Perfect Lover
8 But you're trouble for me...
Notas iniciais
Quando Damon chegou ao aeroporto, ele ainda estava irritado. Não conseguia acreditar no que Elena tinha dito. Se ela tivesse só reclamado, tudo bem,as ter tido que ele tinha praticamente a abusado foi demais. O rapaz jamais teria feito qualquer coisa com ela, se ela não quisesse. Ele não precisa disso. A verdade é que ele não entendia porque estava se importando tanto. Se fosse outra cliente dando escândalo, ele, provavelmente, iria ignorar. Não se importava com nenhuma delas ou com o que elas diziam. Ele nem ouvia. Mas com a Elena era diferente, havia algo nela que o atraía e não era apenas a sua beleza. Ele estava interessado nela, mas isso era impossível. Ele a conhecia há alguns dias apenas. Não, não! Aquilo não tinha cabimento. Ele não podia estar apaixonado por ela, ele não se envolvia fácil e ainda mais com uma cliente. Isso nunca tinha acontecido com ele. O que ele tinha com qualquer uma de suas clientes era apenas um relacionamento comercial, ele vendia sexo e elas compravam. Se parecia algo a mais, era puro fingimento. Ele não queria ter nada com elas, ainda mais com a Elena, alguém que era, visivelmente, desequilibrada.
Respirou fundo, não queria mais pensar nela. Não tinha porque pensar. A morena era apenas uma cliente, ou melhor, nem isso ela era mais.
Tudo que ele tinha que fazer era voltar para casa. Foi até o balcão da empresa aérea. Estava lotado, aliás, o aeroporto inteiro estava lotado. Depois de esperar quase trinta minutos, finalmente foi atendido.
–Eu preciso de uma passagem para New York.
–Eu tenho um voo para as onze horas da noite.
–Não tem outro voo mais cedo?
–Eu sinto muito, estão todos lotados. E no voo das onze, eu só tenho mais um lugar disponível. -Avisou.
–Eu vou comprar.
–Ótimo, são dois mil e quatrocentos dólares.
–Tudo bem.
...
Elena não acreditava que ele tinha ido mesmo embora. Não importou o que ela falou depois, Damon simplesmente pegou a sua mala e foi embora. Não que ela tivesse pedido para que ele ficasse. Ao menos, ela não pediu com muita educação e o argumento que ela o estava pagando caiu por terra quando ele lhe devolveu dinheiro. Então, ela não teve mais o que falar. Bem, ela até teria, mas era teimosa demais para reconhecer que tinha pego muito pesado e pedir desculpas. No fim, tinha sido melhor do jeito que foi. Ao menos, ela não estava mais pagando por companhia e nem por sexo. Tinha recuperado o mínimo de sua dignidade.
E ela ainda estava com sorte, Caroline não tinha ouvido a briga e muito menos tinha visto quando ele foi embora. A loira tinha saído cedo para cuidar dos últimos preparativos e, principalmente, para se arrumar para a sua festa de casamento.
Elena podia inventar alguma desculpa. Dizer que ele tinha passado mal, que alguém da família tinha morrido e pronto! Estava tudo certo! Pelo menos era assim que ela quis pensar, era mais fácil.
Decidiu esquecer daquele drama todo por um momento. Ela tinha que encontrar Caroline e as outras meninas no salão de beleza, afinal, ela era uma das madrinhas e tinha que ajudar a noiva a se arrumar.
Pegou o vestido que iria usar para a ocasião e tudo mais que iria precisar, chamou o táxi e foi embora. Depois de pouco mais de quinze minutos, chegou no salão.
Caroline abriu um sorriso quando a viu.
–Finalmente, Lena! –Exclamou. –Pensei que você não ia chegar nunca!
–Bem, aqui estou eu!
–Ótimo! –Assentiu. –Agora eu tenho a minha madrinha preferida aqui!
–Está ansiosa? –Indagou.
–Demais! –A loira admitiu. Aquele era o momento pelo qual ela vinha esperando desde criança, ela estava mais do que ansiosa. –Eu nem acredito que é hoje! Meu Deus, Elena, é hoje!
–Eu estou tão feliz por você, Care!! –A morena sorriu, estava mesmo muito feliz pela amiga, mas, ao mesmo tempo estava com uma ponta de inveja, uma inveja boa. Queria que o dia dela chegasse também, mas isso não iria acontecer. Ela não conseguia nem uma namorado, imagina um marido! E até o garoto de programa que ela tinha contratado, não quis ficar com ela. Era melhor ela desistir dessa ideia de casar, isso não era para ela. Era para alguém bonita e simpática como Caroline, não para ela, que era chata e já estava ficando velha. Que homem iria querer uma mulher de trinta anos quando tinha muitas outras mais novas e mais bonitas? Nenhum! Era óbvio!
–Obrigada, Leninha! –Caroline abraçou a amiga. Estava radiante de tanta felicidade e, ao mesmo tempo, nunca tinha se sentido tão nervosa. –Ah, eu estou tão nervosa que eu estou com medo de desmaiar na hora!
–Você vai matar o Klaus de susto se fizer isso. –Bonnie inferiu, tomando parte na conversa.
–Ele vai pensar que você não quer casar com ele...-Meredith, que tinha acabado de chegar, brincou.
–Apareceu a Margarida! –Caroline provocou.-Pensei que você tinha trocado a sua melhor amiga pelo Sr. Gostosão. –Brincou fazendo referencia ao stripper com quem Meredith tinha ido para o motel no dia anterior.
–Falando nisso, como é que foi? –Bonnie perguntou curiosa. Todas queriam saber se o rapaz era mesmo bom de cama.
–Meninas, eu nunca gozei tanto! –Respondeu sem nenhuma vergonha.
–Você não ficou se sentindo mal depois? –Elena questionou. -...quero dizer pagar por sexo é repulsivo...
–Leninha, você não sabe o que você está falando, eu prefiro pagar e ter uma noite maravilhosa do que fazer sexo com o meu ex!
–É que a Lena não precisa disso! –Caroline adicionou. –Vocês já viram o gato do namorado dela?
–Nossa, ele é lindo mesmo. –Bonnie concordou. –Você tem muita sorte.
–Só eu que ainda não vi esse gato? –Meredith perguntou curiosa. –Me conte mais sobre ele, Lena.
–Ah, gente, ele não é tão bonito assim. –A morena corou. Droga, droga, droga! O que ela ia fazer agora? Não tinha como inventar nenhuma desculpa a essa altura. Todas as suas amigas estava falando do seu “namorado”, como ela iria justificar a ausência dele no casamento?
–Tem razão, ele não é bonito, é um deus! –Caroline a corrigiu. –O Matt já era bonito, mas o Damon é mil vezes mais! E ainda parece que está completamente apaixonado por ela!
–Você acha que ele está apaixonado por mim? –Mas o que? O que ela estava falando? Era óbvio que ele não estava apaixonado por ela, ele estava apenas fingindo por dinheiro. E bem, ele já tinha ido embora. Nem o dinheiro dela ele queria mais.
–Que pergunta é essa, Lena? É claro que ele está apaixonado! Só pelo jeito que ele te olha, dá para perceber! –A loira respondeu sinceramente.
–Então, eu prevejo outro casamento em breve? –Meredith questionou.
–Pode apostar que sim! –Caroline responde com convicção.
Elena se afastou, não podia mais ficar ali. Inventou uma desculpa qualquer, falou que tinha visto no celular um email importante do trabalho e que precisava responder urgente. Sentia-se péssima. Sentia-se ridícula. Iria passar a maior vergonha da sua vida! Estaria sozinha exatamente quando menos gostaria de estar. Como ela iria dizer para suas amigas que o seu pseudo namorado não a acompanharia na festa? O que o Matt iria pensar? Bem, ele iria pensar o que ele já achava mesmo. Que ela era insuportável e que nenhum homem iria querê-la. Ela era mesmo uma idiota. Tinha estragado tudo. E agora ela estava sozinha. E não era apenas isso, ela meio que estava sentindo falta do Damon. Não fazia sentido, é claro, mas ela gostava da companhia dele. Ele era legal, ela se divertia com ele. E ele era um ótimo amante, não devia ter feito sexo com ele, sabia disso, mas já estava feito. Não precisava ter brigado com ele. A culpa era sua, foi ela quem pediu, era ela que vinha sonhando com aquilo desde que o conheceu.
Decidiu ligar. Precisava falar com ele. Pegou o celular e digitou o numero dele. Damon não atendia. Ótimo, ele não queria falar com ele. Ainda assim, ela insistiu.
–Alô? — Na terceira tentativa, ele atendeu.
–Damon, é a Elena, eu preciso muito falar com você. –Desabafou.
–Sobre o que? –Perguntou friamente, não imaginava qual assunto os dois ainda poderiam ter.
–Sobre nós dois...-Gaguejou. -...quero dizer...-Tentava encontrar as palavras. Nem sabia o que dizer. -...sobre você me acompanhar no casamento da Carol...-Foi direto ao assunto. Não precisava falar mais nada disso, não queria se complicar.
–Elena, eu já devolvi o seu dinheiro, eu não tenho que acompanhar a lugar nenhum.
–Eu sei disso...-Concordou, sua voz diminuiu de intensidade. -...bem...-Balançou a cabeça negativamente. -...eu também sinto muito por hoje mais cedo, eu perdi a cabeça...
–Tudo bem. –Apenas assentiu, não queria alongar o assunto, não havia necessidade alguma.
–Tudo bem mesmo? –Perguntou desconfiada.
–Sim, tudo bem. –Reafirmou.
–Então será que você poderia voltar e me livrar do maior constrangimento da minha vida sendo o meu acompanhante essa noite?
–Desculpa, Elena, mas não vai dar. –Revelou. Ele não queria levá-la a lugar algum, não queria se envolver mais com ela, ela era problema e problemas, ele já tinha de sobra. Não precisava de mais nenhum. –Eu já comprei a passagem, daqui a pouco vão chamar o meu voo. –Mentiu.
–Por favor...-Pediu.
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