Pertenço a você

17 Capítulo 17 - Água para Elefantes


Notas iniciais
Cheguei com capítulo novo e gigantesco! Prometi nunca estourar 2.500 caracteres, mas ficou impossível, não resisti.... Amei a reação de vocês com o capítulo passado e posso dizer que as coisas tomarão outro rumo agora, se bom ou ruim, só lendo pra descobrir... Ahhh e se tiver Swan Queen por aqui, em breve vou lançar one Morrilla, atentaaas!!! Boa leitura moreees!!!

Permaneci em silêncio mirando Ruby parada a porta apenas com uma camisa azul de botões a cobrindo e uma xicara de café nas mãos, subi meus olhos sem evitar que cada detalhe da noite anterior viesse em minha mente me deixando corada. Sabia que estava corada e como estava...

Ruby: Você tá bem?

Belle: Si..sim. – Gaguejei fazendo-a rir e só então percebi que estava completamente nua me cobrindo com pressa sem disfarçar o constrangimento sem motivos que sentia. – Onde estão minhas roupas?

Ruby: Não prefere algo mais confortável? Posso te emprestar. – Disse já indo até sua mala e escolhendo algumas peças, nenhuma palavra saía de minha boca, a sensação que tinha era de estar sedada. – Acho que isso aqui cabe em você. – Jogou um shortinho frouxo e uma camiseta na cama e com um olhar completamente pervertido pegou minha calcinha do criado mudo e me entregou. –

Belle: Obrigada! – Falei quase em um sussurro a encarando como quem pedia privacidade ou o que fosse. –

Ruby: Sério? Depois de tu... – A mulher parou de falar, parecia ter entendido minhas expressões, e com um olhar decepcionado revirou os olhos, buscou algumas peças e saiu. –

Vesti-me depressa, senti o cheiro de Ruby e sem perceber sorri, não conseguia entender o que estava sentindo. Tudo era absolutamente confuso e surreal a ponto de não conseguir tomar uma atitude que fosse. Peguei meu celular, fui até o banheiro e lavei o rosto, respirei fundo me olhando no espelho e o brilho que via em meus olhos era ainda mais assombroso.

Fui até a sala e dei de cara com Ruby já vestida sentada no sofá de pernas cruzadas e seu celular nas mãos, dessa vez ela nem se deu ao trabalho de me olhar, entendi que já estava esperando de mim um escândalo...

Belle: Os rapazes decidiram o que faremos hoje?

Ruby: Na verdade eles foram bem cedo para Venice Beach, de lá já voltarão para o Maine. – Sua voz soara seca, seu olhar lentamente foi direcionando-se a mim de uma forma que me vi correr, mas não dali e sim para ela. – Achei melhor não acorda-la, você sabe, eles iriam... enfim.

Belle: Isso explica as inúmeras chamadas perdidas no meu celular. – Sorri feito uma idiota sendo completamente ignorada. Suas roupas eram de quem não pretendia passar o dia no hotel. – Você vai sair?

Ruby: Sim. Estava procurando algo próximo para fazer e te esperando ir embora para poder ir.

Belle: Me encontra daqui a 20 minutos no hall... vou com você! – Disse por impulso sorrindo e recebendo outro enorme sorriso de volta, como éramos idiotas. –

Sai em disparada com meu vestido em mãos, se eu sabia o que estava fazendo? Lógico que não, entretanto, queria descobrir. O corpo de Ruby era maravilhoso, seu toque conseguia ser muito mais perfeito do que já imaginei, mas não era essa a questão, não se tratava dos desejos, do prazer, ia muito além. Tudo que havia acontecido despertara em mim um lado que adormeceu há anos, nem Gold e nem mesmo Zelena haviam sido capazes de deixar em mim a sensação de estar completa, mesmo que ainda estivesse em muitos pedaços.

Ajeitei-me com pressa. Uma saia cintura alta azul marinho, uma blusa sem mangas creme, deixei meus cabelos soltos com um penteado simples e uma sapatilha confortável. Respirei fundo sendo o mais positiva que podia, aliás, Ruby não era um monstro de sete cabeças, era apenas a mulher que um dia sonhei em ter um futuro e partiu meu coração em milhões de pedaços, tudo bem, devo ter dito isso mais de uma centena de vezes.

Assim que cheguei ao hall avistei a mulher que parecia nervosa e até mesmo tímida, estranhei seu jeito perdido, entretanto foi mais fácil ignorar.

Ruby: Onde vamos?

Belle: Estou faminta! – Falei apontando para minha barriga, Ruby concordou. –

Perguntamos a recepcionista um local interessante para tomar café da manhã que pudéssemos ir a pé e assim o fizemos. Caminhamos pelas ruas meio sem rumo e sem conversa alguma, tudo parecia estranho, acabei me perdendo em meus pensamentos que ora desejavam Ruby ora queriam distância.

Tive meu momento interrompidos quando a mulher tropeçou arrancando-me gargalhadas quase infinitas, confesso que agradeço aquela bendita calçada que quebrou o clima para enfim iniciarmos conversas aleatórias até pararmos em frente ao Coupa Café, era simples e semelhante a uma lanchonete, tinha vários alunos de Stanford por lá e uma infinidade de opções de doces também.

Pedi uma salada com suco e Ruby mais café com umas empadinhas, comia com calma até sentir certa vontade de perguntar algo que até então me recusei a se quer pensar sobre.

Belle: Você se relacionou com alguma outra mulher?

Ruby: Uhum. – Disse sem esbanjar qualquer reação comendo normalmente, o silêncio voltou até que ela decidiu continuar. – Morei dois anos com uma delas, mas não deu certo.

Belle: Achei que só ficasse com homens.

Ruby: Sou bissexual Bel, sem medo de admitir! – Me encarou sarcástica. –

Belle: O que quer dizer com isso?

Ruby: Que diferente de você, assumo o que sou e o que gosto... se é que me entende. – Respirei fundo segurando a vontade de ser grossa, até mesmo porque ela tinha razão. Entortei a boca decidindo continuar. –

Belle: Porque separaram?

Ruby: Não conseguia, sei lá, me entregar.

Belle: Se entregar? – Ri debochada. –

Ruby: Todas as pessoas com quem tentei algo sério acabei me afastando achando que ia magoa-las... cedo ou tarde acabava magoando mesmo. – Disse decepcionada consigo mesma, mexeu seu café uns segundos até completar tímida. – E também... tinha medo de perder minhas lembranças e então perder você.

Belle: Não me perderia. Para isso teria que me ter.

Ruby: Se tivesse mesmo amado aquela mulher, não estaria aqui agora.

Belle: E isso seria ruim? – A encarei erguendo uma das sobrancelhas e pela primeira vez não consegui parecer cruel como de costume. Ruby riu debochando de minhas palavras fazendo-me ceder e rir junto. –

O silêncio mais uma vez se fizera dono do espaço por algum tempo, terminamos de comer e dessa vez o assunto voltou...anos.

Ruby: Como está sua mãe? Você nunca fala dela.

Belle: Continua naquela mesma casa, se recusa a deixa-la pelas memórias do papai. Lembra da Kathryn? Ela mora lá agora e mais alguns empregados que cuidam da fazenda.

Ruby: Kathryn era a melhor governanta do mundo! Meu Deus, lembra quando pulamos o muro da fazenda e quase nos perdemos na floresta? Ela nos achou, fez um bolo pra gente e depois contou tudo pra vovó que me proibiu de te ver a semana inteira. – Gargalhamos. – Enlouqueci com saudades de você.

Sorri sem graça e aderi, pela milésima vez, o silêncio. Mas por dentro lembrava... e como lembrava que havia sentido o mesmo, uma saudade que quase me fez fugir de casa só para vê-la. Nos levantamos e ficamos na calçada sem ideia do que fazer, até que a mulher saiu me puxando pela mão dizendo que sabia um lugar que poderíamos adorar.

Caminhamos por uns 15 minutos e adentramos Stanford, não era lá exatamente o que esperava em minha cabeça, mas confesso que fiquei impressionada quando chegamos ao Rodin Garden, um local em Stanford inspirado nos jardins parisienses construído para exibir as esculturas de Rodin, era lindo e cheio de caminhos estreitos, fontes apaixonantes e muitas esculturas para apreciar. Começamos a andar avaliando tudo com calma, falávamos sobre museus, esculturas e Ruby contava inúmeras historias incríveis dos espaços culturais da Espanha.

Ficamos assim por um longo tempo até adentrarmos em meio as fontes e os arbustos, ali ninguém poderia nos ver ou ouvir, ninguém poderia nos interromper e saber disso causou-me calafrios em todo corpo, observava Ruby que caminhava cada vez mais devagar a minha frente até parar de forma brusca fazendo com que esbarrasse em suas costas.

Belle: Desculpa!

Ruby: Porque, se fiz de propósito?

Seus olhos mais que invadiram os meus, eles adentraram minha alma e despertaram todos os desejos que haviam surgido na noite anterior, além disso, também despertou palpitações em meu coração que só tinha um único e assustador significado que ia ser reprimido e negado o quanto eu pudesse.

Dei um passo adiante colando meu corpo ao dela, nossas respirações já se misturavam quando a puxei pelo pescoço e beijei-a com toda a vontade que tinha, era incansável. Mordia e sugava seus lábios de uma forma sexual que a fazia me puxar ainda mais contra si e ficamos assim até que a necessidade de respirar fosse realmente precisa nos afastando com calma.

Ruby: O que sente quando me beija?

Belle: Mu...Muita coisa.

Ruby: Para de fugir. – Senti suas mãos me apertarem ainda mais forte. – Não tô te pedindo pra esquecer o passado, mas pra começar. Se não sentisse nada por mim teria me deixado ir, não teria?

Belle: Essa noite foi especial, não me arrependo ok? – Acariciei seu rosto sorrindo sem graça, não pensava direito. – Mas com você é diferente, porque... não consigo deixar acontecer, vou criar muitas expectativas e te exigir muito e vai ser estranho e confuso e perigoso por causa da Universidade...Você não pode me fazer feliz! – Disse tudo rápida tentando assimilar todas as questões em minha cabeça mesmo sem conseguir. –

Ruby: Porque? – Ruby continuou prendendo em seus braços, seus olhos imploravam. –

Belle: A nossa história é passado Ruby, se quiser que as coisas talvez aconteçam, só o tempo cuidará disso.

Ruby: Então porque não me deixou tentar com Graham em paz?

Belle: Porque não é justo usar uma pessoa para esquecer outra. Se precisa fazer isso, então admita que está usando-o ou admita que está mentindo pra mim. – “Desculpa.” Sussurrou triste admitindo que estava usando-o. – Se desculpe com ele.

Ruby: Tentei recomeçar uma centena de vezes e mesmo longe sempre voltava para você, pros sentimentos que tinha por você. Voltei com tantas expectativas como se você fosse a mesma de antes e você não é e eu sou a culpada por isso. É uma completa tortura e não é justo com nenhuma de nós duas... Essa noite Bel, senti você como sonhei tanto... essa noite me senti completa e realizada como nunca antes e vou guardar esse momento comigo para sempre. Mas se for para nos torturar assim, é mais fácil voltar pra Espanha.

Belle: Quê? Não precisa ir embora outra vez...

Ruby: Eu te amo, quero você Bel... Quero que sinta orgulho de mim e quero construir aos poucos uma vida ao seu lado. Comecei errado e me desculpa, mas se sentir que posso talvez, só talvez, merecer você... Me chame que eu volto correndo ou vá me buscar... Muita coisa começou errado desde que voltei, se não posso concertar, não tenho mais como ficar aqui.

A mulher passou por mim com pressa, talvez tentando não se sentir ainda mais fraca me deixando vê-la chorar. Fiquei ali, exatamente na mesma posição que Ruby me deixou, sem reação ou pensamento algum, apenas tentando digerir toda essa situação que para qualquer outra pessoa bem decidida na vida era ridículo, mas para nós duas era confuso, doloroso e cheio de cordas que nos amarravam longe uma da outra.

Voltei ao hotel e almocei, ainda sem reação ou pensamentos formulados. Não vi Ruby o resto do dia, nem mesmo na hora de voltar à Storybrooke, provavelmente havia trocado o voo e isso doera, inconfessavelmente doera.

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A segunda chegara e a certeza de que encararia Ruby me deixava apreensiva e uma pequena parte de mim parecia... feliz? É, talvez fosse esse o miserável sentimento a confessar. Cheguei na sala dos professores e não a vi, respirei aliviada, tinha ganhado mais tempo. Archie e August já contavam da viajem animados me chamando com urgência para colocarmos tudo em dia e assim o fiz, obviamente algumas partes foram, digamos, cortadas e quanto ao que os dois aprontaram no domingo? Grandes micos que reforçaram o quanto a amizade de Archie era mais importante que o que quase poderíamos ter tido.

Zelena: Como foi passar um fim de semana com a traidora? – Estava em meu armário quando Zelena se aproximou. –

Belle: Maravilhoso! – Sussurrei suspirando. –

Zelena: O quê?

Belle: Vergonhoso.... Quis dizer vergonhoso.... No sentido de, bom, a consciência dela parecia a torturar as vezes, algo assim.

Zelena: Hmmm, entendi. – Seu entortar de boca mostrou que ela não havia engolido tão bem o que disse, mas mudou de assunto e agradeci mentalmente. – Quer jantar lá em casa mais tarde?

Belle: Ainda estou cansada da viajem e com uma centena de roupas para ajeitar. Fica para depois.

XxXx: AH MEU DEUS!!! – Olhamos para trás do susto, a voz era de alguém que eu queria muito ignorar, mas infelizmente o namoradinho de Ruby estava sempre ali...arg. –

August: Zelena, você tem que ver isso... olha como a Belle estava vestida no sábado, corre. – Foi impossível não corar ao lembrar que Archie havia tirando uma foto minha com Ruby no restaurante, os olhos dos professores vendo as fotos me fazia querer desaparecer. –

Zelena: Pegava as duas.

Billy: Imaginem se as duas fossem um casal... – De repente as gargalhadas espalharam-se por toda a sala, senti minhas bochechas queimarem rindo de nervosa. Queria matar Billy pelo comentário. –

Graham: Eu morreria de inveja! Ainda bem que não, sou um cara de sorte.

Zelena: Deixa a reitora ouvir você falando assim dela, vai rasgar sua garganta. – Agradeci Zelena pelo comentário, finalmente todos entenderam que estavam falando da reitora. Me senti completamente exposta e envergonhada. Não conseguia me expor a esse tipo de coisa mesmo que fossem brincadeiras. –

Graham: Devia se vestir assim mais vezes Belle, ninguém iria resistir.

Sem perceber bati a porta do armário com força, estava nitidamente corada e isso resultava em mais piadas que só sessaram quando a porta da sala dos professores se fechou. Caminhei até a sala de aula mirando todos os lados como quem procurava especificamente algo, ou alguém. Nenhum sinal, nenhuma pista, nada. Após a aula fiz o mesmo, não que quisesse vê-la, mas queria certificar-me de que ela estava bem, olhei a porta da reitoria e minha garganta secou, cheguei a dar dois passos à frente e como uma típica medrosa desviei com pressa pensando apenas no caminho que me levava ao estacionamento.

No dia seguinte fora igual, absolutamente nenhum sinal de Ruby. Me senti como Jacob em Água para Elefantes onde um aperto no peito tomava conta de mim ao não encontrá-la onde sentia que ela deveria estar, a sensação passou no mesmo instante em que recebi o recado de que precisava ir a sala da reitoria resolver algo de Stanford, sem que pudesse controlar senti meu estômago revirar e só então percebi que Ruby estava fazendo o mesmo que antes, deixando de me cercar e de demonstrar, claro, esse tempo que ela me dava por algum motivo ultrajante me deixava ansiosa, desesperada e qualquer porcaria de sentimentos assim.

Abri a porta após respirar fundo e o que vi me surpreendera.

Belle: Oi... desculpe, mas onde está a reitora?

XxXx: Ah, olá! Você deve ser a Belle não é? – assenti que sim me aproximando da mesa. – Me chamo Lilly Page e estou aqui para substituir Ruby.

Belle: COMO? – Não me preocupei em disfarçar praticamente gritando frente a mulher que acabara de conhecer. Não poderia ser possível, poderia? –

Lilly: Ela decidiu voltar para a Espanha. Regina está tentando negociar, mas... ela parece bem decidida.

Belle: Ela ficou maluca? – Praticamente gritei revirando os olhos, não podia acreditar que Ruby estava falando sério sobre voltar para a Espanha. Lilly me olhou com reprovação fazendo com que voltasse um pouco a mim e pedisse mil desculpas antes de bater a porta com força. –

Sai dali a uma velocidade absurda, lembrei que ainda faltava meia hora para a próxima aula e que não podia apenas largar meus alunos ali e ir atrás de colocar juízo na cabeça daquela mulher que parecia mais uma criança teimosa. Respirei fundo, e só então percebi que estava surtando por algo que até uma semana atrás era meu único sonho: Ruby ir para longe de uma vez por todas.

E se ela tivesse mesmo mudada? E se o passado houvesse mesmo morrido? Se aquela era mesmo uma nova mulher, então talvez eu esteja apaixonada por essa Ruby adulta que me deu uma noite tão incrível que... eu não quero esquecer.

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Estava em meu carro que ia cada vez mais devagar, segurava a direção com força lutando contra mim mesma e minhas vontades. Respirei fundo percebendo algo errado, aquele caminho, aquela rua que evitei ao máximo para apagar as lembranças... já chega, não precisava ser assim, que ridícula! Ruby estava se comportando como uma mimada e tinha de saber disso.

Freei o carro atravessando o jardim com pressa, bati na porta várias vezes até que Lucas me atendeu franzindo o cenho desacreditada.

Belle: Ruby está aí vovó? – Tentei parecer o mais comum possível. –

Lucas: Está arrumando as malas. – Sua voz seca buscava parecer fria, seu olhar era decepcionada e isso doía. – Vocês duas não cansam?

Belle: Sua neta é...

Lucas: Não use a raiva que tem para falar mal dela se está aqui querendo vê-la. – Vovó me interrompeu jogando em minha cara a verdade sem dó. – Vá embora minha querida, gosto muito de você Bel, mas vocês duas não tem limites.

Belle: Me deixe ao menos me despedir... – Baixei o tom de voz quase implorando. –

Lucas: Ela deixou claro que não quer ver você antes de ir... sinto muito! – Seu sorriso era doce e triste, o que me deixara mais descontrolada. –

Belle: Você quer que ela vá embora e a deixe vovó?

Lucas: Você sabe que não!

Belle: Ótimo! Já vou resolver.

Desci os poucos degraus que ficavam ante a porta, mirei as janelas e vi que estavam abertas, se estava louca? Com toda a certeza desse mundo, mas se em algum momento cogitei desistir... tarde demais.

RUBY, SEI QUE PODE ME OUVIR E SE NÃO QUER FALAR COMIGO POR BEM, VAI SER ASSIM PARA TODO MUNDO OUVIR MESMO! MIMADA DO CARALHO, VOCÊ MESMA DISSE QUE CORRERIA SE EU CHAMASSE.

Vovó ficou de olhos arregalados vendo o meu surto que fizera algumas janelas vizinhas abrirem, antes mesmo que pudesse continuar Ruby apareceu me xingando de todos os nomes possíveis para uma pessoa que não queria falar palavrões na frente da avó.

Belle: Com você tem que ser assim. – Disse entrando em sua casa como uma louca sabendo exatamente para onde ir, aliás, se tinha um caminho naquela casa que eu conhecia bem, era o caminho do quarto. –

Notas finais
O.M.G Agora realmente senti dó da Ruby :( O que acham que Belle vai fazer para Ruby não ir embora? AI AI AI! Não sejam maldosas, ou sejam... hahahah' Obrigada pelos comentários e por todo apoio que vocês tem dado a fic ♥ É muito muito importante! Indo responder os comentários. Até loguinho!