Notas iniciais
Hey cookies, não sei se vou poder postar de novo até domingo, talvez possa na quarta então já postei esse capítulo. O último provelmente será postado ou na quarta ou no sábado, ou no domingo. Troçam para que eu possa na quarta rs Enjoy!

O novo assassinato não tinha muita diferença dos anteriores. A vítima foi encontrada num ponto vazio de uma estrada, com um corte no estômago e marcas roxas no pescoço. Se tinham qualquer dúvida sobre um assassinato em série, elas haviam sido descartadas com a nova vítima. Era uma garota jovem e bonita, como as outras. Depois de ter seu corpo lavado no necrotério, foi possível ver a letra "N" cravada em seu estômago.

Fora um dia bastante agitado para a equipe de investigação, até Gold estava mais presente. Já era tarde da noite, e Emma ainda se encontrava na Delegacia, querendo estar a par de tudo o que acontecia na investigação. Regina estava numa sala com Gold, mas este se encontrava ao telefone, que não parava de tocar. Emma entrou no cômodo com dois copos de café, um para si e o outro para a mais baixa. Vários papéis estavam espalhados sobre a mesa em que a jovem aspirante a detetive estava apoiada. Emma notou que ela havia organizado as fichas das vítimas em ordem cronológica de assassinato, e murmurava algumas coisas para si mesma.

— Acho que estou ficando maluca. — Ouviu Regina sussurrar. — Isso não pode ser, devo estar paranoica.

— Regina? — Emma chamou a atenção da morena que tinha uma expressão confusa, e de certa forma assustada no rosto. — Descobriu alguma coisa?

— Bom, eu... — Regina passou a mão pelos cabelos. — Olha só para essas vítimas. Todas elas têm exatamente o mesmo perfil...

— O seu... — completou Gold, que havia largado o celular e olhava para Regina, pensativo.

— O quê? No que estão pensando? — Emma perguntou impaciente. — O que você tem a ver com isso, Regina?

— Eu... Eu não sei se eu tenho algo a ver. Pode ser só uma coincidência, mas... Olhe bem, todas as garotas tem cabelos pretos como os meus, por volta de 1,64 de altura, 28 anos de idade. E algo interessante: de acordo com a identidade delas, elas nasceram nos meses de abril, maio e junho, respectivamente.

— O que isso quer dizer?

— Pode ser só uma coincidência... — Regina falou pensativa.

— Não. Você está pensando em algo, mas está com medo de afirmar. — falou Gold com aquele ar de sabe-tudo. — Essa é a hora de nos contar, Regina. Precisamos formular teorias, por mais malucas que elas pareçam.

— Tudo bem. Eu nem quero pensar nisso, mas... Há uns meses atrás eu namorei um cara chamado Robin. No começo ele era muito gentil e carinhoso, e eu era apaixonada por ele. Mas depois de um tempo ele se tornou muito ciumento e possessivo comigo, eu nem podia sair com as minha amigas que ele ficava bravo. Ele tinha explosões de fúria, me proibia de ir a alguns lugares ou sair com certas pessoas, mas sempre justificava que fazia aquelas coisas porque me amava. — Regina continuava e Emma não estava gostando nada do rumo da aquela história. — Ele começou a me assustar de verdade, sabe? Agia como se fosse um psicopata. Depois de cinco meses de namoro, eu decidi terminar com ele, não estava mais aguentando aquela situação. Ele não aceitou bem o nosso fim, começou a chorar dizendo que eu era tudo pra ele. Eu tentei acalmá-lo, mas só consegui o irritar. Ele agarrou meu braço e disse que eu estava fazendo a escolha errada, e eu disse que iria chamar a polícia se ele não me soltasse. Então ele me soltou devagar e disse que um dia eu ia voltar a ser dele, querendo ou não. Robin tem algum problema mental, não sei se ele chega a ser um assassino, mas ele me assustou muito naquele tempo.

Emma sentiu um calafrio percorrer sua espinha. E Gold se aproximou da mesa.

— Regina, vocês namoraram por cinco meses? — o detetive fez a pergunta retórica. — Quando começaram?

Regina engoliu em seco.

— Em abril. Terminamos em agosto.

— Não gosto de onde isso está indo. — Emma sussurrou.

— Mais alguma observação, senhorita Mills?- perguntou Gold.

— Eu não acho que... — Então o rosto de Regina ficou pálido, como se tivesse lembrado-se de alguma coisa.

— O que foi, Regina?- perguntou Emma aflita.

— As letras. As letras em ordem são "G -I-N". Detetive, se essa loucura fizer algum sentido e estiver certa, a próxima vítima terá a letra "A" em seu estômago. Era como Robin me chamava.

— E será alguém que nasceu em julho. — Gold concluiu.

— Cinco meses, cinco vítimas. Pra formar a palavra "Gina" são necessárias quatro vítimas. — Emma falou, se virando pra Regina. — Quem será a quinta?

— Acho que você sabe a resposta, Emma... — disse Regina num tom mórbido.

— Não. — disse Emma, negando com a cabeça. — Não, isso não pode ser.

— Acalme-se, Emma. Regina, você está fora das investigações a campo. Ficará sobre proteção dos nossos policiais, incluindo a senhorita Swan. — disse Gold, com calma. Como ele conseguia estar sempre calmo? — Agora, precisamos nos mover rápido para evitar a próxima morte. Temos que procurar uma garota com as mesmas características físicas e que tenha nascido em...

— Detetive Gold! — interrompeu Belle, entrando na sala ofegante. — Desculpe interromper, mas houve mais um assassinato.

Uma veia saltou do pescoço de Gold, e o coração de Emma estava acelerado como nunca.

— Mande uma equipe agora mesmo. Algum detalhe sobre o caso, French?- perguntou o detetive, já perdendo a usual calma.

— Era uma garota... Parecida com as outras. A testemunha fez um procedimento errado e mexeu no corpo, mas afirmou que pode identificar uma letra cravada em seu estômago: a.

....

A tensão da sala podia ser sentida no ar. Gold despachou Belle e enviou equipes para a nova cena do crime, mas não mandou as duas garotas em sua sala.

— Emma. — o detetive chamou e apontou com a cabeça em direção à porta, querendo ter uma conversa particular com Emma. Ele a levou até o lado de fora da sala. — Escute, sei que você está muito preocupada com a Srta Mills, posso ver em seus olhos. Mas preciso pedir para que fique calma e seja estritamente profissional. Não deixe o que está sentindo atrapalhar o seu trabalho. Se você deixar suas emoções tomarem de conta, não conseguirá proteger Regina. Seja forte o tempo todo, entendido?

Emma assentiu rapidamente. Ela estava com medo, muito medo por Regina. Mas o detetive tinha razão, ela não podia deixar isso a atrapalhar.

— Fique aqui com Regina, volto em alguns minutos para falar com vocês. — disse Gold, apertando o ombro da loira de leve quando passou por ela.

Emma voltou para a sala, encontrando uma Regina pálida e assustada olhando para a parede oposta de onde estava sentada.

— Vai ficar tudo bem, Regina. Não vamos deixá-lo machucar você. — disse Emma, sentando-se perto da trêmula morena.

— Não, não vai ficar tudo bem, Emma. — disse com a voz fraca. — Quatro garotas. Quatro jovens garotas morreram por minha causa. — Regina fechou os olhos, negando com a cabeça lentamente.

— Não diga isso, okay? Isso não é culpa sua, esse Robin é um psicopata. Aquelas garotas morreram por causa dele, não por sua causa.

Regina assentiu e enxugou uma lágrima que tinha acabado de escorrer. Olhou pra Emma profundamente.

— Eu só não quero que ninguém mais se machuque, Emms. Não é justo.

— E eu não quero que você se machuque. É menos justo ainda. Você... Você é... Importante pra mim. — falou com certa dificuldade, não sabendo se expressar.

— Você também é importante pra mim, Emma. — Regina sorriu fraco e abraçou a loira, que a envolveu em seus braços, fazendo um carinho em seus cabelos.

Emma suspirou. Queria acordar desse pesadelo.

....

— Muito bem, senhoritas. Vamos ao plano. — disse o detetive Gold entrando determinado na sala onde se encontravam Emma e Regina. — Robin já está sendo procurado pela polícia de Miami, se ele pegar um avião, sacar dinheiro, ou simplesmente fazer uma ligação estaremos sabendo. Quanto a você, Regina, vamos levá-la para uma casa segura, onde terá seguranças há vigiando 24 horas. Emma, você vai continuar na perseguição atrás de Robin.

— O quê? Eu não vou ficar com a Regina?

— Regina estará segura. E você vai poder se concentrar mais sabendo disso. Senhorita Mills, você pode arrumar seus pertences agora, um policial vai acompanhá-la ao carro. Encontramos você lá em alguns minutos.

Regina olhou insegura de Gold para Emma, que concordou com a cabeça.

— Pode ir, Regina, encontro você daqui a pouco. — com isso, a morena saiu do recinto.

— Detetive, não acha melhor eu ficar com a Regina?

— Emma, precisamos de você nessa perseguição. Regina vai ser levada para o refúgio agora, e você pode acompanhá-la até lá com o outro policial, mas você vai ter que voltar quando chegarem lá. Entendido?

— Sim, senhor.

...

Regina terminava de arrumar seus pertences na sua bolsa. Não acreditava que ia para outra casa, ser vigiada por policiais. Ela queria ir para o seu próprio apartamento, deitar segura em sua cama com seu gatinho lhe fazendo companhia. Queria que nada disso estivesse acontecendo. Mas pelo menos dessa forma ela estaria segura.

Regina suspirou pegando sua bolsa e viu com a visão periférica o policial que iria levá-la ao carro se aproximando.

— Tudo pronto, já podemos ir. — disse a morena.

— Sim. — Regina congelou ao ouvir aquela voz. — Vamos pra casa, meu amor.

Regina se virou a tempo de ver Robin com a mesma farda azul que todos os policiais ali usavam, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, sentiu braços grandes agarrarem sua cintura e um tipo de picada em seu pescoço. De repente seus membros ficaram moles e sua visão foi escurecendo. A última coisa que viu foram aqueles olhos azuis que transbordavam loucura.

Notas finais
Robin, Robin, Robin. Ele que tem feito tudo isso, surpresos? Espero que tenham gostado, já estou adaptando o próximo que será o último :/ Kisses!