Phaeleh I

15 Capítulo 15 - Carência


Notas iniciais
Miky-san: Olá queridos *--* Postando mais cedo hoje hehe Neste capítulo vocês terão uma dose HOT que tanto estavam desejando... Espero que gostem! Desculpem qualquer errinho, ok? Boa leitura!

–- Fique longe dele! – o urro bestial de Niels fez Meine pular pelo susto. Estivera tão concentrado no estranho, que não percebera a aproximação do irmão de Svan. Niels avançou para eles com uma lança em mãos. Ele a ergueu, a expressão feroz. Os olhos brilhantemente carmesins do elfo se voltaram com frieza a Niels no momento no qual a lança foi arremessada, cortando o ar com um silvo que preludiava morte.

–- Espere!

Meine queria fazer perguntas ao estranho. Ele era um elfo também e possuía tantas dúvidas a respeito de sua identidade... Tantas curiosidades, tantas incertezas! Não sabia como o estranho era capaz de falar sem mover os lábios, ou se metamorfosear em corvo – ele também podia fazer isso? Era uma habilidade inerente aos elfos ou exclusiva daquele homem cujo sotaque Meine desconhecia?

Seu coração estava acelerado em uma mescla de medo e admiração. Temia o homem e o que poderia lhe fazer, principalmente pela sensação ruim que se instalou em seu peito, mas ele não conseguia reprimir o desejo de que Niels errasse e não o matasse.

Eram tantas perguntas!

O elfo se levantou ao tempo em que movia sua capa, enrolando-a em torno de si. As sombras espiralaram em torno dele com um sibilar maligno. A lança o trespassou, atravessando o corpo insubstancial e se cravando fortemente na terra. Logo o corvo alçou voo com um grasnido, desaparecendo além das árvores da floresta como se nunca tivesse estado ali.

Meine não conseguiu se mover por um segundo. Nunca estivera tão perto de um elfo como ele além da curta experiência que teve com os elfos de luz há alguns dias. Aquilo o deixou em um misto de curiosidade e aflição. Apertou a frente de sua camisa pela dor no coração e nunca pensou que fosse desejar tanto um abraço de Svan como naquele momento. Ele se sentia desnorteado, como se o chão houvesse desaparecido sob seus pés, deixando apenas uma queda inacabável e longínqua.

Você está onde não deveria estar, Álfa ljóði. Com alguém que não deve lhe pertencer.

Aquilo queria dizer que era errado ficar com Svan? Mas por quê?

Meine simplesmente não entendia.

Quando Niels se aproximou, segurando a haste da lança e a puxando com brutalidade da terra, Meine olhou ao redor, notando que estavam sozinhos. Se alguém viu o que aconteceu, provavelmente ignorou.

–- Você está bem? – Niels disse sem emoção. Meine assentiu com a cabeça. – Ótimo. Sabe quem era aquela coisa?

Aquela coisa.

Isso era bastante doloroso para se ouvir.

–- Nunca o vi.

Niels anuiu, em conseguinte segurando-o pelo braço e o arrastando na direção da habitação de Svan. Meine se deixou ser levado, pois sua mente estava caótica demais para ser capaz de andar com as próprias pernas sem estagnar no lugar. Ele sentiu uma onda de alívio quase dolorosa quando Niels abriu a porta e eles pisaram na sala. Aquele ambiente lhe era tão familiar e tranquilizante...

Ele deixou o ar que sequer notara que estivera prendendo sair em um pesaroso suspiro.

–- Está realmente bem?

–- Sim...

Niels franziu o cenho, mas não disse mais nada.

–- Svan deve chegar ao anoitecer. Vamos espera-lo.

Meine arqueou uma sobrancelha.

–- Vamos?

–- Sim – Niels puxou uma cadeira e se sentou, cruzando os braços sobre o peito e as pernas na altura dos tornozelos – Sente. Vamos os dois esperar Svan.

–- Você acha que ele vai machucar Suvan?

O pensamento lhe assustava, não negava. Niels não respondeu de imediato, ponderando sobre o assunto.

–- Não acredito que possa. Mesmo que ouse, Svan não é o líder por acaso. – um brilho assustador tomou os olhos de Niels e ele empinou o queixo orgulhosamente – Meu irmão é o mais forte de nós. Mesmo sem Wray e Sky com ele, ainda é capaz de matar dez elfos com um espirro.

Meine não gostou daquilo. Não que não ficasse satisfeito por saber que Svan era forte o bastante para se defender, mas porque, em sua mente, sentia como se o “matando dez elfos” incluísse a ele. Ou a uma família que ele não conheceu.

Ele só estaria aliviado quando Svan estivesse em casa e incólume.

–*-*-

Estava começando a chover.

As gotas caíam pesadamente, açoitando as árvores. Hayliel olhava de seu esconderijo improvisado sobre um galho para o grupo de patrulha do Berserker Svan. A noite já caíra há algum tempo e, completamente nus e nem um pouco envergonhados, os guerreiros se reuniam em grupos de quatro para fazer um relatório ao seu superior e trocar de turno com mais quatro guerreiros já descansados. Svan dizia algo a eles com sua habitual carranca e, mesmo de longe, Hayliel notava que o Chefe tribal era intimidante.

Svan provavelmente era como uma força cataclísmica da natureza.

E para a tristeza de Hayliel, também estava em posse de um elfo. Seria este o Phaeleh? Hayliel acreditava que sim, mas não podia fazer nada além de supor no momento. Ele estivera observando o garoto durante o período da tarde, surpreendido com o quanto lhe recordava uma pessoa familiar...

Mas quem era mesmo?

Hayliel estremeceu pelo frio que lhe enregelava os ossos através das vestimentas ensopadas.

Como diria a Darius que Svan era um traidor?

Isso o preocupava. Hayliel não apoiava a guerra, mas a situação estava cada vez mais grave. Um Berserker em posse de um elfo, Yusuf mobilizando os elfos escuros, sua missão de produzir armas celestiais para todos os elfos de luz, a espionagem... Ele tinha de retornar o quanto antes, mas, para isso, precisaria ter certeza da identidade do menino elfo.

–- Espionando o inimigo, Hayliel?

Hayliel ficou rígido, o sangue evaporando de seu corpo. Rapidamente ergueu a cabeça, preparado para enfrentar a criatura cuja presença sequer sentira, como se não estivesse lá. Seus olhos encontraram a íris escarlate e luminosa de Verchiel. O elfo escuro não possuía uma expressão além da de austeridade desde que Hayliel se lembrava. Dain sempre se mostrara uma criatura escusa.

–- Você não deveria estar aqui, Dain.

Hayliel vira quando Dain abordara o menino elfo momentos atrás. Ele nunca se sentiu tão agradecido a um Berserker quando o irmão de Svan se interpôs um tanto quanto violentamente entre o escravo e o elfo escuro. Dain não era de confiança nem para os seus irmãos de armas e, como guerreiro, não possuía o mais ínfimo código de honra.

Ele estava de pé sobre um galho acima da cabeça de Hayliel, olhando-o com a inexpressividade da qual recordava.

Por que Dain se aproximara do menino?

–- Você também não. Entretanto, ambos estamos aqui.

Dain era um amaldiçoado. Não deveria ter os poderes que possuía, não deveria sequer ter sobrevivido ao nascimento.

–- Vi que se interessou por um escravo – Hayliel comentou com falsa despreocupação.

–- Eu também vi que estava interessado nele.

Hayliel engoliu em seco.

–- E então?

O ataque veio sem qualquer aviso – em um momento, Dain estava empoleirado longe dele, e um segundo após, havia se lançado para o seu galho. Hayliel recuou, saltando para o chão, os pés deslizando na terra molhada. Seu cabelo grudava ao rosto. Ele abriu e fechou a mão de ferro, preparando-se para outra investida do elfo escuro.

–- Você não pode tocar no garoto, Dain!

O vento assobiou em resposta. As folhas farfalhavam. A chuva caía fortemente.

Um calafrio desceu pelas costas de Hayliel e, subitamente, Dain saltou do galho da árvore, caindo diante dele e desembainhando um sabre que carregava nas costas. A ataque foi um corte ascendente e vertical e Hayliel segurou a lâmina com sua mão de aço. Ela era sua arma há muito tempo e estava bastante habituado a usa-la para lutar. O punho de Dain veio na direção de seu rosto, entretanto, ao invés de lhe desferir o soco que estivera esperando, um punhado de lama atingiu seus olhos. Ele não sabia há quanto tempo Dain tinha aquilo na mão, mas, desde o começo, viera ali para lutar.

Talvez porque achasse que Hayliel sabia demais a respeito do menino e não quisesse que Darius também se inteirasse do que se passava.

Hayliel recuou, grunhindo enquanto tentava limpar os olhos, que ardiam terrivelmente. Algo o atingiu com força no estômago, forçando-o a se curvar para frente. Uma lâmina rasgou seu ombro, arrancando-lhe um jorro de sangue.

Não podia morrer. Ele mal lutara. E Darius precisava saber do que ele descobrira.

Hayliel pestanejou, incapaz de ver além de borrões. Viu a sombra de Dain e foi o que lhe bastou para reagir – girou nos calcanhares, desferindo um chute alto que visava o pescoço de Dain. O elfo escuro defendeu com um braço e, como uma serpente, agarrou a perna de Hayliel. Em um hábil movimento, passou por debaixo da perna enquanto a segurava, ficando de frente para as costas de Hayliel.

Hayliel viu sua falha enquanto Dain girava nos próprios pés, desequilibrando-o e o arremessando para o chão. Ele rolou na lama e nas poças de água, molhando-se e sujando-se, os dentes tiritando de frio.

–- Você não sairá daqui vivo, Hayliel.

–- Acha que me mantive ao lado de meu senhor Darius por tantos séculos por quê?

Dain avançou para ele, empunhando o sabre e preparado para desferir seu último golpe. Hayliel ergueu a mão – naquele único segundo, sentiu todo o frescor de sua conexão com a natureza, desde as boas e curativas energias da terra até a força da energia luminosa do sol que ainda residia em cada criatura viva que o rodeava. E ele absorveu essa eletricidade mágica, fortalecendo-se, curando-se, ligando sua mente a tudo que era natural e tocado por Frey. Quando Dain saltou para ele, ele desceu a mão.

Inicialmente houve um estalo. Então o chão tremeu e logo a árvore atrás dele se moveu em um rompante, curvando-se para frente e atingindo Dain com seus galhos, arremessando-o de encontro ao tronco robusto de outra árvore. O elfo escuro arquejou pela dor violenta, desabando na lama.

Hayliel inalou profundamente, sentando-se enquanto movia os dedos e o pulso. A outra árvore estremeceu. Então, quando Dain tossiu, lutando por se recuperar, o tronco se curvou sobre ele, os galhos perfurando a terra com agressividade, fechando-se em torno dele, confinando-o.

Hayliel sabia que aquilo não duraria muito tempo. Dain era um guerreiro poderoso e seus poderes nefastos logo seriam usados para destruir a frágil barreira criada por Hayliel.

Aproveitando o tempo que lhe restava, levantou-se e moveu os dedos, sentindo a visão ficar turva – a energia das trevas da lâmina de Dain já estava agindo, entrando em seu sistema para destruí-lo. Um galho da árvore mais próxima desceu devagar para ele, como se uma mão fosse estendida para ajudá-lo. Hayliel estremeceu, as pernas fraquejando. Tropeçou, incapaz de se manter de pé. De repente, respirar foi bastante difícil. Ele esticou uma mão e puxou uma diminuta folha verde.

Abruptamente, chamas negras explodiram ao seu lado, elevando-se como um pilar para o céu escuro e tempestuoso. Trovões rugiram ao longe. As árvores foram incendiadas, degenerando-se instantaneamente em um revoo de cinzas em chamas. Dain urrou seu ódio, incrementando força destrutiva ao fogo negro.

Hayliel não tinha mais tempo. Levou a folha aos lábios e soprou sobre ela. A magia fluiu dele para ela em uma mensagem que apenas o próprio Darius ouviria quando pegasse a folha e a soltou ao vento, vendo com alívio como voava para longe.

Naquele instante, gritou de dor com todas as forças que lhe restavam, pois algo acabara de lhe trespassar o corpo.

–*-*-

A porta se abriu, deixando entrar o vento forte e a chuva. Niels e Meine se levantaram rapidamente para olhar Svan, que agitava o cabelo louro, lançando água para todos os lados. Seus olhos se estreitaram, desconfiados, ao ver o irmão e o elfo o encarando como se vissem deus.

–- O que foi?

Meine correu para ele e se lançou em seus braços. Svan esteve tão atônito que não teve outra reação a não ser a de ver a diminuta criatura que enlaçara seu pescoço com os braços com força.

–- Van!

Svan fulminou Niels com o olhar.

–- Ele estava preocupado. Tivemos um incidente bastante curioso mais cedo.

Svan rosnou pela inflexão na voz de Niels – algo ruim acontecera.

Meine estava gelado, apesar de que não mais do que ele próprio. Svan envolveu sua cintura com os braços, agradecido por aquele toque em dias. Apertou Meine contra seu corpo, erguendo-o do chão, deleitando-se com o contato. Aproveitaria aquele momento ao máximo.

Niels coçou a cabeça, desconfortável.

–- Acredito que Meine vá querer lhe contar o que houve – resmungou – Depois nos falamos.

Niels rapidamente tratou de se retirar para lhes dar privacidade. Svan apertou Meine uma última vez antes de pô-lo no chão. Ajoelhou-se diante dele, afastando os cabelos de seu rosto assustadoramente pálido.

–- Meine – disse em um tom baixo e profundamente cavernoso. Meine mordeu o lábio, os olhos cheios de lágrimas não derramadas – O que houve?

–- Eu queria que você voltasse logo – a voz de Meine estava rouca e carregada de preocupação.

–- Por quê?

Ele respirou fundo.

–- Um elfo – foi tudo o que sussurrou.

Algo pareceu estrangular o coração de Svan naquele momento e ele rosnou pela dor provocada.

–- Foi atacado?

Meine não respondeu. Aquela espera estava acabando com Svan por dentro. Meine não estava fisicamente machucado pelo o que via.

–- Não. Niels não permitiu que se aproximasse de mim e logo foi embora. Niels me protegeu.

Svan suspirou, aliviado.

–- Ótimo.

–- Van... Eu não sei nada sobre mim.

Svan segurou seu rosto entre as mãos, olhando-o nos olhos.

–- Não importa, Meine. – Céus, ele estava prestes a dizer algo emocionante, o que ele nunca fazia. Até que ponto estava mudando por Meine? – O Meine que eu conheci é o bastante para mim.

Os olhos dele se abriram em surpresa.

–- Mas...

Svan negou com a cabeça.

–- E daí se você é um elfo, uma bruxa ou duende? Não vai mudar a pessoa que você é.

As lágrimas deslizaram pelo rosto de Meine e Svan se inclinou para beijar cada uma delas. Meine não fugiu dele, mas estava tão tenso que poderia muito bem se passar por uma estátua de pedra. Era como se ele estivesse se esforçando para aceitar Svan, para superar seu medo.

Foi quando Svan se lembrou da sugestão de Wray e da negação que lhe dera no momento. Agora, olhando para Meine, ele tinha certeza de que seria capaz de qualquer coisa por seu escravo. Mesmo aquilo.

–- Vamos para o quarto? – sussurrou. Meine fungou, estremecendo enquanto chorava – Tenho uma coisa para você.

Meine assentiu com a cabeça e se dirigiu para a habitação que compartilhavam. Svan lhe deu espaço para ir sozinho, tomando a distância que precisasse.

Svan se sentia nervoso e ansioso ao mesmo tempo. Ele queria ajudar Meine a não temê-lo mais. Sentia falta do Meine ousado e tímido. Então, quando, enfim, viram-se sozinhos no quarto, Svan sentiu seu coração se acelerar no peito.

–- Você vai precisar de mim para algo, Van?

Svan assentiu com a cabeça, iniciando o processo de se despir das pesadas roupas molhadas. Os olhos de Meine estavam fixos em cada movimento seu, acompanhando cada gesto, as bochechas coradas.

–- Preciso de você para superarmos algo juntos, Meine.

O cenho de Meine se franziu.

–- O quê?

–- O seu medo.

Quando a calça de Svan foi ao chão, deixando-o totalmente nu e molhado ante o olhar de Meine, viu seu pequeno elfo recuar um passo, desejoso e assustado ao mesmo tempo. E quando Svan avançou muito lentamente, a passos confiantes e calculados, Meine recuou ainda mais, até bater as costas na janela, os olhos enormes de tão abertos.

–- Van...

Svan, entretanto, não o abordou. Assim como Wray lhe aconselhara, deitou-se na cama e respirou fundo, estendendo uma mão a Meine.

–- Wray me disse que seu corpo teme o meu.

Meine engoliu em seco.

–- E por que está... está assim?

–- Eu não vou te tocar, Meine. Venha aqui – disse suavemente. Meine ainda não aceitara sua mão – Conheça o meu corpo. Veja que ele não pode lhe fazer dano.

Meine tremia quando se forçou a aceitar sua mão. Delicadamente, Svan o puxou para perto da cama, até seus joelhos baterem no colchão. Então, soltou seus dedos e ergueu os braços acima da cabeça, segurando o travesseiro. Meine respirou fundo.

–- Tem certeza, Van?

Svan nunca havia ficado por baixo em nenhuma das relações sexuais que teve. Era sua primeira vez demonstrando paciência e submissão e já gostava daquilo. Ainda assim, ele se esforçaria por Meine. Ele precisava fazer isso.

–- Eu quero que você me conheça por inteiro, Meine.

Meine olhou para o corpo nu de Svan. E enquanto o fitava, começou a se despir. Svan sentia seu membro acordando para a vida a cada pedaço exposto da pele perolada do elfo. Ele se deliciava com cada traço dele, mesmo os mais singelos. Quando Meine esteve completamente nu, Svan sentiu que sorria.

–- Van, eu... Eu gosto muito de você.

Aquilo o esquentou por dentro – não de excitação, mas... Uma euforia indescritível. Ele não sabia que nova classe de calor era aquela.

Não teve tempo para responder, pois Meine o montou, escarranchado sobre sua pélvis, as mãos espalmadas sobre seu peito.

–- Faça o que quiser, Meine. Eu sou seu.

Os olhos dele brilharam de emoção. Ele assentiu com a cabeça e sorriu. Estava trêmulo, mas determinado a prosseguir com aquilo. Ele deslizou as mãos pelo peito de Svan, tocando os mamilos escuros. Viu Svan segurar com força o travesseiro. O Berserker estava tenso, mas não se moveu. Encorajado, Meine acariciou os mamilos, movendo os dedos circularmente, até que se tornassem duras protuberâncias.

Ele notou quando a respiração de Svan se alterou, ficando mais pesada. Podia sentir o coração acelerado sob sua palma. As pálpebras pesaram e os olhos verdes se tornaram extremamente escuros. Meine molhou os lábios.

–- Posso fazer o que eu quiser?

–- Sim – o grunhido retumbante de Svan enviou uma onda de desejo por seu corpo, que pareceu escalda-lo.

Munindo-se de coragem, Meine se debruçou sobre Svan, nunca desviando o olhar do dele. Plantou um beijo em seu peito. Então deslizou a língua para o lado, até alcançar o mamilo rijo. Svan grunhiu quando sugou a protuberância entre os dentes e seu quadril se elevou instintivamente em uma investida. Meine estremeceu em uma mescla de prazer e medo.

–- Shh, carinho – Svan sussurrou, plantando o traseiro no colchão – Não farei nada.

Meine moveu a língua de lado a outro, açoitando o mamilo de Svan, arrancando-lhe grunhidos e gemidos. Pela tensão em todo aquele corpo musculoso, sabia o quanto custava a Svan abrir mão de sua dominância. E ele se sentia extremamente feliz e agradecido por isso – era a demonstração de carinho mais linda que tivera. Svan queria que não o temesse, que gostasse dele e aceitasse seu corpo tanto quanto lhe aceitava as palavras. Por isso, Meine também estava se esforçando. Ele chupou o mamilo com força.

–- Merda – Svan ofegou.

Curioso, Meine se ergueu em seus joelhos, os cabelos roçando o peito de Svan. Olhou por entre eles, vendo a longa e grossa ereção do Berserker ao lado da sua, que também implorava por atenção. Ambos estavam excitados e carentes de toque. Meine nunca havia tido experiências sexuais antes de Svan e, após a educação que o livro de Wray lhe dera, sentia-se extremamente curioso e ansioso para testar tudo, para saber quais seriam as reações de Svan, do que gostaria...

Mas sempre que Svan se moía, seu corpo se preparava para fugir.

Meine respirou fundo.

–- Van – disse, rouco, erguendo os olhos para os de Svan – Eu quero te beijar.

Svan pareceu ter engolido uma pedra naquele momento.

–- Estou ao seu dispor.

Meine sorriu e se esticou sobre Svan, parando bem diante de seu rosto. Olhou com certa timidez, agora um tanto quanto incerto de como prosseguir. Antes que se desencorajasse, aproximou-se devagar. Plantou os lábios sobre os de Svan, sentindo a maciez e o quão cálido lhe era. Um fogo se acendeu em seu peito e lava parecia deslizar de seu ventre para o pênis excitado. Ele se esfregou no ventre de Svan, sentindo seu quadril ondular abaixo de si, imitando inconscientemente os movimentos do sexo enquanto suas bocas se acariciavam. Os lábios pareciam famintos e moldáveis, como se se encaixassem perfeitamente. A língua de Svan logo pediu passagem em sua boca e a de Meine foi ao seu encontro, enroscando-se, explorando a quente cavidade com fome e volúpia, como se dali retirasse seu sustento.

Meine sentiu o pênis de Svan tocar suas bolas e ele gemeu. Puxou um mamilo de Svan, sentindo o grunhido de prazer vibrando em sua garganta. Deslizou a mão que não brincava com a protuberância escura pelo peito amplo, descendo pelo ventre, pela coxa, até lhe agarrar o membro. Svan rosnou e impulsionou o quadril para o alto. Ele sugou a língua de Meine entre os lábios com força antes de a sua própria invadir a boca do elfo, saqueando agressivamente como o viking que era.

Meine moveu a mão por toda a extensão do membro de Svan, até lhe agarrar a ponta. Esfregou a glande rapidamente, dando velozes batidinhas com a ponta do dedo na diminuta fenda já molhada. Svan gemeu e grunhiu em desespero, investindo para frente e para trás, o quadril ondulando sensualmente como se estivesse agora mesmo penetrando Meine.

–- Van – gemeu em sua boca. – Você gosta disso?

Seu rosto estava em chamas. Svan mordeu seu lábio inferior, os dedos cravados em garras no travesseiro.

–- Maldição, sim. Continue.

Meine acariciou em círculos a ponta do membro de Svan. Sentia-o pulsar quando o agarrou. Era quente e macio, mas duro. Ele desceu a mão por todo o comprimento. Svan reagiu mais uma vez, o quadril subindo e descendo rapidamente. Meine o apertou, subindo a carícia até a ponta outra vez. Svan enterrou a cabeça no travesseiro e seu corpo inteiro convulsionou de prazer, esguichando gozo sobre ambos, mais e mais. Meine continuou acariciando o pênis, excitando-o mais uma vez antes mesmo que o orgasmo findasse, arrancando-lhe o máximo de prazer possível. Ele gemeu quando o pênis de Svan esfregou no seu, tirando-lhe as forças. Ele estava duro e desejoso, descontroladamente excitado após fazer Svan gozar.

–- Meine.

O peito de Svan subia e descia rapidamente.

–- Sim?

–- Eu quero te dar prazer.

Meine sorriu, corando.

–- Mas disse que não ia me tocar – provocou.

Svan abriu um sorriso lupino, predatório.

–- Vou te mostrar como se faz.

Meine arqueou as sobrancelhas.

–- Como?

Ele sentiu uma estranha vibração de prazer percorrê-lo em antecipação.

–- Deite com esse traseiro virado para cá.

Meine não contestou. Já havia visto aquilo no livro de Wray, mas fazer era muito diferente de ler. Ele se ergueu, pondo um joelho de cada lado da cabeça de Svan. Quando se deitou sobre seu corpo, o pênis inchado de Svan estava bem diante de seu rosto.

–- Quer que eu te lamba, Meine?

Meine sentiu o rosto esquentando.

–- Quero.

A boca de Svan tragou seu membro excitado até a garganta. Meine soltou o ar dificultosamente, sentindo-se na beira de um abismo prestes a cair. Quando os lábios quentes sugaram a cabeça de seu pênis com força, ele se impulsionou na boca de Svan, já se sentindo perto de gozar. Segurou as bolas de seu companheiro, massageando-as, enquanto abocanhava o membro já molhado do gozo anterior. Ele chupou e brincou com a cabeça intumescida, golpeando-a com a língua rapidamente, assim como Svan fazia com ele. As pélvis se moviam com vontade própria em duras estocadas, buscando prazer. Meine estava enlouquecendo e sentia que o mundo deixou de existir quando o frenesi desesperado proveniente da necessidade da liberação embotou seus pensamentos. Svan lambia e chupava seu membro com força, até que, enfim, ambos foram assolados por ondas convulsivas e intensas de estremecimentos que pareciam inacabáveis.

O gozo de Svan encheu sua boca e ele se esforçou por engolir todo o creme quente. Desabou sobre Svan.

Ambos estavam ofegantes, extenuados. O ar que respiravam não parecia ser suficiente.

–- Meine – Svan ofegou.

Meine rolou para o colchão. Sentou-se ao lado de Svan, mas, exausto, desabou sobre seu peito, aninhando-se sobre ele.

–- Eu não tenho forças – retrucou.

Ele podia ouvir o coração de Svan martelando em seu ouvido. Uma mão tocou seus cabelos, afagando seu couro cabeludo. Meine fechou os olhos, incapaz de esconder o diminuto sorriso que estampava sua face.

–- Você foi incrível, Meine.

Meine apenas gemeu, totalmente à mercê do carinho de Svan. Fazia muito tempo desde que se sentira tão em paz, tão seguro. Ele não sabia quando aconteceu, mas, de repente, Svan tornou-se todo o seu mundo.

–- Obrigado, Van.

–- Eu só não quero que tenha medo de mim, Meine.

Meine abriu a boca para lhe dizer o que sentia, mas desistiu. Svan ainda não estava preparado para ouvir seu amor. Em vez disso, apoiou o queixo em uma mão e sorriu.

–- Podemos repetir isso?

Os olhos de Svan brilharam.

–- Quantas vezes quiser.

Continua...

Notas finais
Obrigada por ler ♥