Peter Johnson E Os Olimpianos
5 DE UM JEITO OU DE OUTRO, EU GANHO A MISSAO
Notas iniciais
Valerie.
DE UM JEITO OU DE OUTRO, EU GANHO A MISSAO
Como muitas vezes acontecia, Rebekah não apareceu no almoço. Irene se sentou sozinha a mesa de Artemis atraindo olhares curiosos de quase todos os campistas. Eu sabia bem ate demais como ela se sentia. Theo se dirigiu a mesa de Artemis e Irene ficou sorrindo para ele e mexendo no cabelo. Depois eles se levantaram e foram andar. Sozinhos.
Não demorei muito ali, e resolvi ir para meu chalé. No caminho, acabei passando pelo chalé de Zeus e vi os gêmeos e Rebekah saindo de la. Ela veio ate mim.
- Onde você esta indo? – ela perguntou. Eu apontei o chalé de Poseidon – Não esta não. Temos uma reunião de conselho agora.
- Certo – respondi seguindo-a na direção oposta – Sobre mais cedo...
Ela balançou a cabeça negativamente. Uma das coisas nas quais Rebekah era melhor era fingir que algo não havia acontecido.
- Não precisamos falar sobre isso – ela disse encarando os sapatos.
- Mas deveríamos – eu parei de andar e a encarei – Será que você pode olhar para mim quando eu estou falando?
Ela levantou o rosto, me olhou por um segundo e depois desviou de novo o olhar. Ela queria me falar alguma coisa ou estava mentindo. Precisamos sim falar sobre aquilo.
- Qual é, eu sou tão feio assim? – eu disse e ela sorriu – Olha para mim!
- Eu tenho vergonha! E você não é feio – ela murmurou ainda olhando para baixo.
- Por favor! – eu pedi. Ela levantou o rosto devagar e, finalmente, olhou nos meus olhos. Me arrependi um pouco de ter pedido que ela me olhasse. Eu me distraia um pouco.
- Certo... É que... – eu comecei a dizer.
- Não estamos atrasados ou algo assim? – perguntou Irene, vindo em nossa direção – Nos tínhamos que ir a uma... Como é o nome?
- Reunião de Conselho – respondeu Rebekah calmamente. Não pude deixar de fuzilar a filha de Artemis com o olhar. De verdade, ela já estava me irritando um pouco demais. Ela não se tocava? – Temos mesmo uma. E estamos atrasados.
Elas começaram a andar em direção a Casa Grande e eu, relutante, me arrastei atrás delas.
O conselho voltou se reuniu na sala de recreação. Sentávamos em vota da mesa de pingue-pongue esperando eu alguém dissesse alguma coisa. Quiron limpou a garganta.
- Vocês devem ter se perguntado, porque há uma filha de Artemis conosco – ele disse – Por que ela esta aqui? Se isso significa que o voto sagrado de Artemis foi quebrado? Se ela representa uma ameaça?
Os campistas se mexeram nas cadeiras enquanto Irene corava.
- Rebekah, se você puder explicar a eles – pediu o centauro – Eu ficaria imensamente agradecido.
- Certo. Para quem não a conhece ainda, essa é Irene, a mais nova representante do chalé de Artemis e a única integrante dele também. Não, ela não apresenta uma ameaça a vocês. As barreiras mágicas do Acampamento mantêm os monstros que vem atrás dela afastados. O voto sagrado de Artemis não foi quebrado, apesar de alguns deuses não acreditarem nisso – Irene a encarou com desconfiança e ela rapidamente acrescentou — O que, é claro, não é o meu caso.
- Como o voto de castidade de Artemis não foi quebrado se ela teve uma filha? Seria impossível! – gritou Melissa irritadamente – Virgens não tem filhos.
- ANTES DE FALAR VOCE DEVERIA PENSAR UM POUCO SUA... – gritou Roxane se levantando e mostrando o punho direito, com o qual socara o nariz da garota um ano atrás.
- Eu acho – interrompeu-a Theodore – Que todos aqui sabem que Atena também tem um voto de castidade e tem filhos, sem nunca ter quebrado seu voto. Eu, por exemplo, sou uma prova disso. Então o mais provável é que Artemis tenha feito algo do tipo, tendo uma filha e se mantendo casta, Melissa.
Roxane voltou a se sentar e segurar a mão do namorado parecendo muito mais calma.
- Eu e Quiron pensamos exatamente a mesma coisa – completou Rebekah – Alguns de nos conhecem Artemis, como eu e não acho que alguém que a conheça pode dizer que ela tenha quebrado alguma promessa na vida.
- O que, exatamente, estamos aqui para discutir? – perguntou Helena Thomas, a nova representante de Afrodite que assumira o cargo desde que Sophia se tornara uma caçadora e sempre parecia entediada.
- Para decidir de quem será a missão de levar Irene a salvo ate o Olimpo, onde o Conselho dos Deuses decidira o que fazer a respeito dela – respondeu Quiron, causando murmúrios agitados entre o grupo de ouvintes.
- Então, já podemos votar em quem vai? – eu perguntei.
- Claro – ele respondeu com um suspiro.
Todos começaram a gritar ao mesmo tempo expressando suas opiniões. A maioria gritava o próprio nome e motivos pelos quais deveria ser o escolhido. Irene encarava-nos boquiaberta. Theodore e Rebekah se encaravam como se concordassem com algo, apesar de não terem dito absolutamente nada.
- CALEM A BOCA! – gritou Rebekah se pondo de pé. Todos se calaram imediatamente e encaram-na assustados. Não sei se funcionou pelo fato de ela ter uma aura de poder ao seu redor, mas acho que o fato de ela ser uma deusa ajudou um pouco. Rebekah respirou fundo e falou em um tom mais calmo – Irene é a primeira participante da missão. Não se pode leva-a em segurança sem que ela vá junto.
- Alguém não quer ir? – perguntou Theodore. Roxane e Damon levantaram as mãos – Certo.
- Acho que o melhor seria se cada um desse um voto – eu sugeri – Não vale votar em quem não quer ir.
- Pode funcionar – concordou Theodore sorrindo sarcasticamente – Por que será que nunca pensamos nisso antes? Eu voto em Theodore, do chalé de Atena, ou seja, eu.
- Peter Johnson – eu disse – do chalé de Poseidon.
- Melissa, do chalé de Ares – votou Melissa, do chalé de Ares.
- Draco, do chalé de Apolo – gritou Draco.
- Theron, do chalé de Zeus – murmurou o gêmeo que não era Damon.
- Zoe, do chalé de Morfeu – sussurrou Zoe.
- Georgious, o maravilhoso do chalé de Hermes – cantarolou Georgious.
- Helena Thomas, do chalé de Afrodite – opinou Helena.
E assim, cada um foi votando em si mesmo ao redor da mesa.
- Theodore, do chalé de Atena – votou Rebekah. Todos congelaram. Ninguém acreditava no que ela estava fazendo. Ela havia simplesmente cedido seu lugar na missão a ele. Theodore sorriu e segurou sua mao.
- Rebekah Anastásia Brunette! – exclamou dramaticamente Irene rindo.
- Rebekah – murmurou uma garota que eu na conhecia. Ela tinha inteligentes olhos cinza, cabelo castanho escuro ondulado e sorria como se estivesse no meio da execução de um plano genial.
- Muito bem – concordou Quiron – E com isso, teremos Rebekah e Theodore, com dois votos cada, acompanhando Irene na missão.
Houve protestos de quase todos, menos os três que iam para a missão, que pareciam bastante satisfeitos e de Roxane e Damon, que não prestavam atenção em nada que não fosse um o outro. Eu também protestei. Não queria Rebekah e Theodore viajando juntos por ai.
- Foi uma votação! – exclamou Quiron por fim – Foi completamente justa e os viajantes foram escolhidos por vocês mesmo. A sessão esta encerrada e vocês viajam amanha.
Rebekah e Theodore conversavam de mãos dadas quando me aproximei.
- Por que você votou nele? – eu perguntei irritado.
- O que? – ela respondeu sorrindo.
- Rebekah! – eu reclamei, mas ainda assim repeti – Porque você votou nele?
- Porque, Peter, eu quis – ela respondeu calma, um pouco calma demais – E eu já imaginava que você iria vir reclamar, mas essa missão será muito perigosa. Eu sei. Para trazê-la aqui eu tive que enfrentar muitos monstros e ninguém sabia que eu tinha ido ajuda-la. Peter, você não tem noção de como foi horrível.
- Então você esta dizendo que se importa mais que eu esteja vivo do que que ele esteja? – eu perguntei com um sorriso.
- Ele esta aqui! – reclamou Theodore.
- Peter, eu não disse isso. Só disse que não quero que você vá – eu continuei sorrindo – E depois, Theo não pode morrer. Ele é um deus.
- Claro, foi por isso mesmo – eu murmurei rindo.
- Zeus, como você é infantil – ela reclamou, também começando a rir.
A garota de Atena que tinha acabado de votar na Rebekah veio ate onde estávamos.
- Sarah! – gritou Rebekah rindo e abraçando a garota – Achei que você não tinha vindo esse ano. Como você esta? Eu estou morrendo de saudades! Zeus, eu tenho tanta coisa para te contar!
- Calma ai, garota – resmungou Sarah se desvencilhando da amiga – Eu quero ir nessa missão.
- Mas Sarah... – Rebekah ia contra-argumentar, mas foi interrompida.
- Normalmente, três meio-sangues vão nas missões. Não uma meio-sangue e dois deuses. Rebekah, vocês precisam de mim!
- Você... Tem razão – concluiu Rebekah – Pode vir conosco.
- Se ela vai, eu também vou! – reclamei.
- Gosto do jeito que ele pensa – avaliou Sarah.
- Acho que...
- Ele tem que ir! – exclamou Sarah, que tinha acabado de virar minha nova amiga da Rebekah favorita — Três meio-sangue, Rebekah! Três!
- Tudo bem, ele vai – concordou Rebekah.
Theodore revirou os olhos irritado com a decisão. Depois ele deu um abraço em Sarah. Eu encarei Rebekah como se perguntasse se ela não ia fazer nada.
- Eles são irmãos – ela disse – Mesmo, Sarah também esteve no orfanato conosco. Ela é, sem duvida, a pessoa que eu mais confio no mundo!
Alguma coisa naquele abraço me dizia que Sarah não concordava que eles dois eram como irmãos. Não sei se era a cara de nojo que ela fazia para Theodore quando ele não estava olhando ou se era porque parecia que ela queria mata-lo.
-Então, Theo, porque você não conta para nos como foi o seu ano fora? Fez algum amigo novo? – Sarah perguntou e pelo tom de voz dela, acho que ela também tinha descoberto sobre Cronos.
Notas finais
Valerie.
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