Notas iniciais
Espero que voces gostem :)
Valerie.

EU GANHO UM PRESENTE

Rebekah desabou e eu corri em sua direção.

- Ai meu Zeus! O que aconteceu com ela? – perguntou Irene.

- Monstros demais – eu respondi, analisando seus machucados – Vou leva-la para a Casa Grande.

Carreguei Rebekah para o quarto que ficavam as pessoas machucadas ou desacordadas, mas como ela estava machucada e desacordada, não fazia diferença. Irene seguiu saltitando feliz. Quiron passou a cuidar de Rebekah e me mandou levar Irene para conhecer o Acampamento, sem nenhuma explicação de porque existia uma filha de uma deusa que teoricamente era virgem.

Quando estava quase terminando o tour, esbarrei em Theodore.

- Ficou cego por acaso agora? – ele reclamou, depois reparou em Irene – Quem é essa, campista nova?

- Irene, prazer, filha de Artemis – ela cantarolou sorridente – E você é?

- Theodore, filho de Atena e Hefesto, uma longa historia – ele respondeu, depois sorriu – Se você é a tal filha de Artemis, isso quer dizer que Rebekah voltou da missão! Onde ela esta?

- Desmaiada, na Casa Grande – eu falei – Eu era o único que não sabia da missão?

- O QUE? – ele me ignorou e correu em direção a Casa Grande. Eu o segui e esqueci de ver se Irene estava vindo conosco.

Theodore correu ate quase trombar com uma Rebekah totalmente recuperada que estava saindo do quarto.

- Parece que deuses se curam mais rápido – ela disse sorrindo – Finalmente eu descobri um vantagem nisso!

Theodore a abraçou, aliviado por ela estar bem. Quando ele finalmente a soltou, seus olhos pousaram em mim.

- Eu sei que nos brigamos antes de você ir e... – eu comecei a dizer

- Nos dois sabemos que não devemos levar nossas brigas idiotas a serio – ela me interrompeu me abraçando – Acho que vocês dois já conheceram Irene, não é mesmo?

Assentimos.

- Ótimo. Fico feliz em ver que não se mataram enquanto eu estava fora – ela riu.

- Não nos odiamos mais – Theodore respondeu. Rebekah arqueou as sobrancelhas em uma cara de surpresa fingida, fazendo ele rapidamente acrescentar – Não nos odiamos mais tanto assim.

- Eu tinha certeza absoluta que vocês iam se dar bem!

- Sem querer ser chato nem nada – murmurei – Mas nos temos que conversar sobre umas coisas que eu descobri.

- Converse – ela me incentivou. Eu a encarei – Certo, você quis dizer tipo a sos, entendi. Vamos?

-Mas, Rebekah... – Theodore chamou-a.

- Depois eu falo com você – ela disse – E não pense que eu te desculpei.

Nos andamos por um temo em silencio, depois achei que já deveria começar a contar tudo a ela.

- A primeira coisa é sobre a sua tiara – por reflexo, ela tocou a cabeça e eu continuei – O presente de Hades, foi pra protegê-la e para que não descobrissem que você era uma deusa...

- Peter, é só uma tiara... –ela tentou me convencer, mas eu a interrompi.

- Ela restringe a sua memória a apenas a sua vida atual – ela me encarou como se eu fosse louco, mas eu continuei – Você, na verdade, nasceu durante a primeira guerra dos deuses contra os Titãs. Cronos te escolheu para ser a princesa. Você foi a única de seus descendentes que ele não tentou matar. Ele queria que você o ajudasse a destruir os deuses e manter o mundo como ele era. Cronos sabia que você seria ainda mais poderosa do que Zeus e queria que você lutasse contra seus irmãos. Acontece que a guerra acabou quando você ainda era apenas um bebe e não pode ajuda-los. Zeus te sequestrou e mandou Hades mata-la. Acontece que o deus dos mortos ficou com pena de sua irmãzinha mais nova e levou-a para uma família de mortais, para ser criada como um deles. Ele lhe deu essa tiara como presente assim você envelheceria normalmente e sempre que passasse por uma situação em deveria morrer, era levada ao Mundo Inferior, onde a tiara tirava suas memórias anteriores e você volta a ser um bebe e ia para outra família mortal, sem lembrara de nada. Ela é de bronze-celestial banhada no rio Lete.

- Faz sentido – ela disse simplesmente. Eu a encarei como quem pede um comentário mais construtivo e ela riu – Eu já sabia disso, Peter, só não contei a ninguém porque vocês não precisavam saber como eu sou velha.

- Você é imortal, é diferente – eu corrigi-lhe.

- Antes que eu esqueça – ela mudou de assunto – Queria te dar isto.

Ela me entregou uma caneta esferográfica.

- Obrigado... – eu peguei meu presente – Pela caneta.

- Não é uma caneta, seu idiota! – ela começou a rir – É uma replica da espada de Percy Jackson, anaklusmus, acho que era esse o nome.

- Rebekah, é uma caneta – eu disse.

- Tire a tampa, seu teimoso – eu tirei a tampa e a caneta se transformou em uma espada de bronze celestial e couro – Eu disse! Pedi ao pessoal do chalé de Hefesto para fazer. Você não tinha uma espada, então achei que seria um bom presente.

- Obrigada! – eu não conseguia para de encarar a espada, encaixei a tampa na ponta e ela votou a ser uma caneta.

- Só tem duas diferenças. A primeira é que se você perder eu não consegui fazer com que ela volte para você. E a segunda é o nome, a sua espada se chama Oceano, como os domínios do seu pai, não como o Titã.

- Obrigada, mesmo – eu agradeci sorrindo, a espada era incrível e tão portátil como uma caneta.

Eu estava andando de costas, virado de frente para Rebekah. Eu não tinha percebido que ela estava meio mancando ate agora, quando ela tropeçou em uma pedra e tentou se apoiar em mim, só que eu não estava prestando atenção, então cai de costas e ela, que tentou recuperar o equilíbrio se apoiando em mim, caiu também. Em cima de mim.

- Desculpa – ela sussurrou – eu não...

Ela parou de falar enquanto nos encarávamos. Eu só lembrava de ter ficado perto dela assim uma vez, no verão passado quando nos beijamos perto do Empire State Building. E como da outra vez, eu não pensei, só aproximei mais meu rosto e beijei-a. Ela não recuou, só retribuiu. E nos ficamos ali.

- Não sabia que vocês namoravam ou algo do tipo, que legal! – eu reconhecia voz de Irene e, relutantemente, me afastei de Rebekah. Será que as pessoas realmente não entendem que interromper beijos não é muito legal?

- Nos... Não... – eu gaguejei.

- Não namoramos – respondeu Rebekah. Era impressão minha ou ela não parecia irritada? – Nem nada do tipo.

- Certo amigos coloridos? – insistiu a filha de Artemis com um sorriso sugestivo.

- Não, amigos. Só amigos. Nada mais que amigos, entendeu? – eu reclamei com a garota, que menina insuportável!

Rebekah me encarou. Eu quase podia ouvir seu cérebro processando “Amigos. Só amigos. Nada mais que amigos, entendeu?”. “Amigos. Só amigos. Nada mais que amigos, entendeu?”.

Irene ficou com uma cara de quem pedia desculpas. Eu só falo besteira, mas o que eu deveria ter dito. Que não sabia o que éramos? Que eu era um perfeito imbecil que não tinha dito a ela que gosto dela quando eu tive a chance e que agora que o ex-namorado dela voltou do mundo dos mortos eu não sei se ainda tenho direito de dizer isso? Acho que não ia soar muito bem.

- Acho que... Que eu encontro vocês no almoço – Irene se virou e correu na direção oposta. O que ela tinha vindo fazer aqui afinal?

- Vamos, não queremos nos atrasar – Rebekah começou a andar atrás de Irene.

- Espera – eu pedi segurando seu braço – Nos não podemos...

- Continuar assim, eu concordo – ela me interrompeu e continuou andando.

- Mas...

- Não deveríamos nos atrasar, vamos – eu soltei-a e ela foi embora, andando na direção de seu chalé e eu fiquei sozinho ali, pensando se eu poderia ser mais idiota.

Notas finais
No proximo capitulo, a missao. Beijos,
Valerie.