Peter Johnson E Os Olimpianos

1 MINHA AMIGA TRANSFORMA PRODIGIOS EM POEIRA


Notas iniciais
Sejam bonzinhos comigo. Antes de eu postar aqui tive apenas minha melhor amiga como leitora, entao peguem leve. Enfim, espero que gostem.

Meu nome é Peter Johnson.

Eu tenho catorze anos. Até alguns meses atrás eu era aluno da Excelence School, uma escola para supostos prodígios. Juro que com a minha dislexia e meu déficit de atenção não tenho a menor ideia de como entrei em uma escola como essa. Eu nunca passei mais de um ano em uma escola. Todo ano, alguma coisa acontecia e eu tinha que ser expulso. Não me entenda mal, eu não sou um delinquente, não procuro problemas, mas onde quer que eu vá os problemas vão comigo. Moro em Nova York com a minha mãe, em Manhattan.

Esse ano, nada tinha dado errado. Ainda. Estávamos na ultima semana de aulas, então é claro que eu já sabia que daqui a pouco, seria expulso.

Entreguei a prova de Álgebra para minha professora e sai da sala de aula. Segui pelos corredores largos da escola ate o pátio central, uma arena de cimento sem cobertura localizada exatamente no meio dos prédios de tijolos que formavam a Excelence. Olhei pelo pátio, vendo meninas deitadas no chão esperando se bronzear no sol da manhã, garotos jogando basquete em um canto com sombras e alguns nerds estudando desesperadamente.

Rebekah estava sentada em um canto particularmente ensolarado, o caderno aberto no colo. Ela não estava estudando, em vez disso alternava entre olhar o celular e sorrir para mim.

Minha melhor amiga, Rebekah, era a única pessoa alem da minha mãe que já tinha convivido comigo por mais de um ano. Conheci-a quando tinha dez anos e desde então ela vai comigo para todas as novas escolas que me aceitam. Rebekah era órfã e fora adotada quando ainda era um bebe por uma família que não gostava muito dela. O nome dela era engraçado, Rebekah Brunette Thunderguest, em português seria alguma coisa como “Rebekah Morena Convidada do Trovão” e ela dizia que a família não gostava dela por isso, já que eram todos loiros e ela tinha morena ate no nome.

Sentei perto dela e puxei seu caderno. Historia Grega, ela sempre estava estudando historia grega e isso nem ia cair na prova. Rebekah percebeu que eu estava olhando para o caderno e sorriu.

– Peter... – ela se virou para me olhar e o sol se refletiu onde o castanho se misturava com o bronze em seus olhos – Quem é esse?

–Cronos, eu... eu acho – murmurei, depois lembrei do eu ela tinha me ensinado – Cronos era o deus-rei...

–Rei? – ela me interrompeu rindo.

–Titã– me corrigi irritado – o deus-titã. Ele comeu os filhos porque não confiava neles, menos Zeus porque Reia escondeu ele e deu uma pedra para Cronos. Depois, quando Zeus cresceu, ele enganou o pai, Cronos, e o fez vomitar seus irmãos e irmãs... e depois teve aquela briga que os Deuses ganharam.

– Zeus deu vinho com mostarda para Cronos. E os “irmãos e irmãs de Zeus”, quem eram? – ela sorriu, sabendo que eu ia errar.

–Hades, Poseidon, Hera... Afrodite e Atena?

–Afrodite e Atena são filhas de Zeus! Hades, Poseidon, Hera, Deméter e Héstia.

Rebekah olhou para o lugar onde os nerds estavam e ficou branca. Ela se levantou devagar e começou a guardar seus cadernos na mochila.

–Precisamos sair daqui – ela disse enquanto me puxava – Precisamos sair daqui. Agora!

Enquanto corríamos para fora do pátio, entrando nos corredores escuros da escola eu consegui olhar rapidamente para o lugar onde estavam os nerds. Não eram simples alunos, a imagem mudava de garotos que precisavam lavar o cabelo para uma hidra. Agora eu estava completamente maluco.

Fui tropeçando atrás de Rebekah ate que chegamos a uma porta que levava a rua lateral da escola. Ela só parou de correr quando chegamos num beco e encostou-me a um dos muros.

–Peter, lembra-se de todas aquelas coisas que eu te ensinei sobre a mitologia grega? – ela olhou para trás nervosa – Bom, não são mitos. É tudo verdade Peter. Eu sou uma meio-sangue. Você é um meio-sangue.

Antes que eu pudesse sair do choque e manda-la parar com aquela brincadeira idiota, a hidra apareceu por um dos lados da rua. Tudo aconteceu muito rápido depois disso. Rebekah me puxou para o chão quando um jorro de gosma verde corrosiva destruía o muro onde, um segundo antes, estavam as nossas cabeças. A hidra avançou em nossa direção enquanto Rebekah pegava o celular, que automaticamente se transformou em uma longa espada de dois fios. Os metais eram absurdamente lindos. Um lado era preto e o outro parecia bronze, só que mais reluzente...

–Bronze – murmurei, tentando lembrar por que aquilo era importante.

–Bronze Celestial – Rebekah me corrigiu enquanto brandia a espada e abria um corte em uma das patas da Hidra, que urrou e cuspiu mais acido – O que eu não posso fazer agora?

–Hã...deixar que ela te mate? – me abaixei e olhei o latão que antes estava atrás de mim derreter.

–É serio, Peter! — ela se esquivou de mais um jorro de acido – Qual é o maior erro que se pode cometer com uma Hidra?

–Espera, não sei – ela se virou para brigar comigo e quase teve a cabeça arrancada por uma mordida de Hidra – Cortar as cabeças dela!

Rebekah sorriu para mim e se virou para o monstro. Esperou a Hidra levantar as cabeças para cuspir acido, se jogou por baixo dos pescoços da coisa e golpeou-a onde devia ficar o coração como se pudesse ter feito isso muito antes. A Hidra urrou de dor e explodiu em uma nuvem de poeira. Rebekah se levantou e guardou o celular, que não era mais uma espada, no bolso da calça. Eu peguei a mochila preta da minha amiga e também me levantei.

–Vamos embora daqui, antes que alguém apareça e ... – ela foi interrompida por um grito desesperado e uma garota que eu não conhecia saiu correndo para chamar algum professor.

– Um pouco tarde demais não acha? – eu estava extremamente confuso, em um minuto eu era só um estudante abaixo da media para a minha escola e no minuto seguinte eu sou um meio sangue cuja melhor amiga, também meio sangue, acabou de matar uma Hidra – A Hidra, ela morreu?

– Serio? – ela começou a rir, me deixando irritado – Eu te digo que você é um meio-sangue, que todos os mitos gregos são verdadeiros, meu celular vira uma espada, eu luto com uma Hidra e a sua única pergunta é se a Hidra morreu? Bom, não. Lembra que eu te disse que os monstros não morrem como os humanos?

–Não é a minha única pergunta! Só é a mais urgente. Agora eu tenho outra pergunta, o que foi tudo isso!? – entreguei a mochila a Rebekah e esperei enquanto ela procurava alguma coisa. Ela pegou uma garrafa térmica e bebeu um pouco do conteúdo.

– Eu te explico no caminho da sua casa – ela sorriu – você tem que fazer sua mala para o acampamento.



Notas finais
Gostaram? Comentem por favor, serio, isso eh muito importante. E tambem eh o unico jeito de eu adicionar alguma cosa que voces querem na historia.
P.S.: Aceito dicas de temas para novas fics.