Notas iniciais
Olá Lindas o/ Embora já soubesse exatamente o que ia escrever nesse capitulo, ele demorou pra sair, levou dois dias, mas prometi pra hoje e aqui está ^^ li e reli várias vezes, não sei se ficou muito bom...mas espero que vcs gostem*3* é o maioooor capitulo escrito até agora, ainda pensei em dividir em dois mas preferi deixar assim, pelo título vcs vão perceber pq *-* boa leitura*-*

Capítulo 4: Desventuras



Ciel parou na porta do Darjeeling Chá e dali pôde ver Sebastian sentado numa mesa ao canto esquerdo, estava de costas para a porta. Era por esta razão que Ciel nunca o encontrava na Rua Barnabas pela manhã, Sebastian tomava o café da manhã no Darjeeling. Começou a aproximar-se evitando fazer muito barulho com os pés, queria surpreendê-lo.

– Então quer dizer que você é um tipo de riquinho mimado? — Ciel provocou sentando-se a mesa. Sebastian sorriu quando o viu.

– Não, esse papel não me pertence.... Terminou o livro?

– Sim, mas não me enrola, não. Hoje, eu faço as perguntas, você responde.

– Sim, meu lorde – Sebastian falou ironicamente, empertigando-se na cadeira.

– Você é todo cheio de gracinha não é? Eu mereço, isso é o que dá falar com estranhos.

– Perdão, eu esqueci que você é do tipo sério. Pensei que tinha sanado todas as dúvidas ontem.

– Não. É realmente o dono das Indústrias Midford? É uma corporação bem antiga e rica. E você não tem cara de empresário.

– Verdade. Mas sou sim, mas apenas de uma parte. Por isso é Indústrias "Midford" e não Indústrias "Michaelis". São várias empresas de roupas, brinquedos, comida espalhadas pela Europa, enfim, apenas uma porcentagem cabe a mim. Uma porcentagem grande até. Por isso não preciso me envolver tanto com esses assuntos chatos, no entanto, tenho que cumprir ordens, garantir que as coisas continuem funcionando conforme o combinado.

– O que você faz quando não precisa trabalhar?

– Ah, um interrogatório. Um pouco disso, daquilo e daquilo outro...

– Isso não responde absolutamente nada!! – alterou-se um pouco.

– Ando por aí, leio, venho ao Darjeeling, vejo você, jogo xadrez.

– Joga xadrez? Duvido que seja melhor do que eu.

– Quer apostar? Podemos marcar uma partida. Mas vou logo avisando que não vai ser fácil me derrotar, eu....

Estranhamente Sebastian parou de falar. Seu rosto se moveu alguns centímetros para a esquerda e olhava para o nada. Sua expressão adquiriu um ar mais rígido. Ciel teve a estranha sensação de que estava falando com as paredes.

– Sebastian? – Ciel chamou-o. – Está tudo bem?

– Sim – Sebastian olhou para Ciel daquele jeito estranho novamente, mas com um semblante meio tristonho. – Eu vou ter que ir agora, Ciel; nos vemos no final do dia, certo? – Ciel assentiu. Sebastian pagou a conta e saiu. O que será que aconteceu? Teria Ciel dito algo que o desagradou?

Ruby viu Ciel sentado na mesa com uma aura estranha e se aproximou. E lhe falou num tom muito sério, como se segredasse algo.

– Michaelis já lhe contou?

– Contou o quê?! – não vira a ruiva chegar. Esta arregalou os olhos, depois sorriu e começou gesticular estabanadamente.

– Q-que nós temos um novo super sabor de bolo de chocolate com morango... hahahahaha... N-não gostaria de provar antes de ir pra escol...

– Raios! A escola! – olhou para o relógio no pulso, já estava atrasado. – Droga, droga, droga! Maldito Sebastian, me atrasei por culpa dele.

A aula já havia começado. O professor já falava. Quando viu Ciel na porta, Liza tentou distraí-lo. “Professor, pode me explicar esse assunto?”. Era em momentos assim, que Ciel se lembrava de porque ainda aturava a garota, apesar de tudo, por mais que o perturbasse ela era realmente amiga. Era o que importava no final.

– Chegando atrasado senhor Valentine? – Ciel estava a alguns passos da sua cadeira, quando a voz do professor trovejou, percebera a chegada do aluno sem nem desviar o rosto do livro de Liza. – Não se esqueça de pegar a sua detenção na minha mesa no final da aula, mas agora vá logo para o seu lugar e pare de interromper a minha aula.

Ciel amaldiçoava quem colocou a aula do irredutível professor de Língua Inglesa no primeiro tempo. E na sexta-feira! Era muito azar. Liza lhe lançou um olhar de “sinto muito” e Ciel respondeu com um olhar de “tudo bem”.

Ciel passou o dia aturando as piadinhas do insuportável Ivan Mason, que não perdia qualquer oportunidade pra dizer “O senhor perfeito ficou de castigo!” ou qualquer outro tipo de brincadeira irritante. O secto de idiotas que sempre o rodeava caía na gargalhada claro.

Por conta da suspensão, Ciel foi o último aluno a sair da escola. Seus passos ecoavam pelos corredores frios e vazios. Sentiu novamente aquele cheiro de morte. aquilo o deixou em alerta. Virou-se. Teve a estranha sensação de estar sendo observado. “Quem está aí?”, ele disse em voz alta, mas tentando não parecer amedrontado ou paranoico. Não houve resposta. Apurou sua audição o máximo que pode, mas não conseguiu ouvir nenhum barulho além daquele provocado por sua respiração. De repente, sentiu uma presença atrás de si.

Virou-se e deu de cara com o estranho homem do beco sem saída. Incomuns olhos verdes. Ele olhava por cima de sua cabeça e falou ainda sem olhar para Ciel:

– Sinto cheiro de pecado.

O homem então baixou os olhos para Ciel, sem mover a cabeça. O garoto sentiu seu corpo congelar. O estranho se dirigia a ele ou não? BAM! Ouviu uma forte batida no fim do corredor. Som de vidro se partindo. Virou-se, mas não viu nada. Voltou-se para o estranho, no entanto, este desaparecera novamente. Sentiu sua visão embaçar, esfregou os olhos com as mãos. ficou curioso, mas algo lhe dizia que não era sensato continuar ali. Seguiu para a saída correndo. Quando estava quase na saída da escola, esbarrou em alguém espalhando livros no chão. Era a bibliotecária da escola.

– Senhorita Bathory?!

– Senhor Valentine, o que faz aqui há essa hora? – Perguntou a mulher ajeitando os óculos e pegando os livros. Tinha cabelos castanhos escuros e olhos negros.

– Fiquei de detenção. – Olhou para trás, mas não viu nada.

– O que houve? Parece nervoso.

– Não foi nada – achou melhor não mencionar caras que aparecem e somem do nada.

– Certo então. Poderia me ajudar a levar esses livros até o carro?

– Claro.

– Obrigada.

Ciel acompanhou Bathory até o carro, guardaram os livros no porta-malas despediu-se da professora, deu uma última olhada na escola e praticamente fugiu para o Darjeeling Chá. Será que estava ficando maluco? Não é possível que tenha imaginado tudo.

Entrou no café, mas não havia sinal do Sebastian. Procurou Ruby mas não a encontrou também. Perguntou a outra garçonete.

– Ruby teve que sair. Você é o amo Valentine?

– Sim. Ciel Valentine.

– Ruby disse pra lhe entregar isso quando viesse – a moça pegou um livro e um bilhete atrás do balcão e entregou a ele.

O livro se chamava Punição Para a Inocência e o bilhete era de Sebastian. Ciel desdobrou o papel e começou a ler.



Caro Ciel,



Estou cumprindo minha parte do acordo. Aqui está outro livro. Narra a história de um jovem que é preso por um crime que não cometeu. Infelizmente não poderei comparecer hoje. Nossa partida de xadrez fica pra próxima. Vemo-nos no cinema amanhã. Por favor, me mande uma mensagem com o endereço do cinema que sua irmã escolheu. Pois como espera que eu compareça se não me informou isso?

Mil desculpas

Sebastian



Ciel podia até imaginar o sorriso irônico do moreno dizendo aquilo. Deslizou os dedos delicadamente sobre o nome Sebastian. “Até a letra dele é perfeita” ele pensou. Realmente, era uma letra muito bonita, fina e meio deitada para a direita. Ciel dobrou o bilhete, guardou dentro do livro e foi para casa.



Já em seu quarto, de pijama e de banho tomado, Ciel abriu a gaveta do guarda-roupa e pegou uma caixinha vermelha. Tirou um pedaço de papel dela. Olhou o número que estava escrito ali, salvou em seu celular e mandou uma mensagem informando o endereço do cinema. Colocou o bilhete e o pedaço de papel dentro da caixinha, a devolveu para seu lugar no guarda-roupa, pegou o livro, deitou-se na cama, deu uma última olhada para o celular sobre o criado-mudo e começou a ler.

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– Quantas pessoas você convidou, Ciel? – indagava Angie já na porta do cinema.

– Duas – Ciel ainda achava que devia ter ficado em casa e cancelado com Sebastian e Liza. Seu olho ainda o irritava.

– Só isso? Eu falei que a grana era pouca, mas também não tô pobre não maninho! Assim não dá nem pra fazer bagunça. Se eu soubesse que você ia convidar só isso de gente tinha chamado uma galera da Facu.

– Até parece que você não me conhece – Ciel falava com o ar desinteressado de sempre.

Logo Liza chegou num vestido rosa e jaqueta branca. Os cabelos loiros soltos com cachos. “Boa noite Ciel!”, ela o cumprimentou com um beijo no rosto.

– Eeeeeê, olha só quem chegou arrasando! – Angie segurou a mão de Liza e fez a garota girar para exibir a roupa. – Tá linda, fofa!

– Sério? – os olhos de Liza brilhavam de tão orgulhosa. Ciel suspirou impaciente.

– Acho que já podemos entrar, né?

– Calma maninho. Seu amigo ainda não chegou e eu ainda vou....xiiiii, não comprei os ingressos ainda. Esperem aqui, já volto.

Pela primeira vez, Liza não disse nada. E eles esperaram alguns minutos num silêncio constrangedor, até Angie voltar.

– Pronto. Tava tudo esgotado, mas consegui ingresso para um filme que estreia hoje. É censura 18, mas a Liza já completou 18, você e seu amigo podem entrar comigo. O nome é “Dança Proibida”.

– Do que se trata o filme? – Ciel perguntou olhando para o relógio.

– Aaaaah..... – Angie olhou para os lados encabulada, coçou a cabeça – é sobre uma garota que quer aprender uma dança, que ela não pode dançar....é um filme de superação...ela aprende a dançar a dança. Essas coisas.

– Muito interessante – Ciel disse sarcástico.

– É musical? Amo musical – Liza saltitava.

– Liza, O Fantasma da Ópera é um musical, High School Musical é só um filme com música – Ciel parecia entediado.

– Qual a diferença?

– MEUDEUS! Para tudo! Quem é aquele deus da perfeição vindo pra cá?

Ciel e Liza se viraram.

– Aquele é Sebastian.

– O quê?! Eu pensei que ele fosse um adolescente de 17. Apresenta o gato.

– Boa noite, Ciel – Sebastian o cumprimentou primeiro.

– Está atrasado.

– Tive que terminar um trabalho antes de vir. Deixe-me adivinhar, você deve ser a belíssima irmã do Ciel – cumprimentou Angie.

– Angélica Valentine, prazer. Mas, pode me chamar de Angie.

– Acho que já conheço a senhorita.

– Sim, Elizabeth Wilson. Desculpe não ter me apresentado direito.

– Sem problema. Ciel tem sorte de ter uma amiga tão bela – Ciel teve a impressão de que Liza fosse explodir.

Os quatro compraram refrigerante. Só Ciel não quis pipoca. Entraram na sala de exibição e foram procurar os acentos.

– Posso sentar do seu lado, né Ciel? Liza perguntou.

– C-claro.

E sentaram-se respectivamente Ciel, Liza, Angie e Sebastian. As luzes se apagaram e o filme começou.

Cinco minutos de filme. Ciel imaginou o desfecho da história do livro que estava lendo, e ele ali, assistindo a um diálogo idiota. Sete minutos de filme. Liza segurou seu braço e deitou a cabeça sobre seu ombro. Dez minutos de filme. Mais diálogo sem conteúdo e Ciel se perguntava por que aceitava sair nesses passeios malucos com irmã. Treze minutos de filme. Ciel olhou para Sebastian, mas rapidamente desviou o olhar. Aquele momento em que você é pego pela pessoa que você observava. Quinze minutos de filme. A música começa. A tal dança também.

A personagem começa a dançar para um cara ridículo na opinião de Ciel. Depois ela começa a se insinuar e a tirar uma peça de roupa. Depois, outra e outra. Alguns segundos depois, já partiam pras preliminares. Angie inclinou-se pra ver melhor. Sebastian levantou uma sobrancelha. Liza ficou tão vermelha que tapou os olhos. Ciel cuspiu todo o refrigerante no cara da poltrona da frente.

– QUE RAIOS DE FILME É ESSE! – Ciel gritou. Pegou o canhoto do ingresso e leu o gênero do filme. – ANGIE, SUA DOIDA! VOCÊ TROUXE A GENTE PRA VER FILME PORNÔ? ESSE É SEU FILME DE SUPERAÇÃO?!

– “Sentaí “ Ciel, que que tem, você não é mais criança, é? E o filme fala de superação sim. Você nem viu o final ainda...

– É EU SEI O QUE ELA VAI SUPERAR! – Ciel apontou pra tela e quando olhou, corou, seu dedo apontava para uma parte bem indevida da atriz, desviou os olhos.

“Calem a boca!”, “senta, seu idiota!” “querem sair da frente!”, “ Se não vão assistir não atrapalhem!” “faz silencio aí ruiva!”, gritavam as pessoas enquanto Ciel e Angie discutiam. “Tirem esse moleque daí!”, “Mandem esse idiota calar a boca!”.

– Quem você pensa que é pra chamar meu irmão de idiota? Ele só não gosta do filme, tá! Quer que eu vá aí resolver isso, meu irmão? Shiiii pra vocês também, babacas! Não me mandem calar a boca......

Não deu outra, foram os quatro expulsos do cinema.

– Que foi? – Angie perguntou. Ciel olhava bravo para ela. – Não olha pra mim assim, foi você que começou a gritar. – Angie se sentiu culpada. Sabia que o irmão não gostaria do filme, por isso mentiu quando ele perguntou sobre o enredo. Sabia que ele faria cara feia, mas não imaginou que ele faria aquele alvoroço, Ciel é sempre tão quieto. – Taaaá, desculpa,vai. Eu devia ter perguntado. Perdoa eu?– implorou fazendo cara de cãozinho sem dono.

Ciel suspirou e virou os olhos. Angie sorriu e abraçou o garoto sob protestos “É por isso que eu amo esse garoto”.

– Sebastian, gato, desculpa aí o transtorno – disse a garota enquanto Ciel afundava o rosto nas mãos. A irmã era realmente impossível. – Mas não vamos perder a noite. O que acham de dançar? Tem um clube muito show aqui perto.

Sebastian levou os três no seu carro até a boate. “Já falei que amei esse seu amigo?” segredou Angie a Ciel quando viu o jaguar preto. Entraram no clube e escolheram uma mesa. Angie puxou logo Sebastian pra dançar.

– Você quer dançar Ciel? – arriscou Liza.

– Não gosto de dançar. Você sabe disso.

– Tudo bem, eu fico aqui com você – Liza olhou para Angie e Sebastian na pista de dança. – Sebastian é um cara legal, não é? Como ficou amigo dele?

– Ele me emprestou um livro.

– Ah.... Sabia que fiz aula de dança quando criança? Minha mãe me colocou no balé com 7 anos. Lembra? Fiz um ano e meio, mas definitivamente não era tão boa quanto às outras meninas, então pedi pra trocar, aí eu fiz jazz por.... – Liza realmente não suportava silêncios constrangedores.

– Vamos dançar pessoal? – Ciel se distraiu tanto com a falação da Liza que nem notou que a irmã voltara pra mesa. Ele, claro, disse que não dançaria.

– Eu até queria, mas.... – começou Liza.

– Então vem, garota! Dança comigo enquanto dou uma folga pro Sebastian – e saiu arrastando Liza pela mão. Sebastian sentou-se a mesa.

– Se não gosta, porque concordou em vir?

– Não sei se já percebeu, mais é praticamente impossível dizer não pra Angie. – Ciel dizia entediado.

– Sua irmã é bem decidida de si, não é?

– É um furacão ambulante, isso sim – Sebastian riu da declaração do adolescente. – Eu prometi te mostrar a cidade. Acho que hoje não vai ser possível. – disse massageando as têmporas.

Sebastian viu Ciel provar o líquido do copo, fazer uma careta e afastá-lo com a mão. Não gostava de bebida. Sebastian tirou uma barra pequena de chocolate do bolso interno da jaqueta e ofereceu ao jovem.

– Quer chocolate? – Ciel fez uma expressão esquisita. Sebastian abriu a embalagem quebrou um pedaço da barra e mordeu. – Viu, não está envenenado.

– Me dá logo essa porcaria! – e pegou a barra. Enquanto comia Sebastian falou:

– Sabia que o chocolate pode proporcionar mais prazer do que um beijo? Eu digo que depende do beijo. – Ciel olhou pra ele. – Gostaria de comprovar? – falou sorrindo.

– P-preciso- ir-ao-banheiro – disparou saltando da cadeira. – Com licença.

Ciel levantou-se sem olhar para Sebastian e foi ao banheiro. Ao chegar lá, dirigiu-se a uma pia, apoiando as mãos nas duas extremidades e olhando para o chão. Suas bochechas queimavam. Sentiu seu olho arder. Quando levantou o rosto para o espelho, viu o rosto de uma garota com compridos cabelos pretos e olhos azuis. Cambaleou para trás assustado. Piscou os olhos, viu somente o seu reflexo. Abriu a torneira e molhou o rosto algumas vezes. “Você está enlouquecendo Ciel.”





Angie dançava com Liza e paquerava os rapazes ao lado. Olhou para a mesa e não viu o irmão. Foi direto pra lá com Liza a suas costas.

– Onde está o Ciel?

– Foi ao banheiro – Sebastian respondeu.

– Há quanto tempo?

– Faz uns cinco minutos.

– Por favor, Sebastian. Vai lá ver se ele tá bem? Ciel sempre se tranca quando tem problemas. Se ele estiver passando mal, meus pais me matam.

Sebastian foi procurar Ciel. O garoto estava sentado num canto, tapando os olhos com as mãos. Sebastian se ajoelhou diante dele.

– Está tudo bem?

– Minha irmã te mandou aqui? Humph! Que belo passeio – disse bufando. – Eu perdi minha lente....

– Você usa lente?

– Só no olho direito. Nasci com um problema na retina. Sem a lente, não enxergo nada com esse olho.

– Posso ver? – Sebastian perguntou tirando a mão de Ciel da frente, o menino abriu o olho. Ciel tinha o olho esquerdo intensamente azul, mas a íris e a pupila do olho direito eram opacas, quase brancas.

– É estranho, não é? E tem ardido muito ultimamente.

– Pra mim parecem perfeitos. Sebastian tinha um perfume agradável. Quase... sedutor, Ciel pode perceber. O jovem olhou a gola da camisa preta contrastando com a pálida pele do pescoço do rapaz, subiu pelo rosto até encontrar os olhos castanhos de Sebastian, que também o observava. – Vamos? – Sebastian pôs-se de pé e ajudou Ciel a levantar. Saíram do banheiro.

– O que vocês estavam fazendo? Estava começando a achar que tinham descido pelo ralo!

– Calma Angie. Perdi a minha lente. Sebastian estava me ajudando a procurar.

– Talvez seja melhor irmos pra casa, ele disse que o olho estava doendo. – Sebastian informou.

Mesmo Ciel dizendo que estava bem, Angie não se convenceu e achou melhor irem. Sebastian pôde ver que Angie era realmente muito protetora. Sebastian deixou Liza em sua casa, depois levou Angie e Ciel.

– Adorei a companhia, gato. Nos vemos por aí – despediu-se a ruiva.

– Tchau e boa noite. Boa noite, Ciel – Ciel olhou para Sebastian de um jeito estranho. E seguiu para a porta. Sebastian se perguntava o que teria acontecido.

– Que falta de educação Ciel. Ele foi tão legal. Espero sonhar com ele hoje. Ah, se o pai ou a mãe perguntar, não tinha mais ingresso no cinema. E abafa o caso.

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Sebastian dirigia pelas ruas escuras de Haveshire, antes o bairro mais tranquilo de toda Liverpool. Um homem de casaco marrom esperava na esquina. Sebastian parou o carro e o homem entrou.

– Já recrutou o garoto? – perguntou o homem.

– Ele ainda não está pronto. Não quero cometer o mesmo erro novamente. Não tenho pressa.

– Você pode não ter pressa, mas Londres não pode mais esperar – disse o estranho colocando balas num revolver.

– Não se preocupe, quando chegar a hora... – os olhos de Sebastian se espreitaram perigosamente. – Mostrarei do que sou capaz, não importa quem seja. Não terei piedade.

Notas finais
Notas: Língua Inglesa: para muitas pessoas, quando um professor chato dá aula de português, essa matéria se torna pior que matemática. Como a história se passa na Inglaterra, o equivalente lá é Língua Inglesa, claro. u.u Ivan Mason: o nome do valentão, que dará as caras novamente, vem de Ivan, o Terrível, um czar russo cruel e Charles Mason um psicopata hippie maluco. Punição Para A Inocência: segundo livro que Sebastian empresta pro Ciel é também de Agatha Crhistie. Elizabeth Wilson (LIZA): Wilson é em homenagem as minhas duas patricinhas loiras favoritas Brittany e Tiffany Wilson,de As Branquelas, embora elas não fossem elas, ¬¬. Haveshire: Ciel mora em Liverpool, Cidade costeira, no fictício bairro Haveshire. Só pra informar. Qualquer semelhança é coincidência. OBRIGADA a Annie Little que favoritou a história, e a todos que deixaram comentário aguardo a opinião de vcs...se gostaram ou não...... deixem reviews, onegai bjs e até o 5.