Peter Johnson E Os Olimpianos
18 REBEKAH GANHA UM PRESENTE VOADOR
Quando Apolo saiu do carro, eu percebi que ele e a irmã não tinham nada a ver um com o outro. Ele era loiro, e seus cabelos brilhavam intensamente. Apolo parecia passar a vida inteira malhando e se bronzeando.
- Ele é tão lindo! – suspirou Sophia. Thalia lhe cutucou e ela riu – Certo, não posso mais fazer isso.
- Ola maninha – Apolo alisou sua jaqueta de couro preta e abraçou Artemis – Ela eh nova?
Ele apontou para Sophia e ela corou.
- Bem bonitinha – ele sorriu.
- Somos gêmeos, eu não sou sua “maninha” – reclamou a deusa – E você não deve chamar minhas caçadoras de bonitinhas.
Percebi que Rebekah estava recuando devagar, esperando que ele não reparasse sua presença. Naquele momento ela tropeçou em uma pedra e caiu sentada.
- Essa não! – ela disse e cobriu o rosto com as mãos.
Todos, inclusive Apolo, viraram para ver o que tinha acontecido. O deus se aproximou e ofereceu-se para ajuda-la a se levantar estendendo a mão. Rebekah continuou parada na mesma posição, e ele não pareceu reconhecê-la. Acho que eu mesmo não a reconheceria com o rosto coberto.
- Não quer ajuda? – ele perguntou.
Ela suspirou, percebendo que não poderia ficar assim para sempre. Entao ela descobriu o rosto e levantou os olhos, encontrando os dele. Acho que nunca vi nnguem tão feliz quanto Apolo naquela hora. Achei que ele ia mata-la ou algo assim, mas percebi que Thales estava sendo irônico e o deus não odiava ela.
- Rebekah!? – ele exclamou contente e ajudou-a a se levantar.
Ele continuou encarando ela e sorrindo. Certo, ele não odiava ela.
- Oi – ela respondeu enquanto ficava absolutamente corada.
- Não te vejo faz tanto tempo! – ele comentou – Tempo demais...
Qual era o problema daquele cara? De verdade, ele não podia ser apaixonado por ela podia? Não, ele não podia.
- Realmente, faz tempo – ela concordou sem olha-lo.
- Já ia me esquecer, tenho um presente para você – ele disse e assoviou.
Eu ia perguntar o que ele estava fazendo, mas fui interrompido por uma visão paralisante. Um pegasus inteiramente cor de bronze descia voando do céu diretamente em nossa direção. Era uma das coisas mais bonitas que eu já vira na vida. Ele pousou ao lado de Apolo e trotou ate Rebekah.
- Ele é lindo! – ela disse enquanto alisava o cavalo – Absolutamente lindo!
É ela chefe! Disse Blackjack em minha mente A pegasas que eu amo!
- Não é nada comparada com sua beleza – Apolo comentou, fazendo Rebekah sorrir (porque será que eu queria arrancar aquela cabeça loira estúpida?) – E é uma menina. Chamei-a de Agatha.
-Agatha – ela repetiu – Soa bem.
Eles se encararam sorrindo.
- Então, podemos ir? – eu perguntei interrompendo-os de propósito – Isto é seu.
Eu entreguei o convite a Apolo e entrei no carro.
- Acho incrível a sua capacidade de esconder ciúmes – disse Sophia vindo se despedir de mim.
- Não estou...
- Não está com ciúmes, não gosta dela... Já ouvimos, Peter – ela me interrompeu – E repetir não vai tornar isso verdade.
- Blackjack, você pode leva-la Agatha ao Acampamento? – perguntou Rebekah.
Os dois pegasus levantaram voo e desapareceram de vista.
Depois que Apolo fechou a porta de Rebekah e falou mais alguns elogios, conseguimos decolar.
- Vou levar vocês ao Olimpo – ele disse.
Percebi que Rebekah estava no banco da frente, alias, próximo demais do cara apaixonado por ela.
- E a quanto tempo daqui fica o Olimpo? – perguntei.
- Bom, fica no topo do Empire State Buiding, então deve ser mais ou menos dez minutos de carro voador – ele respondeu.
Apolo passou o caminho inteiro dando em cima de Rebekah descaradamente.
- Não negue, você está furioso – disse Thales enquanto ria.
- Digamos apenas que no momento eu não queria que existisse imortalidade – respondi irritado.
Ele riu.
Agora estávamos sobrevoando Nova York. Segundos depois, o carro começou a pousar na frente do Empire State Building. Não tinha certeza do que os humanos estavam vendo através da nevoa, mas não deveria ser nada muito normal.
Saltamos do carro e íamos entrar no saguão, mas Apolo segurou Rebekah (eu estava feliz por estarmos saindo de perto dele, senão eu acabaria entrango em uma briga com um deus e isso não seria muito bom). Ele olhou nos olhos dela.
- Voce eh tão linda... – achei que ele fosse beija-la, não preciso descrever meu estado de irritação. Ele balançou a cabeça – Quando vou te ver de novo?
- Eu... Não sei – ela gaguejou.
- Odeio essas leis estúpidas que não permitem que deuses se casem com mortais... – ele murmurou. Ela tem catorze anos, não vai se casar! – De qualquer jeito, acho que tenho que deixar você ir...
Ela assentiu.
- Você precisa mesmo ir? – ele disse quando a soltou (EU VOU ARRUMAR UM JEITO DE MATAR UM CARA IMORTAL DAQUI A POUCO!).
- Sinto muito – ela disse e deu um beijo na bochecha do deus, depois saiu correndo para o saguão.
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