Peter Johnson E Os Olimpianos
3 UMA NOVA MEIO-SANGUE
Notas iniciais
Valerie.
Naquele dia, não voltei a falar com Rebekah. Eu vi ela, mas apenas durante as refeições, e ela estava na mesa da casa grande e discutia com Quiron o tempo todo. Depois do jantar consegui vê-la indo em direção a praia de mãos dadas com Theodore.
Hoje quando acordei, andei pesadamente em direção a mesa de Poseidon, irritado com Rebekah. Que tipo de melhor amiga fica sem falar com seu melhor amigo praticamente o dia inteiro? E não, eu não estava com ciúmes.
Quase todos os campistas estavam sentados em suas respectivas mesas, mas, como sempre, não encontrei Rebekah. Os gêmeos disseram que ela estava no chalé, por isso fui la procura-la.
Estava prestes a bater na porta do chalé de Zeus quando eu ouvi um grito agudo de garota vindo de algumm lugar atrás de mim. Me virei a tempo de ver Rebekah puxando uma garota loira e bronzeada pelo cabelo para fora do chalé de Atena. Theodore vinha correndo atrás com a camiseta ao contrario.
- Como pode? – Rebekah gritava para ele – Como pode?
- Sua louca! – a menina loira gritou esfregando a cabeça dolorida – Qual o seu problema?
-CALA A BOCA, SUA VADIA! – Rebekah gritou e empurrou a garota, que caiu, só de short jeans e sutiã fúcsia no gramado.
-Rebekah... – Theodore a chamou.
- O que foi? Vai se defender dizendo o que? Que desculpa você ainda não usou? E por favor não seja o fato de que ela é de Apolo e não Afrodite. Alias o que foi isso? Acabaram as vagabundas de la? Ou elas ganharam vergonha na cara?
- Rebekah... – ele a chamou de novo.
-Posso pelo menos pegar minha roupa? – a garota, que tinha se levantado, perguntou.
-Sai daqui! AGORA! – Rebekah começou a chorar enquanto a filha de Apolo ia correndo em direção a seu chalé.
- Rebekah, por favor... – Theodore tentou abraça-la, mas ela se desviou – Eu te amo.
- Você não podia ter feito isso de novo! – ela reclamou.
-Para com o drama, você sabe que vai me desculpar, você sempre me desculpa mesmo – ele disse revirando os olhos.
Ela deu uma tapa na cara dele e correu para o chalé de Zeus, passando direto por mim e batendo a porta.eu voltei para o pavilhão e tomei meu café da manha, Achei melhor não comentar da briga com ninguém e só fui procurar Rebekah quando percebi que ela não tinha aparecido em lugar nenhum desde de manha e já era hora do almoço.
Então eu estava de novo na soleira da porta do chalé de Zeus, preste a bater, quando Rebekah abre a porta carregando sua mochila preta.
- Onde você esta indo? – perguntei.
- Como você sabe eu estou indo a algum lugar? – ela perguntou confusa.
- Você esta saindo do seu chalé, tem que estar indo a algum lugar, não tem? – eu disse pondo uma longa pausa entre as palavras.
- Certo, é claro – ela respondeu rindo – Eu vou sair em... Tipo uma missão.
- Uma missão? – exclamei – E porque eu não estou indo junto? Ia me deixar aqui?
- Eu vou te deixar aqui – ela passou por mim e fechou a porta, andando em direção as mesas.
- Por quê? – eu a segui.
- Porque é muito perigoso, Peter! – ela reclamou.
- E só porque eu não sou um deus estúpido eu não posso ir!?
- Exatamente! – ela gritou irritada – Porque você pode morrer.
- Então você vai levar o seu namoradinho imortal com você? – gritei – Ele definitivamente não pode morrer não é mesmo?
- Ele... Eu não sei se ele ainda é meu namorado – ela disse.
- E por que não? – eu perguntei irritado – Pelo que eu sei você vai perdoa-lo e vocês vão voltar a ser o casal perfeição!
- SE VOCE ESTA DIZENDO QUE SOMOS PERFEITOS, ACHO QUE TALVEZ EU DEVA PERDOA-LO MESMO! — ela começou a brilhar e desapareceu.
- Ótimo! – revirei os olhos.
Segui andando para a arena, onde teria a primeira aula do dia. Como não tinha nada para fazer, fiquei sentado no chão pensando no que eu tinha que fazer para ganhar minha própria espada e se ela podia ter alguma habilidade especial. Não acho que eu tenha ficado ai durante muito tempo, mas os campistas começaram a chegar cada vez em números maiores.
- Escolham seus pares! – gritou Georgious de algum lugar da arena. Eu tinha esquecido totalmente que ele existia e esperava não ter mais que falar com o metido idiota do chalé de Hermes.
Todos começaram a escolher seus parceiros e pegar as armas. Como sempre, eu acabei ficando sozinho. A maldita da minha única amiga que vinha ao Acampamento (agora que Sophia é uma caçadora) tinha mesmo que viajar e me largar ali sozinho. E sabe quem sobrou para mim? Theodore-senhor-perfeito-ex-namorado-da-Rebekah. Melhor, impossível!
Ele carregava uma espada de bronze celestial e couro preto. Na lamina havia entalhado claramente o nome Matadoura em letras maiúsculas. Que apropriado, realmente. Peguei uma espada qualquer que era um pouco pesada demais para mim.
Nosso combate foi um pouco violento demais. Acho que Ares teria tentado me machucar menos que Theodore e ele lutava bem melhor que eu. Mas também, ele era dois anos mais velho, tinha dezessete, treinava a muito mais tempo que eu e tinha uma espada apropriada. Eu sai muito machucado, mas consegui não morrer. Georgios gritou que trocássemos de parceiros e eu agradeci mentalmente a ele por isso.
- Sabe, você não é tão ruim quanto eu pensei que ia ser – disse Theodore, não sei se ele estava tentando ser simpático – Talvez, se você não tivesse beijado minha namorada, eu podia não querer te matar.
- Uau obrigada – respondi sarcástico e fiz questão de corrigi-lo – Acontece que ela não era sua namorada na época, pensávamos que você estava morto, ela continua não sendo sua namorada e acho que eu ia querer te matar de qualquer jeito, já que eu pelo menos sei que você falava com Cronos durante todo o ano passado e esse antes do verão também. Sem contar o fato de você trair repetidamente sua ex-namorada.
- Não conte com isso, que nos tenhamos terminado, quero dizer, ela vai me perdoar, ela sempre perdoa – ele sorriu e se apoiou na espada – E quanto a Cronos, não tenho a menor ideia do que você esta falando.
Ele se afastou e eu o vi ir falar com a garota do chalé de Apolo que Rebekah tinha posto para fora hoje mais cedo.
Resolvi que era o suficiente um massacre por dia, e por isso voltei ao meu chalé. Eu dormi cedo e acordei tarde no dia seguinte, voltando a dormir o quanto antes. Meus sonhos estavam me parecendo mais interessantes do que as lutas diárias e exaustivas com Theodore, pelo menos parecia que ele estava me odiando um pouco menos, o que era bom já que assim eu tinha menos chances de morrer.
Era incrível o tanto de coisa que se pode aprender dormindo quando se é um meio-sangue. Quando se passou uma semana do dia em que Rebekah havia viajado, Theodore não parecia mais me odiar muito, Zoe havia virado minha nova segunda melhor amiga, Theron passou a sem quase amigável comigo e não me xingava quando Damon me deixava ir em seu chalé consultar os estudos de Rebekah sempre que eu queria.
Eu tinha aprendido um monte de coisas, principalmente sobre Rebekah e estava morrendo de saudades dela. Eu achava inclusive que tinha descoberto coisas que ela não sabia e tinha que contar a ela. Eu perguntei a Quiron se a demora era normal e ele disse que não, mas que eu não devia me preocupar porque ela era uma deusa e não podia morrer, muito tranquilizador, obrigado.
No oitavo dia sem Rebekah, a espera acabou. Estava indo tomar café da manha. Três sombras se aproximavam correndo das barreiras mágicas. Eu corri para ver o que estava acontecendo. A primeira sombra era uma garota absolutamente linda, ela era branca como porcelana, seu cabelo da cor da Lua cacheado ia ate seu quadril e os olhos tinham a mesma cor do cabelo. Tive a sensação de que já tinha visto aqueles olhos antes em algum lugar, mas não me lembrei onde. Ela corria majestosamente, como se flutuasse e segurava um arco de prata.
Rebekah era a dona da segunda sombra. Ela meio lutava, meio corria de um monstro que eu não reconheci direito, estava distraído com as duas garotas lindas entrando no Acampamento. Rebekah pareia exausta e tinha vários machucados e hematomas pelo corpo. Eu sabia que tudo aquilo poderia ser curado com algumas doses de néctar e ambrosia, mas isso não aconteceria se elas não cruzassem as barreiras do Acampamento.
- Anda logo, Rebekah! – reclamou a garota de cabelo cor da Lua – Sabe, no fim, chegar aqui nem foi tão difícil!
- Para você, Irene, é claro que não foi! – disse Rebekah atacando o monstro – Minha missão era justamente facilitar sua chegada ao Acamamento.
Irene sorriu quando passou pelas barreiras mágicas do Acampamento com Rebekah em seu encalço. Peleu, o dragão que guardava o Acampamento lidou rapidamente com o monstro, que fugiu grunhindo. Nesse momento, um símbolo começou a brilhar na cabeça de Irene.
- Finalmente! – ela reclamou.
Era o símbolo de Artemis, a deusa casta.
Notas finais
Sera que Rebekah e Theo vao voltar?
Ou o Peter vai convence-la de que ele eh uma escolha melhor?
O que a garota nova vai mudar nas vidas deles?
E como ela pode ser filha de uma deusa que deveria ser virgem?
As respostas chegam daqui a pouco,
Valerie.
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