Perversão
9 Capítulo 9
Levou-me para o quarto no colo. Me jogou na cama. Pôs-me de lado. Penetrou com tudo. Socava com vontade. Ele urrava de prazer. Eu gemia e gozava. Segurava meu peitinho. Apertava-o suavemente. E eu chegava ao êxtase ainda mais. Petyr rosnava. Pedia melzinho. Por fim, explodiu.
Ele era assim. Só aguentava uma gozada.
Numa terceira vez, resolvemos brincar de policial e bandida.
Dirigia o carro como que em fuga. Ele me parou. Saí do carro. Revistou-me. Aliciou-me. Mandou eu tirar a calcinha para procurar algo suspeito. Pressionou meus seios. Ameaçou aplicar uma punição. Algemou minhas mãos à frente. Ordenou que me ajoelhasse. Exigiu que eu sugasse seu pau. Depois me pegou no colo. Sentou-me no capô do carro. Quase o amassamos. Preferiu me colocar no chão. Intimou-me a apoiar as mãos no capô e empinar a bundinha. Lambeu minha xoxotinha. Por fim, meteu com força. Não satisfeito, me pôs no colo de novo. Enroscou minhas pernas na sua cintura. Enfiou gostoso. Enlouquecedor!
No primeiro período, já senti o impacto. Outro mundo. Encarar provas. Matérias novas. Professores. Conhecer pessoas com as mesmas expectativas.
Formei meu grupo. Nos organizamos por conta de um trabalho. Acabamos nos unindo até a conclusão. Com exceção da Ama. Trocou para Moda no 2º período.
Jeyne, Hodor, Theon e eu. Hodor era o mais velho. Homossexual. Os outros dois haviam acabado de sair do Ensino Médio. Ambos com 18 anos.
O início é sempre empolgante. As notas foram medianas. Continuava animada. Ansiosa pelo próximo semestre.
Theon era cego em mim. Vivia me convidando para sairmos. Apesar de gato, negava. Acreditava estar num relacionamento.
A festa de fim de ano da empresa era quase uma despedida. Planejava pedir demissão após o recebimento da parcela do 13º salário.
Montaram uma mesa grande com comidas e bebidas na maior sala de reuniões da empresa. Podíamos nos servir à vontade durante os intervalos.
Arya, Petyr, eu e alguns colegas combinamos um "happy hour" no final da tarde. Preferimos ficar na festa até a hora de comemorarmos. Aguardando o Petyr. Decidido de última hora. Tínhamos descido. O porteiro comentou que podíamos ficar na festa o tempo que quiséssemos. Não era obrigatório ir embora após o turno.
Septã então argumentou que seria uma pré-despedida. Concordamos. Registramos o ponto e voltamos.
Na sala de reuniões, avistamos Petyr rodeado de colegas. Uma garota estava pendurada no pescoço dele. Cochichou-lhe algo. Ele sorriu. Pegou-a pela mão. Sinalizou os amigos. Risadinhas maliciosas. Saíram pela porta de acesso às escadas.
Empalideci. Gaguejei com as meninas confirmando se era o Petyr. Hesitaram. Se entreolharam. Arya afirmou meneando a cabeça.
Andei em direção à Saída de Emergência. Um comparsa dele viu. Tentou me conter. Sandor me defendeu.
"Sai da frente dela. Ou você vai se ver comigo."
O cara levantou os braços na defensiva.
Arya atravessou o corredor comigo. Abrimos a porta. Nos deparamos com uma cena abominável. A garota o chupava.
Meus olhos encheram-se de lágrimas. Minha amiga me acolheu. Questionou-o por mim.
"Como pode?"
Ele sobressaltou-se. A atrevida olhou despreocupadamente. Petyr ajeitou-se. Se não o tivesse feito, a criatura teria continuado inabalável.
Nos retiramos enquanto ele fechava o zíper. Alcançou-me no salão.
"Sansa..."
"Eu não quero escutar o que você tem a dizer..."
A bandida se aproximou.
"Sua peguete oficial nos descobriu? Sinto muito!" ironizou
"Agora não." rosnou em resposta
"Ok, nos vemos mais tarde no seu apartamento."
"Peguete oficial? Apartamento?" repeti baixinho
"Sansa, veja bem, nós não estamos namorando realmente..."
"Não estamos?"
"Não. Eu sei que você é do tipo certinha. Por isso marco presença na sua família. Mas não estamos de fato namorando."
"Entendi."
"Podemos continuar nosso lance."
"Não, obrigada. Só podia estar bêbada mesmo para recomeçar qualquer coisa com você."
Apesar do choro derramando-se pelo meu rosto, permaneci extremamente serena.
Iria aguentá-lo por pelo menos duas semanas. Mesmo baixo-astral fomos comemorar a minha despedida. Mudamos o local para o Petyr não terminar de estragar o dia. Inacreditável a capacidade que ele tem de arruinar datas importantes pra mim.
Os dias seguiram-se extensos e complicados. Evitei-o ao máximo. A pior parte é explicar a família e aos amigos. Tornou-se "o cretino".
Aos poucos descobri que "a tal" não era a única. Aqueles que sabiam dos rolos desculparam-se. Não passava uma noite sem mulher.
Alugara um apartamento no Centro do Rio. Onde levava seus "cachos". Aos finais de semana voltava pra casa. Sextas-feira era figurinha fácil na Lapa. Caçava alguma mulher disponível.
Respirava aliviada por sempre ter feito questão da camisinha. Em pouco tempo não teria mais que vê-lo. Me dava nojo. Tudo o que ele fez para me separar do Tyrion. Toda a farsa.
Enfim, Janeiro. O diretor designou-me a acompanhar um professor do Ensino Fundamental. Sr Luwin não quis que meu pai me orientasse. Mesmo chateado, compreendeu e acatou.
Ramsay me ajudou bastante. Com 28 anos de idade e há dois lecionando no IEM. Trabalhava também na Faetec. Sonhava por uma vaga no Colégio Pedro II. Amava ser professor.
Dinâmico. Gostava de trabalhar com imagens. Trechos de filmes. Selecionava um filme por bimestre que abordasse o conteúdo. Intermediava um debate. Ou passava um trabalho em grupo somando pontos para a prova.
Ele selecionava os grupos. Sorteava os nomes. Os primeiros destacados eram os "líderes". Cada líder retirava aleatoriamente os nomes dos demais componentes. Acabava com as "panelinhas". Os líderes assumiam a responsabilidade pela condução da equipe. O professor avaliava a interação durante a aula.
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