Notas iniciais
Capitulo nada a ver, mais só para explicar um pouco '-*

O vazio da floresta fazia meu coração palpitar ainda mais forte, certamente não ia fazer mais sentido gritar, só ia fazer ficar com dor de garganta ao amanhecer. Por um momento pensei em desistir e me sentar na terra fofa, e encarar o breu da noite. Mais ouvi uma respiração que estava se aproximando de mim, minhas pernas bambearam — foi como se alguém aplicasse o feitiço do mesmo efeito -. Respirei fundo e agarrei a manga de minhas vestes, qualquer coisa que viria eu enfrentaria de bom agrado. Abri meus olhos, percebi que não sabia que tinha fechado eles. Olhei para o centro, aonde vinham os passos e a respiração. E lá estava o que eu estava procurando. Dois olhos azuis cor de gelo me observaram atentamente. Arfei. Ele deu aquele sorriso que eu mais odiava e começou a andar mais perto. Gritei.

Acordei suando, certamente pensei que aquele sonho tivesse sido real. Só depois percebi que Finn abriu a cortina da minha cama e me sacudia timidamente.

- Ah, — Disse Finn, a garota pequena de grandes olhos escuros e cabelos loiros cor de palha. – Você acordou, você estava suando,gritando e se remexendo na cama. Aconteceu alguma coisa?

- Pesadelos. – Murmurei enquanto descia da cama.

Ela saiu do dormitório, e eu fui tomar um banho. Depois de tomar coloquei minhas vestes e meu All Star – mesmo sendo contra as regras. Peguei o pente e penteei rapidamente meu cabelo. “Mesmo sabendo que ta uma merda” Eu pensei.

Sai do dormitório, e me deparei com um Hugo reclamando de fome, um Alvo lendo livro, uma Rose cantante e um James brincando com o Jobs, gato de Rose.

- Bom... Vamos? – Disse da ponta da escada.

- Claro! – Disseram em unissimo.

Saímos da sala comunal, e descemos para o Salão Principal. Rose deu um grande suspiro quando se deparou que Scorpius olhava para ela com grande interesse – não me diga...

- Rose? – A cutuquei fortemente nas costelas – Pare de ficar babando por Malfoy, vamos comer!

Começava a achar que Rose realmente era afim do Malfoy.

Ela bufou, mas seguiu a uma das cadeiras perto de Fred II. Um garoto completamente esquelético, de cabelos ruivos e a cor dos olhos claros. Esse era Fred Weasley II. Sentei do outro lado de Fred, com Hugo do meu lado, Alvo do lado de Rose e James junto com os amiginhos dele.

- Sabe... Eu estou pensando – Disse Fred enquanto pegava bacon com cheddar.

- Que milagre. – Ouvi Rose murmurar.

Fred revirou os olhos e começou a comer o bacon dele. Eu segui o exemplo; peguei bacon com cheddar e torradas com manteiga. Fiquei em duvida, suco de abobora ou de laranja?

Ah, vai o de laranja.

- OMG. OMG. OMG! –Disse Rose olhando para a mesa da Sonserina.

- Que foi? – Exclamou eu, Hugo e Fred.

Olhei para onde Rose olhava, e me deparei com o Malfoy quase tirando a blusa, ele estava limpando o suco de abobora que tinha caído na blusa dele. Enquanto Ashley e Andy rolavam de rir.

- Rose? Não tem nada melhor para olhar não? – Disse olhando para a mesa da Lufa-Lufa.

Olhava diretamente para Robert Hunkson, ele era bem pálido, tinha cabelos castanhos claros, tinha olhos verdes acinzentados, e tinha uma voz bastante rouca; o que o fazia mais bonito.

- Eu sei que você ta gamadinha no Robert. – Disse Fred II, rindo com um estranho humor que sempre aparecia em sua voz, que tio Jorge falava ser o humor de Fred.

- Então Fred, sobre o que você estava pensando? – Disse tentando mudar de assunto.

- Sobre a Samantha sabe? Aquela da Lufa-Lufa?

- Sei. – Disse Rose, depois como se entendesse começou a rir – AH NÃO! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESTÁ APAIXONADO POR SAMANTHA WINCHY! — Ela gritou, fazendo Samantha olhar para a cara de Rose, com medo.

Fred ficou muito vermelho enquanto olhava para Rose com seu pior olhar.

- Desculpa? — Ela perguntava olhando para a mesa.

- Tanto faz. — Ele resmungou se levantando da mesa, indo em direção a seus amigos.

Olhei para Alvo, para saber a opinião dele sobre isso, mas ele simplesmente estava com os olhos vidrados na mesa da Sonserina. Ele estava olhando para Natália Huperson; uma menina baixa, com cabelos longos castanhos e com olhos escuros.

- James. – Chamei baixo o suficiente para James me ouvir e então falei apenas movimentando os lábios: Olha para quem o Alvo está olhando.

Ele olhou diretamente para a Huperson. E abafou uma risada, assim como Sixx, ela era de grupos que só pensavam neles mesmos.

- Então Alvo. – Disse James em bom tom para todos ouvirem; fazendo isso tirou Alvo de seus devaneios. – Pode apresentar a Huperson para agente? Já que ela é a sua namoradinha?

Alvo corou violentamente, mais o rosto dele ficou depois vermelho de raiva.

- Você não tem que ficar cuidando da minha vida, okay?! – Explodiu ele.

- É... Nossa família foi amaldiçoada pelos sonserinos. – Ouvi Rose falar baixinho.

Levantei e peguei minha mochila.

- Tchau povo. – Disse enquanto acenava para eles.

- Espera! – Disse Hugo pegando a mochila e forçando um bacon para dentro.

Subimos em silencio até o terceiro andar. Teríamos dois tempos de Defesa Contra as Artes das Trevas. Inspirei lentamente o ar, precisava de muita paciência para agüentar um Hugo confuso na aula, que depois, na sala comunal pede suas anotações.

Desabei na cadeira ao lado de Hugo e esperei o Profº Morgan. Ele certamente é um professor que daria medo em qualquer um; mais na verdade, ele não passa de um professor nada normal. E quem disse que os professores daqui são normais?

Profº Morgan entrou na sala; fazendo todas as meninas suspirarem (menos eu, é claro). Ele era branco como o marfim, tinha a cara corada, era musculoso (dizem que já treinou Dragões), os cabelos eram de um mel dourado, e completando aquela aparência perfeita, tinha os olhos azuis gelados; o que me fazia sempre me lembrar dele.

- Bom Dia, Grifinória! – Disse ele com certo entusiasmo.

- Bom Dia, Professor Morgan! – Disseram a sala toda.

- Quantas vezes eu já pedi para pararem de me chamar assim? Me chamem de Gusty! – Disse ele sorrindo. – Bom.. Hoje vamos aprender sobre os Bichos-Papões. Guardem seus pertences nas mochilas, que hoje só vamos precisar de varinhas... Vamos fazer uma aula pratica.

Ouve um murmuro na classe de medo. Profº Morgan abriu ainda mais o sorriso.

- Vamos aprender a enfrentar o medo. Vamos, achei um desses em um dos armários de McGonagall.

Ele fez gestos para a sala se apressar. Fomos direto para a sala dos professores; que por sinal, era linda e aconchegante. Mais ao mesmo tempo velho e antepassado. Alguma coisa dentro do armário dava a impressão de que iria explodir o objeto.

- Não se assustem! – Disse Morgan ao ver Finn, Isabelle e Amanda correndo para um canto da sala. – Agora, bichos-papões gostam de lugares escuros e fechados. Guardas roupas, o vão debaixo da cama, os armários sobre a pia... Por exemplo: Eu já encontrei um espremido numa caixa de doces. Este – Disse ele apontando para o armário – mudou há três dias. E perguntei a McGonagall se eu podia deixar ele ai para fazer uma aula prática.

“Então vamos à pergunta; o que é um bicho papão?”

Hayley levantou a mão. Era uma menina pequena de olhos estranhamente verdes e com a cor do cabelo muito loiro.

- É um transformista – Disse ela – É capaz de assumir a forma que assusta as pessoas.

- Isso mesmo. Ele ainda não sabe o que mais nos da medo, pois ainda está no escuro. Ninguém sabe a forma que ele é de verdade. Mais quando eu o soltar, ele vai sair da forma que todos mais temem. Alguém sabe por que estamos em vantagem? Finn?

- Por que estamos em maior vantagem?

- Isto mesmo! Pronto? Eu vou solta-lo. Mas primeiro, eu vou escolher alguém... Hugo! Vem aqui!

Hugo foi quase se cagando para perto do professor.

- Bom... Do que você tem medo? – Perguntou ele.

Todos ficaram quietos esperando Hugo falar alguma coisa.

- A — Aranhas senhor.

- Pense na coisa ridícula que faça você rir, e grite: Riddikulus.

- Okay.

- Posso soltar?

- Pode.

Ele soltou e uma tarântula enorme apareceu. Hugo começou a gritar e correr pela sala. Todo mundo começou a rir.

- Bom... Riddikulus! — Disse o professor.

E um enorme livro negro apareceu.

- Finn, poderia vir aqui?

- Cara, eu achei que foi a melhor aula da minha vida! – Disse Hugo com a boca cheia de empada de palmito.

Eu tive que rir, estava todos almoçando.

- Tenha modos, Hugo! – Disse Julie Voncraz, o olhando com nojo.

Uma garota que Hugo era a fim, ela era alta e completamente magra. Tinha cabelos negros e olhos azuis. A pele era de um pardo levemente corado.

- Desculpa. – Disse ele limpando a boca com a manga das vestes.

Revirei os olhos. Hugo era um panaca.

- Hey, Potter! – Ouvi alguém me chamando lá atrás. Mais nem me dei o trabalho de olhar; sabia que era ele.

- Rose! Você está bem? – Perguntei reparando que ela estava quase caindo de cabeça no prato.

- Ah, to. — Disse ela com a voz sonolenta.

- Mentira. Ela quase caiu de cara num monte de bosta de dragão – Disse Alvo.

- ALVO! – Exclamou Fred. – Se você não percebeu (certamente não, pois é muito retardado para isso) estamos comendo!

O sinal tocou. E o salão principal foi se esvaziando. Onde só ficou a terceira turma da Sonserina e da Grifinória no salão. Eu me esqueci de mencionar; Andy e seus companheiros tinham que ser do quarto ano, só que ele foi burro o bastante para repetir, e eu? Ah, eu sou do terceiro.

Esperamos enquanto Hagrid se levantava da mesa para irmos o terreno.

- Bom, vamos crianças. – Disse Hagrid, que era de um tamanho assustador.

- Crianças. – Disse Hugo bufando e revirando os olhos.

Caminhamos lentamente entre o jardim da escola. De primeira impressão parece que íamos à floresta proibida, mais paramos a cinco metros da casa de Hagrid.

- Hoje vamos aprender sobre os Hipogrifos.

- Que diabos são isso? – Perguntou Ashley Purdy.

- O hipogrifo é nativo da Europa, embora seja atualmente conhecido no mundo inteiro. Tem a cabeça de uma enorme águia e o corpo de cavalo.

- Bela explicação. – Ouvi Ashley murmurando baixinho.

- Por Merlin! Ninguém nunca viu um hipogrifo na vida?! – Perguntou Hagrid esfregando a mão, ansioso.

Hayley Burns levantou a mão.

- Fale Burns.

- Eu já vi um, quando eu e minha mão fomos acampar no Brasil. Ficamos num acampamento Bruxo, e lá conhecemos Kamy, uma italiana, ela tinha um marrom. Ele era lindo.

- Sangue-ruim sabe tudo. – Disse Malfoy baixinho.

Olhei para trás já que eles estavam quase do meu lado. E lancei um olhar penetrante.

- Que foi Potter, protegendo suas amiguinhas sangue- ruins? — Perguntou ele arrastamente.

- Sabia Malfoy, que seu pai foi um idiota com os sangues-ruins, e veja agora, ele está dando super bem com Hermione.

- Não fale do meu pai com essa boca imunda de mestiça.

- Não Malfoy – Disse com um sorriso – Eu sou mais sangue-puro que você.

Ele abafou uma risada.

- E como? Só por que os Weasley são uma das famílias mais velhas de sangue-puro? Mais o sangue do Potter manchou você. E não vejo como você é mais pura que eu.

- Por que eu tenho respeito com os outros. E você só se acha por seu vô e seu pai fosse comensais da morte de Voldemort, pode se achar no meio de todos. Mais eu lembro que foi o meu pai que derrotou você-sabe-quem. E seu pai pode se redimir, mais do mesmo jeito ele quase matou um dos diretores mais importantes que já teve nessa escola.

- Não. Fale. Dos. Meus. Pais. Assim. Potter! – Disse Malfoy entre os dentes.

- Bom... Alguém se atreve a vir mais perto? – Perguntou Hagrid e instantaneamente todos foram para trás. Só eu Hugo ficamos na frente.

- Então? Lily, Hugo? Qual? — Disse ele apontando para enormes cavalos com cabeça de águia.

Um era estranhamente cinza-chuva e outro era de um nanquim lindo.

- Como faz? – Perguntei indo em direção a Hagrid.

- Só precisa fazer uma reverencia e se ele retribuir; ótimo, poderá passar a mão nele e montar nele. Mais se não, é melhor você sair correndo.

- Okay. – Disse indo em direção ao hipogrifo nanquim.

Fiz uma reverencia a ele. Encarei ele e esperei. Ele abaixou a cabeça e fez uma reverencia.

- Muito bom! – Disse Hagrid – Agora faça carinho.

Passei a mão insegura na cabeça da águia.

- Monte nele! — Disse Hagrid.

Andei até as costas do animal, e passei a perna pelas costas. As asas machucavam um pouco meus joelhos.

- Bom... Kinker suba com ela e volte.

Como se o hipogrifo tivesse entendido, ele abriu as asas e começou a levantar voou. Eu quis gritar – por que eu sempre tive medo de altura, mesmo estando no time de Quadribol — mais voar dava uma sensação boa.

- Vamos Kinker, desça! – Disse Hagrid lá de baixo.

Com um solavanco forte, a tal Kinker desceu em direção à floresta. Mais ela parou certinho na frente de Hagrid.

- Muito bom! Agora... Quem quer?

Um monte de gente se acumulou em Kinker e o outro hipogrifo.

- Besteiras. – Ouvi Malfoy falando com Ashley.

Sinceramente? O Sixx tava me dando medo, ele não falou nenhuma palavra sequer!

- Ah, eu achei eles maneiros. – Disse Sixx com sua voz rouca. O que me fez pular de susto.

Revirei os olhos; desde quando Sixx achava alguma coisa maneira? Ah, a não serem cobras e a si mesmo.

- Vamos – Disse Hugo segurando meu cotovelo e me puxando para a aula de poções com o Slughorn.

Caminhávamos tranquilamente até o corredor da aula de poções.

- Não sei por que poções têm que ser necessário, poderia ser de escolhas, assim como Trato de Criaturas Mágicas, Adivinhação, Aritmancia, e etc... – Disse Hugo pensativo enquanto nos sentávamos nas cadeiras.

- Não enche Hugo! – Disse olhando para ele.

- Taaa. Sua chata. Você às vezes parece minha mãe! – Disse Hugo.

- Que bom. – Disse minha ultima palavra quando a Profª McGonagall entrou na sala.

- Lamentamos informar mais o Profº Slughorn acabou de falecer.

Seguiu um murmuro de lamento ao mesmo tempo de felicidade.

- Bom, hoje os alunos de todos os anos vão estar livres para ir ao jardim; portanto, não haverá aulas hoje. Muito obrigado, bom dia.

E ela saiu da sala. Assim veio os barulhos de gente jogando tudo de qualquer forma na bolsa e barulhos de cadeiras arranhando o chão.

- Bom, vamos? – Disse Hugo mexendo no cabelo.

- Ah, claro. – Disse pegando minha mochila – que nem tava aberta – e indo em direção a porta.

- Lily! Hugo! Aquiiii! – Disse a voz de James.

Caminhamos até eles, onde estava: Rose, James, Fred e Roxanne.

- Onde ta o Alvo? – Perguntei olhando pelo corredor pra ver se via ele.

- Ali. – Fred disse e apontou para o fim do corredor.

Minha boca escancarou.

- Aquela é a Huperson? – Perguntei ainda chocada.

- É, Alvo Severo Potter está beijando Natália Heidi Huperson. – Disse Rose.

- Eu não acredito! – Disse olhando de novo. Que cena nojenta.

Meu irmão, beijando uma sonserina? AAAAAAAAAAAAAH. Enquanto Hugo fingia estar vomitando.

- Rose, — Disse passando o braço no ombro dela. – Eu plenamente concordo com você; nossa família foi amaldiçoada pelos Sonserinos depois que nossos pais fizeram.

Todos concordaram.

- Lilian! – Disse à voz que eu mais proclamava naquele momento; Robert.

- Vai lá Lily, aproveita, enquanto Sixx não está aqui.

E como se a boca de Rose fosse um feitiço, quem aparece? Dou uma coruja pra quem acertar. Eram eles: O Sixx, O Malfoy, A Purdy e o irmão dela, A Alvarenga de mão dadas com a Woolkster.

— Vai Lily. – Mandou Rose.

Suspirei e fui em direção a Robert. Ele sorriu e pegou na minha mão. Ah, só pra constatar, ele e eu estávamos praticamente namorando.

- Então temos o dia todo – Respondeu ele indo em direção ao lago.

- Pra que? – Perguntei sorrindo e me sentando na sombra de uma árvore.

- Pra isso.

Ele me beijou depois dessas palavras. Depois que terminou ele sorriu. Olhei para o castelo. Lá estava Sixx na entrada, olhava tão fixamente em Robert que pensei que ele ia mandar um Avada Kedavra nele.

- Robert, vamos sair daqui? – Disse na orelha dele. E apontando para Sixx.

- Hum... Se você estiver com medo dele, vamos. Mais eu não estou. Esqueceu que eu sou quintanista? Eu sei muito mais que ele.

- Verdade.

- Viu que vai ter o passeio de Hogsmeade? – Perguntou ele olhando para o lago, onde a Lula Gigante jogava água em alunos do primeiro ano.

- Não... Ando tão distraída ultimamente que me esqueci.

Ele parou de sorrir.

- Não, mais eu vou.

Ele sorriu outra vez.

- Quer ir comigo Lilian Luna Potter? – Perguntou ele olhando em meus olhos.

- Claro que eu quero Robert! – Disse abraçando ele.

- Dorgas! Ta começando a chover! – Disse Robert. – Toma.

Ele me entregou o casaco dele.

- Valew. Te amo Robert! – Disse dando delicadamente um selinho nele.

- Hehe. Eu sou o homem mais feliz do mundo!

- Calminha ai caubói! Você só tem quinze anos e já é homem? Hummm... OBRIGADO MERLIN! – Disse abrindo as mãos para o céu.

Eu e ele rimos.

- A chuva! – Disse ele me alertando.

Corremos até a entrada rindo e se molhando mais ainda.

- É melhor você tomar um banho, vai ficar ensopada assim. – Disse ele passando a mão em meus cabelos.

- Eu gosto de riscos. – Disse sorrindo e entregando o casaco para ele.

- Muy Bueno, Lily. Eu sou seu risco, e ninguém mais. – Disse ele.

Nesse exato momento Sixx passou bem perto da gente. Ele fez uma cara de que estava à beira de lançar um Avada Kedavra no Robert e ao mesmo tempo de nojo.

- Vai sonhando. – Ouvi Sixx murmurar antes de ir embora.

Sorri pra ele. Avistei lá longe Rose toda saltitante, ela estava sorrindo tanto que pensei que a cara dela ia travar.

- Tenho que ir. Tchau. Nos vemos daqui a pouco. – Disse dando um beijo nele.

Eu fui em direção a Rose.

- Que foi? Ah, não me diga que adquiriu a doença de Draco Malfoy e vai virar uma doninha quicante?

- Cala a boca! Eu só estou feliz!

- Ai, vamos para a Sala Comunal? Aqui está me dando arrepios.

Nem esperei a resposta dela, sai correndo em direção a Grifinória.

- Senha. – Pediu a mulher gorda.

- Ah – Disse batendo na testa, eu tinha esquecido. – Eu esqueci!

- Sem senha não entra!

-Oooookay! Vou esperar por qualquer pessoa da Grifinória.

Passaram alguns minutos, e ninguém vinha. Vinham alguns de outras casas e ninguém da Grifinória.

- SAI DAÍ! AH NÃO, SAI DAÍ PIRRALHO! – Eu certamente reconheci aquela voz: Julie Voncraz.

- JULIE! JU, JU, JUUUUUUUUUUUUUUU! — Gritei pra ela.

- LILY! Ai, esses pirralhos estão me cansando! – Disse ela parando na frente do quadro.

- Viu sua gorda, tem gente pra me salvar! – Disse mostrando à língua.

- Que aconteceu? – Perguntou Julie.

- AH, eu esqueci a senha (típico de mim) e essa mulher ai não me deixou entrar.

- É... Mãan, a senha é Mandrágoras.

A porta abriu e eu e Julie entramos na sala comunal cheia.

- Sério Ju, quantas vezes você já salvou minha vida desde o primeiro ano?

- Ah, varias. Mais minha amizade com você recompensa tudo!

Eu dei um sorriso para Julie e fui direto para o quadro de mensagens. Lá estava o curso de duelo, não era interessante.

- Achei! – Sussurrei colocando o dedo no anuncio de Hogsmeade.

Fiquei feliz por o passeio ser daqui a dois dias. Eu sorri comigo mesma.

- Amore, vamos almoçar? — Perguntou Devonne Harvey.

- De onde tu saiu mulher? – Perguntou Ju.

- Do quarto? – Perguntou Devonne levantando ambas as sobrancelhas.

- Besta! – Disse Julie empurrando Devonne.

- Vamos! Eu to com fome! – Disse Hugo puxando Alvo pela manga da veste. – Ah! – Disse Hugo ficando vermelho e olhando para Julie. – Vocês vão?

- Ah, claro! Vamos! – Disse Julie também vermelha e puxando eu e a Devonne junto.

Descemos as escadas para o salão principal, lá estavam às quatro mesas. As malditas quatro mesas. Vi Robert na mesa da Sonserina. Perai! Ele não é de lá, o que ele ta fazendo com a.... HANNA PURDY! Aaaaaah mais eu mato Robert!

- N-não. E-eu me recuso a acreditar. Me recuso! – Disse com as lagrimas já brotando no meu rosto.

Eles estavam se beijando, era isso. Ele certamente estaria me traindo desde que eu o conheci no trem. AAARG! Eu não acredito! Beijava aquela boca, e agora vem me dizer que eu trocava a saliva com a Purdy?

- ROBERT HUPERSON! — Berrei e espantando o casal.

Ele se assustou e levantou da cadeira.

- ME DESCULPE, EU NÃO QUERIA! – Disse ele.

Aquelas foram as ultimas palavras que eu ouvi. Senti caindo e depois veio a dor latejante na cabeça e um forte cheiro de sangue.