Perfect Lover

7 You and me could write a bad romance...


Notas iniciais
Oi lindas, cheguei com um capítulo novo! Espero que gostem! Quero agradecer pela quantidade de comentários que eu estou recebendo! Fiquei muito feliz!

Naquela manhã, Elena acordou se sentindo incrível. Fazia tempos que ela não se sentia daquele jeito. Era uma sensação ótima. Então, ela notou algo perturbador. Por que ela estava tão perto do Damon? Claro, eles sempre estavam perto, afinal, dividiam a mesma cama. Só que, agora, estavam perto demais. Ela podia sentir a respiração dele, podia sentir seu corpo no dele... E não era só isso. Por que ela estava nua? E por que ele estava nu também? Elena rolou na cama, virando de costas para ele.

–Não, não, não! –Concluiu em uma exclamação. –Não pode ser!

As imagens vieram na mente da morena. Não tinha sido apenas um sonho erótico, ela tinha mesmo transado com Damon. Isso não podia ter acontecido! Julgou que tinha ido longe demais. Tinha mesmo chegado no fundo do poço! Agora, estava pagando por sexo! Lógico, ninguém a queria!

–Ei, o que houve? –Damon perguntou enquanto colava seu corpo ao dela. Acariciou com a ponta dos dedos o ombro dela, descendo para a lateral de seus seios, para a cintura, explorando as curvas daquele corpo lindo.

Elena se arrepiou por inteira com aquele toque. Respirou fundo tentando manter a sanidade. Por que ele não entendia que não podia chegar assim tão perto dela? Ou melhor, por que ela não entendia isso e o impedia de uma vez?

–Você não pode fazer isso...-Sussurrou, tentando achar coragem para tirar a mão dele de seu corpo.

–Não posso fazer o que? –Damon indagou em um tom provocante e abriu um sorriso malicioso. –Isso? –Seus lábios pousaram no pescoço dela distribuindo beijos ardentes. Elena ofegou. Aquilo era muito bom. –Ou isso? –Damon continuou provocando, sua mão subiu para os seios dela, massageando.

Por um instante, ela não conseguiu responder. Todo aquele clima, aquela tensão sexual a estava consumindo. Parecia que ele sabia todos os seus pontos fracos e por isso, era tão difícil resistir.

–Com tudo isso...-Exigiu, tentava escapar do magnetismo dele.

Elena se afastou. Aos poucos, ia recuperando o fôlego e, com isso, a sua razão. Puxou o lençol, cobrindo seu corpo e se levantou abruptamente. Estava envergonhada pelo que tinha acontecido na noite anterior e, também, com raiva.

–Nós transamos ontem, não foi? –Aquela era mais uma afirmação do que uma pergunta.

–Você não lembra? –Os olhos tão azuis como o mar a fitaram e, então, passearam pelo corpo dela, que estava coberto pelo lençol. Com toda a certeza, ele a preferia nua. –Porque é uma grande falta de sorte se você não lembrar. –Sorriu de um jeito safado. -Eu me lembro de todos os seus gemidos...-Provocou.

Elena corou. Queria cavar um buraco e se enterrar lá dentro e nunca mais sair. Como aquilo era constrangedor! Então, ela lembrou que a culpa era toda dele. –Eu estava bêbada! –Protestou. –Por que você continuou?

–Porque era o que você queria. –Respondeu irritado. Agora a culpa era dele. Tinha que ser. O que mais ele iria esperar dela? Era óbvio que ela iria achar um jeito de culpá-lo. -...e você sabia muito bem o que estava fazendo!

–Não, eu não sabia! –Protestou. –Eu estava bêbada, você que deveria ter tido o bom senso de não chegar perto de mim!

–Como se você não tivesse gostado! –Argumentou. Tinha sido ela quem tinha pedido por sexo e em nenhum momento hesitou naquele pedido e agora dizia que não sabia o que estava fazendo. Aquilo era demais.

A morena respirou fundo. Sim, ela tinha gostado e muito, mas aquela não era a questão. –Eu estava fora do meu juízo normal! Eu nunca teria transado com você se eu estivesse sóbria! –Estava um tanto quanto desequilibrada. O problema era que Elena era alguém muito conservadora e não conseguia lidar muito bem com tudo que estava lhe acontecendo. Ela sempre pensou que seria a primeira dentre as suas amigas a se casar, mas, não foi isso que aconteceu. Perdeu o noivo, nunca mais conseguiu entrar em um relacionamento e tinha chegado ao cúmulo de pagar um garoto de programa para acompanhá-la no casamento da sua melhor amiga. E se isso não bastasse, ela estava realmente interessada nele. Ela até tinha transado com ele! Tinha jogado toda a sua moral fora. –É repulsivo! –Desabafou. Quis dizer que ter pago para transar com alguém era repulsivo, mas não foi isso que soou. Soou bem pior.

–Você me acha repulsivo? –Agora era ele que estava perdendo a paciência. Não gostou de ouvir o adjetivo que ela tinha para classificá-lo, não depois da noite formidável que eles tiveram. E não era apenas porque ele sabia que era um ótimo amante, mas porque ele realmente tinha gostado de estar com ela. Geralmente, ele não gostava de estar com as clientes, afinal, a maioria delas não era nenhum pouco atraente. Ele não tinha o mínimo tesão nelas e tão pouco as achava legal. Se elas não estivesse pagando –e pagando caro- ele jamais sairia com elas, muito menos iria para a cama. Mas a Elena era diferente, ele tinha gostado dela, ela era legal e ainda por cima, muito bonita. Mas era lógico que ela não achava o mesmo dele. –Não era o que parecia ontem á noite enquanto você abria as pernas para mim.

–É porque eu estava bêbada. –Replicou. Não aguentou as últimas palavras dele. Ele ainda estava sendo grosseiro, muito grosseiro! Mal educado, pensou! Ela também não deveria ter dito o que tinha acabado de dizer, mas não iria voltar atrás, era orgulhosa demais para isso. –Você praticamente me abusou.

Elena tinha ido longe demais. Estava irritada e não mediu as próprias palavras mas o estrago já tinha sido feito.

–Eu não acredito no que você acabou de me dizer. –Agora ele estava bravo. Como ela podia falar algo assim? Era demais. –Quer saber? Eu estou de saco cheio de você e de todas as suas maluquices! –Exaltou-se. –Eu vou embora!

–Você não pode ir embora. –Reclamou. Mas não era isso que ela queria? Que ele fosse embora? Por que ela simplesmente não o deixava ir. Bem, ela não iria admitir nem mesmo para ela que queria que ele ficasse –sabe-se-lá porque – mas iria achar uma desculpa para que ele ficasse. –Eu estou te pagando! –Exigiu.

–Você está pagando? –Pegou o bolo de dinheiro que ela entregou à ele na noite anterior e jogo com cima dela. –Eu não faço a mínima questão do seu dinheiro, pode ficar!

Notas finais
Elena tinha que fazer um escandalo por nada né? E aí o que vcs acharam?