Notas iniciais
Wah~ Um ano depois posto mais um capítulo. Peço desculpas, mas a preguiça de digitar era muita. Mas a fic já está feita até o capítulo 9 (não é o fim, mas...)
Espero que continuem acompanhando ok.
Vamos ver o qeu Uruha andou ensinando pra nossa robozinha e como será a primeira aparição de Namikiri Gaku na frente dos meninos!

The GazettE já havia anunciado que ia lançar o single dali 3 meses. Então, mesmo que a última música não estivesse criada ainda, as outras duas precisavam ser gravadas e produzidas. E ainda precisariam tirar fotos, filmar o PV e tudo mais que isso acarretava.

Cecile ficava cada vez mais encantada enquanto Sakai lhe explicava tudo isso e passava a agenda da semana para ela.

- Bem, parece que nesses sete dias vocês não terão muito tempo juntos... – o empresário comentou e um arrepio percorreu a espinha metálica da cyborg, se é que isso era possível.

Os dois estavam sentados do lado de fora do estúdio, vendo a banda apenas através do vidro.

No começo da gravação, Cecile ficara encantada com a bela voz de Ruki e também com a musicalidade dos instrumentos dos outros. Entretanto, agora sua expressão era triste. Sakai notou isso, mas estava curioso e preocupado demais para deixar de perguntar.

- Nee, Cecile-san...

- Hm? Sim, o que foi, Sakai-san? – ela disse, saindo de seu pequeno devaneio.

- Etto... é que me passou uma coisa pela cabeça, e eu queria te perguntar... – ela concordou com a cabeça e ele continuou – o que vai acontecer com você se Ruki-kun te devolver para a empresa em sete dias?

Ela baixou a cabeça e com um falso sorriso respondeu:

- Vou para o desmanche.

- Ee? – ele arregalou os olhos.

— É o que acontece com os cyborgs que não completaram seu propósito. Afinal, se o dono devolve um namorado ou namorada, é porque aquele cyborg não presta, né?! – ela disse tristemente, e o empresário ficou horrorizado. Vendo sua expressão, ela suspirou e falou – Nós somos feitos para satisfazer desejos e realizar sonhos, Sakai-san, se não formos capazes de cumprir isso, que é o único propósito de nossa criação, pra que serviríamos? Então nos mandam para o desmanche para reutilizarem as peças em algum cyborg que consiga realizar sua missão.

O empresário olhava a cyborg nos olhos e eles pareciam totalmente indiferentes. Mas havia algo que ele não conseguia identificar muito bem. Uma certa melancolia. Ee? Mas um cyborg deveria sentir isso?

Foi então que, do nada, Cecile colocou as mão sobre os olhos e começou a gemer de dor.

- O que foi? – perguntou Sakai preocupado.

A dor parecia aumentar rapidamente, ao ponto que a cyborg se arqueou e gritou.

- O que foi? Cecile-san?! O que você tem?! – Sakai perguntou desesperado.

- M-minha cabeça! Argh! O que é isso?! Que dor é essa?!?

Sem saber muito bem o que fazer, o homem olhou para os lados e fez a única coisa que lhe veio a mente: abriu a porta do estúdio com tudo, assustando os rapazes lá dentro.

- Ruki-kun!! A Cecile-san está… ela… ela está....

Vendo a cara de Sakai, o vocalista correu para fora, com os outros em seu encalço. Ele viu que a cyborg estava com muita dor e não teve nenhuma dúvida sobre o que devia fazer. Sacou seu iPhone e ligou para Namikiri Gaku.

- Oh! Matsumoto-san! Em que posso ajuda-lo?! – atendeu o homem, com sua voz animada de sempre – Sua namorada se machucou?

- Não, Namikiri-san! Ela parece estar com uma dor de cabeça muito forte! – disse o vocalista num tom urgente

- Me passe o endereço de onde está que irei aí imediatamente! – Gaku disse já com um tom sério na voz.

Ruki passou o endereço e antes de desligar pensou ter ouvido o homem murmurar algo como “mais cedo do que pensei”.

Não se passaram nem 10 minutos e Gaku já estava lá.

A primeira coisa que aconteceu quando ele chegou foi que.... Bem, eles estranharam as roupas do homem. Se eles não soubessem onde ele trabalhava, achariam que ele era parte de alguma banda VK, com aquele colete longo sem mangas, aquele chapéu esquisito que era aberto em cima e aquelas luvinhas! Cosplay? E como ele chegara lá tão rápido?

Passado o susto, Gaku se aproximou de Cecile que estava encolhida num canto, com as mãos na cabeça.

- Ela não deixa ninguém chegar perto! – disse Ruki tristemente – O que ela tem, Namikiri-san?

Gaku agachou ao lado dela e lentamente colocou a mão por trás de seu pescoço. Ela ameaçou afasta-lo, mas logo seu corpo estava imóvel. O homem aproveitou para ligar um fio em sua nuca, conectando a outra extremidade em seu laptop. Ele ficou bastante tempo digitando, enquanto os rapazes da banda aguardavam apreensivos. Kai até havia sugerido que voltassem a gravar, mas Ruki estava tão concentrado no que acontecia que nem o ouviu. O vocalista estava estranhando o fato do corpo da cyborg não se mover nem um pouco, então resolveu perguntar.

- Ei, Namikiri-san... é normal isso? — e apontou para o corpo de sua namorada.

- Hum? Isso o que? – o homem procurou algo de diferente na robô.

- Er, ela estar assim tão... parada...ela nem pisca...

- Ah! Está tudo bem, Matsumoto-san, quando estamos fazendo manutenção, e ativamos a conexão em sua nuca, é normal que os cyborgs entrem em standby.

- Ah... oh~ — Ruki murmurou e voltou a ficar calado, enquanto o técnico continuava seu trabalho.

Passaram-se cerca de 20 minutos antes que Gaku fechasse seu computador e tirasse o fio do pescoço de Cecile.

- Yoshi! Já está tudo bem! – ele disse, se levantando, deixando uma cyborg que parecia adormecida no chão. Ruki praticamente pulou do sofá quando ouviu o anúncio do homem.

- O que ela tinha? – ele perguntou

- Não foi nada de mais na verdade – Gaku disse sorrindo – A bateria dela apenas descarregou. Ela vai ficar assim até recarregar automaticamente, e vai ficar novinha em folha! – E lá estava o tom animado novamente.

- Ee?! Só isso? – perguntou Ruki confuso

- Espera aí... – começou Reita – isso quer dizer que toda vez que ela descarregar, ela vai sentir essa dor horrível?

- Oh, não, não, não~ Dessa vez ela apenas chegou ao limite de falta de bateria, provavelmente por não ter sido carregada desde que a ligaram, por isso ela sentiu essa dor – Gaku riu nervosamente – Bem, então já vou! – E saiu super rápido, deixando o baixista se perguntando se mais alguém tinha achado aquilo muito estranho além dele.

A banda então terminou as gravações do dia. Ficaram no estúdio até às 2 da manhã e até ali, Cecile ainda não tinha acordado.

Reita ofereceu carona a Ruki para levar a cyborg para casa, e o vocalista aceitou. Lá, Ruki deitou-a no sofá e ficou admirando como ela parecia humana.

- Ah~ Você só tem me dado trabalho... – ele murmurou, suspirando pesadamente.

***

“Hm? Que cheiro é esse?”, foi a primeira coisa que ele pensou quando acordou, antes mesmo de abrir os olhos. Quando seu cérebro finalmente processou a informação, ele levantou num pulo. Cuidadosamente tirou as cobertas para evitar o tombo do dia anterior e só então correu para a cozinha. Por um momento ele havia se esquecido que agora tinha uma namorada, então ficou imaginando se Kai havia aparecido com algum café da manhã estranho novamente.

Chegando lá, o vocalista teve praticamente uma visão do paraíso. A mesa estava cheia de coisas que pareciam deliciosas, havia um aroma de café fresquinho no ar e Cecile estava de pé em frente a pia, vestindo apenas uma camiseta, com a calcinha rosa de rendas à mostra.

-Ah... – foi tudo que Ruki conseguiu dizer.

A cyborg se virou e abriu um sorriso enorme ao vê-lo.

- Bom dia, Taka! Espero não ter te acordado.

- Ah, não... O que é tudo isso? – ele perguntou se sentando à mesa.

- Hmm.... – ela murmurou, baixando a cabeça – Bem, eu sei que até agora eu não fiz nada de útil para te ajudar e só fico te dando trabalho, então isso é meio que um pedido de desculpas – ela sorriu sem graça ao terminar.

- Você certamente usou tudo que tinha em casa – ele disse erguendo uma das sobrancelhas.

- Claro que não! – ela riu – Não se preocupe – e se sentou de frente para ele, que ficou olhando-a.

- Você devia vestir alguma coisa... – ele falou pegando um pouco de café, tentando disfarçar como estava corado.

- Você não gostou? – ela perguntou franzindo o cenho, com uma cara tristonha, se levantando para chegar mais perto dele. Bem perto.

- N-não, é que.... – ele engoliu a seco e Cecile sentou em seu colo, passando os braços por trás de seu pescoço.

- Então... você não gostou mesmo, Taka?

Seus lábios estavam muito próximos e Ruki já estava praticamente suando.

- E-eu... a-acho que não devíamos fazer isso na hora das refeições – ele falou a primeira coisa que lhe veio à mente e esperou ter sido convincente – É. É isso. – Concluiu satisfeito e então Cecile se levantou decepcionada, enquanto o vocalista tentava se lembrar se não havia encomendado o modelo noturno por acaso.

- Eeee... Ussan disse que assim eu certamente te deixaria feliz – ela comentou fazendo bico e indo em direção ao quarto, batendo pés.

- U-Ussan?!? – Como assim ela já o estava chamando por um apelido tão íntimo? – Mais um que eu vou ter que matar! – ele sussurrou se esparramando na cadeira, um pouco aliviado.

Ruki terminou de comer, e para falar a verdade, comeu muito, pois estava tudo delicioso, e então foi se trocar para sair. A cyborg aparentemente estava no banheiro, mas ele queria lhe perguntar algo e não podia esperar. Assim, resolveu falar dali da porta mesmo.

- Nee, Cecile...

- O que foi? – ela parecia brava.

- O que você e o Kouyou falaram ontem enquanto faziam compras?

- Nada de mais. Ele me contou um pouco da história da banda e tudo mais. Contou algumas coisas engraçadas também... – ela havia prometido a Uruha que não diria nada a Ruki sobre o que sabia da noiva que o havia abandonado e o motivo dele te-la encomendado.

- Hm... só isso? – ele perguntou desconfiado.

- Sim. Ah! E de roupas também – ela riu e abriu a porta, saindo já toda vestida, maquiada e penteada. Ela estava com um vestido jeans escuro justo, com decote de coração e mangas um pouco bufantes. E o vestido era BEM curto. Ruki quase bateu a própria cabeça na parede para controlar seus instintos. O que Uruha estava pensando quando comprou aquilo?! Ele pigarreou para disfarçar seu embaraço e continuou a falar:

- Hmm... tem certeza que ele não te falou mais nada?

- Não fui programada para mentir, se é isso que você acha que estou fazendo, Taka~ Bem, vou arrumar a cozinha enquanto você se apronta. Nós vamos na PSC, certo?

- Sim, vamos.

- Vou aproveitar para pedir mais umas dicas de como deixa-lo feliz pro Ussan – ela cantarolou, corando um pouco.

- Por favor, não faça isso....

***

Uruha, Aoi, Ruki e Cecile estavam no carro de Sakai indo para a PSC. Reita e Kai iriam com seus próprios carros.

- Nee, Ussan, a técnica do café da manhã não funcionou! – a cyborg disse com olhos suplicantes para o guitarrista.

- Eee... como não?! – ele perguntou parecendo indignado.

- Oh~ Que técnica é essa? – Aoi estava curioso

- Ei, eu falei pra você não fazer isso, Cecile! – disse Ruki desesperado.

- Você por acaso é gay, Takanori? – perguntou Uruha ainda sem acreditar que o amigo havia recusado Cecile, só de calcinha.

- NÃO! – exclamou o vocalista parecendo ainda mais incrédulo e Aoi lançou-lhe um olhar de quem desconfiava – Qual é, Kouyou?! Nós estávamos tomando café da manhã!

- Toda hora é hora, pequeno Padawan! – disse Aoi sério.

- Parem de dar essas idéias bestas pra ela! Eu não tenho tempo de me preocupar com isso... – e lá estava aquele olhar perdido novamente, o que entristeceu a cyborg.

Um silêncio constrangedor se instalou no carro, e para quebrá-lo Cecile começou a cantar baixinho. Ela não tinha certeza de onde conhecia a música, mas era algo que vinha martelando em sua mente, então supôs que Ruki provavelmente havia programado a tal música em seu sistema. Assim que ela começou, todos rapidamente se voltaram para ela surpresos, mas não apenas por ela estar cantando e sim pela música. A cyborg agradavelmente cantarolava Wakaremichi, do the GazettE.

- O que foi? – ela perguntou ao ver os olhares dos rapazes – Taka me programou para gostar de música – ela deu os ombros.

- É-é, mas.... eu não especifiquei o tipo de música e você... bem, você está cantando uma das músicas bem antigas da nossa banda – Ruki disse.

- Ee?! – agora ela também estava confusa – Eu não fui programada para gostar de J-Rock?

- Er... não que eu me lembre – o vocalista fazia uma careta de alguém que tenta se lembrar de algo importante.

- Talvez tenha sito alguém da empresa? – disse Sakai

- É! Pode ter sido aquele tal de Gaku! – disse Uruha – Bem que eu achei que ele tinha jeito de quem gosta de Visual Kei!

Todos riram.

***

- Certo, então. Já que eles vão fazer uma pausa depois dessa parte, enquanto eles gravam vou sair para comprar umas bebidas para todos! – disse Sakai sorridente

- Ah, Sakai-san, deixa que eu vou! – disse Cecile

- Ee? M-mas...

- Por favor! Eu não quero ficar sendo um peso morto, quero ajudar também! — ela pediu e o empresário obviamente não pôde negar nada aqueles olhos suplicantes. Ele passou uma lista de coisas e o endereço de onde comprar e ela saiu. E ao contrário do que Reita pensava, ela vinha, sim, com GPS.

A verdade é que além de querer ajudar, Cecile estava um pouco entediada. Seu humor não estivera dos melhores desde manhã, quando seu namorado a rejeitou. Ela se perguntava o que havia feito de errado, se não era atraente o suficiente ou se Ruki não gostava dela. Ela havia feito tudo exatamente como Uruha lhe explicara, então não havia como ela ter feito errado. Ruki a encomendara exatamente como queria também, portanto não tinha como não gostar dela. Ela só conseguia concluir que não era atraente o suficiente. E pra piorar, Ruki desde aquela hora evitava ficar muito perto dela. Era óbvio que ele estava enojado!

Com a mente fervendo assim, a cyborg foi ao café mais próximo e comprou tudo que precisava. Foi voltando bem lentamente, sem a mínima vontade de encarar o namorado, se sentindo a criatura mais feia da face da Terra.

Ela atravessou o Hall do prédio e parou para esperar o elevador, sem perceber que havia um homem praticamente babando ao seu lado. Ele a encarava tão fixamente que logo começou a incomodá-la.

- Er... oi – ela disse sem graça pelo modo como ele a olhava.

- Nossa! – foi o que ele conseguiu dizer. Ficou mais uns segundos em transe e então sacudiu a cabeça para voltar a si – Oi! Você... Você vem sempre aqui? – ele perguntou com os olhos brilhantes – Quero dizer, quem é você? N-não, como é seu nome?

- É Cecile – ela disse rindo de como ele se atrapalhou – E você quem é?

Ele deu uma risadinha sem graça e coçou a cabeça.

- Desculpe, é a primeira vez que vejo uma garota tão bonita – Ele era uns 10 cm mais alto que ela, com cabelos castanhos e um sorriso totalmente adorável. O modo como ele a olhava a fazia se sentir linda – Er... eu sou Kojima Masahito – O elevador chegou e eles entraram.

- Prazer em conhece-lo – ela disse sorrindo, o que fez o estômago dele dar várias voltas – Você trabalha aqui na PSC, Masahito-san?

- Ah, pode me chamar de Byou... Sim, eu sou vocalista do ScReW. E você? Trabalha aqui? Acho que nunca te vi antes e eu certamente teria notado... – ele disse rindo, fazendo a cyborg corar.

- Ah, não. Essa é apenas a segunda vez que eu venho aqui. Eu, hmmm... estou ajudando o the GazettE nas gravações – Ela não sabia o porquê, mas não sentiu a menor vontade de contar que era namorada de Ruki.

- Eee... que legal! Eles são, hmmm... interessantes! – ele riu sem graça.

- Eles realmente são...

Eles ficaram se olhando e Byou estava a um passo de agarra-la ali mesmo, se não fosse pelo apito da porta do elevador.

- Ah, tenho que ir, até mais, Byou-kun — ela deu um tchauzinho.

- Ei, espere! Será que... er...

- Hm? O que?

- Você está livre hoje à noite?

- Ee?! – ela ficou surpresa. Será que era isso que chamavam de convite para um encontro?

- Você quer sair comigo hoje?

Ela ficou até sem ar por um momento, mas quando sentiu o calor vindo das sacolas com bebidas quentes em suas mãos, lembrou-se o porque de estar ali.

- D-desculpe, tenho que ir – e correu de volta ao estúdio onde o GazettE estava.

Cecile adentrou a sala apressadamente e se sentou ao lado de Sakai, ofegando e com cara de assustada. A banda havia terminado a gravação naquele exato momento e só então estavam saindo.

- O que foi, Cecile-san? – Sakai perguntou preocupado com a expressão da garota.

- Aconteceu uma coisa – ela disse levando as mãos à boca – Ussan! – ela chamou logo que o viu sair da sala anexa e o puxou pra fora rapidamente.

— Ei, ei, o que houve, Cessan? – ele perguntou achando sua reação estranha. Lá dentro, Aoi zoava Ruki dizendo que a cyborg ia pedir mais dicas de técnicas de sedução para Uruha.

— O que eu faço, Ussan?! – ela andava de um lado para outro.

- Calma – ele disse segurando-a pelos ombros – se você me disser o que aconteceu fica mais fácil de te ajudar.

- Me convidaram para um encontro! – ela disse animada.

Enquanto isso, do lado de dentro do estúdio.

- O QUE?! Como assim foi a Cecile que foi comprar?! – perguntou Ruki irritado – Como você pôde deixar ela sair sozinha, Ryou-chin?! Ela podia ser descoberta! Além disso, ela ta com aquele vestido extremamente curto – ele fez um facepalm.

- Calma, Takanori – disse Reita, com a mão no ombro do vocalista – A Cecile é uma cyborg, ela é muito mais inteligente do que nós, com certeza ela não ia ficar gritando isso por aí!

- Além disso – começou Sakai – ela me implorou para deixa-la ajudar. Ela não quer te dar mais trabalho.

- Entendam o lado do Ruki, gente – disse Aoi – ele só ta protegendo a namorada. Se fosse comigo, eu não deixaria ela sair de casa vestida daquele jeito – ele completou ao mesmo tempo que procurava desesperadamente por seu celular.

- Onde raios o Kouyou tava com a cabeça quando comprou aquele vestido?! – o vocalista murmurou e o baixista riu.

- Calma, cara. Eu sei que você ta com ciúmes e tudo o mais...

- Não to!

- Achei! – disse Aoi com o celular na mão e cara de vitorioso.

- ... Mas não é como se alguém fosse convida-la para sair do nada – terminou Reita, fingindo não ter sido interrompido.

Do lado de fora...

- Bem, mas você não contou pra ele que já tem namorado?

- Er... não... – ela respondeu baixando a cabeça.

- E... por que não? – Uruha perguntou erguendo as sobrancelhas.

- E-eu não sei... acho que é porque eu estava um pouco brava pelo Takanori ter me rejeitado de manhã... e o Byou-kun me fez sentir super linda e atraente...ele ficou me olhando com olhos brilhantes e tudo o mais – Uruha estava com uma cara totalmente surpresa.

- Vejo que você realmente estava brava, já que o chamou de Takanori....Bom, mas você não aceitou o convite, nee?

- É claro que não!

- ... qual é o problema então?

- Eu não sei...

- Você é complicada como uma garota – O guitarrista disse incrédulo – Bem, acho que já entendi – ele riu – Você está se sentindo rejeitada e o Byou-kun te fez sentir querida. Tudo bem, vamos pensar em um plano infalível dessa vez – ele disse fazendo uma cara engraçada que fez Cecile rir.

Uruha lhe explicou a nova técnica e eles entraram. Cada um tomou e comeu as coisas que lhes trouxeram e então voltaram para dentro do estúdio para terminarem de gravar.

— O que foi que ela te disse, Kou? – perguntou Reita.

- Não sei se deveria contar – ele disse com uma cara séria, fazendo suspense.

- Ah, qual é, Kouyou! Fala logo! – disse Ruki, revirando os olhos. Uruha o olhou com desdém e falou:

- Talvez você deva se preocupar mais, anãozinho...

- Ee? Por que? – o vocalista perguntou confuso e um pouco irritado com o apelido.

- Bem... advinhem só... nossa cyborg já é uma mocinha! – ele disse fazendo cara de pai orgulhoso.

- AHN?! – todos exclamaram surpresos e confusos.

- Não é isso que vocês estão pensando!

- Ah... – Kai suspirou aliviado.

- Mas talvez isso não esteja tão longe de acontecer, afinal – Uruha completou e todos arregalaram os olhos. – Ai ai... é que Byou a chamou para sair.

- O QUE?! – perguntaram todos.

Notas finais
E aí? Agora começou a pegar pro lado do Ruki! O que acharam dessa atualização? xD
Se deixarem reviews, prometo não esperar passar mais um ano pra postar o próximo capítulo ok? *u*
Mas o que Ruki vai achar dessa história com o Byou?
E por que raios ele vai precisar se benzer?
Só lendo o próximo capítulo pra saber!