Pertenço a você

3 Capítulo 3 - A Rosa


Notas iniciais
Mais um capítulo e dessa vez teremos a primeira tensão entre essas duas... hahah' Obrigada a quem está comentando e acompanhando *-* Responderei aos comentários mais tarde, prometo.. Boa leitura!!!

A semana de provas terminara tranquila, Ruby não atravessou meu caminho um dia se quer, na verdade, digamos que eu não atravessei o seu, pois onde a ruiva estava eu desviava para não ter que olha-la ou muito menos dizer-lhe algo. Meus pensamentos de vez em quando eram ocupados por aquela mulher, tínhamos uma historia sem as páginas finais e isso sempre me seria uma tortura.

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Na terça estava me preparando para começar a aula quando um de meus alunos pousou sobre a mesa uma rosa vermelha me deixando surpresa, sorri completamente sem graça, mas considerando sua gentileza.

Belle: Obrigada Phillipe! É uma linda rosa! –disse pousando o mimo em cima de meus livros em seguida. –

Phillipe: Não agradeça a mim professora. A reitora pediu que eu a entregasse, ah e esse bilhete também. – O rapaz entregou-me o bilhete naturalmente enquanto eu o olhava quase apavorada, encarei o papel na duvida entre rasga-lo ou abri-lo. –

Que diabos aquela mulher tinha na cabeça para me mandar uma rosa por um de meus alunos? A curiosidade me tomara e decidi abrir o pequeno envelope:

"Sei que não receberia se eu lhe entregasse pessoalmente. Você acordou linda hoje. Bom Dia!!! – Ruby "

Sorri sem perceber ao ler aquilo, ela não tinha limites, nunca teve. Olhei para a porta fechada, e na vidraça que nos dava a visão do corredor vi Ruby me encarando com seu sorriso de sempre, bufei e revirei os olhos a fazendo arquear as sobrancelhas como quem pedisse desculpas, quase deixei me levar por sua beleza, balancei a cabeça disposta a voltar a mim e segui com minha aula.

Assim que todos os alunos saíram da sala peguei a linda rosa em minhas mãos e passei a olha-la com carinho, quando dei por mim um leve sorriso já se formava em meu rosto, balancei a cabeça negativamente inúmeras vezes. Não, eu não podia e nem iria deixar que uma rosa me fizesse esquecer o quão ruim a presença de Ruby fora em minha vida. Respirei fundo e caminhei a passos largos até sua sala. Sem ao menos pensar que a mulher poderia está acompanhada, entrei em sua sala como um furacão já declarando tudo que estava preso dentro de mim..

Belle: Sei que muitos anos se passaram e que eu deveria ter esquecido o quão mal você me fez e o quanto eu a odeio por isso, mas nada me fará esquecer a dor que me causou. – finalmente parei de frente para a mulher sentada atrás de sua imensa mesa. – Devo-lhe respeito como reitora por pura maldição ou até castigo do destino, mas como mulher... quero que fique bem longe de mim. – encarei-a com toda a ira que me tomara enquanto Ruby apenas me observava sem expressão alguma. –

Ruby: Belle calma, isso não... – finalmente ela se mexeu inclinando em minha direção, tentou segurar minha mão que estava apoiada sobre sua mesa, mas não permiti a interrompendo. –

Belle: Ouça. Uma rosa não muda nada, chega a ser ofensivo vindo de você. – aproximei-me ainda mais deixando nossos rostos bem próximos. – Então espero que você enfie essa rosa no... – nossos rostos estavam quase colados, mas antes que eu terminasse minha ofensiva frase uma das professoras abriu a porta. –

Zelena: Reitora, licença. – a mulher disse parada a porta fazendo eu e Ruby nos afastarmos em um pulo. Tossimos como forma de disfarçar. – Gostaria de agradecer pela rosa que nos entregou, pode ter certeza que fez o nosso dia bem mais feliz. – a loira assentiu com um sorriso e a rosa na mão intercalando seu olhar entre mim e Ruby. –

Ruby: Obrigada Zelena! Fico feliz que alguém por aqui tenha gostado de receber uma rosa de bom dia. – Ruby me encarou como se me alertasse que aquela era uma indireta, a mulher saiu nos deixando sozinhas. –

Belle: Quê? – a fitei incrédula tentando entender o que eu acabara de ouvir. –

Ruby: Como eu estava tentando dizer senhorita Belle, costumo alegrar o dia dos professores com esses simples presentinhos, é uma forma que encontrei de deixa-los mais a vontade com a minha presença.. – Ruby levantou-se me encarando de uma maneira formal fazendo meu estômago embrulhar. – não lhe entreguei pessoalmente porque temi que você surtasse, mas pelo visto, foi inevitável. – a mulher pegou a rosa sob a mesa e fitou-a tristonha. Sua voz calma e seu olhar sob a rosa me deixaram ainda mais envergonhada pela a atitude. –

Belle: Você entregou isso a todas as professoras?– não pude acreditar que havia surtado sem motivos, todas as professoras haviam recebido uma rosa, me senti uma idiota, meu rosto corou de imediato. – E...eu... eu vou enlouquecer. – disse mais pra mim mesma quase correndo em direção à porta, parei pra ouvir que a ruiva falara. –

Ruby: Só pra você saber, seu bilhete foi o único com elogio a sua beleza. – a mulher caminhou ate a frente de sua mesa encostando-se a mesma. – És a mais linda de todas! – Ruby sorriu docemente como se meu "espetáculo gratuito" tivesse sido por ciúmes, sua calma me deixou ainda mais estressada e por um momento esqueci que ali estava a reitora da universidade e não a vadia que partiu meu coração. –

Belle: Vai pro inferno! – foram minhas últimas palavras antes de bater a porta com muita força. –

Passei o resto do dia pensando na besteira que eu tinha feito, devo ter esbarrado em pelo menos metade dos alunos da universidade. Não costumava sair do controle, na verdade, eu nunca saia do controle, mas como pudera ser calma perto daquela mulher que me tirava do sério, que fazia o meu pior se revelar.

Já anoitecia quando caminhei tranquila até o estacionamento que estava quase vazio, pois os alunos da noite ainda nem haviam começado a chegar, antes que eu pensasse em apertar o botão e desativar o alarme do meu carro, o automóvel ao lado do meu apitara me fazendo quase enfartar de um susto.

Belle: Merde! – Sim, eu xingava em francês. Achava totalmente constrangedor fazer isso em minha própria língua, algo que começou desde minhas primeiras aulas de francês. –

XxX: Desculpe! Não quis assusta-la. – virei para a mulher que vinha atrás de mim, ela estava me perseguindo? –

Belle: Está tudo bem, eu estava distraída. Não foi sua culpa. – a olhei nos olhos e voltei a caminhar em direção ao meu carro. –

Ruby: Pelo menos uma coisa ruim que te aconteceu não foi culpa minha. – Ruby disse alto para que eu pudesse ouvir, virei em sua direção, seus olhos me encaravam com tristeza, os encarei de volta por um tempo, nada passava em minha cabeça, eu apenas a olhava. – Ouvi bem?! Você xingou em francês? – Falou em tom surpreso quebrando aquele momento de hipnotismo. –

Belle: Quando me casei com um francês tive de aprender a língua... acabei adquirindo alguns hábitos.

Ruby: Casada? Como assim você se casou e com um francês? – disse completamente surpresa, dei de ombros como se nem eu soubesse explicar como aconteceu. –

Belle: Não é da sua conta. – falei seca lembrando que não podia ceder a nenhuma conversa pessoal com ela. Ruby apenas mordeu o lábio inferior e abriu a porta do carro para entrar, mas a impedi com minhas palavras. – Ruby... – pausei para me aproximar. – Não devia ter ido a sua sala dizer aquelas coisas, não é problema seu. É uma raiva acumulada há anos, acabei explodindo na hora errada. Sinto muito. – me sentia uma idiota por pedir desculpas, mas era o certo a se fazer, eu tinha direito de esmurrar aquela mulher, mas não em seu local de trabalho e muito menos sem um motivo correto. –

Ruby: Está tudo bem! Pelo menos eu pude ter certeza do quanto você me odeia. Ficarei longe do seu caminho Belle, se me vir por perto, é como reitora que estarei falando. – ela respirou fundo e entrou em seu carro, fiz o mesmo. –

Os olhos de Ruby ainda eram exatamente iguais, ficavam mais escuros à noite, eu a conhecia tão bem mesmo tendo se passado tantos anos, eu não conhecia a garota na qual ela se transformou depois da morte dos pais, mas eu conhecia a menina que talvez bem no fundo ela nunca tenha deixado de ser. Senti meu peito doer ao ouvi-la dizer que me deixaria em paz, era o que eu queria, ao menos deveria ser, mas no fundo, eu ainda sentia a mesma coisa que há onze anos e isso é algo desesperador de se admitir.

Notas finais
Belle ainda sente algo sim, coitada! Belle foi casada?! Foi sim! Aos poucos vamos descobrindo tudo que aconteceu entre essas duas durante os 13 anos que se passaram... Próximo capítulo já adianto que terá o primeiro "contato" entre elas que deixará as coisas ainda mais confusas.. Comentem por favor, preciso saber o que acham, não é um shipp popular, mas continuarei a escrever, ficarei feliz se me animarem! hahah' Até loguinho!