Perversão
7 Capítulo 7
Ainda chorosa, mas seguindo em frente.
Uma semana depois, farta de tanta criancice, deixei um recado no messenger (MSN). Relatei que havia compreendido que o nosso relacionamento terminou e que desejava que fosse feliz.
Pedi à minha mãe que, se ele ligasse, dissesse que eu não estava. Nesse mesmo dia, ele foi à minha casa. Mamãe cumpriu o combinado. Inventou que eu iria dormir na casa de uma amiga.
Ligou. Não atendi. Enviou SMS suplicando para conversar comigo. Dessa vez, eu não queria papo.
Dois dias depois, mandou outro SMS. Falava que não havia acabado. Estava com saudades. Queria me encontrar.
Como permaneci no mais absoluto silêncio, foi ao meu trabalho na folga dele. Me aguardava na portaria. Desci com a turma do meu horário. Distraída.
"Sansa."
Olhei na direção dele. Despedi-me dos meus colegas. Aproximei-me.
"O que faz aqui?"
"Vim porque preciso falar com você. Não me recebe mais na sua casa. Não atende nem retorna minhas ligações. Não responde as mensagens de texto que lhe mandei. Mudou seu status no Orkut. Trocou a foto do perfil. Estou preocupado com a gente."
"Engraçado como isso me soa familiar."
"Estava com raiva do que aconteceu."
"E eu não? Devo aceitar sua condenação sendo inocente? Procurei por você e me repudiou. Agora acabou."
"Não, por favor. Agi como um idiota. Me desculpa. Vamos conversar em outro lugar."
Abraçou-me. Como sentia falta daquele aconchego. O suficiente para me desmanchar.
Fomos almoçar em Botafogo. Contei que quase perdi o emprego. Que superei a vergonha para poder começar minha faculdade.
"Pretende cursar História?"
"Sim. Quero ser professora. Como meu pai. E me especializar em pesquisas também."
Hesitou por um tempo. Não aguentou e questionou.
"E o seu chefe?"
"Prefere tocar nesse assunto?"
"Só quero saber se, já que você quase ficou desempregada, alguma providência foi tomada quanto à atitude dele..."
"Segundo Arrya, ele foi suspenso. Admitiu a culpa. Negociou a garantia de nossos empregos."
Calou-se por um instante. Pensativo.
"Trabalhando no mesmo turno que o seu?"
"Sim. Porém só nos falamos referente a qualquer questão profissional."
Emudeceu-se. Mudamos de assunto. O almoço sucedeu maravilhosamente bem. Rolou carinho. Sobremesa. Sorvete pra ele. Petit gâteau pra mim.
"O aniversário que te prometi."
Sorri de lado. Malícia.
"Não exatamente..."
"Calma." sorriu "Estamos apenas começando..." desejo no olhar
Passamos no mercado. Chantilly e morangos. Partimos para um lugar só nosso. Clichê. A melhor maneira de fazer as pazes.
Chuveirada. Amassos. Deitei na cama. Morangos num copo, chantilly no outro. Sujava a fruta no creme. Dava na minha boca. Repetia o procedimento. Comia. Beijos. Excitação na expectativa.
Cobriu meus mamilos e meu umbigo com o chantilly. Esfregava o morango. Tirávamos um pedaço. Que tesão! Cada beijo, cada mordida mais quente que a anterior.
Champagne. Chegou enquanto "brincávamos". Foi buscar. Despejou nas duas taças. Continuamos nosso joguinho.
Lambeu todo o creme adocicado do meu umbigo. Chupou meus seios. Minha xoxota piscava.
Derramou champagne no meu corpo. Limpou com a língua. Deixou escorrer um ponto na minha bucetinha. Caprichou na linguadas. Sugadinhas leves. Estremecia. Destilei melzinho na boca do Tyrion.
Segurei o espumante na boca. Beijei-o intensamente. Manipulei o pênis com a mão. Risquei o chantilly do pescoço até a haste e a cabecinha do membro. Segui a trilha com a língua. Enlouquecia-o de prazer. Torturava-o. Alcancei a vara. Trabalhei incansavelmente. Rosnava. Empolgava-me. Mamava mais forte.
Quando não aguentava mais, pediu pra eu parar. Me botou de quatro. Meteu com força. Espalhou espumante nas minhas costas. Prostrou-se sobre mim. Agarrou meus peitinhos. Lambia e sugava o líquido no dorso. Cada estocada uma sensação. Gozei. E gozei. E gozei. Várias vezes. Era tanto tesão. Não conseguiu segurar. Entornou-o dentro de mim.
A pica grossa me preenchia. Sentia-me satisfeita. Esgotada.
Tyrion pingava suor. A malhação foi árdua. Valeu a pena. Permanecemos abraçados.
Recostamos na cabeceira. Brindamos à nossa reconciliação.
Preocupou-se com o incidente. Acalmei-o. Havia me precavido. Tomava injeção desde a primeira vez.
Relaxamos na hidromassagem. Massageou maravilhosamente meus pés. Retribui com cafuné aconchegante. Saboreamos as sobras do morango com chantilly. A bebida.
Arrya estava curiosíssima. Não comentei os pormenores. Apenas que ele presenteou-me com champagne.
"Nossa! Ele estava realmente disposto a te reconquistar."
Petyr ficou nitidamente chateado. Continuou calado.
Na verdade, o relacionamento não melhorou. Superamos meu ex-namorado. Difícil foi lidar com a mãe dele.
Dona Joanna surtou quando percebeu que Tyrion cogitava noivar. Eu não sabia a mínima das intenções dele. Ela ligou para minha casa me esculachando.
"Você não vai tirar meu filho de mim."
"E por que eu faria isso?" interroguei calmamente
"Eu sei que você quer 'montar' no meu filho. Já notei que você o joga contra mim. Quer que ele saia de casa pra te sustentar..."
"De onde a senhora anda tirando essas idéias?"
"Eu sei, filha. Observo suas maquinações. Encontrei a aliança que Tyrion lhe comprou. Deve ter implorado por isso."
"Desculpe, senhora! Não sei do que está falando. Por favor, preciso desligar. Tenha um ótimo dia! Tchau!."
Velha irritante! No momento não compreendi. Aliança?
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