feira amanheceu fria, e um pouco sombria. Nuvens negras podiam ser vistas ao longe, poderia chover a qualquer momento. O que não era surpresa na Inglaterra. Embora não houvesse aula, poucas pessoas podiam ser vistas nas ruas, e as poucas que tinham não falavam de outra coisa, o caso do misterioso assassino rondava a boca de todos e amedrontava cada esquina. Ciel poderia sentir-se apreensivo, ainda mais depois das coisas estranhas que vinham acontecendo, mas não estava. Sentia-se intrigado, isso sim. A professora de artes desaparecera, provavelmente no momento em que ele estava lá. No entanto ele não tentara informar nada a policia, mesmo que o estranho homem de olhos verdes tivesse alguma relação com os crimes, no momento em que ele dissesse que o cara desaparecera do nada o julgariam um louco. E se havia algo que Ciel detestava era ter sua honra questionada.

Ouvira um barulho lá. Poderia ter tentado ver o que era, mas fugiu. Se a senhorita Mary Margareth for encontrada morta, será que se sentirá culpado? Que culpa ele poderia ter? Como poderia adivinhar que, a poucos metros, uma pessoa estava sendo capturada? Ciel parou e cerrou as duas mãos em punho. Por mais que dissesse a si mesmo que não tinha culpa não podia deixar de sentir-se envergonhado pela falta de coragem. “Da próxima vez, não fugirei!” jurou pra si mesmo.

Assim que entrou no Darjeeling Chá, deu de cara com Ruby. A moça se assustou e depois começou a rir.

– Amo Ciel, que bom vê-lo novamente. Seja bem vindo!

Ciel a cumprimentou com um aceno de cabeça. Reparou que a moça estava com a mão esquerda enfaixada. Ao reparar que o adolescente estava olhando, Ruby explicou:

– Não foi nada. Um acidente com vidro. Sou muito desastrada às vezes. O pior não foi nem o corte... – A moça se curvou para o garoto, tapou um lado da boca com a mão e falou ao ouvido do Ciel. — O pior é que tudo que quebro é descontado no meu salário – dizia chorosa. – Amo Sebastian está esperando você – disse sorrindo e apontou para mesa de sempre.

– Bom dia, Sebastian.

– Agora está – o mesmo sorriso. – Sente-se.

– Seus livros – colocou-os sobre a mesa. – Não liguei no final de semana porque estava ocupado. Tinha que concluir um trabalho e terminar de ler o livro, claro.

– Não é necessário justificar, embora eu realmente tenha ficado esperando. Gostou da História?

“Ele realmente esperou uma ligação minha?” Ciel se perguntou.

– Sim, muito boa.

– Então, sobre o que voc...

– Você veio de carro? – interrompeu.

– Sim.

– Vamos sair. Tenho o dia todo livre – levantou e seguiu para a saída do café.

– É inacreditável! – Sebastian sussurrou para si mesmo sorrindo. Levantou-se, pagou a conta e seguiu o garoto. Os dois entraram no carro. – O que você quer fazer?

– Tudo – Sebastian levantou uma sobrancelha.

– “Tudo” implica muitas coisas.

– Primeiro vamos visitar a residência de número 20 na Forthlin Road, a casa do Paul McCartney, e depois vamos para Mendips, a casa do John Lennon. Afinal, um inglês não pode ser considerado inglês sem nunca ter visitado esses lugares. Ainda mais morando em Liverpool. Depois passaremos por St. George's Hall, a Philharmonic Hall, não sei se tem alguma apresentação agora, mas vamos assim mesmo, no caminho a gente dá uma olhada no Anfield Stadium, odeio futebol, mas só pra ninguém dizer que você nunca foi lá.

– Planejou todo o roteiro?

– Não. Estou inventando agora.



Passaram por todos os lugares. Como Ciel decidia o próximo destino do nada, tiveram que para pra abastecer o carro. Ciel tentava explicar algo sobre os locais que visitavam e Sebastian sempre fazia piada com algo. Embora Ciel resistisse, Sebastian insistiu em tirar fotos. Muitas vezes pedindo para algum turista transeunte tirar dos dois juntos. Em todos os lugares, muitas jovens e mulheres paravam para falar com Sebastian. Algumas mais atrevidas pediam para tirar foto com ele. Sebastian claro conversava com todas. Quando foram conhecer o The Beatles Story, uma garota perguntou se ele sabia cantar alguma música dos Beatles, para horror de Ciel ele sabia. E cantou!

There are places I remember all my life,

Há lugares dos quais vou me lembrar

Though some have changed,

por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado

Some forever, not for better,

Alguns para sempre, e não para melhor

Some have gone and some remain.

Alguns já nem existem, outros permanecem

All these places had their moments

Todos esses lugares tiveram seus momentos

With lovers and friends I still can recall.

Com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar

Some are dead and some are living.

Alguns já se foram, outros ainda vivem

In my life I've loved them all.

Em minha vida, amei todos eles

But of all these friends and lovers,

Mas de todos esses amigos e amores

There is no one compares with you…

Não há ninguém que se compare a você...

Logo um cara do nada começa acompanhar com um violão. A todo o momento Sebastian olhava para Ciel e se divertia mais ainda com a expressão emburrada do garoto. Embora Sebastian cantasse melhor, Ciel teve que admitir; uma multidão de pessoas se formou achando que o próprio McCartney aparecera para dar uma palhinha. Afinal era raro juntar tanta gente assim.

Ciel o arrastou de lá irritado.

– Você sempre tem que chamar tanta atenção? Tem algo que você não saiba fazer?

– Oras, como o...como o grande fã dos Beatles que sou, é o mínimo que poderia fazer.

– É fã dos Beatles? – perguntou incrédulo.

– Razoavelmente.

– Deixa de falar bobagens. Anda, vamos ao Albert Dock, lá nós procuramos um lugar pra comer.

No Albert Dock resolveram caminhar pela orla e apreciar o porto. Ciel olhou o relógio. O tempo nublado fazia parecer ser mais tarde do que realmente era. Eram 16 horas. Estava meio escuro e o sol escondia-se entre as nuvens.

– Queria poder ver o por do sol – Ciel olhava para o horizonte, Sebastian o observava.

– Podemos esperar se você quiser.

– Não. Ficará muito tarde para voltarmos a Haveshire. E com esse tempo não conseguiremos ver nada mesmo.

Sebastian ficou olhando para o mar. Ciel correu os olhos pelos barcos no ancoradouro, olhou todos os restaurantes e lojas ao redor. Olhou para os pássaros que cortavam o céu. Fechou os olhos e sentiu a brisa com cheiro de sal. As nuvens cinza ainda ameaçavam no horizonte. Olhou para Sebastian por alguns instantes.

– Agora você conhece todos os pontos turísticos de Liverpool. Quer saber um segredo? Eu nunca tinha ido a nenhum desses lugares em que estivemos hoje – disse sério. – Dezessete anos morando em Liverpool e nunca fui a nenhum desses lugares. Na verdade, nunca quis realmente conhecer esses lugares. Na maior parte do tempo me limitei a ficar em Haveshire. Foram poucas as vezes que Angie conseguiu me arrastar para algum lugar, mas como você pôde ver, os passeios com ela nunca saem como deveriam....

As primeiras gotas de chuva começaram a cair apanhando-os de surpresa. Rapidamente ganhando força. Tentaram voltar para o carro, mas este estava estacionado muitas ruas adiante. Tiveram que se abrigar sob a marquise de uma loja fechada.

– Ou talvez seja eu quem dê azar aos passeios – Ciel disse sacudindo os cabelos com a mão.

– Até agora tudo me pareceu maravilhoso – Sebastian disse olhando para ele. Ciel corou.

– Olha só, aquele lugar está aberto – disse o garoto e saiu na frente.

Os dois correram e entraram num Pub chamado O Submarino Amarelo. Para surpresa dos dois, o local era um karaokê que só tocava músicas dos Beatles. “Fala sério!” Ciel murmurou. Como tinham que esperar a chuva passar sentaram numa mesa. O lugar até que era legal. Tinha um visual meio retrô e uma banda tocando ao vivo. O que surpreendeu Ciel foi a guitarrista. Sim, uma garota. Muito bonita que tocava muito bem, deixava muito marmanjo no chinelo na opinião de Ciel. E o cabelo dela tinha várias mechas, cada uma de uma cor. Um homem e uma mulher de duas mesas à frente cantavam uma música romântica que Ciel não sabia o nome, embora tenha reconhecido a música.

Quando terminaram, passaram o microfone para a mesa seguinte e três garotas cantaram outra música lenta. “O que há com essas pessoas?” Ciel se perguntava. Olhou para a chuva e criou coragem. Resolveu perguntar.

– Quando você cantou aquela música, hoje pela manhã.... Por que escolheu aquela música?

– Me pareceu mais lógico. Garotas costumam gostar de músicas românticas. Embora não todas. Se ela ouvi Beatles é provável que gostasse daquela música.

– Só por isso?

– Sim. Por quê?

– Por nada. Só q...

– É a vez de vocês – disse uma das moças da mesa da frente entregando o microfone a Ciel.

– O quê?!

Só então Ciel percebeu que se tratava de uma espécie de rodízio musical. Cada mesa cantava uma música e passava para a próxima. A próxima no caso era ele. Ciel tentou devolver o microfone, mas todos insistiam que ele cantasse. “Está com medo de tentar?” alguém disse. Acertara em cheio, conseguira irritar o ego do garoto.

– Dá essa porcaria logo! – tomou o microfone; Sebastian ria, “Quero só ver!” pensava. – Só sei a letra de uma música deles.... Well, shake it up baby now…– Ciel cantou, para surpresa de Sebastian. Cantou um pouco aixo e retraído, mas cantou.

Shake it up baby – Sebastian acompanhou, fazendo a segunda voz. Ciel olhou pra ele. – Continue.

Twist and shout – A banda começou a acompanhá-los. Dando o ritmo dançante.

Twist and shout.

Aos poucos, Ciel foi pegando mais ritmo e empolgação.

Come on, come on, come on, come on baby now. – As pessoas das mesas se animaram, começaram a aplaudir e a cantar junto.

Come on baby.

Come on and work it on out. – Ciel se soltou mais um pouco, e sua voz não era ruim.

Work it on out.

Well, work it on out.

Work it on out. – alguns se levantaram das mesas e começaram a dançar.

You know you look so good.

Look so good.

You know you got me goin' now.

Got me goin'.

Just like I knew you would

Ciel viu numa mesa ao fundo, a senhorita Bathory e o professor de geografia aos beijos. E se ela o vir? O que vai pensar? Andou de costas, esbarrou num garçom que quase derruba a bandeja no chão. Entregou o microfone a primeira pessoa que viu agarrou o braço do Sebastian e o puxou para a saída. A algazarra era tanta, que as pessoas nem perceberam que eles escapuliam em meio a música.

– Anda Sebastian, rápido – conseguiram sair e seguiram pela calçada, andando na chuva mesmo.

– Isso foi ridículo – Ciel dizia. – Nunca mais me deixe fazer isso!

Ele começou a rir. Ciel começou a rir. E isso realmente alegrou Sebastian. Chegaram ao carro e Sebastian abriu a porta para que ele entrasse.

– Vou molhar seu carro todo – Ciel disse olhando para a própria roupa toda encharcada.

– Não se preocupe com isso. Espere um momento.

Sebastian saiu do carro e foi pegar algo no porta-malas. Enquanto esperava Sebastian voltar, Ciel viu Mason no final da rua, andando com uma pequena caixa de metal sob a chuva. “O que será que Ivan, o Desprezível está aprontando?” Ciel se perguntava.

– Tire a jaqueta – Sebastian voltara para o carro.

– O quê?!

– Tire a sua jaqueta molhada. Pegue, vista isto – Sebastian entregou uma jaqueta preta de algodão e uma toalha para se secar. – É bom estar preparado. Enxugue bem os cabelos, não vai querer pegar uma pneumonia.

– Você é pior que minha mãe e Angie juntas. Fala de mim, mas você ainda está molhado... – Ciel se curvou e colocou a toalha sobre a cabeça de Sebastian, enxugando-lhe os cabelos. Arrependendo-se do ato, Ciel tornou seus movimentos mais lentos. Inevitavelmente seus olhos encontraram os olhos de Sebastian. Em momentos assim, Ciel sentia que tinha que fugir daqueles olhos a todo custo, mas eles aprisionavam. Sebastian segurou a toalha e a mão de Ciel ao mesmo tempo, abaixando-os. Ciel estremeceu um pouco com o toque gelado. – Somos... Amigos, não somos?

Não soube nem por que aquela pergunta saiu de sua boca.

– Claro – Sebastian se curvou sobre Ciel, este se encolheu na poltrona do carro ao sentir o braço do rapaz passar sobre seu corpo. Seus rostos ficaram a centímetros, Ciel sentiu o coração acelerar. Sebastian pegou o cinto da poltrona do garoto, puxou-o para baixo, até prendê-lo no engate. – Não se esqueça do cinto – disse em tom de alerta.

Sebastian ligou o carro. Quando saíram de Albert Dock, já eram 18 horas. Voltaram para Haveshire acompanhados pela noite. Sebastian ainda tentou puxar conversa, mas Ciel fez toda a viagem de volta em silêncio, olhara pelo vidro da janela todo o tempo. Pensativo.



Já em casa, após uma hora de broca da mãe por passar o dia fora de casa sem mandar notícia e por chegar todo molhado, Ciel deitou-se na cama. Pegou o celular. Tinha 10 chamadas perdidas da Angie, 20 da mãe e 7 da Liza. Quando terminou de apagar todas, seu celular deu o alerta de mensagens. No visor, ele podia ler SEBASTIAN. Abriu a mensagem.

Obrigado pelo ótimo dia. Tenha uma boa noite.

S.M.

Ciel olhou para a mensagem por uns 10 minutos, se perguntado se devia responder ou não. E se perguntando por que ele achava que haveria problema em responder uma simples mensagem. Havia algo que ele realmente gostaria de perguntar a Sebastian, mas não teve coragem. E se ele estivesse enganado, se tiver entendido mal? Uma pergunta assim seria muito constrangedora, ainda mais se a resposta for não. Começou a digitar.

Boa noite.

Ciel

Apenas isso. E enviou. Era uma simples mensagem de boa noite. O que mais poderia significar?

.

.

.

A uns dez bairros de distancia, numa zona abandonada, uma mulher antes bela, agora desfigurada chorava compulsivamente. Estava em um galpão, acorrentada em uma cadeira de ferro. Tinha agulhas por cada centímetro dos dois braços, pequenos cortes por todo o rosto, seus cabelos cortados curtos e desordenadamente. A sua frente estava a figura do misterioso assassino, escolhendo a próxima ferramenta de tortura.

– Mary tinha um cordeirinho, ele era bem branquinho... – Cantava a canção infantil enquanto caminhava para a moça com um punhal em mãos. – Oh! Não, não, não! Não durma Mary. Não tem graça se você não gritar – dizia segurando o queixo da mulher, que tinha os olhos arregalados de medo. – Então, Mary Mary... – deslizava o punhal pelo abdômen da mulher, fazendo surgir um filete de sangue. – Que parte sua quer enviar aos seus amigos?

E com a pergunta o punhal foi ferozmente inserido no corpo. Um grito de dor ecoou por toda Liverpool, mas infelizmente fora abafado pela chuva.

Notas finais
NOTAS: Shelly Sandoval: pra quem não conhece, é o nome de uma repórter do desenho Super Choque, ela só aparecia nas cenas de reportagem, eu achava muito engrçado ela dizendo o nome no fim das reportagens..... Academia Nottingham: é revelado o nome da escola do Ciel, também fictícia como tudo em Haveshire. A inspiração? Fala sério, sempre que vejo o nome Nottinham me lembro de Robin Wood. Liverpool Daily News: se esse jornal existe, eu não sei, mas o nome vem de um jornal impresso e televisivo chamado Liverpool Daily Post. plocia científica, forense ou perito: pela lei é obrigatório ter ensino superior pra ser um perito, no entanto a lei não especifica o curso, pode ser qualquer um. mas saber um pouco de medicina, quimica, ciencia, biologia ou sabe-se lá mais o quê...ajuda. O Submarino Amarelo: Todos os lugares visitados pelos dois realmente existem, menos o pub O Submarino Amarelo, se existir é coincidência. O nome vem de uma música dos Beatles. As duas músicas cantadas são dos Beatles, a primeira se chama In My Life e a segunda Twist And Shout. tive que ouvir um monte e até que não são ruins...viciei em algumas ....^^ Quando comecei a escrever a fic escolhi Liverpool ao acaso...consequentemente tive que mensionar várias coisas ligadas a cidade...acho que ficou bem....inglês... Obrigada por ter lido, plis plis (outra musica dos Beatles ¬¬) comentem, tô implorando mesmo u.u kissu e até o 6.