Notas iniciais
PVO Rose UH

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POV ROSE.

Depois que Lily saiu correndo junto com Robert, fui em direção a biblioteca.

Lá era onde eu mais gostava.

Tinha o cheiro de mofo e coisa antiga.

Fui procurando pelas estantes até achar o livro que eu queria.

Hogwarts: uma história.

Fui até uma mesa e puxei a cadeira. Respirei fundo e mergulhei no livro (literalmente), até ouvir um pigarro na minha frente. Eu abaixei o livro e fechei-o. Olhei naqueles olhos cinzentos me encarando.

- O que foi Malfoy? Veio implicar comigo ou o que? – Perguntei sarcasticamente.

Me cansava ter de agüentar as brincadeiras idiotas vinda do Malfoy.

- Nossa às vezes eu me sinto meio ofendido com seu sarcasmo. Sabe nem todo sonserino é assim. — Ele piscou, sorrindo de lado.

Revirei os olhos e bufei.

- Quer parar Malfoy? É a mesma coisa que você falar que cobras tem mãos e pés.

Ele sorriu. Pegou o livro e colocou ele em uma prateleira qualquer.

- HEY! Eu estava lendo! – Disse fazendo biquinho.

Ele apenas sorriu e pegou minha mão. Quando estávamos no corredor ele parou.

- Por. Que. Você. Fez. ISSO! – Disse nervosa.

Como eu gostaria que houvesse uma passagem até a Sala Comunal.
— Você quer que Madame Pince nos dê uma detenção? – Perguntou ele cruzando os braços.

- Quem sabe!

Ele colocou as mãos no bolso da calça e foi assoviando para o final do corredor.

Que caipira, meu Merlin.

- Hey! Malfoy! ESPERAAAA! – Berrei tentando correr atrás dele.

Ele derrapou e ficou me olhando com cara de convencido.

- Aff, Malfoy, para com essa cara! – Disse tentando desviar o olhar dele.

- E se eu não parar? – Disse ele com deboche inclinando a cabeça mais perto de mim. – O que a Weasley vai fazer?

Eu considerei seriamente dar um Crucio no Malfoy, mas uma simples azaração parecia o suficiente.

Locomotor Mortis, fiz um movimento com a varinha, dando um passo para trás, vendo Malfoy cair ao tentar dar um passo a frente.

Me abaixei ao lado do Malfoy.

- A Weasley vai te azarar e te deixar aqui no corredor. — Murmurei em seu ouvido.

Sai marchando para o dormitório escutando-o reclamar sobre como eu era idiota por ter feito aquilo.

Achei uma das passagens que o zelador não havia fechado e desci as escadas que davam perto da Sala Comunal, e vi de longe uma ruiva.

Sorri comigo mesma, era Lily se agarrando com Robert.

Depois de algum tempo em que ela sondou o ambiente, largou o Robert e correu até mim, que sorria e quase dançava Sing in The Rain (música trouxa, por quê?) utilizando a coluna ali perto.

- Que foi? Ah, não me diga que adquiriu o Mal de Draco Malfoy e vai virar uma doninha quicante? — Disse ela olhando desconfiada para mim.

- Cala a boca, okay? Eu acabo de deixar o Malfoy azarado no corredor. — Sorri travessa, enquanto ela ria.

- Ai, — Fingiu limpar lágrimas de felicidade. — vamos para o Salão Principal? Aqui está me dando arrepios.

Antes de eu responder sim, ela saiu correndo em direção ao retrato da Mulher Gorda.

Sério às vezes eu não entendo Lilian.

Bom, na verdade nem eu às vezes me entendo, como posso querer entender a Lily?

A perdi de vista e continuei indo para o Salão Principal, ela devia ter ido por lá de qualquer jeito.

- Rose! – Ouvi James gritar da mesa da Griffinoria.

Nossa ele já tava aqui?

Corri até o lugar do lado de James.

- Hey, você viu Alvo, Hugo ou Lily? – Perguntou ele olhando para o prato de ouro.

- Ah, eu acabei de ver Lily. Ela já deve 'ta descendo com eles.

Começamos a conversar sobre as aulas de Profº Bins e como elas eram... inúteis.

- Ah olha lá eles! – Disse James, apontando com o queixo.

Quando eu fui olhar, Lily estava de olhos arregalados e chorando. Ela estava olhando diretamente para a mesa da Sonserina. Olhei para lá.

Robert estava beijando a irmão de Ashley Purdy; Hanna. Olhei mais para o lado onde Scorpius sentava. Lá do lado dele, Andy estava tremendo — medo. – ele segurava o copo de vidro que tinha virado apenas cacos na sua mão. Gotas de sangue espirravam por toda a mão direita.

- Ih, vai dar merda. – Ouvi uma menina ao nosso lado falando.

Revirei os olhos, é lógico que ia dar merda.

Olhei de novo para Lily.

Ela não estava mais lá; e sim desmaiada no chão com uma poça de sangue envolta da cabeça dela.

- Fodeu! – Disse James do meu lado, se levantando correndo em direção a ela.

Olhei para Sixx que estava espancando Robert.

Escancarei a boca, ele ia matar Huperson.

Lily estava na enfermaria á algum tempo desacordada, Huperson estava sendo tratado de todos os ferimentos que Sixx o causará, enquanto Sixx estava no escritório da Diretora.

Com certeza ele ficaria em detenção.

Estava apoiada na parede do corredor, do lado de fora da enfermaria.

- Weasley, Weasley, como vai? — Ouvi a voz fria do Malfoy ecoar por todo o corredor.

Qual é? Agora ele tinha O dom de me achar sempre?

- O que foi? — Perguntei sem paciência, me desencostando da parede e começando a caminhar.

- Eu... Preciso falar com você. — Ignorei-o e continuei andando.

- Rose! Volta por favor! – Ouvi seus passos me seguindo e o suplico de sua voz ecoando baixo no corredor.

O que me fez parar não foi o suplico na voz dele.

Espera, ele me chamou de Rose?

Vire e encarei o rosto de tristeza do Malfoy.

- Quem te deu intimidade o suficiente para me chamar de Rose? – Perguntei ainda chocada, com um pouco de raiva na verdade.

- Por que, prefira que te chame de Weasley? – Perguntou ele fechando a cara.

- Claro! — Revirei os olhos.

- Ótimo, – Disse ele colocando a mão no bolso da calça. — Rose! — Ele falou baixo, e eu fingi não ouvir.

- Sabe Malfoy...

- Scorpius. – Disse ele me corrigindo e me interrompendo.

- Que seja! — Bufei. — Sabe eu nunca entendo você!

Ele não falou nada, apenas sorriu.

ARGH!

Por isso eu tinha raiva dele.

- Por que não está com seus amiguinhos idiotas? – Perguntei cruzando os braços.

- Sandra está ocupada demais beijando Camille. Ashley está com a Lovegood.

- Hãn? – Interrompi, fazendo uma cara de choque fora do comum.

- É eles estão mantendo isso em segredo. Bom não é mais agora que eu te contei. – Disse ele dando os ombros.

- Continua.

- Andy está ocupado demais observando sua priminha. Sério, é melhor a Potter beijar o Hunkson em outro lugar, ele qualquer dia desses vai lançar um Avada nele.

- Quem não sabe disso? Só Lily que ainda não percebeu que Sixx tem um tombo do monte Everest por ela.

Ele balançou a cabeça concordando.

- E por que você não esta com seus amigos idiotas? – Rebateu ele.

- Por que eu gosto de ficar sozinha. – Disse lentamente a ultima palavra.

- Isso é uma indireta? Se quiser eu vou embora. Quem sabe tem outras garotas para eu trocar idéia. — Eu sabia claramente que ele não iriam... Trocar uma idéia.

De jeito nenhum.

- NÃO! – My dear Merlin, eu disse isso? Ah, é, tudo por causa dos hormônios idiotas que suspiram por Scorpius. — Quer dizer... Er... hm, vai ser o primeiro lugar que o Sixx vai vir e...

- Rose, por que não diz logo que me ama? Vai ser mais fácil. – Ele me cortou e andou até a minha direção.

Dessa vez ele não falava com deboche ou convencimento, ele (creio eu) falava com o coração.

- Vai ser mais fácil, o que Scorpius? – Perguntei meio com medo da resposta dele.

Ele sorriu de lado.

Ai esse sorriso.

- Mais fácil pra eu suportar todos da sua família, já que eu só os suporto por te amar. - Disse ele dado ênfase em “por te amar”.

Meu coração deu um pulo, que pensei que ele ia sair pela boca. Okay respira Rose Weasley, ele não disse isso. Ele só está fazendo isso pra te machucar e humilhar.

- Você está mentindo. – Disse insegura, semi-cerrando os olhos.

- Se eu mentisse isso estaria batendo tão forte quanto agora? – Perguntou ele e pegou minha mão e colocou no meio do peito definido (por culpa do Quadribol) dele.

O coração dele estava quase na velocidade do meu, só que mais rápido. Fechei os olhos e tudo o que me concentrava agora era as batidas do coração dele. Ele foi chegando mais perto. Eu sentia a respiração dele. Ele abriu a boca, veio uma baforada com cheiro de pasta de dente (*-*).

- Mostre-me Scorpius, só isso. — Eu pedi em um fio de voz.

Pude sentir que ele sorriu, e ele foi se aproximando mais e mais de mim.

- Eu vou.

E me beijou. Foi o beijo mais doce que eu senti na minha vida. Era calmo e doce e ao mesmo tempo era como se ele quisesse mais e mais dele. E eu (ao certo) também queria. Nossos lábios eram como uma peça de quebra-cabeça que juntou uma com a outra. Nossas línguas brincavam uma com a outra.

Ele parou e ficou me olhando. Eu estava sentindo as lagrimas rolarem em meu rosto.

- Oh minha ruiva, não chore. Você tem meu coração. – Disse ele limpando as lagrimas com as costas da mão.

Eu olhei para a cara dele, incrédula.

- Que foi? É verdade, agora agente ta tipo... Namorado. – Disse ele dando os ombros.

- Não é isso Scorpius. Você gosta de Avenged Sevenfold?

- O que tem a ver eles?

- Você copiou a frase da musica deles.

- Qual?

- A Little Piece of Heaven.

- Ah aquela parte. “But baby don't cry. You had my heart”

- Éh, a musica é muito foda. Só ganha a Nightmare.

Ele sorriu e pegou minha mão. Chegou mais perto e colocou a boca em meu ouvido.

- Eu te amo. – Sussurrou ele.

Me arrepiei toda. Senti aquelas borboletas no estomago.

- Olha ta chovendo! – Disse apontando para a grande janela.

- Grande bosta. – Disse ele rindo.

- Seu besta! – Disse também rindo.

Ele pegou minha mão e me deu um beijo demorado.

- Sabia que eu te amo? – Perguntei.

- Não. – Disse ele com um sorrisinho de convencido. – Repita isso, plis.

- Para de ser convencido, Scorpius! – Disse empurrando ele e rindo.

Escutamos passos nas escadas. Eu olhei com os olhos arregalados para Scorpius. Ele pegou minha mão e abriu uma sala vazia, me puxando lá para dentro.

- Essa foi por pouco! – Disse com a mão no peito ofegante.

Ele sorriu e se aproximou mais de mim. Me inclinei pra perto dele. Esse beijo, diferente do outro, foi mais suave. Ainda tinha gosto de pasta de dente *-*.

- Chega Scorpius! – Disse levantando as sobrancelhas. – Essas horas estão me procurando. Eu tenho que ir.

Ele fechou a cara e fez biquinho triste.

- Não, não faz essa cara!

- Ta bom. – Disse ele emburrado. – Mas primeiro eu tenho que te dar uma coisa.

Ele tirou do bolso uma caixinha de veludo preta.

- Ah não! – Disse fechando os olhos.

Pressão.

Esse garoto era mais apressado que o normal, eu não queria namorar oficialmente com ele.

Não ainda.

- Anão é uma pessoa pequena. Igual ao Profº Flitwick.

Revirei os olhos, às vezes Scorpius era tão palhaço quanto Alvo e James junto.

- Ta! – Disse abrindo os olhos. – Além do mais, onde você achou isso?

- Eu tinha comprado no Beco Diagonal, quando te vi pela primeira vez, lembra? Na Floreios e Borrões. Eu senti que algo ia acontecer. Então pedi cinco galeões pro meu pai e comprei.

Meu Merlin.

- Isso custou cinco galeões? – Disse cruzando os braços e arqueando a sobrancelha.

- Não, mas eu também não vou te falar o preço. Toma. É seu. Eu já tenho meu. – Disse ele mostrando a mão direita.

Era um anel de ouro. Nem quero ver o que tem dentro daquela caixa. Com um suspiro peguei a caixa de veludo. Abri com um clique a caixinha. Tinha um anel de ouro –oh não – cheio de pedrinhas de esmeralda roxa.

- Gostou? – Perguntou Scorpius com os olhos brilhando.

- Claro. – Menti.

Odiava coisas de ouro e brilhantes.

Alem do que eu não queria namorar, mas não sabia como dizer "não, Scorpius, eu não sei se quero te namorar".

Ele andou até mim.

Pegou minhas mãos e olhou nos meus olhos castanhos.

- Eu te amo mais que tudo, Rose. – Disse ele sorrindo.

- Sabe às vezes você parece seu pai falando. Tãaao romântico. – Disse revirando os olhos e rindo.

- Eu sei. – Disse ele roçando a boca no meu ouvido. – Isso é o que me torna mais sexy.

- Você é muito honesto sabia Sr. Honestidão? – Disse tentando não rir.

Scorpius já foi o contrario. Ele caiu na gargalhada, mas literalmente do que deveria.

Sim, ele caiu no chão. ¬¬’

- Rose. P-po-por favor, m-me ajuda! – Disse ele rindo.

- Aff Scorpius. Você ri muito fácil! – Disse estendendo a mão para ele e puxando. – E É MUITO PESADO!

- Eu não sou pesado! Sou musculoso!

- É... Acredito. – Disse revirando os olhos. – Desculpe Scorpius, mais eu tenho que ir.

Dei um suave selinho nele, e destranquei a porta indo para o Salão Comunal da Griffinoria encontrar James, Alvo, Hugo e, com sorte, Finn.

- Tchau! – Ouvi ele berrar de longe.

Se ouvissem possivelmente ele ficaria em detenção.