Notas iniciais
E, bem... Sem mais nada a dizer, aqui está o último capítulo. Notas finais importantes. Não me responsabilizo por todos e quaisquer danos causados com esse capítulo. Enjoy!

Gold não gostava das coisas fora de seu controle. Ele não acreditava que uma de suas funcionárias estava passando por algo como aquilo. O detetive se encontrava em sua sala ao telefone, comandando uma equipe de busca quando a porta foi aberta com força.

— Gold! — uma Emma completamente alterada entrou na sala. — Onde está a Regina? Ela não está no carro, nem o policial. Eu fiquei esperando por vários minutos!

Pela primeira vez em que Emma se lembrava, Gold não sabia o que responder.

— Pelo seu silêncio, suponho que isso não esteja nos planos. — Emma murmurou, já sacando a arma. — Ele esteve aqui! Talvez ainda esteja! — a policial saiu correndo para fazer uma busca no prédio, não esperando por uma resposta do detetive.

— Emma, espera! Droga. — Gold procurou sua arma na gaveta de cima enquanto pegava o rádio sem fio. — Atenção seguranças, façam uma busca pelo prédio. Robin esteve aqui. Todas as unidades, façam uma varredura num raio de cinco quilômetros, agora!

Depois de aproximadamente 10 minutos de busca, Emma praticamente esbarrou em Gold a caminho da saída do prédio.

— Droga, Gold. Ela não está no prédio. Ela não está aqui!

— Okay, vamos encontrá-la. Alguns policiais já estão fazendo uma varredura, mas temos que ter pelo menos uma ideia de onde começar. Alguma sugestão? Regina mencionou alguma coisa pra você?

— Não, não... — Emma falou aflita, andando de um lado para o outro. — Ele não seria idiota a ponto de levar ela pra própria casa, ou pra casa dela... Pensa Emma, pensa.

...

Regina acordou com a cabeça latejando e o corpo fraco. Ainda sem abrir os olhos, tentou se lembrar do que havia acontecido e de onde estava.

Robin.

Um medo involuntário se apoderou de seu corpo. Ela abriu os olhos devagar, mas estava tudo girando com a tontura que estava sentindo. Quando sua visão clareou, pode ver o homem que estava sentado no sofá ao seu lado, a observando intensamente.

— Que bom que você acordou, meu amor. — disse o loiro, com um grande sorriso. — Quer um chá? Vai ajudar com a dor de cabeça.

— R-Robin. O que acha que está fazendo?- perguntou Regina, tentando se sentar, mas seu corpo estava tão pesado e sonolento...

— Que pergunta é essa, rainha?- disse Robin, colocando a xícara de chá na mesa de centro e se sentando mais perto da pequena no sofá. — Eu te resgatei. Agora podemos finalmente viver juntos e nos amar!

— Robin, onde estamos?- Regina tentava prestar atenção nos detalhes do ambiente, mas não conseguia pensar com clareza.

— Em casa. Lembra-se daquela casa que a gente ia morar antes de você quebrar meu coração tão brutalmente? — perguntou ainda com aquele sorriso assustador. — Ah, qual é, meu amor? Desfaz essa carinha, é pra ser um momento feliz. Vamos ficar juntos pra sempre!

— N-Não, Robin. Não vamos. Não estamos mais namorando. Você precisa de ajuda psicológica.

— Ah, que papo é esse, Regina?- Robin se aproximou e abraçou a morena, e começou a distribuir beijinhos em seu rosto — Nós somos o casal perfeito.

— Não. — Regina pôs as mãos no peito de Robin, tentando o afastar. — Você não é o cara por quem eu me apaixonei. Você... Você matou aquelas garotas!

— Elas me lembravam de você. — falou casualmente. — Confesso que me deu trabalho achar garotas com datas de nascimento nos meses do nosso namoro. E, claro, convencer a primeira garota a me deixar entrar na casa dela. Acho que esses olhinhos azuis ajudaram. – sorriu. — Ah, mas eu me senti tão honrado quando você começou a me investigar. — Robin sorriu empolgado e deu um beijo na bochecha de Regina. — É como se... Como se no fundo você soubesse que era eu, e estava me procurando o tempo todo, querendo me encontrar. É por isso que somos feitos um para o outro.

— Não, Robin! — Regina aumentou o tom de voz e tentou se esquivar. — O que está dizendo é um absurdo. Você é um psicopata e um assassino!

— Regina. — a expressão no rosto do loiro se tornou mais sombria. — Não fale comigo nesse tom.

— Você me assusta, Robin. Eu não amo você, quero que fique longe de mim!

Antes que Regina pudesse registrar o que havia acontecido, Robin lhe deu um tapa forte no rosto. A morena olhou chocada para ele, que logo fez uma cara de arrependido como se tivesse pisado na pata de um cachorro.

— Oh, meu amor, me desculpe! — Robin abraçou Regina, a apertando contra seu peito. — Me desculpe, é que você estava me chateando com esse papo maluco. Não estrague a felicidade desse momento, minha rainha. — a apertou ainda mais em seus braços, e Regina começou a chorar por estar naquela situação. — Shhh Shhh, tá tudo bem, eu amo você, eu amo você, eu amo você. — Robin murmurava repetidamente e Regina só conseguia pensar onde estaria Emma. “Meu ex-namorado é completamente louco.”

...

Depois de quase meia hora de buscas feitas pelos policiais em New York, Gold estava mais do que frustrado.

— Eu gostaria de saber como um serial killer foragido da polícia conseguiu entrar neste prédio! — falava com um dos seguranças com o tom de voz elevado. — Se não acharmos Regina Mills em 24 horas, vou substituir cada um de vocês.

— O senhor está brincando, não está?- disse o homem, com medo de perder o emprego.

— Eu pareço ter senso de humor?

— N-Não, senhor.

— Ótimo. Agora, suma da minha frente.

Em meio a toda aquela confusão, Emma finalmente teve um clarão.

— Gold! Me lembrei de uma coisa. Quando estávamos conversando na sua sala, Regina me falou que Robin planejava a levar pra morar com ele em uma casa um pouco afastada do centro! — Emma exclamou. — Você acha que ele a levou pra lá?

— Já é um começo. — Disse Gold, apontando com a cabeça para a viatura que iriam dirigir. — Pronta para honrar seu cargo, policial?

— Não. — disse a loira recarregando sua Glock 17. — Mas estou pronta pra chutar o traseiro daquele filho da puta.

....

Regina ainda estava trêmula nos braços de Robin, enquanto este cantarolava a melodia de uma música, acariciando os cabelos da morena.

— Okay, meu amor. Acho que já podemos ir pro nosso quarto, uh?

— Quarto? Robin... por favor...- Regina não conseguia explicar porquê estava tão sonolenta e tonta.- Por favor... — nem mesmo sabia o quê estava implorando.

— Shhh — Robin levantou e gentilmente pegou Regina no colo, a levando escada acima, ainda cantarolando.

Quando chegaram ao quarto de casal, o loiro a deitou na cama com cuidado e começou a tirar o casaco que Regina estava usando, mas a mesma tentava impedir.

— Ah, não, meu amor. Você não vai querer resistir. — se aproximou do ouvido da garota e sussurrou. — Você não quer que outra garota se machuque em seu lugar, quer? — ele estava certo, isso era o que Regina menos queria. — Elas não são como você. Não consigo te substituir, Regina. Tem que ser você. — ele inspirou o doce aroma doce daqueles cabelos castanhos. — Mas sempre posso procurar outro tipo de garota. As loiras de olhos verdes por exemplo. — o sangue de Regina congelou e Robin percebeu a tensão da garota.

— Não se atreva a encostar um dedo em Emma, seu psicopata!- com isso Regina ganhou mais um forte tapa de Robin, dessa vez o anel que o loiro usava fez um pequeno corte em sua bochecha.

— Então, sugiro que não resista a mim, amorzinho. — falou com um sorriso doce.

Robin beijou a testa de Regina e voltou a tirar o casaco da garota, sem resistências dessa vez, a deixando apenas com a blusa regata branca que usava por baixo. O loiro se deitou por cima de Regina e depositou um beijo em seus lábios rosados. Era um beijo frio e sem amor, mesmo que fosse só um selinho.

— Preciso fazer isso agora, meu amor. — Robin afastou-se um pouco. — Preciso fazer de você minha, preciso marcar isso em você pra que você se lembre sempre.

Regina observou quando o homem tirou do bolso uma pequena faca de mão, e depois pegou um pedaço de corda na gaveta do criado mudo. Robin pegou os braços de Regina e os colocou acima de sua cabeça.

— Robin... por favor...

— Lembre-se do que eu falei, minha linda. Você precisa colaborar.

Regina então se lembrou de Emma e o quanto gostava da policial, o quanto queria estar com ela agora. Não queria que ela se machucasse, muito menos se pudesse evitar isso. Robin começou a amarrar os pulsos de Regina na cabeceira, e a garota não tentava mais resistir. Até porque ela se sentia muito exausta e Robin era bem mais forte, que chances ela teria de se defender? Lágrimas silenciosas começaram a escorrer pelo rosto agora pálido de Regina.

— Oh, não chore, rainha. — Robin enxugou as lágrimas da morena. — Eu vou escrever meu nome em você, vai ser como uma tatuagem. Não se preocupe, não vai ser profundo com naquelas garotas. Mas agora você vai sempre se lembrar de mim, amor. — ele levantou a blusa de Regina devagar, subindo até um pouco acima do estômago. Regina tinha tentado se manter forte e ficar quieta, mas quando a lâmina fez contato com sua pele, fazendo o primeiro corte, ela não resistiu.

— N-Não, Robin. Por favor, por favor não faça isso!- mais lágrimas escorriam livremente.

— Você não entende, Regina. — os olhos de Robin estavam marejados. — Eu tenho que fazer isso. Preciso que você seja minha, preciso! — ele percorreu os olhos sobre cada parte do rosto de Regina. — Se você não for minha, não vai ser de mais ninguém. Regina, não vou deixar você com outra pessoa. Se você não for minha hoje, eu vou ter que matar você.

— Não se você morrer primeiro, seu desgraçado! — pronunciou uma voz atrás de Robin, depois da porta do quarto ter sido chutada com força. Emma entrou apontando sua arma para Robin, juntamente com Gold, e havia uma equipe de policiais ao redor da casa.

Robin numa velocidade absurda cortou a corda que prendia Regina e segurou a garota contra o peito, pressionando a faça em seu pescoço.

Apesar de Emma ter uma vontade imensa de correr até Regina e tirá-la de perto daquele maluco, ela manteve a calma. Mantenha-se forte, Emma. Mas ela simplesmente não conseguia ignorar o fato de que tinha uma faca pressionada no pescoço da morena.

— Saiam daqui! Ela é minha! — gritou Robin se referindo a ambos, mas olhando apenas para Emma.

— Robin, a casa está cercada. Não piore a situação para você. — Falou Gold com aquela calma irritante.

— Eu juro que corto o pescoço dela, vão embora!

— Sabe, Robin, você é muito mais alto que a Regina. Aposto que acerto uma bala na sua cabeça sem causar um arranhão nela. — disse Emma ameaçadoramente.

— Ah é? Tente puxar o gatilho antes da minha mão "escorregar" com essa faca. — Robin tinha suor frio na testa e seus olhos arregalados davam um ar de loucura ainda maior a sua personalidade.

— Regina, vai ficar tudo bem. — disse Emma à morena, tentando confortá-la e ganhar tempo. — Lembra-se daquele café que eu queria que você provasse? — Regina sorriu com os olhos marejados.

— Cala a boca! Não fale com ela! — gritou Robin.

— Não desafie a polícia, Robin. Eu ainda tenho uma arma, e essa faca aí não vai te defender.

— Mas ela ainda pode machucar sua "amiguinha" aqui. Ela vai morrer comigo se for preciso! — Robin rebateu e depois riu antes de falar: — Mas afinal, quem vai me matar, você? Você vai ser uma assassina como eu, é isso? — riu novamente como se fosse a coisa mais engraçada do mundo. — Matar é pecado, sabia?

— Então vai na frente e diz "oi" pro diabo por mim. — disse Emma puxando o gatilho. A bala atingiu o ombro de Robin propositalmente, pois Emma não tinha a intenção de matar, por mais que quisesse fazê-lo. O loiro gritou de dor e levou as mãos ao ombro, consequentemente soltando Regina no processo. Gold deu sinal para os outros policiais entrarem no quarto e o algemarem.

Emma correu para onde estava Regina e a pegou os braços.

— Você está bem? Oh meu Deus, pensei que fosse perder você. — perguntou a loira, abraçando Regina com cuidado para não machucá-la. — Gold, mande uma equipe de paramédicos pra cá!

— Tudo bem, Emma, estou bem... — Regina falou fraca, olhando para o rosto da policial como se ela fosse uma miragem. — Eu estava com tanto medo de nunca mais ver esses olhos verdes.

— Pois se acostume com esses olhos verdes a partir de agora porque eles não vão te perder de vista! — Emma sorriu com lágrimas nos olhos e beijou a testa de Regina com carinho, fazendo a morena fechar os olhos.

O detetive se aproximou das duas e se abaixou para tocar o ombro de Regina.

— Regina, você está bem? Já vamos levá-la para o hospital.

Regina apenas assentiu e fechou os olhos novamente.

— Ela está exausta.

— Sim. Vamos, os paramédicos já estão aqui. — disse Gold se levantando e deixando o enfermeiro pegar Regina com a ajuda de Emma, levando a mulher até a ambulância na parte de fora.

— Você poderá ver ela no hospital em instantes. — assegurou o detetive. — Ah, e Emma? Bom trabalho hoje. — Gold deu seu famoso "sorriso de Monalisa" e apertou o ombro de Emma.

— Obrigada, senhor.

....

No dia seguinte, Regina observava o teto do hospital quando Emma entrou no seu quarto escondendo algo atrás de si.

— Eu realmente não entendo a necessidade de estar num hospital. — reclamou a morena assim que viu Emma.

— Você foi drogada e teve alguns machucados, tem motivos para estar aqui.

Regina apenas fez um bico. Adorável.

— O que está escondendo aí atrás?

— Uh, bom... Essas flores são pra você. — disse se aproximando da cama e revelando um lindo buquê de lírios.

— Oh, que lindas, Emma! — Regina falou pega de surpresa. — Muito obrigada. — cheirou as flores e as colocou na mesinha ao lado da cama.

— Então... Eu tava pensando... A gente podia sair pra tomar aquele café, quem sabe quando você tiver alta... — disse a loira sem graça.

— Como um encontro?- Regina perguntou, erguendo uma sobrancelha.

— B-Bom, não. Quer dizer, sim! Só se você quiser, claro, e-eu... — Emma se atrapalhou e Regina riu com seu nervosismo.

— Nem parece aquela policial durona. — brincou fazendo Emma corar. — Vou adorar sair com você, Emma.

A loira sorriu abertamente e se aproximou mais de Regina.

— Isso quer dizer que posso beijar você agora?- perguntou e nem mesmo esperou por uma resposta. Inclinou-se para beijar Regina e logo foi correspondida. O beijo foi calmo e apaixonado, fazendo as duas sentirem borboletas no estômago. Os lábios de Regina eram os mais macios que Emma já havia provado, e Regina nunca havia sentido aquela sensação, nem mesmo quando começou a namorar Robin. Eventualmente, as duas se separaram.

— Você sempre beija as pessoas antes do primeiro encontro? — perguntou Regina com a testa colada na da loira.

— Você é um caso especial. — disse, se inclinando para mais um beijo, mas foi interrompida.

— Nananão, só depois do nosso café. Quero fazer as coisas direito e tornar isso oficial. — disse Regina.

— Como quiser, senhorita Mills. – Emma imitou Gold e em seguida beijou a bochecha da garota.

— Vem, deita aqui. — disse Regina se afastando, dando espaço para Emma deitar do seu lado na cama, que assim o fez.

Emma passou os braços por volta dos ombros de Regina, que apoiou a cabeça em seu peito.

— Sabe, essa é a primeira vez que vejo você sem aquele uniforme. — comentou a morena.

— E é a primeira vez que vejo você sem salto. — Emma brincou, fazendo Regina rir e se aconchegar mais na morena. — Adoro estar assim com você.

—Eu também.

E assim as duas passaram o resto da manhã conversando sobre assuntos banais, esquecendo um pouco de seus trabalhos agitados e simplesmente aproveitando a presença uma da outra. Depois desse dia, Emma foi promovida, Regina teve um cargo garantido para quando se formasse em direito criminal, e as duas começaram uma relação que durou por quanto tempo você possa imaginar.

Sete anos depois

O pequeno Henry se encontrava sonolento enquanto sua mãe morena lhe cobria com o confortável cobertor azul, abraçado a Mr. Purple, a girafa roxa de pelúcia. Mas Henry não poderia dormir sem antes ouvir uma história, claro.

— Mãe, Cat quer que você conte a história de como você e a mamãe Regina se conheceram. — pediu com aquela vozinha doce de criança, apontando para a pequena Catherine ainda na barriga de Regina.

Emma sorriu, olhou para Regina que estava ao seu lado, com a mão na barriga de seis meses, e sentou-se na poltrona roxa ao lado da cama.

— Muito bem, por onde começo...

Notas finais
Robin assustadoramente psicopata, sim ou claro? E essa parte final? Gosh, já zerei a vida ao imaginar essa cena. Como eu disse, essa short fic não é minha e sim de uma amiga, mas a adaptei para SwanQueen. E eu amei tanto adaptá-la que nesse pouco tempo surgiam diversas ideias para tal tema. Pensei então em fazer uma fanfic normal (long fic) baseada nessa short fic, como uma continuação. O que acham? Leriam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!