Notas iniciais
Certo.... Então qual será a reação de Ruki sobre o convite de Byou? Quer dizer, além do choque inicial ne~ E o que é isso afinal? Coincidência? Destino? Inferno Astral? Só lendo pra saber! Até que postei esse capítulo rápido hein!

Ruki e Cecile já estavam em casa. O vocalista havia ficado de mau humor o tempo todo depois do que Uruha havia contado, e por causa disso não tinham conseguido mais gravar. Então decidiram que o melhor era deixar Ruki se acalmar e continuarem a gravação depois.

Assim que chegaram na casa do vocalista, ele foi direto para o banho, deixando o pobre Koron negligenciado e Cecile angustiada. Ela logo supôs que Uruha tinha contado a seu namorado sobre Byou, mas não entendia porque ele estava tão bravo se ela nem aceitou o convite. Enfim, o importante no momento era se preparar para colocar a mais nova técnica em prática, mesmo estando um pouco insegura devido ao mau humor de Ruki.

Enquanto tomava banho, o vocalista se perguntava por que tudo continuava dando errado. Talvez ele precisasse se benzer ou algo assim. O fato é que ele agora se sentia um pouco culpado por não estar falando com sua namorada postiça. Ela não tinha culpa de ele ter escolhido uma aparência tão boa para ela. Certamente que a culpa era inteiramente de Sakai por tê-la deixado sair sozinha. Hmm... no dia seguinte ele com certeza checaria as roupas dela antes de saírem, e não apenas seria arrebatado por elas. O mais importante era que ele iria lhe pedir desculpas quando saísse dali, e também faria bastante carinho no pequeno K-chan. O pobrezinho não tinha nada a ver com a história toda.

Mas aparentemente ele demorara demais no banho, pois quando saiu, Cecile estava adormecida no sofá. “Recarregando a bateria”, pensou. E acertou, pois ela estava se preparando para mais tarde, se é que vocês entendem.

Quando os cyborgs da Kronos Heaven fazem o recarregamento de suas baterias, seus corpos ficam totalmente estáticos, para não haver nenhum gasto de energia desnecessário.

— Vem cá, Koron! – chamou o vocalista, sentando-se no outro sofá e ligando a TV.

O cãozinho foi todo animado até seu dono e ambos ficaram ali durante algumas horas, até que fosse hora de dormir novamente, com Ruki lhe fazendo carinho o tempo todo.

Assim, Ruki foi se deitar já mais relaxado. Ele só precisava de uma boa noite de sono e no dia seguinte estaria preparado para fazer tudo dar certo. Mas nessa época ele provavelmente estava em seu inferno astral, pois tão logo deitou, ouviu ruídos em seu corredor. Ficou com os ouvidos atentos e percebeu que os barulhos pareciam vir em direção ao seu quarto. Ele ficou tenso, pensando se devia ou não se enfiar embaixo das cobertas, mas chegou à conclusão que isso não faria muita diferença se fosse um ladrão ou um assassino, ou algo pior.

Foi então que ela apareceu na porta. Sedutoramente apoiando-se no batente, vestindo apenas uma camisola preta curta, aparentemente de seda, com detalhes em renda.

— Nee, Taka, será que... – ela parecia insegura.

— O que foi? – ele perguntou já imaginando que aquilo fosse idéia de Uruha.

— Será que eu posso dormir aqui com você?

— Ee? P-po-por que? – ele gaguejou.

— É porque... eu não to me sentindo muito bem... – ela disse com a voz soando um tanto manhosa.

— Eee... m-mas... – ele não estava conseguindo formular frases corretamente com tantos pensamentos impuros invadindo sua mente.

— Hmm.... você... ainda ta bravo comigo por causa do Byou-kun, ne... – ela disse, baixando a cabeça.

Ele então suspirou pesadamente e voltou a ter sua sanidade mental.

— Eu não to, não... pode vir aqui – ele disse indo para o canto da cama, levantando as cobertas para que ela deitasse ao seu lado. Eu havia dito sanidade? Talvez não.

Ela hesitou um pouco, mas caminhou até lá ainda de cabeça baixa, se sentindo um pouco envergonhada, e deitou de frente para ele.

— Eu não aceitei o convite dele, Taka... – ela murmurou e Ruki suspirou mais uma vez, deitando-se virado de frente para a namorada também.

— Escuta... me desculpe, ok? Eu estava sendo um idiota e tudo mais – ele falou um pouco sem graça e então tirou alguns fios do rosto dela e acariciou-lhe os cabelos.

Cecile não esperava por isso e ficou estática como se estivesse carregando sua bateria. Ela mal respirava. E o vocalista continuou falando.

— Tente não sair sozinha da próxima vez, eu fico preocupado....

— C-certo – ela sussurrou

— P-porque ninguém pode descobrir que você é um cyborg! – ele corrigiu logo e riu nervosamente – ah.... e não... er... não use roupas tão curtas, ok? Elas são, hmmm... perigosas – ele deu mais uma risadinha nervosa, fazendo a garota rir também.

— Tudo bem~

E então Ruki lhe deu um beijo na testa, que fez Cecile esquecer completamente o que tinha ido fazer ali. Seja lá qual fosse a técnica que ela deveria usar naquele momento, ela não importava nem um pouco agora.

E eles adormeceram daquele jeito.

***

Pela manhã, Ruki acordou com o despertador. Eram 6 horas ainda, mas havia um photoshoot com toda a banda e eles precisavam chegar cedo.

Ele desligou o barulho do maldito despertador e continuou deitado, sua mente acordando aos poucos. Sentiu a confortável posição em que estava em sua cama, sua preferida, aliás: esparramado de bruços, tomando todo o colchão.

Foi aí que ele se lembrou que tinha ido dormir com sua namorada robô. Ele abriu os olhos e viu que ela obviamente não estava ao seu lado na cama, então se levantou ficando de joelhos sobre o colchão. E deu de cara com Cecile sentada no chão, apoiando os braços na beira da cama do outro lado.

— Bom dia, Taka~ — ela falou sorrindo.

— Bom dia... faz tempo que você acordou? – ele perguntou ao mesmo tempo em que saia da cama.

— Eu não dormi – ela disse como se fosse algo normal.

— Eh?! Por que não? Ainda não se sente bem? – ele disse ajoelhando em frente a ela para colocar a mão em sua testa... como se cyborgs tivessem febre.

— Não, eu to bem. Só preferi ficar olhando você dormir – ela deu uma risadinha – parecendo uma criança esparramada na cama.

Ruki ficou tão vermelho como jamais havia ficado na vida, e a proximidade deles ainda o deixou mais envergonhado. Cecile vendo-o daquele jeito achou tão adorável que acabou corando também. Ela se levantou rapidamente e falou:

— Bem, vou preparar o café! – e saiu correndo.

— Ei! Não faça muita coisa porque teremos que sair logo – ele ainda conseguiu lhe dizer.

Koron estava na porta, e quando a cyborg saiu ele entrou se abanando todo. Ruki olhou para ele e logo entendeu a expressão divertida do animal, como se dissesse “Hehe, eu vi tudo, papai!”

***

Algum tempo depois, Sakai já estava passando para buscá-los, e eles seguiram para o local das fotos. Encontraram os outros integrantes do lado de fora do que parecia ser um enorme galpão, e a primeira coisa que Reita e Uruha disseram quando os viram foi “Ee?! Calças!”.

Sim, Cecile estava de calças como havia prometido a Ruki, mas isso não a impediu de usar o bom e velho decote, sempre amigo das mulheres. Aparentemente, todas as blusas que o guitarrista comprara para a cyborg tinham decote, e o vocalista não havia conseguido convencê-la a usar um casaco por cima.

Todos juntos adentraram o local e Cecile viu que dentro do tal galpão diversos estúdios e camarins haviam sido montados e muita gente circulava por lá nesse dia. Ela também reparou que desde que chegaram Reita-san parecia um pouco aflito, rindo nervosamente para qualquer coisa e olhando muito para os lados como se algo os estivesse perseguindo.

— Bem – começou Sakai – agora vocês devem ir para o camarim 3 para prepararem o visual.

— E a... – começou o vocalista, logo sendo interrompido.

— Pode deixar que a Cecile-san vai ficar comigo – o empresário disse – okay?

— Okay~ — os integrantes disseram, se dirigindo à sala indicada.

Quando todos estavam lá dentro, Reita logo se jogou numa cadeira.

— Ei, Akira, você ta estranho – comentou Uruha – o que houve?

— Como vocês todos parecem bem tranqüilos... – ele começou – acredito que não tenham visto a lista de outros artistas que também estão fotografando aqui hoje.

Os outros sacudiram as cabeças confirmando que não haviam visto. O baixista suspirou.

— Ei, Kouyou – ele chamou – fique em pé ali na frente da porta.

— Eu?! Por que?

— Não pergunte, apenas fique – e quando Uruha finalmente estava lá, ele continuou – Bem, sinto muito estragar seu bom humor, Takanori, mas parece que sua onda de má sorte continua...

— O que você quer dizer? – o vocalista perguntou – Pare de fazer suspense e diga de uma vez.

—... o ScReW também está fotografando aqui hoje...

— O Kazuki-kun ta? – perguntou Aoi com olhos brilhantes.

— O QUE?! – exclamou Ruki já se virando para sair atrás de Cecile, mas Uruha estava fechando a passagem – Mas que merda!

— Calma, Ruki-kun – disse Kai – vou ligar para o Sakai e falar para ele levá-la para casa, ok?

— Tudo bem, tudo bem, to calmo – ele disse respirando fundo algumas vezes. Na verdade, ele estava era bufando.

— Ei, calma, cara... – disse Aoi.

— TÔ CALMO, PORRA! – e ele se jogou na cadeira do lado de Reita – Por que você não disse isso antes, Akira?! – ele perguntou irritado.

— Porque você ia querer levá-la embora e teríamos mais um dia de trabalho perdido! – ele exclamou, fazendo o vocalista suspirar.

— Tudo bem, você tem razão. Mas Kai-kun, ligue para o Sakai logo!

— Estou tentando, mas... – o líder disse um tanto sem graça, fazendo aparecer uma de suas covinhas.

— Mas o que? Mas o que, Kai?! O que raios falta agora?! – Ruki falava parecendo um louco.

— Parece que não tem sinal aqui dentro...

Houve um momento de silêncio e então Uruha disse:

— Ei, Takanori...

— Que é?

— Talvez você devesse se benzer ou algo assim....

***

Ele não tinha conseguido parar de pensar na garota desde que a vira no dia anterior, e por isso não via a hora de poder voltar a PSC para tentar encontrá-la novamente.

Ele passou um tempo tentando imaginar o porquê de ela ter corrido, e só chegou à conclusão que era por precisar voltar ao trabalho, afinal o GazettE sempre teve fama de serem bem severos com seus staffs.

Byou agora caminhava entre os estúdios improvisados dentro do galpão, esperando que os outros terminassem de se aprontar para o photoshoot. Ele havia se vestido primeiro e agora procurava por um lugar para fumar.

O ScReW estava no estúdio 7, o que ficava mais ao fundo do galpão, o mais longe da porta também. Então ele praticamente teve que passar por todos os estúdios para conseguir um espaço aberto.

Foi quando ele a viu.

Ele não sabia porque ela estava lá, mas já se sentia o cara mais sortudo do planeta. Ele tentou não correr em sua direção, mas foi inevitável caminhar apressadamente até lá.

Ela estava nos arredores do estúdio 3, acompanhada de alguém que Byou achava que conhecia, mas a pessoa simplesmente estava ofuscada por Cecile e ele não conseguia tirar os olhos dela.

— Olá! — ele disse chegando por trás da garota.

Quando Sakai o viu soltou um ruído estridente, um misto de grito com uma puxada de ar. Cecile também se assustou.

— Oh~ Byou-san! Er... hm...o que você faz aqui? – ela perguntou se afastando um pouco, rindo nervosamente.

— O ScReW está tendo um shoot aqui hoje! – ele sorriu – E você? Ajudando o GazettE?

— É, é... sabe como é ne~

O empresário estava sem reação, nem acreditava que tal coincidência fosse possível. Seu estômago começou até a doer de nervoso. Ele precisava fazer algo, então pegou a cyborg pelo braço e falou:

— Desculpe, Byou-kun, mas Cecile-san e eu estamos com pressa – e sorriu, puxando-a.

— Oh! Sakai-san! Me desculpe, eu não tinha te visto aí – dando um sorriso que o empresário percebeu ter toda uma aura maligna. – Eu queria muito conversar com a Cecile-san, será que você não pode fazer o que tem que fazer sozinho? – ele disse pausadamente, como se estivesse falando com um retardado mental.

— Desculpe, Byou-kun – disse a cyborg ficando séria – Mas eu realmente tenho que ajudá-lo – e começou a se afastar com Sakai. Mas o vocalista foi seguindo-os. Os dois olharam para Byou que disse:

— Também estou indo nessa direção – ele ficou um pouco em silêncio e continuou – Nee, Cecile-san, você, hm...não respondeu meu pedido do outro dia.

Sakai suava. Não sabia o que fazer para afastar o rapaz. Ele não podia ser rude com um integrante de outra banda da PSC, pois a punição poderia recair sobre o GazettE. Como empresário ele sabia disso. Mas...

— Eu estava realmente ocupada daquela vez... – Cecile disse sem olhá-lo.

— Eu supus que fosse isso – disse Byou andando ao seu lado, dando aquele sorriso que a encantava – Mas e então... eu realmente gostaria que você aceitasse meu convite... – ele falou encarando-a com olhos brilhantes.

Cecile havia conversado com Uruha no dia anterior que talvez fosse melhor que ninguém soubesse que ela era namorada de Ruki, para o caso de descobrirem que ela era um robô. Por isso ela tentava pensar num outro modo de dispensá-lo.

— Olha... e-eu... – ela começou. Porém antes que pudesse recusá-lo ele a puxou pelo braço, deixando-os bem próximos. Sakai estava a muito pouco de um colapso.

Enquanto isso, os integrantes do GazettE já estavam prontos para as fotos, e saíram do camarim. Ruki logo percorreu os olhos em volta, mas não viu Cecile e Sakai.

— Não está aqui – ele murmurou.

— Sakai também não está aqui, não se preocupe, Ruki-kun – disse Kai – Eles devem estar juntos.

O vocalista mordeu o lábio e falou:

— Só me deixe encontrá-los, ok? Eu volto logo – e saiu rapidamente.

Ele nem precisou ir muito longe para achá-los. Quando os avistou, Byou segurava Cecile pelos braços e Sakai estava por perto, parecendo que ia vomitar tudo que comera naquela dia. O vocalista se aproximou lentamente com as mãos nos bolsos da calça e conseguiu ouvir o outro dizer:

— E-eu... me apaixonei por você, Cecile-san! No primeiro momento em que a vi! Por favor, saia comigo! – e ameaçou beijá-la.

— E aí, Byou-kun, como você está? – disse Ruki sério, assustando o outro que não havia notado sua aproximação.

— Ruki-san... – disse Byou colocando a mão sobre o peito pelo susto, e virando-se para reverenciar seu veterano – como você está?

Ruki apenas pegou sua namorada pela mão e começou a puxá-la de volta para o estúdio, deixando Byou lá, boquiaberto. Sakai correu atrás do casal, parando para fazer uma breve reverência para ele.

— Oh~ Então é isso – o vocalista do ScReW sussurrou, estreitanto os olhos.

Seu celular tocou e ele atendeu ainda olhando os três se afastarem.

— Hai.

— Estamos prontos – disse a voz do outro lado.

— Certo, Manabu, já estou indo.

E só a onda de azar do vocalista do GazettE podia explicar porque raios o guitarrista do SCREW conseguira fazer uma ligação e Kai não.

***

Aoi foi o primeiro a vê-los voltando e pela cara de Ruki com certeza havia algo errado. Ele fez sinal com a cabeça apontando o vocalista aos outros que se viraram a tempo de ver Ruki jogando Cecile na cadeira mais próxima. Se as partes de seu corpo não fossem metálicas, ela certamente teria se machucado.

— Oi, oi... — murmurou Reita parecendo preocupado.

Sakai se aproximou deles e Uruha perguntou.

— O que houve, Ryou-chin?

— Encontramos Byou-kun aqui! Ou melhor, ele nos encontrou – ele falou baixo e os outros suspiraram.

— Droga... – disse o baixista – e depois?

— Bem, ele... ele disse que está apaixonado por ela...

— Não me diga que o chibi chegou bem nessa hora – Aoi falou e o empresário confirmou com a cabeça.

— Ele chegou nesse exato momento...

— Eu falei pra você não me dizer! – disse Aoi com um facepalm.

— Ei, tudo bem deixar a Cecile-san sozinha com ele? – perguntou Kai – Ruki-kun parece meio... como devo dizer... descontrolado...

— Acho que tudo bem, ele não faria nada pra ela – comentou Reita — ... faria?

E eles ficaram observando o vocalista de pé em frente a Cecile, que estava na cadeira em que ele a jogara, mas o que aconteceu foi... absolutamente nada. O vocalista foi em direção aos outros e passando por eles disse:

— Vamos trabalhar.

E eles foram. Mesmo sem que Ruki tivesse dito nada, a cyborg entendeu tudo perfeitamente. Talvez o silêncio dele tivesse sido até pior. Se ela tivesse lágrimas, ela provavelmente teria chorado. Estranho mesmo era a ardência que sentia nos olhos apesar disso.

Ela ficou ali sentada, olhando enquanto as fotos eram tiradas, se sentindo cada vez mais triste. Ela realmente não conseguia deixá-lo feliz. Talvez fosse até melhor se ele a devolvesse depois dos 7 dias.

E então ela começou a sentir uma pequena dor em sua cabeça, que parecia vir bem do fundo, se espalhando a partir de um ponto para o resto. E enquanto ela os observava, a dor ia ficando mais forte.

Ela esfregou os olhos e ouviu:

— Dia difícil?

A cyborg virou rapidamente para a voz que viera bem de seu lado. A dor parecia ter sumido com o susto.

— Gaku-san! – ela exclamou ao ver quem era.

O homem estava sentado ao seu lado com as mesmas roupas estranhas da última vez, comendo o que parecia ser um crepe. E de onde ele tinha surgido mesmo?

— Você tá com uma cara horrível, 001! – ele disse animado

— Não me chame assim, por favor, eu ganhei um nome bonito – ela disse tristemente.

— Ah, sim. Eu sei... mas não consigo perder essa mania de chamá-los por seus números – e ele riu – E então?

Cecile supirou.

— Ser uma namorada é difícil – ela murmurou.

— Oh~ É mesmo?

— Eu acho que não tenho conseguido agradá-lo, Gaku-san! – ela disse num tom levemente desesperado.

— Você sabe o que isso significa pra você, certo? – ele perguntou e ela confirmou com a cabeça – Bem, você ainda tem 4 dias – ele continuou, dando tapinhas no ombro dela.

Cecile olhou em direção ao estúdio e perguntou:

— O que eu posso fazer, Gaku-san?

— Perguntar isso pra mim é... um erro – ele riu sem graça – mas seja você mesma, afinal você foi programada para ser perfeita, certo? E com tudo que ele gostaria de ter numa mulher de verdade. Então uma hora ou outra você irá agradá-lo. Talvez você deva começar tentando conhecê-lo melhor...

— Sim...

Ela suspirou novamente.

— Nee, Gaku-san... Ee?! Gaku-san?! – Ele não estava mais lá, deixando-a sem poder perguntar se ela era um produto com defeito.

Notas finais
E aí?! O que acharam?! Lembrando que reviews são sempre bem-vindas~ Agora para o próximo.... Quem raios é essa mulher que vai reconhecer Cecile na rua?!