Perversão
10 Capítulo 10
A princípio, a aceitação da metodologia foi árdua. Principalmente nos colégios públicos. No entanto, a compreensão e o índice de aprovação dos alunos era elevado.
Aprendi muito com ele. Aplico a mesma metodologia de ensino. Tanto com os alunos do Ensino médio quanto os do Ensino Superior.
Com as voltas às aulas, eu já havia superado a situação com o Petyr. Não o via mais nem queria notícias.
Theon tentou disfarçar. Deu para perceber que ficou satisfeito.
Não demorou para eu aceitar sair com ele uma sexta-feira, após a aula. Esticamos até uma pizzaria. Só nós dois. A conversa foi agradável. Rolou beijo. Perguntou se eu aceitava ir ao cinema com ele no dia seguinte. Topei. Sentia falta do calor de um homem. Gato e gostoso. Precisei aprimorá-lo no beijo. Valeu a pena.
Depois do cinema, me levou em casa. Minha mãe já sabia. Também conhecia o Theon. Ele e os demais haviam ido lá em casa para alguns trabalhos da faculdade.
Ficamos no quintal conversando. Rindo. Começamos a nos beijar. Afagou meu rosto. Laçou minha cintura. Deslizou os lábios para o meu pescoço. Ansiava por carícias daquelas mãos potentes. Havia vestido uma blusa decotada e uma saia curta propositadamente.
Timidamente explorava as curvas do meu corpo. Tentando instigá-lo, abri o zíper. Acariciei a musculatura rija.
Beijou-me intensamente. Murmurava de prazer. Sinalizei para silenciar-se. Contornava meu decote com os dedos. Apalpou meus seios cautelosamente. Sussurrei permitindo que os colocasse na boca. Sentei-me sobre o pênis duro. Rebolei simulando o ato. Penetrou-me com o dedo.
Bom. Mas não era o que eu queria. Indiquei-lhe meu clitóris. Brincou. Justo quando eu alcançava o frenesi, parou. Voltou a manipular minha cavidade. Frustrou-me. Pretendi novamente mostrar o que eu desejava. Em vão. Cochichei sensualmente que tocasse meu botão. Manipulava, mas não o suficiente.
Por fim, chupei sua vara. Por estar desapontada, não caprichei. Apenas deixei-o tenso. Agachei-me. Pus a calcinha de lado. Enfiei o músculo roliço. Gostoso! Arrepiei-me. Infelizmente foi tudo o que senti. Cinco estocadas e Theon gozou.
Talvez não tenha sido uma boa idéia para uma primeira vez.
Ele me abraçou. Me beijou. Exprimiu ter sido demais. Queria concordar.
Tão doce! Theon era muito carinhoso. Gostava de me mimar. Sabia me fazer sentir amada. Deixava mensagens românticas no meu scrapbook. Enviava SMS. Bajulava-me sempre que estávamos juntos. Contudo, sexualmente não nos entendíamos. Aliás, ele não me compreendia.
Gostava que eu prezasse a sugada. Não retribuía à altura. Teimava em fazer do seu jeito. Como havia aprendido em filmes pornôs.
Isso me desapontava. Esfriava-me. Por um tempo, acreditei ser eu o problema.
Esforcei-me em conversar. Esforcei-me em mostrar. Evitava fingir orgasmo. Gemia se realmente estivesse me satisfazendo. No entanto, quando eu começava a sentir prazer, acabava estupidamente.
Em desabafo com amigas, homens ruins de cama são mais frequentes do que imaginávamos.
Apesar do Tyrion apreciar fantasias estranhas, eu atingia o clímax a maioria das vezes. E o jeito selvagem do Petyr também me proporcionava euforias deliciosas constantemente.
Não consigo explicar como fiquei com Theon por tanto tempo. Pode ter sido a mistura de carência, desilusão, aceitação e mimos.
A irmã dele era uma amor. Sempre me fazia sentir querida. Mesmo eu sendo mais velha que ele. Ainda após nossa separação, por várias vezes ela me ligava só para conversarmos. Às vezes surgiam assuntos sobre eu estar com alguém. Ou se pretendia reatar com o irmão dela. Sofri com seu falecimento.
Conforme eu ficava insatisfeita, corroía nosso relacionamento. Cobiçava sensações que harmonizavam plenitude. Interesse foi surgindo por Ramsay.
Pensava a atração não ser recíproca. Refreava transparecer por fidelidade ao Theon. Por ser a aprendiz. Por não ter certeza dele sentir o mesmo.
Passado o ano letivo, o diretor me trocou de professor. Para poder ampliar meus conhecimentos. Lidar com mudança. Aprender outra metodologia de ensino.
Ramsay ofereceu-se para qualquer ajuda que eu precisasse.
Foi, então, que senti mais falta dele.
Por mais que permanecêssemos em contato sobre a faculdade e o trabalho, nossa interação reduziu-se.
Durante as férias de final de ano foi ainda pior. Viajou e ficamos sem nos falar. Ao retornar, pediu minha ajuda para elaborar o plano de aulas. Empolguei-me.
Também tive que auxiliar o novo professor. Um homem de meia idade, casado e safado. As provas do 1º bimestre nem haviam começado e ele já estava "dando em cima" de mim. Restringi nossos encontros.
Os meus sentimentos por Ramsay, sucumbiu no rompimento com Theon. Ficou chateado, mas aceitou amigavelmente. Era novo e queria conhecer outras garotas. Aproveitar sua juventude.
Como eu não estava mais assistindo o novo professor fora da escola, este queixou-se ao sr Luwin que questionou minha conduta.
Não intencionava explanar meus motivos. Mas como "forçou a barra", contei ao diretor. Entendeu. No meado do 2º bimestre designou-me a professora do Ensino Médio, Alayne. Descobri, posteriormente, que eu não era a primeira a reclamar da ousadia do anterior. A lista compunha professoras, secretárias e algumas alunas. O patriarquismo era sensacional. O "tal" era cunhado do dono do colégio.
A prioridade cabia à Alayne. Quando sobrava tempo, acompanhava Ramsay.
Buscava vestir-me comportadamente. Porém o compromisso informal me permitia abusar dos decotes.
Por mais desconcertado, pegava-o admirando discretamente as linhas do meu colo.
"Gostei da sua atitude quanto ao professor." comentou enquanto corrigíamos as provas
"Não pretendia delatá-lo, só não queria dar espaço para as investidas dele."
"Entendo."
Continuamos divagando outros assuntos.
"Você e seu namorado se formam juntos?"
"Theon e eu nos formamos juntos, mas não somos mais namorados."
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