Persona

3 Escuridão


Notas iniciais
Hmm... Estava fora e não tive muito tempo tive para postar isso, espero que gostem ~

–Hey! Você está bem?

O jovem acordou, ele pensou que morreria se caísse daquela altura, felizmente estava errado, ele acordou e olhou ao redor havia os pilares que sustentavam a ponte, um homem com uma voz de ser da mesma idade que a dele estava agachada olhando-o, sua mascara era duas meia luas formando um dois olhos fechados, uma meia lua para baixo representando um sorriso e uma estrela no canto esquerdo pouco abaixo do “olho”:

–Estou... Por algum motivo pensei que morreria, mas estou bem isso que importa.

–Ufa, graças a Deus que você está bem!

Quando se levantou percebeu que o chão era diferente, olhou para ele e se surpreendeu com o que via, eram vários corpos mostrados de frente deitados interminavelmente se afastando de medo:

–Calma, eles não vão subir e te pegar como zumbis, eles estão apenas deitados, mas não conseguem se levantar por algum motivo que não sei.

–Eles não falam?

–Não, eles se recusam a falar, simplesmente ficam deitados ou alguns agachados em algum canto fazendo nada, como se tivessem desistido de algo e que não quisessem mais continuar, se quiser falar com eles pode falar, mas serão frios.

Ele se agachou e se aproximou do corpo em que havia caído em cima:

–Me desculpe por ter caído em cima de você, se machucou?

–Isso te interessa agora? Não parecia quando decidiu cair logo em cima de mim, acha que sou um colchão?

–Mas...

–Não importa, agora me deixe em paz.

Ele não sabia como reagir, o homem apenas virou o rosto e o ignorou, ele sentiu uma palma da mão sobre o seu ombro:

–Eu disse, aqui é estranho, ainda bem que não está machucado, você não se importa se formos juntos até achar o inicio da ponte? Acho que não precisa falar para mostrar como esse lugar é assustador.

O caminho não parecia ser longe para alcançar o inicio da ponte onde parecia ter uma ladeira na base dela, mas poderia ser a mesma coisa quando estava em seu topo, não parecia que era longe, mas era muito mais longe que pensava, e andar sozinho não parecia um cenário muito feliz e incentivador com todos esses corpos escurecidos que por algum motivo desistiram de tudo e nem reclamavam e o que assustava era se ele ficasse cansado e fosse se deitar e não poder levantar mais:

–Sim, acho melhor, assim poderemos sair desse lugar.

O caminho reto era simples, mas estranhamente parecia ficar mais escuro o caminho quando mais se aproximavam do caminho, ele se aproximou do da base da ponte colocou a sua mão nela e parecia ter sido construída por pedras, mas no caminho que estava antes de cair parecia ser de cimento, não era apenas isso que o surpreendia os rostos mesmo que pisasse em cima deles, não era emitido nenhum som, no máximo um grunhido se tivesse sorte, todos os rostos apresentavam faces tristes ou de pavor, quase todos de olhos fechados:

–Você consegue lembrar o seu nome?

–Não, eu não me lembro das cosias as vezes acontece um clarão quando vejo ou toco em algo, mas não sei o nome ou de quando aconteceu e muito menos do rosto das pessoas nessa memória e você?

–Estranho – o homem colocou uma mão na base da máscara como se tentasse expressar uma forma de pensar e depois parou para observar o céu – Apenas eu que consegui lembrar o meu nome, eu me chamo Adriano, mas como você disse às vezes também acontecem esses clarões, quando te vi caindo fui correndo ver se você estava bem, mas quando toquei em seu ombro pela primeira vez eu vi umas cenas, mas não sei o que significam, pensei que talvez soubesse.

O jovem não conseguia entender o que estava acontecendo, tantas perguntas e não sabia nenhuma resposta, não havia nada lógico para explicar essas cores que estavam cobrindo tudo, não havia nada:

–Eu quero saber de uma coisa cara, como você caiu? – perguntou Adriano – Quero saber se é a mesma coisa que me derrubou.

–Um vento ficou forte e me derrubou.

–A mesma coisa comigo, mas eu estava acompanhado, havia uma garota comigo, estávamos tentando atravessar e começou a passar mal, do nada um vento do nada começou a ficar forte e ela estava quase caindo e consegui segurar sua mão, mas o vento mudou de direção repentinamente e cai, mas o que me preocupa é que se ela está bem, acho que se seguirmos esse caminho, acho que se ela não caiu tenho certeza que ela continuaria e me esperaria no final dessa ponte.

Poderia ser a garota que estava em cima da ponte, porém poderia ser outra pessoa, se isso vive acontecendo, a garota que Adriano estava falando poderia estar em outro lugar, após uma hora de trajeto a conversa que estavam fazendo foi interessante para os dois, ele descobriu que Adriano e a garota acordaram em casas diferentes e no momento em que se encontraram por acaso havia aparecido o homem com a máscara de um gato preto cumprimenta-los e falar para se juntar a eles, mas gostariam de saber mais sobre o lugar:

–Não foi muito diferente o que aconteceu comigo.

–Talvez fosse melhor se tivéssemos perguntado o que ele sabia sobre isso – Adriano que não parava de puxar conversa, isso confortava o jovem pois era uma boa companhia do que continuar parado, parou e colocou a mão na cabeça – É impressão minha ou parece que estamos ficando mais distantes e ficando mais escuro aqui?

O homem olhou o caminho, estava mais escuro como tinha dito, mas estavam bastante próximos da base, consegui ver que tinha uma trilha:

– Estamos chegando perto não se preocupe, está ficando mais escuro, eu não sei por quê.

–Minha cabeça está surgindo uma dor que parece estarem pisando nela e estou ficando cansado.

–Calma que estamos pertos, não deite agora mais uns vinte minutos e acho que conseguiremos chegar até a ladeira.

Seu companheiro apenas concordou com a cabeça, não sabia que esse lugar escurecia e muito menos que podia ficar doente nesse lugar se aqui era uma espécie de céu não era para isso acontecer ficou pensando nisso, mas o escuro ficava mais forte como se fosse uma mensagem para desistir que pior estava por vir, seu amigo começou a andar mais devagar:

–Cara se quiser se sentar nós pode...

–Não, não é nada, só um pouco cansado, como disse falta pouco para sairmos desse inferno.

O caminho ficava mais escuro, mas conseguia ver como referência as bases das pontes, faltavam apenas cinco e conseguiria chegar até o fim da ponte, a visão estava bem fraca, e seu corpo cansado e escutou um barulho atrás dele, quando se virou viu uma claridade muito forte e conseguia ver tudo ao normal e viu Adriano caído ele levantou –o e o apoiou nos seus ombros :

–Desculpa...

–É nenhum problema, vamos conseguir, falta pouco.

–Deixa que consigo fazer sozinho.

–Não você está fra...

–Eu consigo me virar! – o seu grito fez com que as cabeças ao redor grunhissem e começassem a repetir a frase que tinha dito, parecendo uma orquestra assustadora, ele pareceu na notar isso – Não queria falar isso, desculpa, eu consigo continuar não se preocupe, me sinto um pouco melhor sério.

–Sem problema — Ele se soltou do jovem e estava andando do jeito normal que estava – qualquer coisa estou aqui para ajudar.

–Obrigado, eu sei que está tudo escuro é como se o sol tivesse ido embora, poderia segurar no meu braço só para não conseguir me perder, sério nem consigo te ver, não queria ter sido idiota.

–Claro.

Eram poucos passos que estavam um do outro, mas cada passo que se aproximava dele a escuridão estava pior que antes, olhou para trás por um momento e a claridade não estava mais lá, olhou para frente não conseguia mais ver o seu amigo:

–Adriano?

–Eu estou aqui.

–Onde?

–Não consigo te ver!

–Eu também siga a minha voz!

O barulho de passos parecia estar distante:

–Onde você está indo?

–Estou seguindo a sua voz! Estou chegando perto!

A voz parecia próxima, mas os passos distantes, não conseguia ver nada, não tirava da mente de onde ele estava:

–Você está conseguindo chegar aqui?

–Sim!

O que era seu medo se tornou verdade, era a voz agora que estava distante não sabia de que lado estava, correu desesperado para frente chamando o nome do amigo, esperando alguma resposta, mas agora não estava, o medo estava tomando a sua mente não poderia deixa-lo sozinho, ele estava fraco e não podia deixa-lo por conta própria, tinha que ter coragem mesmo nesse momento de desespero, só escutava o som dos passos distantes e só a própria voz o chamando não podia desistir.

* * *

Não soube quanto tempo estava correndo, mesmo cansado não podia desistir, mesmo que estava sendo indiferente o tempo todo sabia que ele iria ajuda-lo , não conseguiria aguentar mesmo que continuasse a correr, sua voz estava ficando roca e começou a andar para não ficar mais cansado e forçar o corpo, mas apareceu uma cor que o deixou com mais medo ainda, era uma cor forte e ela tinha uma rastro no meio dessa escuridão havia aquela cor se destacando, aquela cor, ele tinha que se certificar se o seu amigo estava bem e parecia que aquele rastro seria o único meio, se não acabaria cansado e provavelmente não aguentaria mais e cairia, mas uma coisa que veio a sua mente também se era Adriano que estava machucado, quem ou o que fez isso?

Notas finais
Hm... Adriano, esse nome vive perseguindo-me, vocês irão entender nas minhas outras hists tem Adrian e outro Adriano huashuashuash homenagem ao meu amigo, sera que ele já percebeu isso? Não sei, mas vou demorar para escrever